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Griot : Revista de Filosofia
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ISSN (Online) 2178-1036
Published by Universidade Federal do Recôncavo da Bahia Homepage  [2 journals]
  • As heterotopias

    • Authors: Claudio Medeiros
      Pages: 1 - 10
      Abstract: Na pós-colônia, a ingovernabilidade depende daqueles que aparecem onde não deviam aparecer, e falam sem autorização para falar. Depende, a rigor, da existência de heterotopias. A questão da espectralidade é, enquanto questão filosófica, a de nossa relação com esses espaços onde os mortos podem estar em aliança com os vivos. Mas os espectros não estão inteiramente aqui, ainda que nos movam, ainda que coloquemos nosso corpo à disposição para que eles possam falar em justiça. Há uma ruptura com o acúmulo da “memória pela memória”, com o desejo de “saber para que o passado não se repita”. No lugar disso, falar aos espectros, como forma de vitalizar uma luta, anônima e continuada, pela terreirização de nossos corpos através da ritualização desses espaços. Desse mesmo estoque de pólvora decorre a dose de liberdade excedida que comandou a luta dos nossos ancestrais contra a escravidão.
      PubDate: 2022-10-28
      DOI: 10.31977/grirfi.v22i3.3019
      Issue No: Vol. 22, No. 3 (2022)
       
  • Notas sobre a questão da persuasão em Hannah Arendt

    • Authors: Ana Lúcia Feliciano
      Pages: 11 - 22
      Abstract: O tema central deste artigo é a persuasão e como ela aparece no pensamento político arendtiano. Nos ocuparemos desta tópica no intuito de mostrar sua fecundidade e seus limites no que concerne à esfera dos assuntos humanos. Em Arendt, as reflexões sobre a persuasão são suscitadas em referência à atividade política do discurso e ao papel da argumentação persuasiva. Nossa aposta é que uma investigação acerca das nuances da persuasão em Arendt comporta duas direções distintas e, portanto, assumiremos duas linhas de pensamento que nos possibilitarão uma incursão neste debate. Com efeito, examinaremos a perspectiva arendtiana no que concerne à persuasão, por um lado, quando o tema aparece na recuperação da experiência da polis grega, por outro, quando ele é tangenciado pelo relato do julgamento de Adolf Eichmann. Isto posto, nossa principal pretensão é explorar como a questão da persuasão é formulada de maneira contrastante no pensamento arendtiano. Para tanto, a modulação constitutiva do debate será demonstrada a partir de considerações pontuais no tocante à presença da persuasão em dois espaços de natureza pública, quais sejam, a ágora grega e o tribunal.
      PubDate: 2022-10-28
      DOI: 10.31977/grirfi.v22i3.3014
      Issue No: Vol. 22, No. 3 (2022)
       
  • Des/colonización epistémica del “yo” e incomprensión política del
           “otro”

    • Authors: María Soledad Escalante Beltrán
      Pages: 23 - 32
      Abstract: El razonamiento de-colonial establece una peculiar manifestación de la teoría crítica contemporánea estrechamente vinculada con las prácticas de las ciencias sociales y las humanidades. No obstante, hace falta una crítica a los modelos dominantes y a las jerarquías de las nacionalidades de los conocimientos, de los sigilamientos constitutivos de las tecnologías y narrativas de participación moderna, de las subjetividades, corporalidades y agencias. En este escrito se argumenta que las ciencias humanas y sociales pueden y deben ser repensadas desde una multiplicidad epistémica que dialogue y que tenga en cuenta las formas de creación de conocimientos que se gestan en espacios extra-científico y extra-académicos.
      PubDate: 2022-10-28
      DOI: 10.31977/grirfi.v22i3.3024
      Issue No: Vol. 22, No. 3 (2022)
       
  • Unterschied: sobre a crítica de Heidegger à concepção
           indiferenciada de natureza

    • Authors: Ricardo Avalone
      Pages: 33 - 44
      Abstract: A relação entre natureza e história é de suma importância no desenvolvimento do pensamento de Heidegger. O filósofo reservou um modo distinto de interrogação da natureza em relação ao modo de interrogar o ser-aí histórico. De fato, o autor de Ser e tempo captou um aspecto fundamental no que diz respeito às consequências do modo como a natureza é considerada em nossa época. Tendo em vista que Heidegger afirmou ser a “natureza um ente que vem ao encontro dentro do mundo e que pode ser descoberto, seguindo-se caminhos e graus diferentes”, sua indicação de que a concepção atual (hegemônica) de natureza caracteriza-se por ser “indiferenciada” se mostra extremamente relevante para a compreensão do tema em foco. Nesse sentido, o presente artigo tem como propósito discutir a crítica heideggeriana da concepção indiferenciada de natureza a partir do conceito de unterschied e do diálogo com seus críticos, buscando explicitar o intuito do filósofo de não mais pensar a relação entre natureza e história separadamente, mas em sua unidade na compreensão ontológica, que se daria a cada vez segundo as modalidades a partir das quais o ser-aí histórico se apropria do seu tendo-sido, sua possibilidade-de-existência tradicionalmente herdada.
      PubDate: 2022-10-28
      DOI: 10.31977/grirfi.v22i3.2929
      Issue No: Vol. 22, No. 3 (2022)
       
  • A tendência à destruição do domínio público pela hegemonia da razão
           neoliberal

    • Authors: Francisco Xarão
      Pages: 45 - 54
      Abstract: Partindo das distinções arendtianas do conceito de público na condição de aparência, exposição e publicidade e público como compartilhamento de um mundo comum tentarei mostrar como nossa percepção da realidade é dependente do senso comum. Essa característica própria da condição humana submete todas as sociedades ao desafio de criar e manter um domínio público, em que, ao confrontar-se umas com as outras e com o mundo percebido, as distintas opiniões possam elevar-se do nível da opinião própria ao patamar de visão comum da realidade, tornando, assim, o mundo partilhável. Em seguida, apresento as características da razão neoliberal a fim de concluir que ela não pode fundar um domínio público e precisa mesmo destruí-lo. Apresento essa ameaça da hegemonia da razão neoliberal sobre o senso comum contemporâneo em termos de tendência porque a total destruição do domínio público significaria também a extinção das sociedades humanas como agregação social e política, o que já foi tentado nos regimes totalitários e fracassou.
      PubDate: 2022-10-28
      DOI: 10.31977/grirfi.v22i3.2932
      Issue No: Vol. 22, No. 3 (2022)
       
  • Ação, espaço público e memória na perspectiva de
           Hannah Arendt

    • Authors: Suzana Oliveira de Almeida
      Pages: 55 - 62
      Abstract: Ao tomarmos como ponto de partida a vida ativa, vemos que a pluralidade, categoria que fundamenta a ação, manifesta-se em meio ao espaço público. O campo da política é o da pluralidade, sendo que nele é necessária à liberdade que é a própria condição da política e, assim sendo, o espaço público torna-se a esfera acolhedora de ambas. É nessa esfera que se constituem as memórias e as narrativas através das ações praticadas nesse espaço. Assim, temos como objetivo demonstrar como o espaço público se constitui e a importância desse espaço como local de construção de memória, tendo como principal obra A condição humana de Hannah Arendt. Em síntese, nossa reflexão estará em torno da importância de se rememorar acontecimentos trágicos como forma de não os vivenciar novamente.
      PubDate: 2022-10-28
      DOI: 10.31977/grirfi.v22i3.3063
      Issue No: Vol. 22, No. 3 (2022)
       
  • Finitude e singularidade: o jogo dos irredutíveis em Sartre

    • Authors: Marcelo Prates
      Pages: 63 - 79
      Abstract: Este artigo tem por objetivo analisar a noção de finitude na obra de Sartre como base para a antropologia existencial desenvolvida nela. Perpassando desde O ser e o nada até as últimas entrevistas, discutimos tal tese a partir das análises, sobretudo, de Bornheim, Moutinho e Mészáros. Para isso, num primeiro momento discute a relação entre ser, finitude e negação. Num segundo momento, associamos a noção de finitude com a de singularidade e como por ela é estabelecida a relação entre ontologia, história e psicanálise existencial. Por fim, afere ao jogo dos irredutíveis como a dinâmica própria que subjaz à antropologia existencial.
      PubDate: 2022-10-28
      DOI: 10.31977/grirfi.v22i3.2933
      Issue No: Vol. 22, No. 3 (2022)
       
  • Primo Levi, Simone de Beauvoir e Wittgenstein: uma apologia da
           comunicação

    • Authors: Josiana Barbosa Andrade
      Pages: 80 - 92
      Abstract: Neste texto, o nosso objetivo é indicar, seguindo o horizonte proposto por Primo Levi em Os afogados e os sobreviventes [1986], que é possível comunicar ou diminuir a distância entre o expressar e o compreender. Como hipótese, argumentaremos que embora não nos seja permitido sentir no lugar do outro, é-nos possível compreender a sua expressão; essa compreensão se daria a partir de uma conversão do olhar, fundamentada em uma vontade de comunicar. Para isso, utilizaremos – no horizonte da problemática de Levi – alguns elementos da filosofia de Simone de Beauvoir, em especial a sua noção de situação, e de Ludwig Wittgenstein, com ênfase em sua noção de apresentação panorâmica. Ambas as noções mencionadas sugerem, a nosso ver, atitudes metódicas, das quais Levi se aproximou.
      PubDate: 2022-10-28
      DOI: 10.31977/grirfi.v22i3.3078
      Issue No: Vol. 22, No. 3 (2022)
       
  • O papel do filósofo: uma perspectiva africana

    • Authors: Francisco Antonio de Vasconcelos
      Pages: 93 - 101
      Abstract: O desejo de compreender o que, afinal de contas, cabe à filosofia realizar e, como consequência disso, qual papel está reservado ao filósofo, no jogo da vida e do conhecimento, embora bastante antigo (no Fédon, Platão já havia se esforçado para definir o que compete ao filósofo fazer), tendo recebido muita atenção ao longo do século XX, continua se mantendo bem atual. Assim, nesta exposição, nós também trataremos disso, entretanto, fazendo um recorte, o continente africano. Desse modo, o nosso objetivo principal aqui é discutir a práxis filosófica, partindo do princípio de que esse tipo de intelectual, apesar de suas ligações próprias com o ambiente teórico, é indissociável da vida concreta, experimentada pelo homem em seu cotidiano. Nesse debate, dialogaremos com pensadores africanos (como Kwasi Wiredu, que destaca a importância do conhecimento filosófico para a modernização da África) e ocidentais.
      PubDate: 2022-10-28
      DOI: 10.31977/grirfi.v22i3.2980
      Issue No: Vol. 22, No. 3 (2022)
       
  • Visitando a terra gêmea moral

    • Authors: Ísis Esteves Ruffo
      Pages: 102 - 115
      Abstract: Este texto pretende examinar os pressupostos da Terra-gêmea-moral, argumento formulado por Terence Horgan e Mark Timmons com intenção de refutar a proposta realista naturalista da moral conhecida como realismo de Cornell. A Terra-gêmea-moral fornece alguma evidência intuitiva de que termos que nomeiam tipos morais não são designadores rígidos de propriedades naturais e que, portanto, não é possível oferecer uma definição naturalista para eles, o que deveria ser um comprometimento do realismo de Cornell. Entretanto, neste texto, procuramos demonstrar que o realismo de Cornell não se compromete com relações de designação rígida entre termos para tipos morais e propriedades naturais para sustentar sua postura naturalista. Em vez da relação de identidade entre tipos morais e naturais que seria trazida pela designação rígida, o realismo de Cornell mantém apenas a tese metafísica segundo a qual tipos morais são constituídos ou realizados por propriedades naturais deixando aberta a possibilidade de múltipla realização dos tipos morais. Como o realismo de Cornell não se compromete com a tese semântica que Horgan e Timmons criticam, então a Terra-gêmea-moral não parece oferecer uma objeção à posição realista.
      PubDate: 2022-10-28
      DOI: 10.31977/grirfi.v22i3.3009
      Issue No: Vol. 22, No. 3 (2022)
       
  • Humilhação da presunção e interiorização da
           lei moral em Immanuel Kant

    • Authors: Reginaldo Oliveira Silva
      Pages: 116 - 127
      Abstract: Na Crítica da razão prática, Kant desenvolve o fundamento da lei moral em seus aspectos objetivo e subjetivo. Depois de afirmar ser plausível postular a determinação da vontade tão somente por meio da razão pura em seu uso prático, foi necessário ao filósofo demonstrar como ela se torna consciente e aceitável para o agente moral. Neste passo, ele examina o sentimento de prazer e desprazer, ao qual associa, de início, a humilhação da vontade entregue ao agrado dos sentidos, de modo que no sujeito emerge uma qualidade nova de sentimento, o respeito, também denominado de sentimento moral. A mesma estratégia encontra-se na terceira crítica, onde o constrangimento, desta vez, atua sobre a imaginação, impossibilitada de abarcar a imensidão sublime com o auxílio do entendimento. O desprazer daí proveniente conduz ao reconhecimento da razão como faculdade superior e, desta, ao prazer proveniente da consciência da lei moral como destinação superior. A considerar a forma como o subjetivo assimila a lei moral, pretende-se aqui pensá-la sob a hipótese de ser ela, antes, por meio do constrangimento e do desprazer, não apenas fundada na liberdade, mas também na humilhação da presunção. O argumento segue as obras de Kant sobre a ética, a começar pela Fundamentação da Metafísica dos costumes, em seguida, segue o caminho da segunda para a terceira crítica. Neste percurso, pretende-se examinar o lugar que o sentimento de prazer ocupa no fundamento a priori da lei moral, seja na analítica da razão prática seja na analítica do belo e do sublime.
      PubDate: 2022-10-28
      DOI: 10.31977/grirfi.v22i3.2931
      Issue No: Vol. 22, No. 3 (2022)
       
  • Um começo para o começo: início absoluto, aufhebung, necessidade e
           contingência em Hegel

    • Authors: Rosmane Gabriele Albuquerque
      Pages: 128 - 148
      Abstract: RESUMO: O presente artigo tem como objetivo indagar e talvez responder – com auxílio dos comentadores – dois pontos relevantes na lógica de Hegel. O primeiro, diz respeito à concepção de fundamentação de um sistema filosófico sem um começo: a ideia de um pressuposto incondicionado. O segundo, concerne à condiçõe das modalidades de necessidade e contingência numa lógica que se propõe absoluta. Como método absoluto, a ciência da lógica expõe o devir como condição do puro pensamento e Aufhebung [suprassunção] aparece como um conceito central, pois é o motor que impulsiona a dialética. Isso pode ser observado tanto na Ciência da Lógica (2016) – com as determinações do pensamento – como na Fenomenologia do Espiríto (2018) – com as figuras da consciência –. Observa-se que há uma relação entre os conceitos de Aufhebung, necessidade e início absoluto. Por tanto, a partir dessa relação, objetiva-se expor a condição das modalidades de necessidade e contingência num sistema absolouto.
      PubDate: 2022-10-28
      DOI: 10.31977/grirfi.v22i3.2974
      Issue No: Vol. 22, No. 3 (2022)
       
  • Um mundo sem mediações: descolonização africana como teoria política
           da modernização periférica

    • Authors: Leno Francisco Danner, Fernando Danner
      Pages: 149 - 161
      Abstract: Utilizaremos o conceito de sociedade sem mediações, calcada no racismo estrutural, tal como proposto por Frantz Fanon, para explicar a tendência regressiva própria às sociedades de modernização periférica, mormente o Brasil. A partir de uma crítica a Gilberto Freyre e a Florestan Fernandes, os quais assumem uma noção de objetivismo sociológico necessitarista com caráter apolítico-despolitizado para explicar o desenvolvimento e as contradições da sociedade brasileira hodierna (o sadismo-masoquismo de Freyre; a incapacidade negra para a ética protestante do trabalho, por causa do escravismo), recusando, ambos, seja o racismo estrutural, seja o branqueamento racial, apontaremos exatamente para (a) a evolução sistêmica como um projeto político intencionado e planificado do branco/colonizador sobre o negro/colonizado enquanto o efetivo mote e dinâmica práticos da formação e do desenvolvimento da sociedade colonial; (b) a inexistência ou a fragilidade das mediações jurídicas, institucionais e normativas entre essas realidades compartimentadas e estanques da raça (branco sobre o – e contra o – negro); (c) a violência direta e a regressão permanente como as tendências estruturais da constituição e do desenvolvimento de uma sociedade de modernização periférica e racializada, inclusive com o apagamento e a falsificação da história colonial; e, finalmente, (d) a correlação intrínseca, mais uma vez negada por Freyre e Fernandes e, ao contrário, afirmada por Fanon, de raça e classe, raça como classe, classe como raça.
      PubDate: 2022-10-28
      DOI: 10.31977/grirfi.v22i3.2928
      Issue No: Vol. 22, No. 3 (2022)
       
  • Figuras empíricas do homo sacer: aproximações ao
           fenômeno neoliberal

    • Authors: Matheus Paiva
      Pages: 162 - 182
      Abstract: Na obra Multiculturalismo: examinando a política do reconhecimento de Charles Taylor, a ideia de identidade Este artigo propõe uma leitura e aplicação do conceito metafísico do homo sacer, central no pensamento de Giorgio Agamben. Deste modo, pretende-se depurar de contextos históricos, sociais e políticos figuras empíricas que refletem traços fundamentais da vida nua, estendendo a aplicação de tal paradigma. Para tanto, é preciso considerar algumas críticas – expostas na introdução do trabalho – ao pensamento de Agamben, que norteiam o empreendimento sem, no entanto, afastar-se absolutamente do arcabouço agambeniano, mas sim provendo novo fôlego às suas construções filosóficas. Basicamente, trabalhar-se-á com três autores críticos: Judith Butler, Thomas Lemke, e Ludueña Romandini. Com isso em mente, propõe-se um modo de leitura do paradigma do homo sacer que permita análises mais precisas da facticidade, garantindo sensibilidade às nuances biopolíticas em seus contextos específicos – ou seja, evitando que todo o corpo social se reduza à sacralidade da nuda vita. Na primeira seção duas figuras são depuradas: as minorias nacionais, a partir das análises políticas de Hannah Arendt; e os detentos indefinidos da Baía de Guantánamo, investigada por Judith Butler. Em um segundo momento, pretende-se aproximar a razão econômica neoliberal ao paradigma de exceção e extrair uma nova figura contemporânea do homo sacer, o homo oeconomicus, ou o sujeito-empresa. Por fim, evidencia-se as consequências neoliberais, desta forma de vida econômica, para a proposta filosófico-política de Agamben, isto é, de implementação de uma comunidade e política inoperosa. Ainda, as consequências para a democracia vigente e as limitações do arcabouço agambeniano para tal contexto político.
      PubDate: 2022-10-28
      DOI: 10.31977/grirfi.v22i3.2934
      Issue No: Vol. 22, No. 3 (2022)
       
  • “Por quê olhar os animais'” Ética da alteridade e animalidade em
           John Berger

    • Authors: Mateus Uchôa
      Pages: 183 - 194
      Abstract: Em seu texto Por quê olhar os animais', John Berger comenta como a metáfora animal foi um recurso indispensável para revelar uma proximidade entre as espécies, e que sem o exemplo de animais seria improvável, por exemplo, descrever eventos como aqueles narrados por Homero n’A Iíada. A correlação entre vidas semelhantes e heterogêneas permitiram aos seres humanos, inspirados pelos animais, darem respostas às primeiras perguntas. É razoável afirmar que a primeira metáfora tenha sido a do animal, como um modo de partilhar o mundo que lhes era comum e diferente. Mas nossa relação com os animais não-humanos também contém contradições; a criação do zoológico representou a elevação de um monumento à impossibilidade de qualquer reencontro com a animalidade. Em vez de liberados, os animais foram capturados por outras categorias políticas. Para John Berger as ambiguidades permanecem “Eles são os objetos de nosso conhecimento sempre crescente. O que sabemos sobre eles é um índice de nosso poder, e assim é um índice do que nos separa deles. Quanto mais sabemos, mais distante eles ficam.”
      PubDate: 2022-10-28
      DOI: 10.31977/grirfi.v22i3.3017
      Issue No: Vol. 22, No. 3 (2022)
       
  • O individual e o coletivo em Taylor e Platão

    • Authors: Weriquison Simer Corbani, Jaqueline Oliveira Bagalho
      Pages: 195 - 204
      Abstract: Na obra Multiculturalismo: examinando a política do reconhecimento de Charles Taylor, a ideia de identidade individual é apresentada, em termos político-culturais, como fosse em parte dependente das identidades coletivas. Nesse sentido, a solução política para a harmonização social e até mesmo para a formação cultural das identidades particulares está ligada à coletividade. No Político de Platão, embora a preocupação final também seja de harmonizar o coletivo, a pólis, a arte política atua antes no ajuste da psyché individual. Isto porque o coletivo é uma espécie de espelhamento do indivíduo. Se por um lado Platão é taxado de idealista para as soluções políticas que apresenta para a questão coletiva, por outro, não o é quando aponta que o discurso (filosófico) é capaz de reorientar o indivíduo para a vida política.
      PubDate: 2022-10-28
      DOI: 10.31977/grirfi.v22i3.2975
      Issue No: Vol. 22, No. 3 (2022)
       
  • A crítica de G. A. Cohen ao pensamento de Rawls: ethos e incentivos

    • Authors: Julio Tomé
      Pages: 205 - 219
      Abstract: Nesse trabalho se investigará as críticas apresentadas por Gerald Allan Cohen ao princípio da diferença afirmado pelo filósofo estadunidense John Rawls. Cohen alega que o princípio da diferença permite desigualdades exorbitantes e que essas desigualdades minariam o ethos de solidariedade pressuposto por Rawls. Contra as críticas de Cohen, se salientará o fato de que os princípios de justiça como equidade devem ser lidos em conjunto (leitura holística) e, portanto, as desigualdades permitidas pelo princípio da diferença são muito menores do que acreditava Cohen, uma vez que se precisa também assegurar a igual liberdade, a igualdade equitativa de oportunidades e o valor equitativo das liberdades políticas. Assim, para se assegurar o funcionamento dos princípios em conjunto, se argumentará que o escopo do princípio é muito mais restrito do que julgava Cohen. Sublinha-se que no pensamento rawlsiano não é necessário um crescimento econômico constante, sendo que o princípio da diferença não deve ser visto como um princípio mercadológico, sobre o qual seu objetivo não é ser um mero princípio de reparação, mas um princípio que afirme a reciprocidade entre os concidadãos de uma sociedade democrática.
      PubDate: 2022-10-28
      DOI: 10.31977/grirfi.v22i3.3013
      Issue No: Vol. 22, No. 3 (2022)
       
  • Destino e predeterminação. Considerações nietzschianas em torno à
           acolhida jubilosa do fato para além de determinismos

    • Authors: Adilson Felicio Feiler
      Pages: 220 - 229
      Abstract: O presente trabalho se assenta sobre um tema fundamental dentro do conjunto do pensamento de Nietzsche: o tema do Destino. Se o Destino for encarrado como algo previamente decidido em relação às mais diversas situações, então a filosofia de Nietzsche se esbarra numa aporia, a de ter que enfrentar o problema do determinismo, que toca um dos maiores obstáculos da cultura: a moral. No âmbito moral tudo se encontra ordenado e determinado. Neste sentido, o desenvolvimento desta pesquisa se orienta na direção de um aprofundamento das implicações filosóficas atinentes ao Destino. Encarrado como tornar-se a organização particular de impulsos, o Destino perde o sentido de predeterminação e decisão pronta e acabada sobre as diferentes situações. Em que medida falar sobre o Destino, no âmbito de pensamento nietzschiano, implica em abertura à plenitude, para além de todas as formas de determinismo'
      PubDate: 2022-10-28
      DOI: 10.31977/grirfi.v22i3.3036
      Issue No: Vol. 22, No. 3 (2022)
       
  • A origem da antropologia kantiana

    • Authors: José Henrique Alexandre de Azevedo
      Pages: 230 - 243
      Abstract: A origem da Antropologia de Kantiana aponta para a coerência do projeto de filosofia deste autor: a proposição de padrões para a resolução de problemas humanos segundo uma finalidade prática da experiência social. Assim, este artigo tem como pano de fundo a ideia que apesar de Kant iniciar a sua filosofia crítica buscando as condições de possibilidade de cientificidade da metafísica, ele flexionou seu projeto, após 1793, em vista do principal objeto de qualquer teoria filosófica moderna, o homem, sendo a antropologia sua ciência. Com isso, exporei que a antropologia não surgiu da psicologia empírica, apesar de ter dela se servido em seu início por falta de um melhor manual de teoria empírica; isso significa que apesar da noção de sujeito ser essencial na filosofia crítica, ela não satisfaz as finalidades humanas, que se vinculam à espécie, em geral. Finalmente, mostrarei que a geografia física é o marco inicial da antropologia kantiana, devido o fato de ser um conhecimento do mundo físico e humano, cuja importância deste último tornou inevitável sua independência, em vista da fundação da ciência do homem. Este artigo também ajuda lateralmente a compreender certo esquecimento da antropologia kantiana por parte da antropologia social e cultural, que se consolidou no século XIX.
      PubDate: 2022-10-28
      DOI: 10.31977/grirfi.v22i3.3006
      Issue No: Vol. 22, No. 3 (2022)
       
  • Imagem do pensamento: Deleuze e a filosofia da diferença

    • Authors: Américo Grisotto
      Pages: 244 - 254
      Abstract: Este artigo tem a intenção indicar um uso propositivo da noção de imagem de pensamento presente na obra Diferença e repetição de Gilles Deleuze, pois de acordo com esta referência, é típico da repetição afirmar-se, permitindo a emergência do que difere. De outro modo, a noção de imagem do pensamento ocorre na filosofia de Deleuze em três ocasiões, nas obras Nietzsche e a filosofia, Proust e os signos e em Diferença e repetição e nestas obras, nem sempre esta perspectiva coincide, deslocando-se de um uso mais crítico para um uso mais positivo. Em termos estratégicos e metodológicos, é justamente sobre este último enfoque, de caráter construtivo, em que nos apoiaremos. A discussão gira em torno de uma imagem afirmativa do pensamento em filosofia face à diferença no ato da repetição, o que significa que a diferença em filosofia traria consigo, em seu movimento, um processo interno de diferenciação, cuja potência a repete, mas não da mesma forma, senão transmutando-a em outra possibilidade do que significa pensar.
      PubDate: 2022-10-28
      DOI: 10.31977/grirfi.v22i3.3022
      Issue No: Vol. 22, No. 3 (2022)
       
  • O enunciado como categoria de análise na produção do(s)
           discurso(s) em Foucault

    • Authors: Dirceu Arno Krüger Junior
      Pages: 255 - 264
      Abstract: O presente trabalho tem por objetivo debater a ideia de que o enunciado pode vir a ser uma provável categoria de análise, na tentativa de pensar o(s) discurso(s), do mesmo modo que sua geração, na moldura teórica proposta por Michel Foucault (1926-1984). O filósofo francês desenvolveu o enunciado como uma categoria de análise, em obras como As Palavras e As Coisas (1966) e a A Arqueologia do Saber (1969), em um enquadramento capaz de permitir uma determinada autonomia à formulação de um conceito. Desta forma, o enunciado, na tentativa de engendrar essa mesma autonomia a uma teoria a ser erigida, permitiria a gravitação desta nos referidos discursos produzidos pelo indivíduo. O enunciado, foucaultianamente, não se refere em stricto sensu a um arcabouço gramatical, ou estritamente linguístico, mas permite a confluência na formação de noções teóricas, ou mesmo na moldura do(s) discurso(s), possibilitando a consonância de ideias que fundamentam os discursos vigentes nas ciências humanas e que delineiam o status quo. Sendo a proposição de enunciado em Foucault uma categoria não necessariamente científica, isto é, sem a envergadura de uma composição de verdade, assim como de um “dizer verdadeiro”. O enunciado, na proposta do autor, contrapõe-se ao discurso que versa sobre a nomenclatura da verdade e os mecanismos que instituem a constante produção desta e que outorgam as concepções epistemológicas (que constituem as epistemologias vigorantes) nos espaços: social, político, histórico e também cultural.
      PubDate: 2022-10-28
      DOI: 10.31977/grirfi.v22i3.3030
      Issue No: Vol. 22, No. 3 (2022)
       
  • O problema da relação intelecto-cérebro na obra de Schopenhauer com
           ênfase especial ao “paradoxo de Zeller”

    • Authors: Pedro Damasceno Uchôas
      Pages: 265 - 277
      Abstract: O presente artigo tem por objetivo principal investigar e circunscrever a relação problemática entre intelecto e cérebro na obra de Arthur Schopenhauer, de acordo com a já conhecida formulação de Eduard Zeller. Desse modo, pode-se contemplar o lugar dos conceitos de intelecto e cérebro no âmbito da explicação metafísica da natureza, tendo-se sempre como noção diretora central a distinção entre os modos de consideração do mundo, apresentadas simultaneamente ainda no texto de O mundo como vontade e como representação e aperfeiçoada e mencionada com mais cuidado nas obras posteriores. Se, por um lado, o mundo é objeto de investigação através da subjetividade e de suas formas de existência, por outro ele é investigado através de um modo de consideração objetivo, que, inicialmente, toma os objetos como existentes por si mesmos, independentemente de qualquer sujeito. Sem poder existir totalmente em separado, na medida em que cada objeto existe apenas para o sujeito, ambos os modos devem confluir para a explicação completa do mundo, como complementação um do outro: o intelecto deve ser também considerado do ponto de vista objetivo e o cérebro segundo a análise do modo de consideração subjetivo, integrando-o na explicação geral do mundo e da natureza.
      PubDate: 2022-10-28
      DOI: 10.31977/grirfi.v22i3.3034
      Issue No: Vol. 22, No. 3 (2022)
       
  • A arqueologia do presente e a questão do sujeito no pensamento de
           Giorgio Agamben

    • Authors: Caio Paz
      Pages: 278 - 291
      Abstract: Este artigo propõe mostrar como a arqueologia agambeniana se realiza por meio de um movimento duplo que, a um só tempo, exibe a tradição a partir de um paradigma excepcional. É possível pensar aqui em um jogo de palavras, já que, habitualmente, a palavra paradigma é usada como sinônimo de modelo e, nesse sentido, a exceção foi o que modelou aquilo que a tradição transmitiu e, igualmente, recalcou. No entanto, com seu gesto característico, Agamben remete a palavra paradigma ao seu sentido etimológico, como “aquilo que se mostra ao lado”, e confere a ela um sentido estratégico na sua arqueologia. Como o exemplo, o paradigma exibe o funcionamento e o pertencimento de algo sem que pertença a isso que é exibido, mostrando-se ao lado, subtraindo o seu pertencimento a uma regra. Isso que ele exibe é a estrutura excepcional da tradição, remetendo também a palavra exceção ao seu sentido etimológico, “capturada fora”. Esse sentido, que define a exceção enquanto tal, é usado para caracterizar a maneira como a tradição operou pressupondo uma origem. Essa pressuposição de uma dimensão originária, anterior a toda suposição, destinou como um fundamento subjacente, o sub iectum, isto é, o problema do sujeito.
      PubDate: 2022-10-28
      DOI: 10.31977/grirfi.v22i3.3059
      Issue No: Vol. 22, No. 3 (2022)
       
 
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