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Caderno CRH
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ISSN (Print) 0103-4979 - ISSN (Online) 1983-8239
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  • A CIDADANIA GOVERNAMENTALIZADA: um estudo de caso das Unidades Paraná
           Seguro em Curitiba

    • Authors: Murilo Duarte Costa Corrêa, Karoline Coelho de Andrade e Souza
      Abstract: Este trabalho objetiva elucidar o perfil da cidadania circunscrita pela política híbrida desenvolvida no programa Unidades Paraná Seguro. O programa funcionou entre 2012 e 2015, instalando bases da Polícia Militar em territórios metropolitanos periféricos com altos índices de criminalidade, a fim de reduzi-los e desenvolver a cidadania de populações vulneráveis. A pesquisa documental e bibliográfica sobre a implantação do programa foi realizada à luz de referenciais pós-estruturalistas e pós-operaístas, por meio do método indutivo, a fim de avaliar a hipótese de que o policiamento foi convertido em governo bioeconômico, transformando o conceito de cidadania. Os resultados convergem para a descrição de uma cidadania governamentalizada, que não amplia a participação democrática, mas estabelece controles, regulações e técnicas de subjetivação neoliberais. Incentiva a busca ativa pelo trabalho por meio da profissionalização e do subemprego, ou do fomento à iniciativa autoempresarial precarizada, própria dos empresários de si mesmos.
      PubDate: 2022-10-10
      DOI: 10.9771/ccrh.v35i0.29241
      Issue No: Vol. 35 (2022)
       
  • TRABALHO DIGITAL E PLATAFORMIZADO NO SÉCULO XXI: reconfigurando o
           passado no presente

    • Authors: Henrique Amorim, Maria Aparecida Bridi, Ana Claudia Moreira Cardoso
      PubDate: 2022-10-10
      DOI: 10.9771/ccrh.v35i0.50225
      Issue No: Vol. 35 (2022)
       
  • PLATAFORMAS, HEGEMONIA DAS NORMAS NEOLIBERAIS E RECONFIGURAÇÃO DAS LUTAS
           PELA REAPROPRIAÇÃO SOCIAL

    • Authors: Patrick Cingolani
      Abstract: O objetivo do artigo é mostrar como o dispositivo denominado “plataforma” é um momento do projeto construtivista do capitalismo contemporâneo. Ao mesmo tempo, relembra a inserção das plataformas na história do trabalho precário e da flexibilização da mão de obra, abordando principalmente dois aspectos do funcionamento destas: a forma como as plataformas dão continuidade ao processo de sujeição do trabalhador à demanda; a forma como ampliam esse projeto de subsunção por meio da colonização comercial de esferas vernaculares ou esferas constituídas, até então, com base na reciprocidade. Ao final desse percurso, o artigo questiona as lutas pela reapropriação de dados ou de suporte e por formas de socialização produtiva ou criativa alternativas ao modelo construtivista neoliberal.
      PubDate: 2022-10-10
      DOI: 10.9771/ccrh.v35i0.49617
      Issue No: Vol. 35 (2022)
       
  • CAPITALISMO INDUSTRIAL DE PLATAFORMA: externalizações,
           sínteses e resistências

    • Authors: Henrique Amorim, Ana Claudia Moreira Cardoso, Maria Aparecida Bridi
      Abstract: Na contramão das teses da sociedade pós-industrial, o artigo desenvolve o argumento de que as plataformas digitais sintetizam contemporaneamente a radicalização e o espraiamento da lógica produtiva industrial. Ao analisar o capitalismo de plataforma e os mecanismos de externalização da produção, considera que as plataformas são apenas a ponta do iceberg e a comprovação empírica do desenvolvimento da lógica industrial, da produção de
      mercadorias (produto ou serviço, material e/ou imaterial, tangível ou intangível). Trata-se, assim, de um capitalismo industrial de plataforma. Com esse processo em curso, observa-se a tendência de espraiamento da plataformização do trabalho e suas formas de exploração de trabalho, de relações de trabalho destituídas de direitos que, por sua vez, encontram resistência nas lutas dos trabalhadores e trabalhadoras que desnudam a faceta perversa
      do trabalho plataformizado.
      PubDate: 2022-10-10
      DOI: 10.9771/ccrh.v35i0.49956
      Issue No: Vol. 35 (2022)
       
  • COMPOSIÇÃO DE CLASSE E MIGRAÇÃO PARA ENTENDER O
           TRABALHO POR PLATAFORMAS:

    • Authors: Mateus Mendonça, Jamie Woodcock, Rafael Grohmann
      Abstract: Este artigo analisa como a migração afeta a composição de classe dos entregadores brasileiros no Reino Unido. Embora pesquisas agora indiquem que a migração desempenha papel importante no trabalho por plataformas no Norte Global, pouco se sabe sobre as maneiras específicas como isso ocorre na prática. Demonstramos como a migração é um aspecto constitutivo desse setor no Norte Global e como a condição de migrante gera experiências
      e comunidades comuns, atravessando todos os aspectos dessa indústria, desde a organização do trabalho e as experiências de vida até as formas coletivas de resistência e organização. Para isso, propomos o enquadramento da teoria marxista da composição de classe e a migração, para compreender a formação desse novo setor da classe
      trabalhadora e seus processos de luta e resistência. Este estudo se baseou em duas pesquisas etnográficas de longo prazo, com a organização coletiva dos entregadores em Londres, e em 13 entrevistas em profundidade.
      PubDate: 2022-10-10
      DOI: 10.9771/ccrh.v35i0.49104
      Issue No: Vol. 35 (2022)
       
  • DEMANDAS DE DIREITOS NO TRABALHO POR PLATAFORMAS DIGITAIS NO BRASIL: O
           ENFOQUE DOS TRABALHADORES

    • Authors: Sidnei Machado, Alexandre Pilan Zanoni
      Abstract: Neste artigo exploraremos, no contexto do trabalho e regulação do trabalho das plataformas digitais, a configuração do modelo do trabalho autônomo, fora do modelo do assalariamento. O artigo apresenta um conjunto de dados empíricos produzidos no Brasil em 2021, que demonstra as demandas e percepções dos trabalhadores em plataformas sobre direitos na relação de trabalho com as plataformas digitais. Argumentaremos que essas percepções mostram que a aparente autonomia e liberdade do trabalho estão relacionadas ao modelo de gerenciamento desse trabalho. O estudo procura avaliar, numa perspectiva sociojurídica, algumas dimensões da liberdade de trabalho nas plataformas digitais, como contribuição para uma compreensão melhor dessas novas formas de governança do trabalho digital.
      PubDate: 2022-10-10
      DOI: 10.9771/ccrh.v35i0.49416
      Issue No: Vol. 35 (2022)
       
  • COMPREENDER E BUSCAR CONCILIAR A TRANSIÇÃO CLIMÁTICA E A
           DIGITAL

    • Authors: Philippe Pochet
      Abstract: Este artigo se concentra nas duas principais transições no contexto atual: a transição climática e ambiental e a digital (digitalização da economia). Enfatiza-se que não é possível pensar e planejar o futuro sem combiná-las e integrá-las. Isso porque, como na maioria das vezes as reflexões sobre essas transições ainda são dispersas, elas não conseguem mostrar o sentido completo das mudanças nem, tampouco, os impactos específicos, como aqueles relacionados ao mundo do trabalho. Assim, a partir de uma visão mais holística, buscamos analisar as duas metamudanças, considerando suas possíveis articulações e hierarquizações, os consensos e dissensos entre elas, bem como o papel dos diferentes atores sociais na condução dessas transições.
      PubDate: 2022-10-10
      DOI: 10.9771/ccrh.v35i0.49619
      Issue No: Vol. 35 (2022)
       
  • PROCESSO DE TRABALHO, LEGISLAÇÃO TRABALHISTA E EMPREGO FEMININO
           NO TELETRABALHO

    • Authors: Marina Kabat
      Abstract: Abordamos a ocorrência do teletrabalho a partir de uma perspectiva histórica, examinando as tendências contraditórias de concentração e deslocamento do trabalho no contexto capitalista. A partir dessa abordagem, analisamos as semelhanças e diferenças do teletrabalho em relação às formas tradicionais de trabalho remoto. Para tanto, discutimos o processo de trabalho e a natureza das atividades que ocorrem nessa modalidade a partir de uma perspectiva marxista. Essa perspectiva histórica contribui para formar uma visão de longo prazo das transformações estudadas e questionar algumas ideias mais arraigadas sobre o trabalho feminino, relacionadas às supostas preferências das mulheres para exercer atividades laborais no âmbito doméstico. Ao mesmo tempo, permite ponderar a necessidade de incorporar na legislação do teletrabalho dispositivos legais para regulamentar o teletrabalho, o que contribuiria a evitar a flexibilidade trabalhista.
      PubDate: 2022-10-10
      DOI: 10.9771/ccrh.v35i0.48366
      Issue No: Vol. 35 (2022)
       
  • PROFISSIONAIS DE TI NO NORDESTE EM UM CONTEXTO DE CRISE PROLONGADA

    • Authors: Roberto Véras de Oliveira
      Abstract: Este artigo objetiva analisar o novo segmento da Tecnologia da Informação (TI) no Nordeste brasileiro a partir das
      transformações e tendências trazidas pelos impactos da crise econômica desencadeada em 2015 e seu agravamento
      com a Pandemia da Covid-19. Este trabalho se detém, especialmente, sobre indicadores da condição laboral dos profissionais de TI na região. Para isso, utiliza-se de estudos empíricos – anteriormente realizados por nós e por terceiros – e de dados secundários. Quanto a estes últimos, priorizamos a Pesquisa Anual de Serviços (PAS) e a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNADC), ambas do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), e, com maior destaque, a Relação Anual de Informações Sociais (Rais). Os dados evidenciaram que, tanto no plano nacional como regional, a crise exerceu um efeito negativo sobre esse segmento, apesar do seu estoque de vínculos formais ter continuado sua trajetória de crescimento.
      PubDate: 2022-10-10
      DOI: 10.9771/ccrh.v35i0.49630
      Issue No: Vol. 35 (2022)
       
  • NEGOCIAR A VIDA' negociações coletivas durante a pandemia no
           Brasil

    • Authors: Adalberto Cardoso
      Abstract: Este estudo busca avaliar como o movimento sindical respondeu aos desafios da crise sanitária, tendo como objeto as negociações coletivas ocorridas entre março de 2020 e inícios de 2021. A pergunta central a ser respondida é: os sindicatos conseguiram construir teias de proteção para seus representados, na forma de normas coletivas pactuadas com os patrões' A pertinência da pergunta decorre de que a reforma trabalhista de 2017 fragilizou imensamente a capacidade de ação do trabalho organizado, ao acabar com o imposto sindical e limitar a negociação coletiva de formas consensuais de financiamento, com isso empobrecendo os sindicatos; e ao reduzir o escopo dos temas passíveis de negociação coletiva, algo agravado pelas medidas provisórias do governo federal, voltadas para facilitar a resposta dos empresários à crise, à custa da renda dos trabalhadores. O estudo empírico se baseia em resultados da negociação coletiva de quatro categorias de trabalhadores essenciais: comerciários do ramo de alimentos e supermercados, enfermeiros, motoristas de caminhão e bancários.
      PubDate: 2022-08-22
      DOI: 10.9771/ccrh.v35i0.45790
      Issue No: Vol. 35 (2022)
       
  • HEGEMONIA E DEPENDÊNCIA NA ARGENTINA NEODESENVOLVIMENTISTA

    • Authors: Francisco Cantamutto
      Abstract: O artigo discute os determinantes estruturais para a construção da hegemonia, pelas classes dirigentes de um país dependente, ou seja, a Argentina. É possível que as classes dirigentes constituam um programa econômico-político que possa ganhar o apoio das classes populares' Este artigo apresenta o problema na forma histórica atual da dependência argentina no processo neodesenvolvimentista (2002-2015), em que pôde ser observada a busca de uma ordem política com intenções hegemônicas por parte das frações industriais do bloco governante. Surgiram tensões estruturais, ligadas à transferência de valores e ao acesso à moeda estrangeira. A necessidade de capturar mais do aluguel da terra para evitar uma maior superexploração da força de trabalho limitou a estratégia de legitimação. Isso implicou em um conflito maior com outras frações do bloco no poder, conflito no qual a indústria concentrada não estava disposta a entrar.
      PubDate: 2022-08-22
      DOI: 10.9771/ccrh.v35i0.26872
      Issue No: Vol. 35 (2022)
       
  • ASPECTOS POLÍTICOS E ECONÔMICOS ENVOLVIDOS NA RETOMADA DO DEBATE SOBRE
           DESIGUALDADE E DISTRIBUIÇÃO DE RENDA

    • Authors: Fernando Augusto Mansor de Mattos, Lucas di Candia Ramundo
      Abstract: O objetivo é mostrar que a temática da distribuição de renda tem retomado importância no debate acadêmico e político. Ilustra-se a evolução da desigualdade de renda desde o pós-Segunda Guerra à atualidade, organizando dados elaborados por autores que trabalham em centros de pesquisa internacionais. A desigualdade de renda passa a aumentar a partir da ascensão do neoliberalismo, nos anos 1980, tornando-se ainda maior nos anos 2000, concentrando-se no 1% mais rico dos países. Essa realidade traz para o debate a contribuição de profissionais da Sociologia, da Ciência Política e da Economia Política. Esses autores têm demonstrado como as mudanças na ordem internacional e seus efeitos sobre o padrão de acumulação capitalista em favor do rentismo alterou a forma pela qual o funcionamento das Democracias representativas tem afetado a desigualdade econômica nos países capitalistas, contrastando o que ocorria nos “Anos Dourados” do capitalismo (1945-1980) com o que acontece desde os anos 1980.
      PubDate: 2022-08-22
      DOI: 10.9771/ccrh.v35i0.36061
      Issue No: Vol. 35 (2022)
       
  • A TRAJETÓRIA CAPITALISTA: uma história de
           sobreacumulação de capital

    • Authors: Ewerton Roberto Inocencio, Ricardo Lebbos Favoreto
      PubDate: 2022-08-22
      DOI: 10.9771/ccrh.v35i0.37803
      Issue No: Vol. 35 (2022)
       
  • O ENIGMA DO GOVERNO BOLSONARO E OS CAMINHOS DA DEMOCRACIA BRASILEIRA

    • Authors: MARCELO SEVAYBRICKER MOREIRA
      PubDate: 2022-08-22
      DOI: 10.9771/ccrh.v35i0.45560
      Issue No: Vol. 35 (2022)
       
  • O “DISCRETO CHARME” DA EXPLORAÇÃO DIGITAL

    • Authors: Iuri Tonelo
      PubDate: 2022-07-19
      DOI: 10.9771/ccrh.v35i0.34188
      Issue No: Vol. 35 (2022)
       
  • UMA ANÁLISE MARXISTA DO TRABALHO DAS MULHERES: SUSAN FERGUSON E A TEORIA
           DA REPRODUÇÃO SOCIAL

    • Authors: Mariana Shinohara Roncato
      PubDate: 2022-07-19
      DOI: 10.9771/ccrh.v35i0.43913
      Issue No: Vol. 35 (2022)
       
  • DESIGUALDADES GLOBAIS: filiações teóricas e críticas
           radicais

    • Authors: Manuela Boatcă
      Abstract: Este artigo argumenta que a abordagem do sistema-mundo de Immanuel Wallerstein foi fundamental para revelar pontos cegos teóricos e metodológicos da Sociologia e para formular um quadro abrangente para o estudo das desigualdades globais. Ao fazê-lo, antecipou tanto a crítica ao eurocentrismo como ao nacionalismo metodológico, apresentada pelas abordagens transnacionais e pós-coloniais, e os debates sobre o aumento das desigualdades globais em várias décadas. Este artigo liga essa primazia analítica a vários fatores: à mudança metodológica da análise dos sistemas-mundo do Estado-nação para toda a economia-mundo capitalista como uma Sociologia global inicial; e à relação entre a mudança metodológica para a crítica epistemológica e seu papel na abordagem inicial de Wallerstein às desigualdades globais. Finalmente, abordo a relação entre a autodefinição da análise dos sistemas-mundo como forma de protesto contra a ciência social dominante (e não como uma teoria) e as filiações teóricas e políticas com abordagens pós-coloniais e decoloniais, para mostrar como elas contribuíram em conjunto para identificar as desigualdades globais como tema.
      PubDate: 2022-07-19
      DOI: 10.9771/ccrh.v35i0.49137
      Issue No: Vol. 35 (2022)
       
  • DOMINAÇÃO SEM HEGEMONIA E OS LIMITES DO PODER MUNDIAL DOS
           ESTADOS UNIDOS

    • Authors: Corey R. Payne, Beverly J. Silver
      Abstract: Muitas análises apontam para o comportamento de Trump no cenário mundial – intimidação e extorsão que mais lembram a um mafioso que a um estadista – como falha de caráter pessoal. Embora esse comportamento tenha sido chocante na sua falta de polidez, Trump marca o culminar de uma tendência de décadas que transformou a política externa dos EUA de um regime de “proteção legítima” em meados do século XX num “esquema extorsivo de proteção” na virada do século XXI. Embora os temperamentos de sucessivos presidentes tenham sido importantes, os problemas enfrentados pelos EUA e seu papel no mundo não são atribuíveis a personalidades, mas são fundamentalmente estruturais, majoritariamente decorrentes das contradições de suas tentativas de se agarrar à sua preeminência diante das transformações na distribuição global de poder. A incapacidade de seus sucessivos governos – incluindo Trump e Biden – de romper com a mentalidade de primazia dos EUA resultou numa situação de “dominação sem hegemonia”, na qual desempenham papel cada vez mais disfuncional no mundo. Essa dinâmica mergulhou o mundo num período de caos sistêmico análogo à primeira metade do século XX.
      PubDate: 2022-07-19
      DOI: 10.9771/ccrh.v35i0.49138
      Issue No: Vol. 35 (2022)
       
  • O CONCEITO DE REGIME POLÍTICO NA TEORIA DA DEMOCRACIA

    • Authors: Paulo Roberto Neves Costa
      Abstract: O objetivo deste artigo é verificar como se apresentam na literatura as estratégias de análise da democracia enquanto regime político, tendo como questão central a forma como é pensada a correlação entre os indicadores fundamentais deste tipo de sociedade, as instituições políticas democráticas, e o contexto, seja histórico, econômico, social ou cultural, com o qual elas se articulam. Verificamos que esta literatura pode ser pensada através de modelos, os quais se constituem a partir de autores fundamentais e se expressam nas análises sobre a experiência da democracia no Brasil. Entendemos que o conceito de
      regime político possui grande importância teórica e metodológica, em especial na produção de agendas de pesquisa sobre as experiências concretas de democracia, inclusive e especialmente sobre o caso brasileiro, e até mesmo na sua constituição enquanto projeto de sociedade e de nação.
      PubDate: 2022-06-07
      DOI: 10.9771/ccrh.v35i0.28677
      Issue No: Vol. 35 (2022)
       
  • DESIGUALDADE GLOBAL E DESENVOLVIMENTO

    • Authors: Roberto Goulart Menezes, Elsa Sousa Kraychete
      Abstract: Introdução do dossiê.
      PubDate: 2022-06-07
      DOI: 10.9771/ccrh.v35i0.49040
      Issue No: Vol. 35 (2022)
       
  • LÓGICAS PREDATÓRIAS: indo muito além da desigualdade

    • Authors: Saskia Sassen
      Abstract: O artigo parte da premissa de que existem elementos constitutivos importantes em sistemas sociais complexos que contribuem para desigualdades, mas que não podem ser capturados por meio de uma análise das distribuições de renda. O foco, aqui, está em uma remontagem específica e complexa de elementos-chave que vejo como uma das dinâmicas transformadoras desde os anos 1980. A segunda metade do artigo analisa um caso específico para ilustrar suas características predatórias, a partir dos anos 2000. É preciso ir muito além da noção de desigualdade para chegar a algumas das principais lógicas em jogo hoje. Fundamental para o argumento apresentado é a
      distinção entre finanças e bancos tradicionais. Caracterizo as finanças como marcadas por uma lógica de extração, e não de consumo de massa. Assim, os modos específicos que a desigualdade assume no período atual nos levam para além das distribuições da renda e do poder desigual.
      PubDate: 2022-06-07
      DOI: 10.9771/ccrh.v35i0.48850
      Issue No: Vol. 35 (2022)
       
  • DESIGUALDADE, EXPULSÕES E RESISTÊNCIAS SOCIAIS: pensando o local
           e o global

    • Authors: Roberto Goulart Menezes, Patrícia Mara Cabral de Vasconcellos, Marina Scotelaro, Rafael Alexandre Mello
      Abstract: O artigo analisa o processo de desigualdades sociais do período recente do capitalismo histórico, com ênfase no acirramento da iniquidade e como ela impacta nos meios de luta dos movimentos sociais. Primeiro, apresentamos o debate teórico-metodológico sobre desigualdade, a lógica das expulsões, os novos riscos sociais e suas consequências para a democracia contemporânea. Em seguida, avaliamos como os movimentos sociais têm lutado contra a desigualdade e a retirada de direitos por meio de novas formas de articulação, manifestação e formação de movimentos antissistêmicos. Partindo do debate agência-estrutura, demonstramos como o local e o global se entrelaçam na dinâmica das desigualdades e a luta dos diferentes movimentos sociais. E, por fim, apontamos os
      principais desafios para que os movimentos recuperem sua capacidade de promover a emancipação social.
      PubDate: 2022-06-07
      DOI: 10.9771/ccrh.v35i0.48419
      Issue No: Vol. 35 (2022)
       
  • JATARISHUN: revoltas indígenas camponesas do Equador e Bem Viver

    • Authors: Larissa Da Silva Araujo, Ana Tereza Reis da Silva
      Abstract: Este artigo analisa os Movimentos Indígenas Camponeses (MICs) do Equador como força social e ator político. Ao propor uma alternativa à crise equatoriana baseada nos valores do sumak kawsay (bem viver), os MICs ampliam espaços democráticos e formulam uma acepção expandida de cidadania. Focalizam-se os acontecimentos da greve nacional de 2019 no Equador, em diálogo retrospectivo com mobilizações anteriores. O artigo se baseia nos testemunhos do povo Kayambi, coletados antes e depois da greve, em entrevistas semiestruturadas e trabalho etnográfico. Os dados evidenciam que a memória de lutas anteriores foi uma motivação essencial para a emergência das manifestações. Ademais, a unidade e a solidariedade entre atores rurais e outros setores da sociedade equatoriana foram a base do poder e da força da greve. Em diálogo com o campo das “Políticas rurais emancipadoras”, aportam-se contribuições às abordagens críticas sobre o papel dos povos indígenas camponeses nas lutas por alternativas de vida.
      PubDate: 2022-06-07
      DOI: 10.9771/ccrh.v35i0.48460
      Issue No: Vol. 35 (2022)
       
  • JATARISHUN: indigenous peasant uprisings of Ecuador and Good Living

    • Authors: Larissa da Silva Araujo, Ana Tereza Reis da Silva
      Abstract: This article analyzes the Indigenous Peasant Movements (IPM) of Ecuador as a social force and political actor. By proposing an alternative to the Ecuadorian crisis based on the Sumak Kawsay (Good Living) values, the IPM expand democratic spaces and formulate an extended sense of citizenship. The text focuses on the events of the 2019 national strike in Ecuador, in retrospective dialogue with previous uprisings. It draws on the testimonies of the Kayambi people, collected before and after the strike, in semi-structured interviews, and ethnographic work. Results show that the memory of previous struggles was an essential motivation for the emergence of the uprisings. Besides, unity and solidarity among rural actors and other sectors of Ecuadorian society were the basis for the strike’s strength and power. Finally, in dialogue with the Emancipatory Rural Politics, the article contributes to critical approaches to the role of indigenous peasant peoples in struggles for life alternatives.
      PubDate: 2022-06-07
      DOI: 10.9771/ccrh.v35i0.48997
      Issue No: Vol. 35 (2022)
       
  • O ACORDO DE ALCÂNTARA E O DESENVOLVIMENTISMO OCULTO DOS ESTADOS
           UNIDOS

    • Authors: Neusa Maria Pereira Bojikian, Karina L. Pasquariello Mariano, Laís Forti Thomaz
      Abstract: A preocupação com o setor espacial brasileiro está inserida em um debate mais amplo sobre a promoção do desenvolvimento econômico, base para melhor inserção internacional do país. Utilizando revisão de literatura e estudo de caso, verificou-se que houve historicamente uma variação na disposição dos governos brasileiros em aderir à ideologia econômica defendida pelos EUA, sem levar em conta que este país apresenta elementos desenvolvimentistas, atuando como agente de transferência e difusão de novas tecnologias. O objetivo é demonstrar que o Acordo de Salvaguardas Tecnológicas (AST) é funcional à estratégia do governo norte-americano de promover o desenvolvimento com participação velada do Estado. Por sua vez, isso tende a representar importantes limitações à implementação da política espacial no Brasil. Infere-se que o AST é um instrumento por meio do qual o governo dos EUA procura mitigar os riscos regulatórios aos quais estão submetidas empresas do país e alavancar a competitividade de sua base industrial.
      PubDate: 2022-06-07
      DOI: 10.9771/ccrh.v35i0.47382
      Issue No: Vol. 35 (2022)
       
  • DESENVOLVIMENTISMO, NEOLIBERALISMO E POLÍTICA EXTERNA: implicações para
           as relações entre o Brasil e os países africanos

    • Authors: Elga Lessa de Almeida
      Abstract: A análise dos últimos anos das relações políticas e econômicas entre o Brasil e os países africanos mostra tendência para repetição de um padrão presente ao longo de todo o século XX – curtos períodos de aproximação seguidos por períodos maiores de afastamento. É possível notar que o investimento brasileiro nessas relações tem variado conforme a orientação política adotada, se desenvolvimentista ou neoliberal. O intuito deste artigo é compreender de que forma a adoção de políticas desenvolvimentistas, neoliberais e suas versões do século XXI tem repercutido nas relações entre o Brasil e os países africanos. Partimos do entendimento inicial de que a estabilidade e aprofundamento das relações entre o Brasil e os países africanos são amplamente dependentes da ação estatal, cujas variações de atuação decorrem de algumas limitantes inerentes à posição periférica desses países na economia-mundo e das relações internas travadas dentro desses países.
      PubDate: 2022-06-07
      DOI: 10.9771/ccrh.v35i0.47810
      Issue No: Vol. 35 (2022)
       
  • DESIGUALDADE GLOBAL, CRISE MULTIDIMENSIONAL E AS FALÁCIAS DO
           DESENVOLVIMENTO

    • Authors: Marcos Costa Lima, Samuel Spellmann
      Abstract: O capitalismo contemporâneo tem ampliado sua condição produtora de desigualdades. Este aprofundamento tem sido revelado por meio do caráter multidimensional tomado pela crise capitalista. A continuidade da crise capitalista também desafia as noções ligadas às possibilidades de correção do capitalismo e a superação das desigualdades inerentes ao modo de produção pela figura histórica da reforma. Este artigo objetiva evidenciar processos específicos, mas globais, assinalando suas “impossibilidades sistêmicas”, que apontam criticamente para as falácias do desenvolvimento, em projetos que aprofundam as disparidades sociais de toda ordem, ao serviço do grande capital e em detrimento dos trabalhadores. Isso é feito com a exposição de dois estudos de caso, Brasil e China, evidenciando o caráter multidimensional da crise capitalista e sua relação com a produção de desigualdades.
      PubDate: 2022-06-07
      DOI: 10.9771/ccrh.v35i0.47583
      Issue No: Vol. 35 (2022)
       
 
JournalTOCs
School of Mathematical and Computer Sciences
Heriot-Watt University
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