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Griot : Revista de Filosofia
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ISSN (Online) 2178-1036
Published by Universidade Federal do Recôncavo da Bahia Homepage  [2 journals]
  • Algumas contribuições de Merleau-Ponty à pedagogia

    • Authors: Ronaldo Filho Manzi
      Pages: 1 - 17
      Abstract: Este artigo busca apresentar e refletir sobre algumas contribuições que o filósofo Maurice Merleau-Ponty traz à pedagogia durante seus cursos sobre a psicologia infantil e a pedagogia realizados em Sorbonne entre os anos 1949 e 1952. Irá ser destacado como o filósofo insiste que é no entrecruzamento de saberes que somos forçados a pensar de outra forma. Assim, estudos sobre a psicanálise, a antropologia, o culturalismo, por exemplo, são, a seu ver, fundamentais para as reflexões pedagógicas. Essa forma de pensar renova nossa concepção sobre o mundo infantil, tal como a criança se relaciona com o mundo, com os outros e consigo. Para mostrarmos isso, iremos primeiramente apresentar algumas reflexões sobre a infância que influenciaram a própria experiência de pensamento do filósofo. Por fim, apresentaremos um dos cursos de Merleau-Ponty, “A criança vista pelo adulto”, em que se revela a originalidade do filósofo em trazer à tona saberes aparentemente distantes da reflexão pedagógica, mas que nos força a pensar.
      PubDate: 2022-06-19
      DOI: 10.31977/grirfi.v22i2.2796
      Issue No: Vol. 22, No. 2 (2022)
       
  • A meditatio mortis montaigniana: de como filosofar é aprender a viver

    • Authors: Natanailtom de Santana Morador
      Pages: 18 - 29
      Abstract: Desde Platão, a morte tem sido um tema recorrente na história da filosofia e as escolas helenísticas (sobretudo o epicurismo e o estoicismo) fizeram dela uma reflexão diária, de onde advém não só o termo meditatio mortis, mas toda uma literatura, inclusive durante o medievo, que tem como centralidade o momento final da vida. Assim, no século XVI, período no qual se encontra o nosso autor, Michel de Montaigne, a meditação sobre a morte era um topos retórico, mas os Ensaios abordam o tema da morte não somente do ponto de vista literário, mas como uma meditação diária, como um exercício espiritual. Deste modo, o nosso artigo pretende sugerir que Montaigne, muito além de uma abordagem retórica, tenta recuperar o sentido mais originário que as escolas helenísticas davam à meditatio mortis, tomando-a como uma preparação para a própria vida, como uma atenção constante ao presente, diante de um cenário eminente de mortes, com as epidemias de peste negra e guerra civil.
      PubDate: 2022-06-19
      DOI: 10.31977/grirfi.v22i2.2801
      Issue No: Vol. 22, No. 2 (2022)
       
  • El papel de la confesión en el último Foucault

    • Authors: Joaquín Fortanet Fernández
      Pages: 30 - 43
      Abstract: El análisis de la confesión en la obra de Foucault a partir de la comparación entre Los anormales, Obrar mal, decir verdad y Las confesiones de la carne muestra uno de los desplazamientos más relevantes en la obra de Foucault que constituye buena parte de la esencia de lo que se ha llamado el último Foucault: la relación del sujeto y la verdad. Se intentará dar cuenta de ese giro, analizando la mirada al cristianismo primitivo del último Foucault y la relación de tal reflexión en el análisis de la hermenéutica de sí. Las últimas reflexiones sobre la confesión en Las confesiones de la carne permitirán mostrar el sentido de la indagación ética del último Foucault que reproduce el doble carácter crítico y ontológico de la anarqueología.
      PubDate: 2022-06-19
      DOI: 10.31977/grirfi.v22i2.2811
      Issue No: Vol. 22, No. 2 (2022)
       
  • Pressupostos e balanço crítico da análise de Habermas sobre a
           subjetividade e da tese da individuação pela socialização

    • Authors: Luiz Filipe Oliveira
      Pages: 44 - 58
      Abstract: Este trabalho tem por objetivo levantar alguns argumentos utilizados por Habermas em seu Pensamento pós-metafísico a fim de que possamos a partir disso fazer um balanço crítico do papel que ele alega ao problema da subjetividade à luz de sua tese da individuação pela socialização. Primeiramente apresentaremos os pressupostos teóricos e históricos aos quais o projeto habermasiano está assentado, por exemplo, a utilização de Habermas da teoria social de Mead, para então compará-lo à tradição a qual ele se contrapunha. Tentaremos então esclarecer certas tendências da época, reforçadas sobretudo pela teoria de Habermas, tal qual a noção da redução da subjetividade à socialização, comparando-as com os elementos principais das teorias metafísicas da subjetividade que haviam dominado o discurso da modernidade. Como veremos, o ponto médio que bifurca ambas as perspectivas será a atitude com que cada um se comporta diante dos problemas decorrentes do círculo reflexivo da subjetividade, tematizando a possibilidade de um conhecimento não proposicional.
      PubDate: 2022-06-19
      DOI: 10.31977/grirfi.v22i2.2829
      Issue No: Vol. 22, No. 2 (2022)
       
  • Da experiência à mediação: uma transição
           mínima em Theodor Adorno

    • Authors: Fabiano Leite França
      Pages: 59 - 73
      Abstract: Em virtude da naturalização do protagonismo da concepção de experiência na interpretação da dialética de Theodor Adorno, esse artigo pretende elucidar algumas linhas de deslocamento da categoria de experiência para a categoria de mediação, a partir da apropriação crítica desta categoria do pensamento de Hegel por Adorno; pois, uma vez que toda experiência é mediada, a mediação apresenta-se como condição para a efetivação da experiência e, por esta razão, a mediação se estabelece enquanto instância privilegiada no processo do conhecimento no âmbito da relação sujeito e objeto, haja vista que se define enquanto causa e condição para a organização da experiência. Fundamentalmente, a proposta é demonstrar que tanto a dialética hegeliana quanto a adorniana - não obstante suas idiossincrasias - têm na mediação seu aspecto motívico de determinação do subjetivo e do objetivo. Portanto, o conceito de mediação será apresentado como um componente transversal e de determinidade recíproca que, ao mesmo tempo que aproxima, distingue os aspectos relacionados, fazendo da dialética um procedimento, no âmbito do qual a mediação vem a ser condição e fundamento para o desenvolvimento e a determinação dos conceitos circunscritos em um dado contexto ou situação. Nesse sentido, a mediação despontará como o agente estruturador da experiência, fator que justificará sua prioridade em relação à experiência.
      PubDate: 2022-06-19
      DOI: 10.31977/grirfi.v22i2.2804
      Issue No: Vol. 22, No. 2 (2022)
       
  • Mandelbaum: crítica ao antiessencialismo na arte e sua interpretação
           problemática da noção wittgensteiniana de semelhança de família

    • Authors: Marco Gobatto
      Pages: 74 - 87
      Abstract: O presente artigo aborda a crítica de Maurice Mandelbaum ao antiessencialismo na arte de orientação wittgensteiniana. Mandelbaum tece críticas posição comum de Paul Ziff, Morris Weitz e Willian Kennick segundo a qual a definição do conceito de arte não poder ser estabelecida em termos essencialistas. De acordo com Mandelbaum, a tese antiessencialista falha porque se pauta em propriedades observáveis para alegar que não há propriedade necessária e suficiente que percorre o conjunto de todas as obras de arte. Nesse sentido, a definição do conceito de arte poderia ser estabelecida mediante propriedades relacionais. O ataque de Mandelbaum se concentra na noção de semelhança de família desenvolvida por Ludwig Wittgenstein nas Investigações Filosóficas. Em sua interpretação da referida noção, Mandelbaum pressupõe que Wittgenstein estaria se referindo a propriedades diretamente exibidas. Todavia, o artigo defende que a crítica de Mandelbaum não se justifica pois ignora a distinção entre ver e ver como que o próprio Wittgenstein realiza na passagem XI de sua mencionada obra.
      PubDate: 2022-06-19
      DOI: 10.31977/grirfi.v22i2.2816
      Issue No: Vol. 22, No. 2 (2022)
       
  • Hobbes e o problema da personificação na teoria da
           representação

    • Authors: Delmo Mattos Silva
      Pages: 88 - 97
      Abstract: O propósito desse artigo consiste em discutir os termos da representação e da teoria da autorização em Hobbes evidenciando, por sua vez, as adversidades e as incoerências no modo como a atribuição fictícia interfere na constituição da autoridade em Hobbes. Nesse sentido, torna-se necessário discutir o modo pelo qual Hobbes determina a função do representante na ausência de sua identificação como autor, ou seja, sem qualquer condição de atribuir autoridade aos seus atores. Trata-se, portanto de uma contradição aos termos da racionalidade imposta pelo modelo de representação proposto por Hobbes, no qual a imputação da responsabilidade, no caso da pessoa fictícia, encontra-se ausente de responsabilidade por seus atos e, assim inviabilizando assumir responsabilidade pelos atos de um outro. Para tanto, evidenciam-se os aspectos da pessoa fictícia e a sua relação com os preceitos da autorização não autorizada para definir os termos da atribuição fictícia e suas implicações na teoria jurídica da autorização em Hobbes.
      PubDate: 2022-06-19
      DOI: 10.31977/grirfi.v22i2.2868
      Issue No: Vol. 22, No. 2 (2022)
       
  • Notas sobre o conceito de prazer em Epicuro

    • Authors: Marcos Adriano Zmijewski
      Pages: 98 - 107
      Abstract: O presente artigo tem por objetivo examinar a noção de prazer (hedoné) enquanto télos da vida feliz (makários zén) em Epicuro. Compreendido como bem primeiro (agathòn prôton) e inerente ao ser humano, o prazer é apresentado como o princípio e o fim último (archê kai télos) da vida feliz. Com efeito, convém destacar que não são os prazeres do vulgo (os quais consistem no gozo imoderado dos sentidos) que Epicuro considera como télos da vida feliz, mas o prazer que é ausência de sofrimentos no corpo e na alma, o qual é nomeado por Epicuro de prazer catastemático (hedoné katastematiké) ou prazer estático/em repouso. São, neste sentido, duas as preocupações que orientam o presente trabalho: i) a de apresentar o prazer como télos da vida feliz; ii) a de expor o sentido estrito que o conceito de prazer assume na filosofia (especialmente na ética) epicurista, atentando-se para a distinção entre prazer em movimento e prazer em repouso. O presente estudo está pautado sobretudo em passagens da epístola a Meneceu, em algumas Máximas Principais e Sentenças Vaticanas, textos em que Epicuro expõe os fundamentos do seu hedonismo, bem como nos testemunhos de discípulos tardios, como Tito Lucrécio Caro, Diógenes Laércio e Diógenes de Enoanda.
      PubDate: 2022-06-19
      DOI: 10.31977/grirfi.v22i2.2803
      Issue No: Vol. 22, No. 2 (2022)
       
  • Um ponto de partida sobre as medições: um entendimento esquemático e
           epistemologicamente útil

    • Authors: Felix Pinheiro
      Pages: 108 - 120
      Abstract: Teorizar sobre “o que é x'” é a tarefa primária de qualquer estudo que se pretenda uma “filosofia sobre x”. No caso da filosofia das medições, o problema é multifacetado, envolvendo noções cujas restrições são formuladas em vista de pressupostos metafísicos e consequências epistêmicas. Envolto à busca pelo entendimento sobre o que é medir estão problemas derivados da sua relação com o conhecimento, sobretudo científico. Essa relação posiciona questionamentos epistemológicos, mais amplos, que podem ser destrinchados em problemas epistêmicos mais específicos. Haveria, então, uma maneira de compreender e caracterizar as medições que possibilitasse identificar e esclarecer uma coleção desses problemas' Este artigo propõe um esquema frutífero nesse sentido, posicionando um ponto de partida útil frente ao campo.
      PubDate: 2022-06-19
      DOI: 10.31977/grirfi.v22i2.2836
      Issue No: Vol. 22, No. 2 (2022)
       
  • Da educação enquanto afirmação da vida entre a arte e a filosofia
           segundo Nietzsche no filme “Sociedade dos poetas mortos”

    • Authors: Luiz Carlos Mariano Da Rosa
      Pages: 121 - 138
      Abstract: Baseado no filme “Sociedade dos Poetas Mortos” (1989), o artigo assinala o caos instaurado no âmbito da escola tradicional norte-americana Welton através do trabalho do professor John Keating na instauração de novos métodos de ensino e aprendizagem para a literatura, na medida em que tende a fomentar o questionamento acerca do sentido e do valor da vida e o cultivo de si como possibilidade de produção de um conteúdo novo e extemporâneo e o conhecimento enquanto afirmação das forças da vida. Dessa forma, fundado na crítica de Friedrich Nietzsche (1844-1900) em relação à “cultura histórica” enquanto produto da contradição envolvendo vida e cultura, o artigo sublinha que o saber que guarda raízes na “cultura histórica” se caracteriza como um capital improdutivo, assinalando a inexistência de direitos da Filosofia entre a cultura histórica e o processo formativo-educacional e a necessidade da correlação envolvendo arte e filosofia diante da ciência e da verdade. Assim, contrapondo-se à transformação da filosofia em erudição em nome da “cultura histórica” e aos “filósofos” que se colocam a seu serviço, Nietzsche denuncia a redução do ser, da vida e da visão ao arcabouço de conceitos, opiniões, passados, livros em uma análise crítica que se detém na questão envolvendo os professores de filosofia entre a vida e a ciência do vir-a-ser universal: filósofos ou servidores da “história”'
      PubDate: 2022-06-19
      DOI: 10.31977/grirfi.v22i2.2872
      Issue No: Vol. 22, No. 2 (2022)
       
  • O direcionamento humano: uma breve contribuição da filosofia e uma
           leitura do mundo técnico

    • Authors: Itamar Soares Veiga
      Pages: 139 - 155
      Abstract: Este artigo trata sobre a concepção de um “nós” que se constitui a base para um direcionamento mais amplo, diferenciando os humanos frente aos demais seres vivos. Neste sentido, um discurso sobre “nós” necessita de uma base de apoio e, geralmente, aponta para uma direção. Este último aspecto implica, mesmo que minimamente, um direcionamento do ser humano projetado para o futuro. Diante deste contexto, este artigo visa discutir sobre o direcionamento humano e verificar as suas características. Para realizar esta discussão na primeira seção são expostas algumas posições filosóficas por meio de contribuições de Heidegger e Kant. E, na segunda seção, a concepção de um “nós”, será analisada com o foco nos fenômenos recentes do desenvolvimento técnico. A conclusão final aponta que o direcionamento, propiciado pela tecnologia, se adapta bem a certas características já existentes nos humanos em épocas anteriores. Uma solução possível para lidar com o direcionamento tecnológico seria o envolvimento, por parte da filosofia, com certos aspectos já disponíveis sobre o mundo técnico e a fomentação de um espaço de reflexão.
      PubDate: 2022-06-19
      DOI: 10.31977/grirfi.v22i2.2894
      Issue No: Vol. 22, No. 2 (2022)
       
  • A ambiguidade da definição ostensiva e a convergência entre
           Wittgenstein e Agostinho

    • Authors: Clodoaldo da Luz
      Pages: 156 - 167
      Abstract: A definição ostensiva, ao basear-se na ostensividade, visa indicar que a linguagem humana se norteia, tão somente, na gesticulação e indicação. Nesse sentido, semelhante teoria linguística exclui, em grande parte, a considerável eminência da simbologia e internalização inscritos na dinamicidade e interioridade inerentes à linguagem humana. Desse modo, a definição ostensiva, com a pretensão de ser a tese paradigmática sobre a linguagem humana, não a explicitaria, tampouco sintetizaria em si toda a riqueza presente na linguagem humana. Perante isso, o presente artigo visa refletir acerca da ambiguidade da definição ostensiva e a convergência entre Wittgenstein e Agostinho. Ambos, embora distante temporalmente, não endossam a definição ostensiva como base de suas teses sobre a linguagem humana. Assim, em primeiro lugar, será apresentada uma conceituação sobre a definição ostensiva. Para depois, investigar sobre a crítica de Wittgenstein sobre tal conceito linguístico e, por fim, ponderar que, também, Agostinho não tem a definição ostensiva como base de sua concepção sobre a linguagem.
      PubDate: 2022-06-19
      DOI: 10.31977/grirfi.v22i2.2907
      Issue No: Vol. 22, No. 2 (2022)
       
  • Restaurar a diferença na sensibilidade: Deleuze crítico de Kant

    • Authors: Leandro Lelis Matos
      Pages: 168 - 186
      Abstract: A partir da obra Diferença e repetição, pretendo discutir em que medida a proposta de Deleuze de restaurar a diferença na sensibilidade, evitando que a diferença seja confundida com o diverso, tal como propôs Kant, a fim de retirar a diferença da submissão à representação no âmbito da sensibilidade. Isso configura uma nova perspectiva para pensar a questão da diferença na sensibilidade reformulando noções do pensamento transcendental e da ontologia, por meio de uma aliança inusitada entre a ciência e a filosofia. Para tanto, os objetivos a serem cumpridos serão: I) expor a crítica de Deleuze à filosofia transcendental de Kant, no que tange à diferença como o diverso na sensibilidade e questionar o próprio conceito de transcendental como condição para a experiência; II) argumentar a saída de Deleuze para o problema da representação da diferença na sensibilidade a partir da noção de ser do sensível; III) explorar a apropriação de Deleuze do conceito de individuação de Gilbert Simondon; IV) exprimir porque as noções de vontade de potência e de eterno retorno, da filosofia de Nietzsche, contribuem, juntamente com a individuação, para compor o conceito de diferença em resposta aos limites do transcendentalismo.
      PubDate: 2022-06-19
      DOI: 10.31977/grirfi.v22i2.2917
      Issue No: Vol. 22, No. 2 (2022)
       
  • Ludwig Feuerbach: por quê seu ateísmo é
           ponderável'

    • Authors: Arlei Espindola
      Pages: 187 - 205
      Abstract: O artigo busca retratar o tema da inversão da teologia em antropologia em Feuerbach alcançando o contexto da tradição filosófica para redimensionar em que sentido é correto entender que o filósofo do século XIX não é ateu e também não se reduz a servir de mero ponto de passagem entre dois grandes autores: Hegel e Marx. Focalizando a questão candente da história da filosofia, naqueles que olharam mais fundo para o homem, que muito clama por encontrar alento, sentido, paz, diante do vazio, da dor, produzida pela incerteza, a finitude, angústias, impotência e sofrimentos, percebe-se estar revestida desta densidade o trabalho filosófico de Feuerbach que será bem compreendido ao inseri-lo no contexto de discussões presas ao campo de nosso mundo atual, pois o problema com o qual se ocupa diz respeito aos temas centrais da filosofia desembocando nas meditações sobre Deus, religião, teologia, e tudo o que com isso se relacione na vida teórica e prática, revendo a estrutura e funcionamento da religião e dos eventos religiosos como tal, para além de poder ser julgado um mero ateu.
      PubDate: 2022-06-19
      DOI: 10.31977/grirfi.v22i2.2918
      Issue No: Vol. 22, No. 2 (2022)
       
  • Rorty: uma utopia de primazia da literatura e da liberdade

    • Authors: Vigevando Araújo de Sousa, Wilker de Carvalho Marques
      Pages: 206 - 214
      Abstract: Richard Rorty (1931-2007) destacou-se como relevante pensador da vida política contemporânea, além de construir um arcabouço de ideias acerca da linguagem, da cultura, da liberdade e da solidariedade. Uma de suas bandeiras mais recorrentes foi a primazia da literatura em relação à filosofia e da liberdade em relação à verdade. Para os fins do presente artigo, partimos de trechos da entrevista de Rorty por Helmut Mayer e Wolfgang Ulrich, compilada no texto É bom persuadir, em Cuida da liberdade que a verdade cuidará de si mesma. Além desse texto, lançamos mão também de Filosofia e esperança social (de 1999), e, em especial, Educação como socialização e individualização (de 1989), texto em que o autor, afastando-se do entusiasmo pela filosofia tradicional e defendendo a adoção de uma filosofia edificante, defende a primazia da liberdade sobre a verdade assumindo, por conseguinte, uma postura marcantemente antidogmática, antiessencialista e antifundacionista.
      PubDate: 2022-06-19
      DOI: 10.31977/grirfi.v22i2.2826
      Issue No: Vol. 22, No. 2 (2022)
       
  • Considerações acerca da noção de história no conceito de genealogia
           nietzschiano

    • Authors: Fernanda dos Santos Sodré
      Pages: 215 - 226
      Abstract: O objetivo geral deste artigo é discutir o conceito de genealogia criado por Friedrich Nietzsche. A nossa hipótese é a de que Nietzsche se alia a uma determinada noção de história para criar este conceito. Trata-se então de investigar em que medida Nietzsche toma a história como uma escrita hieroglífica e como esta concepção de história não pode ser pensada a partir de sua compreensão acerca das origens. Assim, a relação que Nietzsche estabelece com a história é outra, que não pertence ao registro tradicional. Pois, se a metafísica pode tornar a história uma ciência objetiva na qual é possível definir um absoluto, uma constante, e a partir daí traçar um movimento teleológico, Nietzsche pensa a história como descontinuidade, apostando na singularidade do acontecimento. Por fim, apontaremos para a dimensão do riso inerente a este registro de história, e de como o riso do genealogista seria uma espécie de proteção diante da seriedade científica para realização de sua gaia ciência.
      PubDate: 2022-06-19
      DOI: 10.31977/grirfi.v22i2.2916
      Issue No: Vol. 22, No. 2 (2022)
       
  • A visão integral da pessoa no pensamento de Emmanuel Mounier e
           José Saramago

    • Authors: Felipe Freitas de Araújo Alves, Daniel Vecchio Alves
      Pages: 227 - 241
      Abstract: Este trabalho foi realizado com o objetivo de apresentar uma visão integral da pessoa necessária para uma vivência sadia da própria objetividade/subjetividade, tendo como base alguns preceitos de Emmanuel Mounier, somados, por sua vez, à questão da (ar)racionalidade em José Saramago. Tais abordagens serão iniciadas pela corporeidade que mostra o corpo como parte essencial da pessoa, ou seja, através dele ela exprime-se como tal e se expõe diante do mundo e dos outros. Porém, esta mesma pessoa está para além do corpo, da exterioridade, ela é interioridade e aí encontra a força que favorece o salto da própria realidade pessoal, isto é, favorece a dinâmica interior-exterior. Nesta dinâmica surge o grande dom da liberdade que, embora interior, se manifesta nos atos humanos. Para a elaboração deste estudo, foi utilizada uma metodologia de cunho exploratório bibliográfico levando em conta as principais obras dos autores. Concluímos, por fim, que as propostas de Mounier e Saramago acerca da liberdade se aproximam e apresentam pontos ainda extremamente necessários no mundo atual, pois saber que a liberdade não é pura objetividade, ou seja, que devemos vivê-la em vez de vê-la, e nem pura subjetividade, isto é, o mundo não se adéqua somente as minhas vontades, é saber que a experiência humana é vivida sob condições, o que nos ajuda a colocar ou manter os pés no chão. Somos livres à medida que fazemos os outros livres, eis o grande desafio!
      PubDate: 2022-06-19
      DOI: 10.31977/grirfi.v22i2.2776
      Issue No: Vol. 22, No. 2 (2022)
       
  • A dança na filosofia: uma análise a partir do pensamento de Nietzsche e
           da obra O lobo da estepe de Hermann Hesse

    • Authors: Márcio J. S. Lima
      Pages: 242 - 252
      Abstract: O presente artigo busca analisar como o fenômeno da dança se apresenta na filosofia, sobretudo, a partir das reflexões do filósofo alemão F. Nietzsche. Para realçarmos nossas hipóteses recorreremos à obra literária O Lobo da Estepe do escritor alemão Hermann Hesse. Sabemos que a dança enquanto metáfora do pensamento é apresentada tanto ao longo da obra nietzschiana quanto no supracitado livro de Hermann Hesse. Assim sendo, nossa análise busca demonstrar como a dança envolve uma situação de entrega e aceitação da vida. Trata-se da dança como um pensamento de superação de si mesmo. Tal superação se dá no instante. O instante em que compreendemos a vida como um movimento em direção às suas infinitas possibilidades. Levando como base a investigação filosófica, nesse trabalho, iniciaremos apresentando o conceito de dança na filosofia de Nietzsche, em seguida exemplificaremos este conceito na obra de Hesse e, por fim, demonstraremos a relação entre dança, pensamento e afirmação da vida.
      PubDate: 2022-06-19
      DOI: 10.31977/grirfi.v22i2.2919
      Issue No: Vol. 22, No. 2 (2022)
       
  • Mergulhos no Aqueronte: por uma universidade rizomática e menor

    • Authors: Jose Rogerio Vitkowski
      Pages: 253 - 267
      Abstract: Este texto resulta de pesquisa bibliográfica, de natureza filosófica, apoiada nos registros da filosofia da diferença e/ou multiplicidade desenvolvida pelos filósofos franceses Gilles Deleuze e Félix Guattari. Nosso intento é situar como a filosofia, assim como a arte e a ciência, se definem pelo poder criador, ou pela exigência de criação de um novo pensamento, contraposto ao pensamento representacional e da recognição. Destacaremos a especificidade da atividade filosófica e sua tarefa primordial enquanto criação de conceitos e pontuaremos elementos de uma pedagogia do conceito. Por meio dela e de movimentos de territorialização e desterritorialização, realizamos um exercício de pensamento abordando questões referentes à universidade contemporânea, contrapondo duas imagens de conhecimento, a saber, a arbórea e a rizomática; propomos ainda o conceito de universidade menor como baluarte de resistência.
      PubDate: 2022-06-19
      DOI: 10.31977/grirfi.v22i2.2923
      Issue No: Vol. 22, No. 2 (2022)
       
  • O sofrimento e a questão de Deus: uma leitura de Lévinas em
           tempos de pandemia

    • Authors: Fabiano Victor de Oliveira Campos, Luiz Fernando Pires Dias
      Pages: 268 - 279
      Abstract: O presente artigo tem como objetivo apresentar a compreensão do filósofo Emmanuel Lévinas no que concerne às questões do sofrimento e do mal no mundo, mazelas frequentemente consideradas como obstáculos à crença em Deus. O filósofo franco-lituano, fugindo da lógica das teodiceias, desenvolveu perspectivas instigantes e originais sobre esses temas, situando-os em um domínio eminentemente ético. Trata-se de uma ética que foge da reciprocidade, em um contexto de assimetria, com a concessão da prioridade absoluta ao outro homem. Tais reflexões são especialmente relevantes no dramático cenário estabelecido pela pandemia da Covid-19, de sofrimento, morte e incertezas diversas, inclusive no que diz respeito à narrativa de Deus. O novo coronavírus determinou uma crise de dimensões globais, que suscita a necessidade da instauração de um novo paradigma civilizacional, privilegiando princípios como a cooperação, a solidariedade humana e a responsabilidade ética para com o próximo, horizonte no qual as concepções de Lévinas estão inseridas.
      PubDate: 2022-06-19
      DOI: 10.31977/grirfi.v22i2.2930
      Issue No: Vol. 22, No. 2 (2022)
       
  • Insegurança e medo na vida urbana

    • Authors: Sandro Luiz Bazzanella, Sandra Bazzanella
      Pages: 280 - 292
      Abstract: O presente artigo visa oferecer apontamentos em relação à questão da insegurança e do medo na vida urbana. Condição constitutiva de muitas, se não todas, as sociedades contemporâneas, o medo e a insegurança no espaço urbano, ou ainda, no espaço público, são aqui analisados a partir de dois pensadores. O sociólogo Zygmunt Bauman está presente na medida em que considera o medo aspecto constituinte em duas dimensões da vida: na fragilidade e contingência humanas perante à natureza e na própria sociedade constituída por normas e regras. Já o filósofo Giorgio Agamben é aqui enfatizado em duas oportunidades. A primeira, ao apresentar a impossibilidade de experiências feitas pelos humanos no contexto das sociedades atuais. A segunda ao apontar as sociedades contemporâneas como seguindo o paradigma do campo de concentração. A partir destes dois autores, se constata a necessidade do resgate da experiência pública, da ressignificação da economia e da revaloração da economia-política.
      PubDate: 2022-06-19
      DOI: 10.31977/grirfi.v22i2.2913
      Issue No: Vol. 22, No. 2 (2022)
       
 
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