Authors:Rosangela Valachinski Gandin, VERONICA BRANCO, Renata Junqueira de Souza Pages: 9 - 26 Abstract: O objetivo deste é expor a percepção de crianças participantes da fase 02 do estudo A arte de aprender a escrever aventuras autorais nos primeiros anos do ensino fundamental. Durante o ano letivo de 2019, as professoras, também participantes, aplicaram uma sequência didática que incluía atividades de estudo dos elementos de composição de conto de aventura, da onomatopeia, da cadeia referencial e dos conectores discursivos, organizados em cinco grupos de conteúdo, contendo avaliação formativa e revisão da escrita após conclusão de cada grupo, encerrando com revisão geral, edição do texto e avaliações somativas. Das 110 crianças participantes, matriculadas em duas escolas municipais do Paraná, 75 compareceram ao encontro, após a conclusão de toda sequência didática, para responder o questionário. Destas, 69 crianças, que tiveram o questionário analisado, afirmaram que entenderam a importância da revisão textual. 67 delas disseram que as atividades auxiliaram a escrever o conto. Enfim, as atividades foram bem apreciadas e, no entendimento dos participantes, elas geraram aprendizagem das etapas da escrita de Calkins (1989) e a vivência do autor-pessoa, autor-contemplador e autor-artista de Bakhtin (2011). Por isso, infere-se que a sequência didática é aplicável no 3º, 4º e 5º ano do Ensino Fundamental, consoante à BNCC (2017). PubDate: 2022-03-04 DOI: 10.36311/2236-5192.2022.v23n1.p9 Issue No:Vol. 23, No. 1 (2022)
Authors:Josiane Eugênio, Alex Sander da Silva Pages: 27 - 42 Abstract: Este estudo, de cunho qualitativo, teve como objetivo analisar as intersecções entre gênero, deficiência e raça/etnia que compõe aspectos identitários de uma mulher negra com deficiência, acadêmica do curso de pedagogia. Nesse sentido, buscou-se refletir sobre as seguintes questões centrais: De que maneira as questões de gênero, raça/etnia e deficiência produziram e produzem aspectos identitários na trajetória de vida desta mulher' Como os estudos feministas da deficiência podem contribuir para a compreensão das intersecções entre gênero, deficiência, raça/etnia do ponto de vista analítico e político' No que se refere ao instrumento de coleta de dados, optou-se pela utilização de uma entrevista semiestruturada, dialógica, com perguntas abertas, respondidas por áudios de WhatsApp em função do momento pandêmico causado pelo vírus Covid-19. Ao longo do percurso investigativo percebeu-se que o capacitismo ancora todos os sistemas interdependentes e interconstitutivos de exclusão e opressão, juntamente com o racismo, sexismo, constituem a narrativa da participante, estando presente nos mais diversos espaços e âmbitos, relatados a partir de suas experiências e vivências. As reflexões aqui desenvolvidas, apontaram para importância da transversalidade da deficiência nas políticas de gênero e na necessidade de incorporação dos debates sobre esta temática na história dos feminismos de forma interseccional. PubDate: 2022-03-04 DOI: 10.36311/2236-5192.2022.v23n1.p27 Issue No:Vol. 23, No. 1 (2022)
Authors:Fernando Pocahy, Daniel Silva, Juliana Silva Pages: 43 - 60 Abstract: Neste artigo analisaremos a relação entre crianças e brinquedos em salas de Educação Infantil. Através de interlocuções com professoras, buscamos compreender como estas entendem suas influências na disposição dos objetos e quais posturas são entendidas como adequadas. Utilizando estudos acerca da reprodução das relações de gênero nas brincadeiras e nos artefatos do brincar, associaremos a prática com as pesquisas da infância atuais. Seguimos uma pesquisa com o/a outro/a, percebendo que as produções são mais significativas quando ocorrem através das interlocuções e atravessamentos. Assim, os diálogos aqui descritos permitem que analisemos as relações das crianças com os objetos e como os padrões sociais se aplicam ou se desconstroem na e pela brincadeira, apontando que a escola é importante negociadora de vivências, ambiente que as crianças exercem sua cidadania, formam laços e experimentam a infância, podendo conhecer a diversidade, desconstruir estereótipos e experimentar fronteiras da norma. PubDate: 2022-03-07 DOI: 10.36311/2236-5192.2022.v23n1.p43 Issue No:Vol. 23, No. 1 (2022)