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Biota Amazônia
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  This is an Open Access Journal Open Access journal
ISSN (Online) 2179-5746
Published by Universidade Federal do Amapá Homepage  [10 journals]
  • FATORES AMBIENTAIS AFETAM A ABUNDÂNCIA DE BROMÉLIAS EPÍFITAS EM
           FLORESTA TROPICAL SAZONAL SECA

    • Authors: Rosineide Nascimento da Silva, Ana Paula do Nascimento Prata, Leandro de Sousa Souto
      Pages: 1 - 6
      Abstract: As epífitas podem ter tanto a riqueza quanto a abundância alteradas pelas condições ambientais. Nesse estudo, testou-se se características da planta hospedeira (forófito) e outros fatores ambientais contribuem com o aumento da abundância de epífitas vasculares. Foram amostradas 75 parcelas fixas de 20 × 20 m, distribuídas por três fragmentos de Floresta Tropical Sazonal Seca (Caatinga) em três municípios de Sergipe, Brasil: Poço Redondo, Porto da Folha e Poço Verde. As hipóteses testadas foram: I. quanto maior a complexidade estrutural do forófito, maior será a abundância das epífitas, em resposta a uma maior diversidade de sítios de fixação; II. a abundância de epífitas será positivamente relacionada com os fatores ambientais que favorecem a atividade fotossintética e a absorção de nutrientes. Assim, espera-se uma relação positiva entre a abundância e a luminosidade, a umidade relativa do ar e a altitude, bem como uma relação negativa entre a abundância, a temperatura do ar (possível estresse hídrico) e a cobertura de dossel (maior sombreamento). Foram observadas 2.728 epífitas pertencentes a seis espécies de Bromeliaceae, registradas em 514 forófitos de 29 espécies e 15 famílias. A abundância de epífitas respondeu a algumas características dos forófitos e alguns dos fatores abióticos. Assim, troncos com maior diâmetro e número de ramificações, ritidoma liso e temperaturas elevadas influenciaram positivamente a abundância de epífitas, enquanto incrementos na altitude e na umidade afetaram a abundância negativamente. Conclui-se que, a abundância de epífitas em fragmentos de Caatinga está, diretamente, associada a fatores como a estrutura do forófito e as condições microclimáticas.Palavras-chave: Caatinga, Interação epífita-forófito, Microclima.
      PubDate: 2021-06-30
      DOI: 10.18561/2179-5746/biotaamazonia.v11n2p1-6
      Issue No: Vol. 11, No. 2 (2021)
       
  • USO DE MODELOS MISTOS PARA ESTIMATIVA DO VOLUME DE ÁRVORES INDIVIDUAIS EM
           TIPOLOGIAS FLORESTAIS NO ESTADO DO AMAPÁ

    • Authors: Beatriz Costa Monteiro, Jadson Coelho de Abreu, Rafael Lucas Figueiredo de Souza, Bruno Costa dos Santos, Ingrid Rezende de Oliveira, Robson Borges de Lima
      Pages: 7 - 10
      Abstract: O objetivo do trabalho foi avaliar o uso de modelos mistos para estimar o volume de árvores individuais em diferentes tipologias florestais no estado do Amapá. O estudo foi desenvolvido na Floresta Estadual do Amapá, utilizando 30 unidades de amostra (conglomerados) distribuídas aleatoriamente. Os ajustes dos modelos referentes ao modelo misto foram realizados pelo Método da Máxima Verossimilhança, utilizando o pacote nlme do software R. Para selecionar a melhor forma funcional de equação na forma mista, foram utilizados os critério de informação Akaike (AIC), coeficiente de correlação (ryy) entre volume observado e estimado, raiz quadrada do erro médio (RMSE%), bias e análise gráfica dos resíduos. Os dados da variável DAP apresentam valores extremos, resultando na alta variância. Os valores da das probabilidades (p-valor) foram significativos para os três parâmetros em todos os modelos, confirmando a importância deles no modelo. Dentre os modelos com fatores aleatórios, o que melhor se ajustou à estimação volumétrica de árvores individuais foi o modelo 2, que apresentou menores valores dos critérios de AIC e BIC. O teste da razão de verossimilhanças mostrou-se significativo, com valor de 𝑝 (< 0,001), ou seja, o modelo com função de variância ajustou-se melhor aos dados. De maneira geral, foi mantida a proporcionalidade entre os gráficos dos resíduos das equações. Os modelos mistos se mostraram bastante eficazes na modelagem do volume das árvores individuais, portanto, no manejo florestal, a aplicação desse método tem um potencial bastante promissor, sobretudo nos sistemas de predição e projeção para fins de planejamento florestal.Palavras-chave: Efeitos aleatórios, Efeitos Fixos, Modelagem Estatística, Schumacher e Hall.
      PubDate: 2021-07-07
      Issue No: Vol. 11, No. 2 (2021)
       
  • GERMINAÇÃO DE SEMENTES E MORFOLOGIA DE Jacaranda copaia
           (AUBL.) D. DON.

    • Authors: Ivan Manuel Santos Dácio, Alessandra Doce Dias de Freitas, Raírys Cravo Herrera, Francisco Alex Oliveira Figueredo, Orlando Figueiredo Junior, Roberto Cezar Lobo da Costa
      Pages: 11 - 14
      Abstract: A germinação de sementes representa a etapa inicial para o estabelecimento futuro da espécie, dando suporte para a tecnologia de sementes. O objetivo do trabalho foi descrever a morfologia dos frutos e sementes, avaliar aspectos tecnológicos e a germinação de Jacaranda copaia. Os frutos foram coletados no campo experimental do Instituto Tecnológico Federal do Pará-IFPA, município de Altamira-PA. A metodologia e a terminologia empregada foram de acordo com as técnicas convencionais de morfologia vegetal, sendo ilustradas por fotos. Foi avaliado ainda temperatura e substrato para a germinação de sementes. O fruto é deiscente, simples, tipo cápsula e seco, as sementes aladas, leves, de textura lisa, tons castanho-claro transparente, formato elíptico. Nos testes de germinação constatou-se que não houve diferenças significativas estatisticamente e a germinação foi registrada do tipo epígea fanerocotiledonar.Palavras-chave: Amazônia, biometria, plântula, Parapará.
      PubDate: 2021-07-07
      DOI: 10.18561/2179-5746/biotaamazonia.v11n2p11-14
      Issue No: Vol. 11, No. 2 (2021)
       
  • AVALIAÇÃO DE MÉTODOS DE DESCONTAMINAÇÃO PARA OBTENÇÃO DE CULTURAS
           PURAS DE LEPTOSPIRAS A PARTIR DE AMOSTRAS MISTAS COM Spirillum spp.

    • Authors: Israel Barbosa Guedes, Juliana Fernandes de Paula Castro, Gisele Oliveira de Souza, Paulo Vitor Takano, Matheus Burilli Cavalini, Juliana Aizawa, Marcos Bryan Heinemann
      Pages: 15 - 18
      Abstract: É um desafio obter culturas puras de Leptospira a partir de amostras ambientais, principalmente devido à presença de microbiota acompanhante que pode contaminar culturas, destacando bactérias do gênero Spirillum que possuem características semelhantes às leptospiras. Assim, não pode ser eliminado pelas técnicas mais comuns de descontaminação durante o processo de isolamento das leptospiras. O objetivo deste estudo foi avaliar cinco métodos de descontaminação para obter culturas puras de Leptospira a partir de amostras mistas com Spirillum spp. Foram coletadas dez amostras de esgoto doméstico não tratado descartado nas ruas da cidade de Macapá - Amazônia Brasileira, e submetidas à cultura bacteriológica para isolamento de Leptospira. A presença de leptospiras foi confirmada por visualização em microscopia de campo escuro e por 16S PCR. Nas amostras em que Spirillum foi observado, foram testados cinco métodos de descontaminação: 1 - Filtragem por membrana (0,20 μm e 0,22 μm); 2- Cultura em meio seletivo para Leptospira spp.; 3- Centrifugação; 4- Diluição em série e 5- Plaqueamento em meio sólido EMJH. Das 10 amostras, cinco foram positivas para leptospiras e em três houve a detecção simultânea de leptospiras e Spirillum. Plaqueamento em meio sólido EMJH (5) foi o método mais eficiente, descontaminando as três culturas mistas. Apenas uma cultura foi descontaminada pela técnica de cultura em meio seletivo para Leptospira spp. (2), e os outros métodos foram ineficazes. Em conclusão, o método de plaqueamento em meio sólido EMJH pode ser usado para obter culturas puras de Leptospira spp. de amostras ambientais contendo Spirillum spp.Palavras-chave: Leptospira, descontaminação, culturas mistas, Spirillum.
      PubDate: 2021-06-30
      DOI: 10.18561/2179-5746/biotaamazonia.v11n2p15-18
      Issue No: Vol. 11, No. 2 (2021)
       
  • MORFOMETRIA CAUDA-CLOACAL PARA SEXAGEM DE Phrynops geoffroanus
           (SCHWEIGGER, 1812)

    • Authors: Antonio Nilberto Grangeiro de Abreu Junior, Joara de Sousa Andrade, Isadora de Abreu Amorim, Diogo Brunno e Silva Barbosa, Jonas Pederassi, Mauro Sérgio Cruz Souza Lima
      Pages: 19 - 21
      Abstract: Com intuito de se estudar a presença de dimorfismo sexual em Phrynops geoffroanus, foram realizadas coletas no riacho do Leite no município de Floriano-Piauí. Os 22 espécimes capturados (13 machos e 9 fêmeas) foram biometrados e sexados, sendo considerados os dados quantitativos (distâncias pré cloacal e pós cloacal, comprimento e largura da placa anal) e qualitativos (cabeça estreita ou larga e comprimento das placas umerais). Os dados foram analisados através do teste de Wilcoxon-Mann-Whitney (U), variável de Dummy (D) e regressão linear. O Teste U demonstrou que as variáveis comprimento da placa anal (α= 0,177), distância pré cloacal (α= 0,0004) e pós cloacal (α= 0,038) apresentaram diferenças significativas entre os sexos. Através da regressão linear foi possível observar que as medidas de comprimento pré cloacal e pós cloacal nos machos possuem valores duas vezes maiores que nas fêmeas. A variável de Dummy resultou no valor de D = 7,14, demonstrando que existe razão em acreditar na existência de padrões morfológicos dimórficos em P. geoffroanus. A partir dos resultados encontrados, é possível concluir que as medidas comprimento da placa anal, distâncias pré cloacal e pós cloacal são diferentes entre machos e fêmeas na população de P. geoffroanus estudada, confirmando o dimorfismo sexual, porém, são necessários mais estudos de diferentes populações para que se estabeleça um padrão morfológico para a espécie.Palavras-chave: Dimorfismo sexual, Morfologia, Quelônios.
      PubDate: 2021-06-30
      DOI: 10.18561/2179-5746/biotaamazonia.v11n2p19-21
      Issue No: Vol. 11, No. 2 (2021)
       
  • PARÂMETROS REPRODUTIVOS DE Pygocentrus nattereri KNER, 1858 (PISCES:
           CHARACIFORMES, SERRASALMINAE) NO LAGO CAJARI, BAIXADA MARANHENSE, BRASIL

    • Authors: Irayana Fernanda da Silva Carvalho, Lorrane Gabrielle Cantanhêde, Ana Luiza Diniz Caldas, Raimunda Nonata Fortes Carvalho Neta, Zafira da Silva de Almeida
      Pages: 22 - 26
      Abstract: Pygocentrus nattereri, é uma espécie abundante nos lagos da Baixada Maranhense, e popularmente conhecida como piranha vermelha. O presente estudo teve como objetivo determinar os parâmetros reprodutivos de P. nattereri no Lago Cajari, a fim de determinar medidas protetivas para a região. Os espécimes deste estudo foram coletados e analisados no período de fevereiro de 2012 a janeiro de 2013. Em laboratório, procedeu-se com a obtenção de dados biométricos, sexagem e fecundidade. A espécie apresentou alometria negativa. A proporção sexual foi 1,4 para 1 macho. O período de dezembro a março foi determinado como período de maior intensidade reprodutiva. A fecundidade de P. nattereri foi considerada baixa (34.494 ovócitos) e a primeira maturidade sexual para os sexos agrupados foi de 14,05 cm. Os dados obtidos nesse trabalho permitem afirmar que o Lago Cajari se mostrou favorável ao crescimento e manutenção de P.nattereri.Palavras-chave: Área de proteção ambiental, conservação, nordeste. 
      PubDate: 2021-06-30
      DOI: 10.18561/2179-5746/biotaamazonia.v11n2p22-26
      Issue No: Vol. 11, No. 2 (2021)
       
  • CONSUMO DE ANIMAIS SILVESTRES EM COMUNIDADES EXTRATIVISTAS DO ESTADO DO
           ACRE, AMAZÔNIA BRASILEIRA

    • Authors: Leandro Siqueira de Souza, Melissa Progênio, Leilandio Siqueira de Souza, Francisco Glauco de Araújo Santos
      Pages: 27 - 30
      Abstract: A fauna silvestre para subsistência é uma fonte nutricional de alto valor proteico e importante para subsistência de comunidades tradicionais. Conhecer as espécies cinegéticas, as técnicas e o período de captura são aspectos fundamentais para compreender a forma de uso, o grau de ameaça da caça e introduzir medidas de conservação. Este estudo objetivou listar as principais espécies de animais silvestres utilizados como recurso alimentar e identificar as principais técnicas de caça utilizadas pelos moradores da Reserva Extrativista Cazumbá-Iracema em Sena Madureira, Acre. As informações foram coletadas por meio de entrevistas com os moradores da reserva. Para cada espécie de animal citada foi calculado seu respectivo valor de uso (VU). A fauna cinegética registrada foi representada por 22 famílias, distribuídas em 40 espécies. Entre os animais mais consumidos estão, o porco-do-mato (Pecari tajacu), o veado (Mazama sp.), o tatu-galinha (Dasypus novemcinctus), o jacu (Penelope jacquacu), a inhambu-galinha (Tinamus guttatus), a inhambu-macucau (Crypturellus undulatus), a arara (Ara sp.), o papagaio (Amazona sp.) e o jabuti (Chelonoidis denticulata). Os principais métodos de caça consistiram principalmente em esperas (42,7%) e espingardas (41,7%), tendo preferência por áreas de florestas fechadas. A caça de animais silvestres ainda é um importante recurso alimentar para as comunidades rurais. Programas de educação ambiental devem ser desenvolvidos para que os moradores tenham mais conhecimento sobre como utilizar os recursos naturais sem causarem pressão de caça e, consequentemente, desequilíbrio no ecossistema.Palavras-chave: caça à vida selvagem, etnozoologia, fauna, subsistência.
      PubDate: 2021-06-28
      DOI: 10.18561/2179-5746/biotaamazonia.v11n2p27-30
      Issue No: Vol. 11, No. 2 (2021)
       
  • QUALIDADE DA ÁGUA DISTRIBUÍDA À POPULAÇÃO DE MACAPÁ PELO SISTEMA
           PÚBLICO DE ABASTECIMENTO

    • Authors: Giovanni Paulo Ventura Costa, Roberto Messias Bezerra, Patrick de Castro Cantuária, Ana Luzia Ferreira Farias, Sheylla Susan Moreira da Silva de Almeida
      Pages: 31 - 37
      Abstract: A água é um elemento essencial à vida humana para manter em homeostasia em suas atividades biológicas. Trata-se de um veículo biológico muito importante que facilita a absorção, biotransformação e eliminação de várias substâncias no organismo. A contaminação no processo de abastecimento de água pode acarretar doenças, no caso do fornecimento, com concentrações físico-químicas e de metais pesados superiores ao estabelecidos pela legislação. Nesse aspecto é de extrema importância o monitoramento do processo de abastecimento de água para consumo. Diante disso, o objetivo deste trabalho foi avaliar a qualidade da água captada e distribuída pelo sistema público de abastecimento de água da Companhia de Água e Esgoto do Amapá a fim de verificar possíveis alterações em parâmetros físico-químicos e contaminações por metais pesados. O método para investigação dos parâmetros físico-químicos foi conforme o standard Methods for the Examination of Water and Wastewater. E o método para análise de metais pesados, realizado pelo Espectrofotômetro de Absorção Atômica, foi aplicado em amostras de água do Rio Amazonas, antes do tratamento, e nas amostras nas saídas dos reservatórios de distribuição de água tratada, fornecido pela Companhia de Água de Macapá-AP. Com base nos resultados dos parâmetros físico-químicos, foi possível observar quanto ao pH, que os bairros de coleta amostral, apresentaram-se dentro dos limites recomendados pela legislação, com exceção do Bairro centro que apresentou água ácida pH de 4,2±0,09 (n=3). Segundo os resultados, 70% da água dos bairros de Macapá apresentaram-se fora dos limites legais preconizados para turbidez, constatou-se que a maiorias das amostras de água encontravam-se acima do limite de 5.0 UT. Não houve diferença significativa (p>0.05) entre os pontos de coleta para o parâmetro temperatura, sendo o menor valor encontrado de 27,9±2,29 °C. Quanto a concentração de metais nas amostras, foi observado valores superiores ao que preconiza a Resolução 357/05 do CONAMA. O teor de Ferro nas amostras demonstrou que 100% dos pontos de coletas estavam com valores acima dos limites preconizados pela resolução CONAMA 357/2005, e segundo a legislação é permitido até no máximo 0.3 mg.L-1.  Na concentração de Chumbo, os pontos variaram em 0.001 a 0,08 mg.L-1, demonstrando que 66.67 % das amostras estavam em desacordo com os limites permitidos para o teor de chumbo. Na concentração de cobre (Cu), os valores variaram de 0.02 a 0.08 mg.L-1 nos diferentes pontos de coletas, sendo que o limite permitido é de 0,02 mg.L-1. Dessa forma 100% dos pontos de coletas encontravam-se com valores superiores ao permitido. Para os valores de Cromo (Cr), foi possível observar que 100 % das amostras encontravam-se dentro do limite preconizado pela legislação com uma média de 0.03±0.002 mg.L-1. Na conclusão foi demonstrado que tanto as concentrações de Ferro, Chumbo e Cobre, apresentavam-se em valores superiores ao que preconiza a Resolução 357/05 do CONAMA. Palavras-chave: Água, Condição da Água, Físico-Químicos, Metais Pesados.
      PubDate: 2021-06-28
      DOI: 10.18561/2179-5746/biotaamazonia.v11n2p31-37
      Issue No: Vol. 11, No. 2 (2021)
       
  • UMA ÁREA DE VIDA RESTRITA AUMENTA A VULNERABILIDADE DA RAIA-DE-FOGO,
           Potamotrygon motoro, A PESCA EM UM HOTSPOT DE BIODIVERSIDADE DA REGIÃO
           NEOTROPICAL

    • Authors: Domingos Garrone-Neto, Gabriel Raposo Silva de Souza, Felippe Alexandre Miranda de Lisboa Daros, Jairo Fidel Novoa-Serna, Mónica Andrea Morales-Betancourt, Carlos Andrés Lasso
      Pages: 38 - 42
      Abstract: Neste estudo, foi utilizada uma abordagem baseada na telemetria para examinar os movimentos e a utilização do habitat de Potamotrygon motoro, uma espécie de raia da família Potamotrygonidae amplamente distribuída pela América do Sul. Para tal, 13 indivíduos foram marcados com transmissores acústicos e monitorados manualmente de março a setembro de 2017 no rio Bita, um hotspot de biodiversidade da bacia do Orinoco, na Colômbia. As raias utilizaram uma área que variou de 0,00360 a 11,86735 km2 (média de 2,57742 km2). Dentro dessa área, os dados de telemetria identificaram uma zona de atividade mais alta na qual 50% dos indivíduos permaneceram durante o estudo, sugerindo que P. motoro é uma espécie que ocupa uma pequena área de vida com forte fidelidade de sítio. Como a espécie é altamente visada pela pesca ornamental na bacia do Orinoco, essas informações podem ser úteis para identificar habitats críticos e ajudar a orientar estratégias de conservação, com base em um manejo “peixe-orientado”. Dada a ampla distribuição de P. motoro na América do Sul, os resultados também poderão ser úteis para países vizinhos, como Brasil, Peru e Venezuela, onde uma utilização semelhante é observada para a espécie.Palavras-chave: ecologia do movimento, uso do habitat, telemetria acústica, Potamotrygonidae, bacia do Orinoco.
      PubDate: 2021-07-30
      DOI: 10.18561/2179-5746/biotaamazonia.v11n2p38-42
      Issue No: Vol. 11, No. 2 (2021)
       
  • COMPOSIÇÃO E ESTRUTURA TRÓFICA DE ASSEMBLEIAS DE PEIXES EM VEREDAS DE
           BURITIZAIS, NO PERÍODO DE ESTIAGEM, NO LAVRADO DE RORAIMA, BRASIL

    • Authors: Isis Rafânia Souza de Almeida, Geraldo Mendes dos Santos, Jansen Zuanon
      Pages: 43 - 52
      Abstract: O estudo foi realizado em riachos ao longo de veredas de buritizais que drenam para as bacias dos rios Branco, Tacutu e Uraricoera no Lavrado de Roraima, com o objetivo de investigar a estrutura das assembleias de peixes e sua dieta. As coletas foram realizadas em 10 locais, no período de estiagem, utilizando puçás e pequenas redes de arrasto.  Foram capturados 3733 exemplares de peixes, distribuídos em sete ordens, 21 famílias, 43 gêneros e 56 espécies. Characiformes foi o grupo mais rico em espécies, seguido de Cichliformes, Gymnotiformes, Siluriformes, Cyprinodontiformes, Perciformes e Synbranchiformes. A família com maior riqueza e abundância foi Characidae, seguida de Cichlidae e Lebiasinidae. A estrutura das assembleias não foi influenciada pelas características estruturais locais das veredas, e foi pouco influenciada pela bacia hidrográfica à qual estão conectadas. A distância geográfica entre as veredas amostradas não explicou satisfatoriamente as diferenças na composição de espécies de peixes, o que sugere que processos estocásticos podem ter influenciado a estrutura das assembleias de peixes nas veredas de buritizais durante a estiagem. A dieta dos peixes foi composta principalmente de itens autóctones, como insetos aquáticos imaturos, zooplâncton e algas, evidenciando que a ictiofauna das veredas de buritizais no período de seca é fortemente dependente da produção primária aquática local.Palavras-chave: igarapé temporário, ecologia aquática, savana, Amazônia, processos estocásticos.
      PubDate: 2021-09-06
      DOI: 10.18561/2179-5746/biotaamazonia.v11n2p43-52
      Issue No: Vol. 11, No. 2 (2021)
       
  • ESTUDO DA FLORA DE ASTERACEAE EM FRAGMENTOS DE VEGETAÇÃO NA CIDADE
           UNIVERSITÁRIA DOM DELGADO, MUNICÍPIO DE SÃO LUÍS, MARANHÃO

    • Authors: Aryana Vasque Frota Guterres, Eduardo Bezerra De Almeida Jr.
      Pages: 53 - 57
      Abstract: A família Asteraceae está entre as fanerógamas mais numerosas no mundo, conhecida por apresentar inflorescência em capítulos envolvidas por brácteas involucrais, estames sinânteros e cipsela. O presente estudo tem por objetivo contribuir para o conhecimento da flora de Asteraceae na Cidade Universitária Dom Delgado, Universidade Federal do Maranhão, apresentando lista de espécies, chave de identificação e pranchas fotográficas. Foram realizadas coletas ao longo das áreas de estudo e analisados materiais previamente coletados e depositados no Herbário MAR. Foram identificadas 21 espécies, 20 gêneros e sete tribos. As tribos Vernonieae, Heliantheae e Eupatorieae estão entre as tribos que têm o maior número de representantes e têm ampla distribuição no Brasil. A família mostrou grande ocorrência em todos os pontos amostrados, e ainda alerta para espécies pouco amostradas para o Maranhão. Diante dos dados apresentados, este estudo representa a necessidade de investimentos em estudos florísticos e taxonômicos para ampliar o conhecimento e da flora local.Palavras-chave: Nordeste do Brasil, Chave de identificação, Taxonomia, UFMA, Riqueza de espécies.
      PubDate: 2021-09-06
      DOI: 10.18561/2179-5746/biotaamazonia.v11n2p53-57
      Issue No: Vol. 11, No. 2 (2021)
       
  • REGISTRO DE Frankliniella brevicaulis HOOD (THYSANOPTERA: THRIPIDAE) EM
           BANANA COMPRIDA (CV. D’ANGOLA) NO ESTADO DO ACRE

    • Authors: Rodrigo Souza Santos, Weidson Plauter Sutil, Élison Fabrício Bezerra Lima
      Pages: 58 - 60
      Abstract: Tripes estão entre os insetos prejudiciais ao cultivo da banana no Brasil, normalmente depreciando o aspecto externo dos frutos pela formação de manchas ou erupções em sua casca, em consequência da sua alimentação. Este trabalho faz o primeiro relato de Frankliniella brevicaulis Hood (Thysanoptera: Thripidae) em plantio comercial de banana comprida (cv. D’Angola) no estado do Acre. Devido à falta de informações acerca dos impactos econômicos e distribuição geográfica dessa espécie de tripes, pesquisas nesse com esse enfoque são fortemente recomendas no Estado.Palavras-chave: Amazônia, Inseto fitófago, Terebrantia, Tripes-da-erupção.
      PubDate: 2021-09-06
      DOI: 10.18561/2179-5746/biotaamazonia.v11n2p58-60
      Issue No: Vol. 11, No. 2 (2021)
       
  • OCORRÊNCIA DE Therodomas elongatus (COPEPODA) EM Pterygoplichthys
           pardalis (LORICARIIDAE) NA AMAZÔNIA BRASILEIRA

    • Authors: Daniel Brito Porto, Amanda Karen Silva Souza, José Celso de Oliviera Malta
      Pages: 61 - 62
      Abstract: O presente estudo relata a primeira ocorrência de T. elongatus em P. pardalis, um peixe da ordem Siluriformes. Foram analisados 44 indivíduos de P. pardalis capturados no Lago Araçá (Amazonas, Brasil). O comprimento padrão médio dos peixes foi de 24,5cm ± 8,8 e o peso médio foi de 213,9g ± 102,6. O espécime encontrou uma fêmea pós-metamórfica, penetrou profundamente no arco branquiais. Até o presente momento houve o registro de T. elongatus apenas para peixes de ordem Perciformes e Cichliformes, assim este é os primeiros registro para hospedeiros da ordem Siluriformes.Palavras-chave: Amazônia, Água doce, Copepoda, Peixe
      PubDate: 2021-09-06
      DOI: 10.18561/2179-5746/biotaamazonia.v11n2p61-62
      Issue No: Vol. 11, No. 2 (2021)
       
  • RELAÇÃO PESO-COMPRIMENTO DAS ESPÉCIES DE PEIXES QUE OCORREM AO LONGO DO
           AUATI-PARANÁ NO MÉDIO SOLIMÕES, AMAZONAS, BRASIL

    • Authors: Jomara Cavalcante de Oliveira, Jonas Alves de Oliveira, Danielle Pedrociane Cavalcante Rossato, Alexandre Pucci Hercos
      Pages: 63 - 65
      Abstract: As relações peso-comprimento foram estimadas para 47 espécies de peixes do Paraná Auati-Paraná na Amazônia Central Brasileira. As amostragens foram realizadas trimestralmente durante o ano de 2013, sendo utilizadas redes de arrasto (malha de 3mm) para as coletas em vegetação flutuante e puças em folhiço da zona litoral. Este estudo fornece novas informações sobre as relações de peso-comprimento para 31 espécies, além de apresentar novos registros de comprimento padrão máximo de seis espécies.Palavras-chave: Ictiofauna, Peixes Neotropicais, Bacia do Rio Solimões.
      PubDate: 2021-09-27
      DOI: 10.18561/2179-5746/biotaamazonia.v11n2p63-65
      Issue No: Vol. 11, No. 2 (2021)
       
  • O REGISTRO MAIS AO NORTE DO BRASIL DO CARANGUEJO DE CORAL Carpilius
           corallinus (HERBST, 1783) (DECAPODA: CARPILIIDAE) COLETADO COMO FAUNA
           ACOMPANHANTE NO GRANDE SISTEMA DE RECIFES AMAZÔNICOS

    • Authors: Jonata Arruda Francisco, Gabriela Figueiroa Araújo, Israel Hidenburgo Aniceto Cintra, Kátia Cristina de Araújo Silva, Flavio de Almeida Alves-Júnior
      Pages: 66 - 67
      Abstract: O caranguejo de coral Carpilius corallinus (Herbst, 1783) é popularmente conhecido no Brasil como “Guajá”, o qual é amplamente distribuído em áreas marinhas tropicais, associados com recifes de corais em zonas costeiras. C. coralinus ocorre em águas Brasileiras com distribuição disjunta, cobrindo os Estados do Ceará a Alagoas, com registros específicos nos Estados da Bahia, São Paulo, Arquipélago de Fernando de Noronha e Atol das Rocas. Aqui, nós reportamos o registro mais ao norte do C. coralinus para o Estado do Pará com sua ocorrência no Grande Sistema de Recifes da Amazônia (GSRA). Foi coletado um espécime macho como fauna acompanhante da pesca artesanal na Boca do Rio Amazonas (01°24'55.008"N; 046°39'58.86"W) na profundidade de 76.2 m. Esse registro preenche a lacuna de distribuição do C. coralinus no Brasil, e aumenta o número de espécies de caranguejo ocorrendo no Grande Sistema de Recifes da Amazônia (Pará).Palavras-Chaves: Boca do Rio Amazonas, Caranguejo associado a coral, Costa Norte, Estado do Pará, Pesca Artesanal.
      PubDate: 2021-09-27
      DOI: 10.18561/2179-5746/biotaamazonia.v11n2p66-67
      Issue No: Vol. 11, No. 2 (2021)
       
  • PRIMEIRO REGISTRO DE Cymothoa sp. FABRICIUS, 1793 (ISOPODA: CYMOTHOIDAE)
           PARASITANDO O PEIXE DE QUATRO OLHOS, Anableps anableps
           (CYPRINODONTIFORMES: ANABLEPIDAE), NA COSTA NORTE BRASILEIRA

    • Authors: Sarita Nunes Loureiro, Paulo Arthur de Abreu Trindade, Daniel Guerreiro Diniz, Marcelo Vallinoto, José Antônio Picanço Diniz, Tommaso Giarrizzo
      Pages: 68 - 70
      Abstract: Este estudo apresenta o primeiro registro da ocorrência de Cymothoa Fabricius, 1793 no norte do Brasil, bem como no peixe de quatro olhos Anableps anableps. A pesquisa foi realizada no estuário de Curuçá, no norte do Brasil, onde foram coletados 158 espécimes de A. anableps, com nove espécimes de Cymothoa, sendo encontrados em nove peixes diferentes. Esses isópodes foram identificados pelo sequenciamento do gene mitocondrial do citocromo oxidase I. A prevalência do parasita (4.43 %) em A. anableps foi extremamente baixa e os espécimes de Cymothoa foram encontrados principalmente nas brânquias do peixe hospedeiro.Palavras-chave: Amazônia, Isopoda, Crustáceos, Peixe com quatro olhos, Anablepidae.
      PubDate: 2021-09-28
      DOI: 10.18561/2179-5746/biotaamazonia.v11n2p68-70
      Issue No: Vol. 11, No. 2 (2021)
       
  • REGISTRO DA LAGOSTA SAPATEIRA Scyllarides brasiliensis RATHBUN, 1906
           (DECÁPODA: SCYLLARIDAE) NO GRANDE SISTEMA DE RECIFES AMAZÔNICOS, PARÁ,
           BRASIL

    • Authors: Israel Hidenburgo Aniceto Cintra, Kátia Cristina de Araújo Silva, Déborah Elena Galvão Martins, Wagner Cesar Rosa dos Santos, Alex Garcia Cavalleiro de Macedo Klautau, Flavio de Almeida Alves-Júnior
      Pages: 71 - 72
      Abstract: A lagosta sapateira Scyllarides brasiliensis Rathbun, 1906 (Scyllaridae Latreille, 1825) possui uma ampla distribuição no Oeste do Atlântico, com distribuição disjunta em zonas costeiras entre 20 e 40 m, onde se encontra associada a fundos de cascalho e recifes de corais. Em águas Brasileiras, essa espécie tem sido registrada dos Estados do Maranhão à Bahia e com registros esporádicos nos Estados de São Paulo e Santa Catarina. Baseado nisso, aqui nos reportamos o registro mais ao norte de S. brasiliensis no Brasil e sua primeira observação para o Sistema de Recifes Amazônicos (SRA). Um espécime macho foi coletado através do barco de pesca de lagosta (pesca comercial) no Estado do Pará (01°23’53,952” N; 046°40’46,452” O), na profundidade de 76.2 m. Esse novo registro aumenta a distribuição geográfica de S. brasiliensis para o Estado do Pará (Brasil) e expande o conhecimento da biodiversidade de crustáceos para o Sistema de Recifes Amazônicos.Palavras-chaves: Fauna acompanhante, Foz do Rio Amazonas, Lagosta, Registro mais ao Norte, Scyllaridae.
      PubDate: 2021-10-04
      DOI: 10.18561/2179-5746/biotaamazonia.v11n2p71-72
      Issue No: Vol. 11, No. 2 (2021)
       
 
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