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Letras Escreve
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ISSN (Print) 2238-8060
Published by Universidade Federal do Amapá Homepage  [10 journals]
  • Apresentação – Volume 1

    • Authors: João Batista Toledo Prado
      Pages: 01 - 06
      Abstract: No intuito de melhor adaptar tais epígrafes ao contexto presente, talvez ainda uma terceira lhes caísse bem, a título de corolário e complemento às anteriores: a famosa divisa medieval uerba volant, scripta manent (“palavras esvoaçam, escritos permanecem”). Seja pelo viés de Heródoto, repercutindo uma sentença de Heráclito, seja pelo bem apanhado gracejo de Plauto ao polarizar o ver (oculatus) e o ouvir (auritus), o que está em causa aqui, naturalmente, é o sentido de publicar, como forma de fixar e documentar, para os olhos dos leitores, uma súmula de informações críticas e reflexões: aquilo que se põe por escrito aspira à permanência, como forma de registro de um estágio do pensamento sobre dada matéria – não por ouvir dizer, domínio da doxa, mas por ver, ler...e refletir.É, por isso, uma subida alegria apresentar ao público leitor o resultado da chamada à publicação, lançada para este número especial da Revista Letras Escreve, periódico da Faculdade de Letras da Universidade Federal do Amapá (UNIFAP), sediada em Macapá. O que se faz aqui não também sem uma ponta de devido orgulho, tendo em vista que o presente número temático é o primeiro de um par de volumes voltados ao mesmo tema, tamanha e tão volumosa foi a resposta de colaboradores especialistas que atenderam à chamada, submetendo textos pertinentes e instigantes, aptos a participar do debate acadêmico e, com isso, contribuir com a disseminação do conhecimento da grande área dos Estudos Clássicos, em uma região do país que ainda carece de materiais bastantes destinados à discussão qualificada da referida área.
      PubDate: 2021-09-05
      Issue No: Vol. 10, No. 2 (2021)
       
  • A imagem de Aquiles na Apologia de Platão (28B-29A)

    • Authors: Marco Valério Classe Colonnelli
      Pages: 07 - 15
      Abstract: Resumo: investiga-se neste artigo a utilização da técnica argumentativa do exemplo na Apologia de Sócrates de Platão. Depois de uma breve contextualização do emprego dessa técnica, procedeu-se a análise do corpus para verificar não só a inserção do procedimento no discurso, mas também a sua possível utilidade na construção do argumento socrático. Somado a isso, procurou-se cristalizar a imagem da personagem com vistas a determinar o possível efeito sobre audiência em termos de persuasão e ensinamento.Palavras-chave: Apologia, Paradigma, Aquiles, Sócrates.
      PubDate: 2021-09-05
      Issue No: Vol. 10, No. 2 (2021)
       
  • Da doença selvagem a l’immonde blessure: recepção da antiguidade no
           Filoctetes de André Gide e sua relação com o caso Dreyfus

    • Authors: Mateus Dagios
      Pages: 17 - 29
      Abstract: O texto é desenvolvido no âmbito do conceito de recepção da antiguidade para abordar a tragédia Filoctetes de Sófocles (409 a.C.) e a peça Filoctetes ou o tratado das três morais (Philoctète ou le Traité des trois morales, 1898) de André Gide. Para isso, é mapeada a doença como elemento de significação e problematização nos dois textos: o Filoctetes de Sófocles com uma doença selvagem (ágria nósos) e o Filoctetes de Gide com “l’immonde blessure”. Defende-se que o texto de Gide faz referência a questões em torno do polêmico Caso Dreyfus, analisando como o autor francês se apropria do mito grego para fazer um relato das injustiças que são cometidas em nome do patriotismo.
      PubDate: 2021-09-05
      Issue No: Vol. 10, No. 2 (2021)
       
  • Hippiká: os epigramas equestres de Posídipo de Pela

    • Authors: Flavia Vasconcellos Amaral
      Pages: 31 - 42
      Abstract: RESUMO: O artigo apresenta a seção hippika, epigramas equestres, de Posídipo de Pela, que se encontra no papiro de Milão, publicado em 2001 e datado do século II a.C. Partindo de pressupostos concernentes ao contexto histórico, à divisão temática dos epigramas de Posídipo no papiro de Milão e à subdivisão dos hippika proposta por Fantuzzi (2004), será discutido como o epigramatista adequa a matéria epinícia da vitória nas corridas de cavalos ao gênero epigramático. 
      PubDate: 2021-09-05
      Issue No: Vol. 10, No. 2 (2021)
       
  • A autorreflexão na Ilíada sob o olhar semiótico

    • Authors: Gabriel Galdino Fortuna
      Pages: 43 - 55
      Abstract: Este artigo irá explorar a forma como o conceito de autorreflexão está imanente na estrutura da Ilíada, consolidando sua presença desde o nível mais fundamental e abstrato da obra até os mais complexos, em outras palavras, do nível temático para os níveis narrativos e discursivos. Utilizaremos recursos da semiótica tensiva de Zilberberg e dos estudos greimasianos, dentre eles, o quadrado semiótico e os termos que descrevem os principais fenômenos tratados por estes semioticistas- o Deslumbramento e o Acontecimento. Essas teorias serão cotejadas com os conceitos de medo e coragem apresentados nas obras de Aristóteles e Platão, emoções vinculadas à autorreflexão. Assim, poderemos verificar que a autorreflexão e, consequentemente, o reconhecimento, não apenas existem no épico, mas são elementos isotópicos cruciais que contribuem para a unidade da obra e fornecem ingredientes responsáveis por expor a maestria de Homero ao lidar com o material mítico, humanizando-o.
      PubDate: 2021-09-05
      Issue No: Vol. 10, No. 2 (2021)
       
  • Cronótopo na comédia aristofânica: papel do coro na sinalização de
           tempo e espaço

    • Authors: Jane Kelly Oliveira
      Pages: 57 - 72
      Abstract: Esse artigo demonstra como nas nove comédias mais antigas de Aristófanes, as que preservam as partes corais estruturais como o párodo e a parábase, o comediógrafo grego usava o coro como um elemento convencional que contribuía na sinalização da mudança espaço-temporal. Na comédia grega antiga, a construção in progress de um cronótopo teatral tão aberto e mutável, que varia de acordo com a ação da personagem diante de uma dada situação, é característica recorrente, mas demanda do compositor estratégias para significar ou ressignificar as configurações cronotópicas do enredo. Assim, nossa investigação centrou-se na análise dos momentos em que ou a alteração de espaço ou saltos temporais eram exigidos pelo enredo e sinalizados pelo desempenho do coro.
      PubDate: 2021-09-05
      Issue No: Vol. 10, No. 2 (2021)
       
  • A desobediência prometeica e a liberdade tirânica

    • Authors: Mellyssa Coêlho de Moura, Orlando Luiz de Araújo
      Pages: 73 - 81
      Abstract: O titã Prometeu se tornou símbolo do nascimento da humanidade e da liberdade devido à sua maior façanha contra os deuses: o roubo do fogo negado aos homens e sua devolução para a manutenção de sua sobrevivência. Fruto de sua transgressão e desobediência, seu ato encontra justificativa na descrição tirânica e impiedosa de Zeus, que oprime a raça dos mortais. Diante disso, almeja-se analisar as motivações que culminaram na rebeldia do titã, dentre elas seu apego aos mortais e a tirania do pai de deuses e homens, para evidenciar que a hybris de Prometeu, embora desmedida, foi necessária para a sobrevivência da raça dos homens. Para isso, os estudos de Torrano (2009), Jaeger (1995) e outros, aliados à análise de Prometeu Acorrentado de Ésquilo, são empregados de forma a atender o objetivo proposto.
      PubDate: 2021-09-05
      Issue No: Vol. 10, No. 2 (2021)
       
  • Quando tragédia e história dialogam: o Lógos de Creso e o conceito de
           ath (átē) em Heródoto

    • Authors: Marco Aurélio Scarpino Rodrigues
      Pages: 83 - 95
      Abstract: Ao longo do século XX, estudos dedicaram atenção ao conceito de ἄτη (átē), noção do pensamento grego, vinculado à ideia de ato ou consequência das atitudes tomadas pelos homens, principalmente em contexto bélico, que quase sempre os levam à desgraça. Desde o importante trabalho realizado por Doyle (1983), seguindo os passos de Dodds (1953), Dawe (1968) e Bremer (1969), o estudioso analisa o vocábulo em diversos passos da literatura grega, para concluir sobre seu uso mais frequente e especializado na tragédia. No entanto, Heródoto, em Histórias, apresenta um importante contributo para o conceito, negligenciado nesse percurso pelos estudiosos, inserindo-o em uma narrativa, conhecida lógos, na qual remonta um fictício encontro entre Creso, rei dos Lídios, e Sólon, estadista e um dos sete Sábios da Grécia. O interesse desse trabalho está no fato de que Heródoto expõe na narrativa uma particularidade do pensamento grego, relacionado à experiência de vida de cada homem. Por se tratar de uma narrativa com desfecho catastrófico, o conceito de átē opera como um interessante vínculo entre a tragédia e a narrativa, visto que confere ao lógos de Creso elementos de dramaticidade e o insere na arte vigente e aclamada no século V a.C., o teatro.
      PubDate: 2021-09-05
      Issue No: Vol. 10, No. 2 (2021)
       
  • Castidade, poesia e declamação: comentários ao excerto 6,8 das
           controvérsias de Sêneca, o velho

    • Authors: Letícia Maria Quintella Viana, Artur Costrino
      Pages: 97 - 110
      Abstract: Neste trabalho, analisaremos o excerto de controvérsia 6.8 de Sêneca, o velho. O texto se trata de um julgamento fictício que tem como ré uma Virgem Vestal, que está sendo acusada de incastidade por ter elaborado um verso enaltecendo as núpcias. Ao longo do estudo, buscaremos entender como as partes, isto é, acusação e defesa, constroem o caráter da Vestal, a fim de atingirem seus objetivos de depreciá-la e defendê-la, respectivamente. Para tanto, traduziremos o texto filologicamente estabelecido por Kiessling (1872) e nos serviremos do aporte teórico de Oldenkotte (2014), Beard (2017), Aristóteles e outros, para que entendamos com maior clareza quem foram as Vestais e o que é o gênero de texto das controvérsias.
      PubDate: 2021-09-05
      Issue No: Vol. 10, No. 2 (2021)
       
  • Horácio, Ovídio e Petrônio: recepção da antiguidade greco-romana na
           obra de Paulo Leminski

    • Authors: Lívia Mendes Pereira
      Pages: 111 - 123
      Abstract: O presente trabalho divulga a presença da recepção da antiguidade greco-romana na obra do poeta curitibano Paulo Leminski. Estudado inicialmente no mosteiro São Bento, na cidade de São Paulo, o latim constituiu uma importante fonte criativa revisitada durante toda sua carreira literária. Neste estudo, daremos atenção especial a três das principais obras representativas do autor referentes à literatura greco-romana: a tradução da Ode I, 11 de Horácio (1984), a prosa-poética Metaformose (1994) - recriação das Metamorfoses de Ovídio - e a tradução diretamente do latim do Satyricon de Petrônio (1985). Como pode ser constatado na leitura de sua biografia e como pode ser recorrentemente percebido nos temas que frequentam sua obra, o autor foi um conhecedor e divulgador da Língua e da Literatura Latina. Obedecendo ao cânone estabelecido por Ezra Pound e pelos poetas concretistas brasileiros, Haroldo e Augusto de Campos e Décio Pignatari, Leminski revisitou a antiguidade clássica e a reformulou, seguindo seus próprios pressupostos literários de dessacralização da antiguidade greco-romana a serviço da cultura popular brasileira.
      PubDate: 2021-09-05
      Issue No: Vol. 10, No. 2 (2021)
       
  • Breve introdução aos estudos de estilo com leitura e
           tradução de Fedro I, XXIV

    • Authors: Marcelo Rocha Brugger
      Pages: 125 - 137
      Abstract: Os estudos de estilo comportam leituras e interpretações do texto literário que se servem dos parâmetros fornecidos pela linguística e pelos estudos literários, duas grandes áreas dos cursos de Letras que, ao muito se afastarem, parecem ter-se tornado antagônicas. Não se trata de uma área inovadora, tampouco de alcance restrito; trata-se, sim, de um campo de estudo há muito esquecido, e que retomou, nas duas últimas décadas, sua relevância para os estudiosos. Longe de uma definição aprofundada da estilística, pretendemos, nas páginas seguintes, apresentar uma breve introdução aos seus principais fundamentos, a fim de que interessados no tema tenham um ponto de partida para as reflexões que lhes servem de parâmetro. Para tanto, valer-nos-emos também de uma análise sonora da fábula I, XXIV de Fedro, Rana Rupta et Bos, a fim de ilustrar, em um texto da Antiguidade Clássica, os efeitos empregados no texto literário para que este se torne expressivo. Apresentaremos, ainda, nossa tradução da respectiva fábula.
      PubDate: 2021-09-05
      Issue No: Vol. 10, No. 2 (2021)
       
  • O amor como paixão erótica: as faces de eros na comédia
           latina

    • Authors: Stefanie Cavalcanti de Lima Silva, Ana Maria César Pompeu
      Pages: 139 - 147
      Abstract: Neste trabalho desenvolvemos uma pesquisa a respeito das diferentes manifestações do mito de Eros e como este mito aparece no texto literário, principalmente na comédia nova latina. Eros é essa força que conhecemos pelo nome de Amor, força essa que domina e influencia nas atitudes de todos aqueles que se encontram com ele. A partir de textos como O Banquete, de Platão, analisamos alguns dos mitos de origem de Eros e analisamos sua participação em duas peças de Plauto, O Gorgulho e As Báquides. Usamos também para a realização da análise textos filosóficos de autores como Francis Bacon. 
      PubDate: 2021-09-05
      Issue No: Vol. 10, No. 2 (2021)
       
  • O teatro clássico em sala de aula no ensino integral paulista

    • Authors: Francisco Diniz Teixeira
      Pages: 149 - 158
      Abstract: O presente relato de experiência tem por objetivo divulgar a experiência - levada a cabo nas turmas de 1a. série do Ensino Médio, numa Escola Integral em Carapicuíba, cidade carente da Grande São Paulo -, envolvendo a divulgação dos gêneros dramáticos da antiguidade - tragédia, comédia e drama satírico - e o processo de transposição didática que antecedeu as leituras dramatizadas feitas com os alunos, a fim de que eles desenvolvessem a noção de alteridade, frente ao manancial ao qual se liga a cultura ocidental, isto é, a Antiguidade Clássica.
      PubDate: 2021-09-05
      Issue No: Vol. 10, No. 2 (2021)
       
  • Hércules e os vestígios da prudência antiga na Ulisseia (1636), de
           Gabriel Pereira de Castro

    • Authors: Cleber Vinicius do Amaral Felipe
      Pages: 159 - 169
      Abstract: Pretende-se analisar as escolhas efetuadas por Gabriel Pereira de Castro no poema Ulisseia ou Lisboa Edificada (1636) quanto ao título, proposição e invocação, além de compreender a disposição do poema e as figuras de elocução mobilizadas na descrição de Hércules, guardião das colunas que ele edificou no estreito de Gibraltar. Nosso intuito é avaliar a maneira como o poeta representou a superação da prudentia antiga, caracterizada pelo autocontrole e pela contenção, e propôs uma virtù ajustada ao ímpeto expansionista e/ou centrífugo que orientou as grandes navegações.
      PubDate: 2021-09-05
      Issue No: Vol. 10, No. 2 (2021)
       
  • O Horácio de Ricardo Reis: poética clássica e
           heteronímia pessoana

    • Authors: Hêmille Raquel Santos Perdigão
      Pages: 171 - 186
      Abstract: Embora pertencente ao Modernismo, o poeta português Fernando Pessoa, através de um de seu heterônimo, Ricardo Reis, escreve odes que muito dialogam com as de Horácio. Em um estudo das ideias de imitação e emulação desde a Antiguidade até o período que se insere a obra de Pessoa, e, também, através da leitura das odes pessoanas em cotejo com as horacianas, é possível dizer ser Ricardo Reis um êmulo de Horácio. O presente trabalho apresenta um estudo das ideias de emulação e das odes de ambos ao autores, apontando evidências de que não se trata apenas de uma imitação ou coincidência de temas, mas sim, que a criação das odes de Ricardo Reis se dá pelo mesmo meio que as obras da Antiguidade: pela emulação.
      PubDate: 2021-09-05
      Issue No: Vol. 10, No. 2 (2021)
       
  • Prolegômenos a um dossiê temático dedicado aos “Estudos clássicos”
           por uma revista de Letras no Brasil de 2020

    • Authors: Rafael Guimarães Tavares da Silva
      Pages: 187 - 197
      Abstract: Aproveitando a oportunidade oferecida por um dossiê temático inteiramente dedicado aos Estudos Clássicos no Brasil pela revista Letras Escreve, propõe-se aqui uma série de reflexões sobre esse campo de estudos, suas origens, especificidades e finalidades. Para isso, a própria chamada desse dossiê converte-se em material de análise a partir do qual se delineia paulatinamente uma excursão pela história dessa disciplina – ou melhor por suas várias histórias –, incluindo aí o que diz respeito às particularidades de sua instituição no Brasil. A fim de ultrapassar a mera análise histórica, contudo, a proposta crítica ora oferecida delineia ainda uma série de considerações práticas com o intuito de suscitar uma participação mais ativa e significativa dos Estudos Clássicos junto à sociedade e sua realidade no Brasil de 2020.
      PubDate: 2021-09-05
      Issue No: Vol. 10, No. 2 (2021)
       
 
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