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ACENO - Revista de Antropologia do Centro-Oeste
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  This is an Open Access Journal Open Access journal
ISSN (Print) 2358-5587
Published by Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) Homepage  [15 journals]
  • Expediente

    • Authors: Editoria executiva
      Pages: 1 - 4
      PubDate: 2022-06-14
      Issue No: Vol. 8, No. 17 (2022)
       
  • Sumário / Table of Contents / Tabla de Contenido

    • Authors: Editoria executiva
      Pages: 5 - 8
      PubDate: 2022-06-14
      Issue No: Vol. 8, No. 17 (2022)
       
  • Editorial

    • Authors: Marcos Aurélio Da Silva, Moisés Alessandro de Souza Lopes
      Pages: 9 - 10
      PubDate: 2022-06-14
      DOI: 10.48074/aceno.v8i17.13572
      Issue No: Vol. 8, No. 17 (2022)
       
  • Apresentação ao dossiê

    • Authors: Sonia Regina Lourenço, Cauê Fraga Machado, Sandro José da Silva
      Pages: 11 - 14
      Abstract: Este dossiê temático da ACENO tem como objeto as territorialidades e processos de identificação negras, quilombolas e indígenas. A proposta busca chamar a atenção para processos de identificação e territorialização que forneçam perspectivas adicionais às análises consolidadas que se dedicaram às tradições, à etnogênese e às situações de fronteiras étnicas, mais afeitos às mediações com o Estado-nação, que privilegiaram as relações políticas, agentes e agência da burocracia. Um movimento renovado de coletivos indígenas, quilombolas e negros tem revisitado tais abordagens mediante a crítica sistemática aos padrões eurocentrados, brancos e coloniais que produziram a invisibilização sistemática do que esses movimentos consideram relevantes. Dentre essas, categorias como “retomada” e “resistência” – não apenas como reação mas como re-existência – territorial e existencial são fundamentais quando tomadas como conceitos que descrevem diferentes vínculos entre actantes dos mais diversos modos de existência. A proposta privilegiará a publicação de etnografias e reflexões teóricas acerca desse novo cenário no qual entes produzem reflexões cosmopolíticas e modos de agir com (ou contra) o Estado-nação de modos antes insuspeitos. Espera-se que as contribuições contemplem a diversidade regional, étnico-racial e de gênero, bem como contribuições dos povos originários e povos e comunidades tradicionais. Trata-se de consolidar olhares não pela via da memória ou da prova, mas pela cosmologia e relacionalidade estendida a todos existentes, recuperando algo dado como perdido ou inexistente. Pretende-se de sublinhar identificações e territorialidades que encontram novas maneiras de se expressar, retomando terras, práticas, contato com seres, objetos, linguagens sem que essas nunca tenham sido perdidas de fato.
      PubDate: 2022-06-14
      DOI: 10.48074/aceno.v8i17.13574
      Issue No: Vol. 8, No. 17 (2022)
       
  • Varinhas bordadas: narrativas de re-existência em Mosqueiro, uma ilha
           amazônica

    • Authors: Renato de Souza
      Pages: 15 - 30
      Abstract: Neste artigo, aprofundo a análise de narrativas de mulheres-bordadeiras ao recurso-modo que possuem nas mãos onde o conceito de re-existência e a relação afroindígena perfazem processos de luta política. Varinhas bordadas é o nome de um símbolo da cultura material ainda vivo na vida e memória das comunidades tradicionais da ilha de Mosqueiro, distrito de Belém-Pará. Foi um souvenir encantado, produzido em massa até 1975 quando, ao ser inaugurada a ponte que liga a ilha ao continente, cessaram os acessos por navio. As mudanças advindas com as ocupações causaram progressivas transformações que não extinguiram as raízes locais. O que à princípio poderia tratar-se de apenas tradição comercial, ganhou contornos mais antropológicos mediante saberes reafirmados diante da ameaça de extermínio das heranças de antepassados índios e negros.  
      PubDate: 2022-06-14
      DOI: 10.48074/aceno.v8i17.12256
      Issue No: Vol. 8, No. 17 (2022)
       
  • Da “casa da Marlene” para universidade: uma análise sobre
           as pedagogias negras

    • Authors: João Alipio Cunha, Rafael Moreira Serra da Silva
      Pages: 31 - 52
      Abstract: Neste artigo, propomos analisar a biografia da antropóloga negra Marlene Cunha. Primeiro, discutiremos o seu papel de liderança no Grupo de Trabalho André Rebouças - GTAR, organizado entre a década de 1970 e 1980. Em seguida, debateremos a influência dessa antropóloga e do GTAR na fundamentação de pedagogias no coletivo negro Marlene Cunha do Museu Nacional, criado no ano de 2017. Objetivamos com isso refletir sobre os desafios dos estudantes negros na universidade, durante a ditadura militar e o regime democrático.
      PubDate: 2022-06-14
      DOI: 10.48074/aceno.v8i17.12508
      Issue No: Vol. 8, No. 17 (2022)
       
  • Entre Karuwaras e Caboclos: pajelança, territorialidade e relações
           afroindígenas entre os Tenetehar-Tembé do alto rio Guamá (PA)

    • Authors: Benedito Emílio da Silva Ribeiro, Daniel Xavier da Fonseca
      Pages: 53 - 74
      Abstract: Esta pesquisa analisa as práticas culturais em torno da pajelança Tembé na Terra Indígena Alto Rio Guamá, nordeste do Estado do Pará. Estabelece conexões e avalia interações, empréstimos e trocas com práticas de origem africana e europeia, que revelam relações afroindígenas no interior das aldeias. Mapeando as especificidades da pajelança, os praticantes e repertórios de conhecimento dos Tembé do Guamá, percebe-se como este povo incorporou elementos “exógenos” para potencializar, criativamente, suas práticas tradicionais e demarcar aspectos de sua identidade e territorialidade. Palavras-chave: Amazônia; relações afroindígenas; povo Tenetehar-Tembé; práticas culturais; território e espiritualidade.
      PubDate: 2022-06-14
      DOI: 10.48074/aceno.v8i17.12357
      Issue No: Vol. 8, No. 17 (2022)
       
  • Ontologias indígenas, territorialidade e etnicidade: os imbróglios dos
           processos de demarcação da Terra Indígena Médio Rio Negro.

    • Authors: Luiz Augusto Sousa Nascimento
      Pages: 75 - 90
      Abstract: Pesquisa de carácter etnográfica, aborda a partir do ponto de vista das populações amazônicas, as concepções de territorialidade, Terra Indígena, meio ambiente, bem como estabelece um diálogo referente aos conflitos socioambientais regentes na região do Médio Rio Negro no noroeste amazônico (extrativismo da piaçaba). No bojo da apropriação de territórios e dos recursos naturais inerentes para a economia local, procuramos demonstrar as implicações sociológicas e os imbróglios fomentado pelos processos dos estudos de Identificação e Demarcação de Terras Indígenas no âmbito da Funai. Demonstraremos a importância do papel das lideranças indígenas quanto a defesa de um território indígena (Terra Indígena), os argumentos consolidados que dizem respeito a etnicidade, que conduzem o enfrentamento de ações e agenciamentos exógenos, como do Estado, ONGs, agentes patronais, grileiros entre outras. Como resultado, os indígenas rechaçam qualquer tentativa de desconstrução das noções de territorialidades e etnicidade que não estejam imbricados às suas bases ontológicas.
      PubDate: 2022-06-14
      DOI: 10.48074/aceno.v8i17.12371
      Issue No: Vol. 8, No. 17 (2022)
       
  • Movimentos e transformações na paisagem: terra Indígena,
           territorialidade e território Kaingang no sul do Brasil

    • Authors: Alexandre Aquino
      Pages: 91 - 112
      Abstract: A análise das configurações do território atual kaingang demonstra que os dois últimos séculos tiveram conseqüências diversas para transformações na paisagem ancestral, inaugurando uma série de controvérsias em virtude do seu uso e ocupação tradicional, que se sustentam pela lógica do Grande Divisor. A etnografia permite perceber que este processo histórico é traduzido a partir da perspectiva xamânica do território, situando os diversos arranjos socioespaciais daí decorrentes em termos de sua cosmopolitica. Esta perspectiva articula a constituição do grupo local com formas de sociabilidade baseadas na reciprocidade, como vemos na importância atribuída às metades exogâmicas, de tal modo que se constitui como um ponto de vista privilegiado na relação com a alteridade, notadamente, quando interagem com as cidades e os poderes provenientes do mundo do branco.
      PubDate: 2022-06-14
      DOI: 10.48074/aceno.v8i17.12311
      Issue No: Vol. 8, No. 17 (2022)
       
  • Rompendo as cercas, fazendo a retomada: sobre as relações entre as
           retomadas de terra dos Terena no Mato Grosso do Sul e política de
           exportação de commodities

    • Authors: Marina de Barros Fonseca
      Pages: 113 - 128
      Abstract: O presente artigo se propõe a analisar o papel das retomadas de terra enquanto método de resistência ao avanço das fronteiras extrativistas e do colonialismo sobre territórios de ocupação tradicional indígenas, tendo como foco de análise aquelas realizadas pelos Terena de Buriti no Mato Grosso do Sul. O avanço de políticas econômicas focadas na exportação de commodities na América Latina, aliadas ao acúmulo de experiências de resistência, criam um cenário no qual as retomadas de terra se apresentam enquanto uma saída não apenas viável, mas necessária, do labirinto criado pelo agronegócio.
      PubDate: 2022-06-14
      DOI: 10.48074/aceno.v8i17.12308
      Issue No: Vol. 8, No. 17 (2022)
       
  • A categoria “remanescentes das comunidades dos quilombos” e seus
           reflexos em duas comunidades quilombolas do Paraná

    • Authors: Manuela de Souza Diamico, Josiel dos Santos
      Pages: 129 - 146
      Abstract: A atual definição jurídica de “remanescentes das comunidades dos quilombos” busca reparar em alguma medida o irreparável prejuízo deixado pelo sistema escravocrata, a partir de mecanismos voltados para valorização da identidade quilombola e incentivo ao acesso aos direitos, em especial à terra. Um ponto importante é compreender como cada comunidade constrói estratégia própria, tanto para criar sua narrativa identitária como para acessar seus direitos. O objetivo é refletir sobre como duas CRQs do Paraná mobilizam a categoria jurídica (2005-2020). 
      PubDate: 2022-06-14
      DOI: 10.48074/aceno.v8i17.12304
      Issue No: Vol. 8, No. 17 (2022)
       
  • Las (re)existencias indocampesina-quilombola y sus disputas territoriales:
           descolonizando la historia social y política brasileña

    • Authors: Conceição Coutinho Melo, Raquel Buitrón Vuelta
      Pages: 147 - 166
      Abstract: Este trabalho busca refletir sobre as lutas emancipadoras de indígenas, camponeses e quilombolas no Brasil- os quais estão agrupados aqui na terminologia indocampesinos-quilombolas- a partir da compreensão das relações e tensões entre seus territórios e a esfera estatal, discorrendo desde o Brasil colonial até os dias atuais, que pretende contribuir com a descolonização da história social e política brasileira. A partir de a reinvenção do pensamento crítico partindo da América Latina/Abya Yala-quilombola, os elementos conceituais e críticos das Epistemologias do Sul, Ecologia Política e Decolonialidade ajudam a pensar o sistema-mundo moderno, capitalista e patriarcal, para entender as re-existências que refletem as disputas em torno dele. Desde e contra o Estado, os indocampesinos-quilombolas têm conseguido retomar seus territórios e reafirmar suas identidades, cujas histórias se entrecruzam pela herança medular (pós)colonial e seus principais ritos estão reflexionados neste trabalho Palavras-chave: INDOCAMPESINOS-QUILOMBOLAS; EPISTEMOLOGIAS DO SUL; RE-EXISTÊNCIA; TERRITÓRIO
      PubDate: 2022-06-14
      DOI: 10.48074/aceno.v8i17.12302
      Issue No: Vol. 8, No. 17 (2022)
       
  • O agir Mẽbêngôkre sob a perspectiva de narrativas
           míticas

    • Authors: Dilma Ferreira
      Pages: 167 - 184
      Abstract: O presente artigo busca explorar, inicialmente, o lugar do mito entre os Mẽbêngôkre, bem como a função exercida sobre a cultura ou kukràdjà do povo, por meio do agir dos ancestrais míticos. Traz uma abordagem comparativa do mito Mẽbêngôkre intitulado homem sapo ou inimigo parecido com sapo, com versões documentadas por Curt Nimuendaju (1986) e Anton Lukesch (1976). Buscou evidenciar além de processos de origem e aquisição de bens culturais alocados ao patrimônio material dos Mẽbêngôkre, trazer para cena o agir Mẽbêngôkre diante de embates coloniais e conflitos interétnicos e territoriais, que reverberam na atualidade. Considerou-se que os mitos Mẽbêngôkre dizem muito mais do presente do que tratam do passado, pois são histórias que ensinam ou orientam o agir Mẽbêngôkre frente a diversas situações conflitantes e mesmo, orientam ações sociais/culturais desse povo. Palavras-chave: Narrativas míticas; Historicidade Mẽbêngôkre; Agência indígena.
      PubDate: 2022-06-14
      DOI: 10.48074/aceno.v8i17.12294
      Issue No: Vol. 8, No. 17 (2022)
       
  • Tornar-se indígena na cidade: processos de identificação, violência e
           

    • Authors: Luiza Freire Nasciutti
      Pages: 185 - 200
      Abstract: Este trabalho parte da pesquisa de campo, realizada de 2017 a 2018, e analisa as agências e os processos de construção da identidade indígena de quatro mulheres que vivem no Rio de Janeiro. Investigam-se os pontos convergentes em suas buscas pelas “raízes” indígenas, onde elas compreendem a identidade étnica enquanto potencialidade a ser descoberta e retomada. Observa-se como processos de subjetivação retrabalham histórias de familiares e experiências pessoais e coletivas, operadas enquanto memória, para produzir certos tipos de agência e autoafirmação. Analisam-se também os processos de discriminação e invisibilização que tais mulheres experienciam na cidade e enfatizam-se as agências que emergem como respostas a essas violências. Ser indígena é pensado enquanto experiência urbana possível, e não antagônico a essa experiência. A identidade indígena afirmada na cidade é encarada como uma postura política de disputa por novas epistemologias e modos de ser na cidade, tensionando modos de vida dominantes.
      PubDate: 2022-06-14
      DOI: 10.48074/aceno.v8i17.12289
      Issue No: Vol. 8, No. 17 (2022)
       
  • Territorialidades múltiplas e modos de re-existência entre
           coletivos afrorreligiosos

    • Authors: Jean Favaro, João Daniel Dorneles Ramos, Hieda Maria Pagliosa Corona
      Pages: 201 - 216
      Abstract: Este artigo apresenta uma cartografia das diferentes dimensões de territorialização que são agenciadas na cosmopolítica afro-brasileira. A partir de experiências etnográficas, o texto enfatiza a importância dos pontos de força (encruzilhadas, cemitérios, matas, entre outros), onde os coletivos afrorreligiosos produzem e (re)inventam suas re-existências e territorialidades, em suas relações com terreiros, pessoas, orixás e diversos outros actantes, fundados em uma lógica de multiplicidade, cujos agenciamentos desterritorializam o padrão racial-moderno de produzir o corpo e o espaço.
      PubDate: 2022-06-14
      DOI: 10.48074/aceno.v8i17.12281
      Issue No: Vol. 8, No. 17 (2022)
       
  • “Relevantando a aldeia, fortalecendo nosso espírito de guerreiro”:
           reflexões sobre corpos, territórios e encantaria nas retomadas Anacé

    • Authors: Luciana Nogueira Nóbrega, Lia Pinheiro Barbosa
      Pages: 217 - 234
      Abstract: Desde a década de 1990, o Estado brasileiro tem investido recursos na instalação do Complexo Industrial e Portuário do Pecém, a oeste de Fortaleza, Ceará. Contudo, essa área corresponde à parte do território do povo indígena Anacé, que, no processo de resistência aos impactos socioambientais, tem mobilizado múltiplas ações para garantir seus direitos de existir. Dentre essas ações, as retomadas tem sido uma prática empreendida por parcela do povo Anacé que permanece reivindicando a demarcação da Terra Indígena. Nesse contexto, realizamos um estudo sobre as retomadas Anacé efetivadas entre os anos de 2015 a 2019, buscando compreendê-las enquanto prática política, simbólica e social, que agencia corpos, encantados e territórios, tecendo outras possibilidades de presente e de futuro. Ao retomarem seus territórios, os Anacé promovem uma autodemarcação da terra e de si mesmos, libertando as encantarias e os fluxos da vida de seus aprisionamentos impostos pela modernidade ocidental capitalista.
      PubDate: 2022-06-14
      DOI: 10.48074/aceno.v8i17.12279
      Issue No: Vol. 8, No. 17 (2022)
       
  • Baía de Todos os Santos e Região Metropolitana de Salvador, BA:
           territórios quilombolas e conflitos na contemporaneidade

    • Authors: Cintia Beatriz Müller, Quésia Daiara dos Santos de Jesus, Tayonara Aillana dos Santos Jesus
      Pages: 235 - 248
      Abstract: A Região Metropolitana de Salvador (RMS) e a Baía de Todos os Santos (BTS) agregam um número considerável de municípios, sobrepondo-se em termos histórico-geográficos. A proposta deste artigo é localizar territórios de quilombos contemporâneos certificados pela Fundação Cultural Palmares em relação aos municípios que compõem cada uma destas macrorregiões. Em um segundo movimento, identificamos os principais conflitos enfrentados por essas coletividades quanto aos seus respectivos processos de territorialização e permanência local.    
      PubDate: 2022-06-14
      DOI: 10.48074/aceno.v8i17.12277
      Issue No: Vol. 8, No. 17 (2022)
       
  • Suzana Para’í para vereadora: a inserção de novas modalidades de
           ação no processo de territorialização da aldeia Guarani Mbya Ka’Aguy
           Hovy Porã

    • Authors: Monique Rodrigues de Carvalho
      Pages: 249 - 264
      Abstract: Este artigo tem por objetivo apresentar os elementos que compuseram a candidatura ao cargo de vereadora de Suzana Para’í, Guarani Mbya integrante da aldeia Ka’Aguy Hovy Porã em Maricá/RJ, aldeia formada a partir do convite do prefeito da época Washington Quaquá para que o grupo viesse ocupar uma parte da Área de Proteção Ambiental da cidade. Busca-se atrelar as motivações e estratégias de ação que se conformaram na formação da campanha às possibilidades consolidadas a nível nacional, além da formação de novas modalidades de ação estabelecidas pelo grupo para consolidação do seu processo de territorialização na cidade.
      PubDate: 2022-06-14
      DOI: 10.48074/aceno.v8i17.12276
      Issue No: Vol. 8, No. 17 (2022)
       
  • Os saberes e práticas de autoatenção da comunidade quilombola de
           Laranjal, Mato Grosso

    • Authors: Nayara Marcelly
      Pages: 265 - 274
      Abstract: O presente artigo busca apresentar os saberes e práticas de autoatenção da comunidade quilombola de Laranjal, localizada no município de Poconé do estado de Mato Grosso. O termo autoatenção pode ser compreendido como o conjunto de saberes e práticas que se constituem de modo coletivo e em articulação com a memória e o território, expressando-se de diversos modos, dentre eles: os remédios caseiros, a prática da benzeção, a prática do parto e do resguardo. Alguns resultados emanciparam a partir da pesquisa, por exemplo, as noções de memória coletiva, território, saberes e práticas como processos coletivos e relacionais, fundamentais no processo de transmissão do conhecimento. O termo “remanescente de quilombo” foi problematizado a partir da indagação de como a comunidade pensa essa categoria e como ele se apresenta não só como lugar de memória coletiva, mas como lugar político. A metodologia utilizada foi a pesquisa etnográfica. Realizada entre os anos de 2015 e 2016 por meio do Programa de Iniciação Científica. A pesquisa etnográfica foi traçada inseparadamente da revisão conceitual, da realização de entrevistas, da vivência dos espaços e da textualização do diário de campo. A escolha do tema, mostra-se essencial por abarcar formas específicas de conhecimentos e agências, emancipando como resposta aos estudos decoloniais.  
      PubDate: 2022-06-14
      DOI: 10.48074/aceno.v8i17.12267
      Issue No: Vol. 8, No. 17 (2022)
       
  • Quilombos acadêmicos: a re-existência de práticas ancestrais
           afro-brasileiras na Universidade de Brasília

    • Authors: Rodrigo Maciel Ramos, João Paulo Siqueira
      Pages: 275 - 298
      Abstract: Academic quilombos: the re-existence of Afro-Brazilian ancestral practices at the University of Brasília A análise histórica decolonial demonstra que as universidades brasileiras atuam como instituições colonialistas promotoras da branquitude. Esse artigo busca compreender, através da trajetória de 4 estudantes negros na Universidade de Brasília, a agência dos coletivos negros enquanto uma prática de re-existência da ancestralidade negra, os aquilombamentos. A pesquisa se apoiou na epistemologia qualitativa e no método construtivo interpretativo como forma de acesso às subjetividades dos estudantes. O recorte realizado favoreceu a compreensão da afetividade como impulsionadora da construção identitária.   Palavras-chave: universidades; identidade negra; aquilombamento; corporeidade; saúde mental.
      PubDate: 2022-06-14
      DOI: 10.48074/aceno.v8i17.12264
      Issue No: Vol. 8, No. 17 (2022)
       
  • Retomada Tupinambá em Olivença: reflexões acerca da indianidade e
           permanência indígena a partir de um mandado de segurança

    • Authors: Mariana Vilas Bôas
      Pages: 299 - 314
      Abstract: Este trabalho versa sobre a controvérsia jurídica/sociotécnica em torno da demarcação da Terra Indígena Tupinambá de Olivença. O objetivo que busquei alcançar foi identificar e discutir os principais argumentos acionados por não indígenas a fim de impedir o reconhecimento do direito dos povos indígenas às suas terras tradicionais e, por outro lado, compreender as práticas de resistência e territorialização indígena diante de um cenário de confronto e confinamento ao longo de cinco séculos de contato, fricção/atrito. Ao impor sua presença junto à justiça, os Tupinambá fazem do tribunal, uma arena cosmopolítica e impõem constrangimentos àqueles que pretendem agir em detrimento existência dos outros viventes, impedindo-os de fazê-lo em um ambiente asséptico.
      PubDate: 2022-06-14
      DOI: 10.48074/aceno.v8i17.12231
      Issue No: Vol. 8, No. 17 (2022)
       
  • “É lá que o pai enterrou nossos umbigos”: ontologia de território
           para a população da Comunidade Quilombola Aldeia (SC)

    • Authors: Nathália Dothling Reis
      Pages: 315 - 330
      Abstract: Neste trabalho, trato de explorar as concepções locais de território para a Comunidade Quilombola Aldeia - SC, onde muitas narrativas e cenas etnográficas me chamaram a atenção durante minha pesquisa de mestrado. Sabemos que essas populações enfrentam muitas dificuldades e que com o governo atual de Bolsonaro estão sendo ainda mais perseguidas e tendo seus direitos fundamentais ameaçados. Essas ações do atual governo têm a ver com um projeto que atende ao interesse do capital global nessas terras posicionando-se no que Escobar (2015) chamaria de ontologia moderna. De outro lado, temos as populações tradicionais que expressam uma relação com o território muito distinta, localizando-se no que o autor chamaria de ontologia relacional. Através das narrativas locais, exploro a complexa relação da população da Aldeia com o território, marcada pelos umbigos e tesouros enterrados, lembranças e afeto com a Lagoa de Ibiraquera e com os mais velhos que já se foram, mas seguem ali.
      PubDate: 2022-06-14
      DOI: 10.48074/aceno.v8i17.12135
      Issue No: Vol. 8, No. 17 (2022)
       
  • O xarope de Dona Vardé e outras receitas de resistência no
           Quilombo Kaonge, Bahia

    • Authors: Iacy Silvera, Fátima Tavares
      Pages: 331 - 344
      Abstract: Este texto apresenta como o quilombo do Kaônge, no recôncavo baiano tem desenvolvido estratégias de resistência entre humanos e não humanos, pela terra e suas formas de habitá-la.  A partir do conceito to reclaim (STANGERS, 2017), e sobre a ampliação do conceito aplicados aos indígenas das Terras Baixas Sulamericanas (STUTZMAN, 2018), propomos, aqui, estender a reflexão também aos povos quilombolas iluminando os contrafeitiços que vêm sendo elaborados por estas comunidades.
      PubDate: 2022-06-14
      DOI: 10.48074/aceno.v8i17.12069
      Issue No: Vol. 8, No. 17 (2022)
       
  • Protocolos de consulta prévia para a defesa de territórios e direitos
           indígenas: desafios à pluralidade de direitos

    • Authors: Fernanda Valli Nummer, Catarina Chaves Costa, Camilly Gouvea Proença, Natália Pinto Costa
      Pages: 345 - 362
      Abstract: O objetivo deste texto é fazer um levantamento bibliográfico sobre os 21 (vinte e um) Protocolos de Direito à consulta e ao consentimento prévio, livre e informado já realizados no Brasil, analisando suas produções, seus conteúdos e seu papel no ordenamento jurídico na garantia dos direitos das populações indígenas. Apesar de o Brasil ter ratificado legislações que definem a criação de Protocolos de Consulta Prévia, é fundamental discutir sua aplicabilidade por meio de uma reformulação do modelo de Estado que legitime estes autogovernos que existem no campo empírico.
      PubDate: 2022-06-14
      DOI: 10.48074/aceno.v8i17.12587
      Issue No: Vol. 8, No. 17 (2022)
       
  • A educação para as relações étnico-raciais: notas etnográficas sobre
           populações tradicionais deslocadas

    • Authors: Givanilton de Araújo Barbosa
      Pages: 363 - 380
      Abstract: Este artigo trata de práticas pedagógicas de pensar a Educação para as relações étnicas com populações tradicionais, respectivamente com atingidos por barragem. Discute demandas atuais em torno da educação, novas demandas sociais em articulação com as relações étnico-raciais com vista a representações coletivas, bem como reúne reflexões gerais e abordagens teóricas e pedagógicas possíveis. Nos caminhos metodológicos, parte de de extensão pedagógica em escola de reassentamento de atingidos por barragem, nesse cenário foi percebido a relevância do estudo enquanto uma percepção analítica com o público envolvido. Ao concluir as análises, a extensão pedagógica permitiu reunir elementos em torno de uma perspectiva educativa necessária, repensar a educação escolar de populações tradicionais, ribeirinhos em reassentamento, em situação de deslocamento ao serem atingidos por implantação de barragem. Palavras-chave: Antropologia. Educação. Relações étnicas. Deslocamento social. Populações tradicionais
      PubDate: 2022-06-14
      DOI: 10.48074/aceno.v8i17.11689
      Issue No: Vol. 8, No. 17 (2022)
       
  • A chibata do Cerrado: mídias digitais, prazeres dissidentes e narrativas
           BDSM em uma cidade do Centro-Oeste brasileiro.

    • Authors: Aparecido Francisco dos Reis, Gabriel Zamian de Carvalho
      Pages: 381 - 396
      Abstract: Este artigo com como objetivo apresentar uma análise sobre as relações BDSM no contexto de Campo Grande/MS a partir das narrativas de interlocutores que se desenrolam por meio das mídias digitais. O BDSM é considerado uma sexualidade dissidente, pois transgride e rediscute questões que são colocadas como naturais dentro de uma sexualidade marcada por uma concepção biomédica de normalidade. A metodologia utilizada se serviu de entrevistas com os praticantes de BDSM da cidade e análise documental em redes sociais e blogs específicos do tema. Através da análise da fala dos praticantes, foi possível observar a importância que as mídias digitais assumem em Campo Grande/MS, visto que não há festas, encontros e locais direcionadas a esse tipo de público. Além disso, os resultados mostraram ainda o desejos e tipos de prazeres identificados nas práticas dos membros da comunidade BDSM da cidade, extrapolando a ideia de patologia e reforçando a ideia de normalidade em sua sexualidade. Também foi necessário uma leitura atenta do material numa interação com a bibliografia a fim de discutir a lógicas dos desejos e dos prazeres que descobre o corpo como fonte de erotismo vibrante.

      PubDate: 2022-06-14
      DOI: 10.48074/aceno.v8i17.10791
      Issue No: Vol. 8, No. 17 (2022)
       
  • A “entrada” é oguata porã: os sentidos da Terra Sem Mal na luta pela
           terra dos Avá-Guarani do Oeste do Paraná

    • Authors: Carla Soavinski
      Pages: 397 - 414
      Abstract: Este artigo aborda a associação que os Avá-Guarani do Oeste do Paraná estabelecem entre seus movimentos de “entrada” (ou retomada) e as oguata porã, caminhadas sagradas em busca da Terra Sem Mal (yvy marã e’ỹ). Sugiro que, talvez, o sentido dessa relação possa ser melhor compreendido se yvy marã e’ỹ for considerada como inserida na história, conforme já se tem argumentado, mas também na cosmologia guarani de maneira mais ampla. A proposta é de uma reflexão sobre a imbricação entre território, política e cosmologia na luta pela terra.
      PubDate: 2022-06-14
      DOI: 10.48074/aceno.v8i17.12239
      Issue No: Vol. 8, No. 17 (2022)
       
  • Incursão à Ilha-Brasil: mitos e estórias nacionais

    • Authors: Francisco Octávio Bittencourt de Sousa
      Pages: 415 - 424
      Abstract: O texto a seguir buscou analisar antropologicamente o mito da Ilha-Brasil composto por Jaime Cortesão no século XX. Para tal, a partir dos escritos de Cortesão e de alguns de seus leitores realizou-se análise estrutural de mitos, seguindo a proposta de Lévi-Strauss (1989) e Edmund Leach (1983) agregada a comunidade imaginada de Anderson (1983). O leitor encontrará uma contextualização histórica, seguida de síntese das teorias que guiaram esse texto, para então encontrar a análise do mito e descrição dos níveis simbólicos do mito.
      PubDate: 2022-06-14
      DOI: 10.48074/aceno.v8i17.11999
      Issue No: Vol. 8, No. 17 (2022)
       
  • Articulação da categoria cultura no processo de retomada
           territorial do povo Kiriri

    • Authors: Vanessa Moraes
      Pages: 425 - 438
      Abstract: Esse artigo busca refletir sobre a apropriação dos Kiriri acerca da categoria cultura no processo de retomada territorial. A partir disso, buscarei evidenciar como essa categoria nativa perpassou as principais estratégias para a obtenção do território Kiriri e como isso influenciou não só nas relações interétnicas, mas principalmente intraétnicas, culminando na expulsão de diversos Kiriri do território e na divisão da etnia em dois grupos.
      PubDate: 2022-06-14
      DOI: 10.48074/aceno.v8i17.12284
      Issue No: Vol. 8, No. 17 (2022)
       
  • Já paguei minha dívida: conversas com homens autores de
           violência de gênero

    • Authors: Lore Fortes, Priscila Vieira Ferreira
      Pages: 439 - 456
      Abstract: A partir da realização de entrevistas semiestruturadas com homes autores de violência de gênero que cumpriram pena por terem cometido crimes no âmbito da nº 11.340/2006 na cidade de Apodi/RN, este artigo traz conversas na forma de Discurso do Sujeito Coletivo, técnica de análise de dados que busca compreender como as representações individuais refletem as representações coletivas, reunidas de modo a expressar o que pensa a coletividade. Reproduzidas nas falas dos atores sociais pela sua agregação e categorização a ferramenta possibilita o entendimento da realidade investigada, compreendendo as práticas sociais como um jogo social onde as representações coletivas revelam as maneiras de agir e de pensar de cada pessoa. Assim, foi possível concluir que os discursos dominantes de gênero atuam nas relações de poder e compõem os elementos que legitimam e naturalizam a violência de gênero.
      PubDate: 2022-06-14
      DOI: 10.48074/aceno.v8i17.12142
      Issue No: Vol. 8, No. 17 (2022)
       
  • O que vi e vivi: E quem fica' Vivência dos jovens de São Francisco
           do Paraguaçu (BA)

    • Authors: Tiago Zanette
      Pages: 457 - 464
      Abstract: As imagens expressam de forma singela o que consegui apreender nas minhas andanças por São Francisco do Paraguaçu/ BA; espero dar vida a esse ensaio fotográfico com o brilho, as cores e o movimento merecidos. Mostrar o que vi, vivi e vivo na comunidade quilombola, pesqueira, extrativista, tradicional, desde 2015, só reafirma o anseio que carrego em estreitar a ligação entre imagem e memória, resguardando em um determinado tempo-espaço, elementos próprios da história da localidade.
      PubDate: 2022-06-14
      DOI: 10.48074/aceno.v8i17.12240
      Issue No: Vol. 8, No. 17 (2022)
       
  • Pequeno manual antirracista

    • Authors: Clerislânia de Albuquerque Sousa
      Pages: 465 - 470
      Abstract: Resenha - Pequeno Manual Antirracista.
      PubDate: 2022-06-14
      DOI: 10.48074/aceno.v8i17.12257
      Issue No: Vol. 8, No. 17 (2022)
       
  • Memórias da plantação: episódios de racismo cotidiano

    • Authors: Marcos Rodrigues
      Pages: 471 - 476
      Abstract: Resenha do livro KILOMBA, Grada. Memórias da Plantação: Episódios de Racismo Cotidiano. Tradução de Jess Oliveira. Rio de Janeiro: Cobogó, 2019. 244 p
      PubDate: 2022-06-14
      DOI: 10.48074/aceno.v8i17.12227
      Issue No: Vol. 8, No. 17 (2022)
       
  • Histórias não (ou mal) contadas: escravidão, do ano 1000 ao
           século XXI

    • Authors: Joana Lúcia Alexandre de Freitas
      Pages: 477 - 480
      Abstract: Rodrigo Trespach é historiador, pesquisador e escritor. Publicou nove livros além de artigos e reportagens em jornais e revistas brasileiras e internacionais. O Livro Histórias Não (ou Mal) Contadas Escravidão, do Ano 1000 Ao Século XXI lançado em 2018, descreve as diversas formas de escravidão, as causas e origens, desde os primórdios da humanidade até os dias atuais.
      PubDate: 2022-06-14
      DOI: 10.48074/aceno.v8i17.11402
      Issue No: Vol. 8, No. 17 (2022)
       
 
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