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Estudos Ibero-Americanos     Open Access   (SJR: 0.117, CiteScore: 0)
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Estudos Ibero-Americanos
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ISSN (Print) 0101-4064 - ISSN (Online) 1980-864X
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  • A cidade temperou a alma do morro

    • Authors: Lucas André Gasparotto
      Abstract: Este trabalho busca demonstrar a historicidade da construção do samba carioca como símbolo da nação brasileira analisando a obra Samba, sua história, seus poetas, seus músicos e seus cantores, de autoria de Orestes Barbosa, publicada em 1933. Inserida no contexto de intensa discussão acerca da definição dos elementos que poderiam ser considerados nacionais durante os anos 1920 e 1930, a obra é analisada enquanto formação discursiva nacionalista de inspiração romântica no âmbito da música. O discurso ali presente expõe uma tensão no interior do debate daquele contexto, observada através da articulação entre distintas temporalidades, que evocam a tradição ou a modernidade enquanto categorias de “tempo-espaço” qualificadoras do samba carioca como símbolo da nacionalidade. Contudo, mais do que se colocarem em posições diametralmente opostas, as temporalidades ali evocadas interpenetram-se como se estivessem em uma zona de intersecção. Ao sugerir que nos morros da cidade do Rio de Janeiro se preserva a pureza do samba, Orestes Barbosa transforma o gênero musical numa espécie de “folclore urbano”, já que idealiza um espaço da cidade como lócus da tradição, à semelhança das áreas rurais produtoras de manifestações folclóricas tidas como nacionais no contexto das décadas de 1920 e 1930. 
      PubDate: 2022-10-28
      DOI: 10.15448/1980-864X.2022.1.42423
      Issue No: Vol. 48, No. 1 (2022)
       
  • O nacionalismo antilusitano e o Centenário da Independência nas páginas
           da revista Gil Blas (1919-1922)

    • Authors: Carlos Gustavo Nóbrega de Jesus
      Abstract: O texto é resultado da pesquisa a respeito do nacionalismo antilusitano divulgado pela revista Gil Blas às vésperas do Centenário da Independência (1919-1922). O intuito é posicionar tal postura no contexto da época, apresentar sua relação com a efeméride, com as esferas do poder e pensar o papel do semanário como porta voz de tal iniciativa nas primeiras décadas do século XX. 
      PubDate: 2022-10-28
      DOI: 10.15448/1980-864X.2022.1.41988
      Issue No: Vol. 48, No. 1 (2022)
       
  • Os filhos indesejados da Nação

    • Authors: Marcelo de Sousa Neto
      Abstract: No Piauí, o que se observou é que o projeto vitorioso de Independência foi o das elites locais, formadas a partir de influentes grupos familiares e que já faziam parte da administração provincial. Para essas elites, transformações político-sociais representavam uma prédica, com vistas na manutenção de seus interesses no novo arranjo político do Brasil. Contudo, no Piauí, o processo se deu de maneira árdua e prolongada, marcado por combates, alianças e contradições internas de diversos setores da sociedade, em que grupos populares, em sua maioria composta pela população empobrecida da Província, se uniram às elites em uma luta comum contra a Coroa portuguesa, àquele instante apresentada como a responsável por todos os seus males e mágoas. Em meio às lutas, os grupos dirigentes buscavam a manutenção de seus interesses, ao tempo que as camadas populares, os filhos indesejados da Nação, lutavam por sua inserção na nova ordem. Dessa forma, são discutidos no presente artigo o processo de adesão dos grupos familiares locais a causa separatista, suas movimentações no cenário local em contraponto às movimentações em outras capitanias e na sede da Colônia e como foram estabelecidas alianças provisórias com grupos populares locais, tomando como metodologia a revisão da literatura existente sobre o tema a partir do estudo da História das Famílias. 
      PubDate: 2022-10-25
      DOI: 10.15448/1980-864X.2022.1.42416
      Issue No: Vol. 48, No. 1 (2022)
       
  • Ensinar (História) no século XXI

    • Authors: Ana Isabel Moreira, Luís Alberto Alves, Pedro Duarte
      Abstract: O pensamento contemporâneo sobre Educação tem de ir além do já conhecido e alimentar-se de uma visão utópica. Independentemente dos conteúdos, é sobretudo na prática pedagógica que teremos de mudar: ouvindo mais e falando menos; acolhendo perspetivas novas e leituras diferentes de autores conhecidos; preparando os nossos interlocutores (alunos) para encararem com otimismo o imprevisto e a incerteza. Nos ensinos básico e secundário, esta circunstância assume contornos de um pensamento histórico e de uma consciência histórica progressivamente mais sofisticados e, por isso, coincidentes com uma leitura do mundo desejavelmente mais complexa e humanista. No ensino superior, a perceção da relevância dessa postura de mudança faz-se junto dos futuros docentes. Com base nestas potencialidades e desafios, pretendemos discutir caminhos possíveis para, hoje, se equacionar um ensino da História que nos permita desenhar novos futuros ou outras competências. 
      PubDate: 2022-10-24
      DOI: 10.15448/1980-864X.2022.1.42928
      Issue No: Vol. 48, No. 1 (2022)
       
  • Fontes eclesiásticas para a história de Angola antes de 1900

    • Authors: José C. Curto
      Abstract: Esta contribuição concentra-se no acervo do Arquivo do Bispado de Luanda, um dos mais subestimados, mas importantes repositórios de documentos para a história de Angola. Centrando-nos nas freguesias de Luanda e de Benguela, apresentamos primeiro um inventário genérico do seu acervo principal, com cada corpus descrito até o final do século XIX. Em segundo lugar, oferecemos vários exemplos de como esses documentos eclesiásticos foram e podem ser usados para reconstruir vários aspectos do passado angolano. Esperamos inspirar uma nova geração de estudiosos a mergulhar neste rico baú de documentação angolana. 
      PubDate: 2022-10-07
      DOI: 10.15448/1980-864X.2022.1.41343
      Issue No: Vol. 48, No. 1 (2022)
       
  • O Espelho e a formação da opinião pública

    • Authors: Juliana Gesuelli Meirelles
      Abstract: Este artigo tem como objetivo apresentar a emergência do jornal O Espelho no processo de consolidação da imprensa no Rio de Janeiro e refletir acerca da importância da figura de seu redator – Manuel Ferreira de Araújo Guimarães – dentro da consolidação de um processo histórico mais amplo: a construção do seu lugar de homem de letras, que se auto intitulava o representante por excelência da formação de uma opinião pública ilustrada, responsável por colocar a púbico os principais debates políticos acerca do processo de independência do Brasil, ocorrido de 1821 a 1823. Dentro dessa perspectiva o artigo enfoca os momentos iniciais da circulação desse periódico – entre os meses de outubro de 1821 e janeiro de 1822 – período no qual o redator estruturou a linha editorial do jornal, que garantia espaço de fala e reflexão para dois atores políticos fundamentais no processo de independência do Brasil: o então Príncipe Regente D. Pedro e seu ministro José Bonifácio de Andrada e Silva. Pensaremos, portanto, a relevância política da arquitetura do discurso desse periódico em meio à guerra das penas ocorrida no mundo luso-brasileiro nos dois lados do Atlântico, que foi pensado para ser reconhecido pela elite ilustrada como a principal referência de credibilidade jornalística da Corte, uma vez que tinha à frente Manuel Ferreira de Araújo Guimarães, o mais experiente homem de imprensa da época da independência. 
      PubDate: 2022-10-03
      DOI: 10.15448/1980-864X.2022.1.41982
      Issue No: Vol. 48, No. 1 (2022)
       
  • A história da independência do Brasil desenganada e as memórias sobre a
           Confederação do Equador na trajetória de João Soares Lisboa

    • Authors: Paula Botafogo Caricchio Ferreira
      Abstract: A partir da trajetória de João Soares Lisboa, único dos réus “condenado por conluio republicano” na primeira devassa política do Império do Brasil, o artigo trata da construção e derrota política de projetos de Brasil que rivalizavam com o da centralização no governo do Rio de Janeiro, sob a dinastia de Bragança. Depois de condenado ao exílio do Brasil, Soares Lisboa aportou em Recife e se juntou à Confederação do Equador (1824), publicando o Desengano aos Brasileiros para “desenganar” seus leitores sobre o protagonismo da dinastia Bragança na história da independência do Brasil. Ao refletir sobre os eventos da história da independência do Brasil e a construção do projeto monárquico do Império pela dinastia de Bragança, Soares Lisboa disseminou no Desengano os princípios de outros projetos de Estado e de nação do Brasil que haviam sido derrotados até então e que ele defendia na organização do “governo Monarco-Democrático” no Correio do Rio de Janeiro em 1822-1823 e que em 1824 só via possível em uma república, tal como propunham os ideólogos da Confederação do Equador (1824). No Desengano, contestava o constitucionalismo de D. Pedro I e de D. João VI, descrevendo uma espécie de natureza dos monarcas que era incompatível com um governo de liberdade. Essas publicações e a participação na Confederação do Equador impactaram a memória sobre a trajetória de João Soares Lisboa na literatura histórica e esta funcionou como referencial para qualificar a radicalidade de outros personagens do período. 
      PubDate: 2022-09-14
      DOI: 10.15448/1980-864X.2022.1.41869
      Issue No: Vol. 48, No. 1 (2022)
       
  • Política cultural como instância do desenvolvimento social e do
           interesse comum no Brasil

    • Authors: Cilene Gomes, Valéria Regina Zanetti
      Abstract: O artigo tem o objetivo de compreender a trajetória histórica das políticas culturais no Brasil com a finalidade de situar a desconstrução em curso dessa mesma história e, no sentido inverso dessa tendência, acentuar a revalorização de suas importantes conquistas. Conjugados a esta perspectivação histórico-crítica da política cultural, valeu-se de aportes teóricos sobre as relações entre cultura e desenvolvimento, que culminam com o debate regional sobre a cultura no quadro das discussões gerais em vista do planejamento e do desenvolvimento regional no Vale do Paraíba e Litoral Norte Paulista. Com base em breve perfil de parâmetros indicativos da política cultural nos 39 municípios integrantes da região em foco, salienta-se que, embora a gestão cultural se mostre insuficiente, após a Constituição Federal de 1988, são perceptíveis movimentos regionais pontuais preocupados com a construção de sistemas municipais de cultura alinhados com as diretrizes democráticas da política nacional e interesses comuns de agentes locais comprometidos com a cultura e o planejamento do desenvolvimento regional. Percebeu-se que a discussão sobre sistema nacional, descentralização e atuação sinérgica de agentes locais é essencial para a promoção de políticas culturais; no entanto, é preciso que a cultura seja pensada à luz de um novo saber epistemológico de descolonização do olhar que promova a construção social de sentidos afirmativos de singularidades, de sujeitos, comunidades e lugares. 
      PubDate: 2022-08-30
      DOI: 10.15448/1980-864X.2022.1.41746
      Issue No: Vol. 48, No. 1 (2022)
       
  • O populismo no Brasil

    • Authors: Angela de Castro Gomes
      Abstract: Este texto foi pronunciado como Conferência de Encerramento do XIX Congresso Internacional da AHILA, realizado em Paris, em agosto de 2021, por via remota. Ele faz uma reflexão sobre a trajetória do conceito de populismo, tendo os debates historiográficos ocorridos no Brasil, especialmente a partir dos anos 1970, como base. A posição crítica da autora, assinalada em trabalhos anteriores, é retomada sob o estímulo de se pensar os chamados neopopulismos, no caso do Brasil, o do desgoverno Bolsonaro. Defende-se que, se como conceito, o populismo não é teórica ou empiricamente sustentável, como categoria de acusação tem e terá largo trânsito. 
      PubDate: 2022-08-30
      DOI: 10.15448/1980-864X.2022.1.42806
      Issue No: Vol. 48, No. 1 (2022)
       
  • O Conselho de Economia Nacional

    • Authors: Cássio A. A. Albernaz
      Abstract: A Constituição de 1937 é vista pela historiografia como o momento central de convergência na materialização da estrutura corporativista e do pensamento autoritário em práticas políticas concretas, estabelecendo, assim, um elo entre os intelectuais, a estrutura estatal, e a prática política. A partir dessa chave de leitura, o objetivo deste texto é analisar os argumentos que dão suporte à criação do Conselho de Economia Nacional (CEN) como órgão central dentro da solução corporativa. A análise se detém, sobretudo, nas formulações no pensamento de Oliveira Viana, Azevedo Amaral e Francisco Campos, expoentes do pensamento político autoritário brasileiro, e na própria Constituição de 1937, em seus artigos que tratam especificamente do CEN, confrontando essas fontes com a análise histórica sobre o órgão e os limites do modelo corporativista. Para tanto, como método de análise, realizou-se um esforço de síntese que priorizou algumas passagens dos referidos autores levando em consideração o caráter díspar e o volume das obras. O enfoque recai sobre as obras que tratam mais diretamente do problema da organização do Estado brasileiro, estabelecendo uma análise do conteúdo dessas obras e seu confronto analítico com a letra da lei da Constituição de 1937, e o contraste com as análises históricas sobre o corporativismo brasileiro. A escolha de trabalhar com o pensamento de Oliveira Viana, Azevedo Amaral e de Francisco Campos, justifica-se pela sugestão do profícuo debate gerado na literatura especializada sobre a história do pensamento autoritário, a partir das análises desses autores, e que suscitam tensões analíticas ainda relevantes e válidas para se pensar o caso brasileiro contemporâneo. 
      PubDate: 2022-08-25
      DOI: 10.15448/1980-864X.2022.1.42449
      Issue No: Vol. 48, No. 1 (2022)
       
  • Contra a “avalanche dêsse género de literatura importada e de grande
           penetração popular”

    • Authors: Ivan Lima Gomes
      Abstract: A publicação de histórias em quadrinhos no Brasil consolidou-se durante os anos 1940 e 1950 a partir de editoras voltadas à produção e distribuição de revistas em quadrinhos. Uma das consequências desse cenário foi a manifestação de vozes críticas à presença dessa forma de expressão no Brasil. Mídia associada, então, aos Estados Unidos, os quadrinhos eram acusados de serem uma expressão alheia à cultura brasileira. Na esteira destas restrições críticas, seguiram-se reivindicações de artistas brasileiros que passaram a defender espaço no mercado de quadrinhos para criadores locais, exigindo que fossem valorizados temas e personagens associados à cultura popular e à história do Brasil. Tais movimentos se articularam em torno de associações de desenhistas, que avançaram na crítica ao imperialismo dos Estados Unidos e fizeram ecoar suas demandas junto a setores da imprensa e da classe política. O artigo descreve essa história, analisando a formação de associações de desenhistas nos estados do Rio de Janeiro, São Paulo e Rio Grande do Sul, suas repercussões no jornal Última Hora e o que consideramos como ápice deste movimento: a constituição de uma cooperativa de artistas de quadrinhos em Porto Alegre, entre 1961 e 1964 – a Cooperativa Editora e de Trabalho de Porto Alegre (CETPA). Analisamos essa história como um momento importante para a constituição – não sem percalços e tensões – de uma identidade cultural brasileira sobre os quadrinhos, inspirada, em grande medida, no estabelecimento de um contraponto crítico em relação aos comics dos Estados Unidos. 
      PubDate: 2022-08-19
      DOI: 10.15448/1980-864X.2022.1.41528
      Issue No: Vol. 48, No. 1 (2022)
       
  • Espaços de fronteira e construção atlântica

    • Authors: Javier Luis Álvarez Santos
      Abstract: Esta investigação tem como objetivo analisar a articulação do Atlântico durante o período da agregação portuguesa à Monarquia Hispânica a partir do estudo das relações sociais e econômicas entre os espaços intra-atlânticos, as ilhas, com seu meio mais próximo, o continente africano. Estuda a dinâmica atlântica durante o período da União Ibérica através do estudo das especificidades dessas ilhas em seu meio geográfico, político e econômico, bem como as redes que participam entre elas e o continente africano. Serão analisados os interesses econômicos, os produtos trocados e os agentes que participam para mostrar um Atlântico social e econômico transfronteiriço. 
      PubDate: 2022-08-19
      DOI: 10.15448/1980-864X.2022.1.35849
      Issue No: Vol. 48, No. 1 (2022)
       
  • Territórios, territorialidades e multiterritorialidades

    • Authors: Giuliano Derrosso
      Abstract: Este artigo tem por objetivo a discussão do conceito de fronteira, dentro de uma perspectiva moderna que inclua as concepções de territórios, territorialidades e multiterritorialidades. Neste contexto, busca-se a compreensão teórica desses conceitos e, na sequência, por meio de três exemplos de fronteiras da atualidade, procura-se estabelecer de que forma a fronteira é vivenciada e transformada, diariamente, saindo de uma concepção teórica para a rotina de quem vive nesta realidade. Através do histórico e de dados atuais, foi possível verificar que a compreensão da fronteira como limite é superada diariamente por movimentos presentes nas territorialidades, que podem ser verificados nas relações sociais, culturais, de trabalho e, fundamentalmente, nas identidades pessoais. Utilizando-se de metodologia de pesquisa bibliográfica e documental, foi possível caracterizar tais exemplos de fronteira e inseri-los na discussão das multiterritorialidades. 
      PubDate: 2022-08-19
      DOI: 10.15448/1980-864X.2022.1.35678
      Issue No: Vol. 48, No. 1 (2022)
       
  • Caminhos cruzados

    • Authors: Carlos Alberto Santos Costa, Antônio Wilson Silva de Souza
      Abstract: O presente texto se caracteriza como um exercício interdisciplinar entre a História da Arte e a arqueologia, na observação da arte rupestre. Para isso, levantamos bibliografias clássicas da história da arte que abordam a arte rupestre e depuramos as linhas mestras de como o tema é tratado, estabelecendo críticas à produção analisada. No segundo momento, buscamos as orientações teóricas e metodológicas da história da arte que pudessem ser aliadas às perspectivas arqueológicas e contribuíssem para a compreensão dos caminhos análogos e das diferenças na abordagem da arte rupestre. Em função das evidências de uma herança epistemológica comum entre a história da arte e a arqueologia, entendemos que é alto o potencial para uma reaproximação entre esses campos de conhecimento, a qual poderá ser materializada, sobretudo com a adesão de historiadores da arte ao trabalho com a arte rupestre associada a contextos sociais ativos. 
      PubDate: 2022-08-19
      DOI: 10.15448/1980-864X.2022.1.33839
      Issue No: Vol. 48, No. 1 (2022)
       
  • Censura de filmes durante a ditadura militar no Chile

    • Authors: Jorge Iturriaga Echeverría
      Abstract: O objetivo deste estudo é descrever o trabalho do Consejo de Calificación Cinematográfico do Chile entre 1973 e 1989, a partir de uma análise quantitativa realizada com mais de seis mil certificados de classificação de filmes. Complementada com documentos do Ministério da Educação e do governo e aplicando um olhar comparativo com as administrações anteriores, a análise deu resultados diversos. Por um lado, observa-se claramente um trabalho que visa intensificar a adultificação da atividade e a proibição de filmes, além de controle maior do tema sexual do que o da violência. Por outro lado, observam-se variações importantes na evolução do trabalho de qualificação (1983 marca uma espécie de abertura) e na atuação individual dos diferentes membros do Conselho. Por fim, conclui-se que a censura cinematográfica não funcionou apenas como mecanismo de defesa, mas como elemento transformador da atividade cinematográfica. 
      PubDate: 2022-07-08
      DOI: 10.15448/1980-864X.2022.1.41777
      Issue No: Vol. 48, No. 1 (2022)
       
  • Crianças entre livros

    • Authors: Patricia Tavares Raffaini
      Abstract: Este artigo analisa a implantação da Biblioteca Infantil, como uma das iniciativas do Departamento de Cultura da Cidade de São Paulo durante as décadas de 1930 e 1940. Utilizando fontes documentais que possibilitam verificar um pouco da recepção dessas ações culturais pelo público infanto juvenil, pretendemos refletir sobre como políticas culturais pensadas para a infância podem propiciar o protagonismo infantil.   
      PubDate: 2022-06-28
      DOI: 10.15448/1980-864X.2022.1.41534
      Issue No: Vol. 48, No. 1 (2022)
       
  • Erguendo, removendo e ressignificando as estátuas

    • Authors: Aldira Guimarães Duarte, Carlos F. Domínguez Avila
      Abstract: O artigo explora a denominada “guerra das estátuas” e seus desdobramentos no Brasil, principalmente sob a perspectiva das correlações entre patrimônio, memória coletiva e política cultural. Trata-se de um ensaio de interpretação, de natureza interdisciplinar, e com forte influência teórico-metodológica na história conceitual. O artigo também dialoga com os estudos e pesquisas sobre a qualidade da democracia, especialmente na sua dimensão da Participação Política, inclusive no que diz respeito à Participação Política Não Convencional, quer dizer, protestos, manifestações, e/ou ação coletiva. Outrossim, são discutidas e deliberadas algumas alternativas e boas práticas na formulação e implementação de políticas públicas setoriais. O principal argumento do artigo sugere que, diante de estátuas polêmicas ou incongruentes com os valores das atuais gerações de cidadãos, as melhores alternativas seriam a ressignificação ou a remoção das mesmas. 
      PubDate: 2022-06-28
      DOI: 10.15448/1980-864X.2022.1.40986
      Issue No: Vol. 48, No. 1 (2022)
       
  • Relações Alemanha-América Latina no plano cultural

    • Authors: Mariana Villaça, Natália Ayo Schmiedecke
      Abstract: ---
      PubDate: 2022-06-28
      DOI: 10.15448/1980-864X.2022.1.42531
      Issue No: Vol. 48, No. 1 (2022)
       
  • Políticas culturais, disputas políticas e o desenvolvimento do
           campo cultural no Brasil

    • Authors: Renata Rocha
      Abstract: Este artigo retoma a trajetória das políticas culturais no Brasil desde suas configurações iniciais até o momento atual. Adota-se como ponto de partida uma breve discussão sobre a delimitação do conceito de políticas culturais, cujos aspectos distintivos representam relevantes pressupostos teórico-metodológicos para o percurso proposto. Além dessa discussão conceitual, e de uma ampla revisão de literatura, a análise documental também é acionada como recurso para ilustrar o papel decisivo da atividade interpretativa dos protagonistas das políticas por meio de discursos, documentos oficiais, entrevistas, cartas e outras fontes primárias. Diante da relevância do papel do Estado, o itinerário esboçado enfatiza as políticas públicas para a cultura, mas sem perder de vista suas necessárias interações com o mercado de bens simbólicos no país ao longo dos anos. 
      PubDate: 2022-05-16
      DOI: 10.15448/1980-864X.2022.1.41530
      Issue No: Vol. 48, No. 1 (2022)
       
  • “Candeia. Luz da Inspiração”

    • Authors: Tania da Costa Garcia
      Abstract: O presente artigo, distanciando-se das abordagens que tratam política cultural estritamente como política de Estado, analisa, durante o período de distensão política da ditadura militar, os diferentes vetores tensionados em torno das apropriações do popular como representações do nacional, confrontando o documento oficial, Política Nacional de Cultura, às redes de relações e pertencimentos estético-político-ideológicos que informam a atuação de Hermínio Belo de Carvalho frente ao Departamento de Música Popular (DMP) da Fundação Nacional de Arte. Para tanto, elejo o Projeto Lúcio Rangel e a escrita da monografia Candeia. Luz da inspiração como estudo de caso, livro de autoria de João Baptista Vargens, publicado pela Fundação. 
      PubDate: 2022-05-16
      DOI: 10.15448/1980-864X.2022.1.41750
      Issue No: Vol. 48, No. 1 (2022)
       
  • Pensar Criticamente

    • Authors: Vinícius Liebel
      Abstract: ROLLEMBERG, Denise; CORDEIRO, Janaína (org.). Por uma Revisão Crítica – Ditadura e Sociedade no Brasil. Salvador: Sagga, 2021. 468 p. 
      PubDate: 2022-05-02
      DOI: 10.15448/1980-864X.2022.1.41592
      Issue No: Vol. 48, No. 1 (2022)
       
  • Ardentemente anticlericais

    • Authors: Susana Monreal
      Abstract: No Uruguai, as expressões anticlericais das últimas décadas do século XIX culminaram com a crise de 1901. Os eventos daquele ano mostraram um novo anticlericalismo, que também se manifestou na França, na Espanha e e em outros países da América, localizados no Cone Sul. Por um lado, o fortalecimento da Igreja Católica e as expressões públicas de fé afiaram a oposição; o discurso e os gestos “anti obscurantistas” estavam cheios de raiva. Por outro lado, novos protagonistas foram associados ao anticlericalismo clássico, especialmente anarquistas que aplicaram ação direta também em sua resistência à fé cristã e protestantes metodistas que assumiram as posições de oposição mais radicais conhecidas no país. 
      PubDate: 2022-04-05
      DOI: 10.15448/1980-864X.2022.1.35795
      Issue No: Vol. 48, No. 1 (2022)
       
  • Apresentação do dossiê Políticas culturais: projetos,
           atores e circuitos

    • Authors: Mariana Villaça, Natália Ayo Schmiedecke
      Abstract: ---
      PubDate: 2022-04-04
      DOI: 10.15448/1980-864X.2022.1.42516
      Issue No: Vol. 48, No. 1 (2022)
       
  • A construção de políticas públicas para a cultura no
           Brasil

    • Authors: Teresa Noll Trindade
      Abstract: Este artigo se propõe a analisar de forma panorâmica como foram elaboradas as políticas públicas destinadas ao audiovisual no Brasil ao longo dos séculos XX e XXI, e de que forma elas colaboraram para o desenvolvimento de um mercado do setor. Traçaremos o percurso partindo da fase artesanal do cinema no início do século, passando pelas primeiras políticas públicas para a cultura criadas no governo de Getúlio Vargas. Durante a Ditadura civil-militar veremos uma centralização da administração da cultura, ao mesmo tempo em que houve a época de ouro do cinema brasileiro com a criação da Empresa Brasileira de Filmes Sociedade Anônima (Embrafilme), ciclo este que se encerrou no governo Collor. Mostraremos como as leis de incentivo foram centrais para restabelecer o mercado de filmes nacional e gerar a retomada do cinema brasileiro. Por fim, trataremos da criação da Lei do Audiovisual, fator decisivo para uma nova etapa de desenvolvimento do setor, efetivada posteriormente com a criação da Agência Nacional do Cinema (Ancine); e das últimas políticas públicas efetivas destinadas ao setor – o Fundo Setorial do Audiovisual e a Lei da TV Paga.
      PubDate: 2022-03-09
      DOI: 10.15448/1980-864X.2022.1.41540
      Issue No: Vol. 48, No. 1 (2022)
       
  • “Gestor-auditor”

    • Authors: Gabriel Cid, João Domingues, Leandro de Paula
      Abstract: O artigo pretende contribuir para a análise da gestão pública do setor da cultura no Brasil, investigando a produção discursiva sobre as políticas culturais no governo Bolsonaro. Examinamos posicionamentos públicos de dirigentes da Secretaria Especial de Cultura vocalizados entre maio de 2020 e junho de 2021, como via de acesso às lógicas de gestão que passam a pautar a pasta. O texto põe sob análise a constituição dos públicos dessa plataforma política e sua relação com as táticas de governança do chamado populismo digital. Como resultado, aventamos a ascensão retórica de um novo perfil de competências para o gestor público da cultura, que desafia os termos pelos quais essa tarefa foi historicamente assumida como responsabilidade do Estado brasileiro.
      PubDate: 2022-02-22
      DOI: 10.15448/1980-864X.2022.1.41768
      Issue No: Vol. 48, No. 1 (2022)
       
  • Refúgios do Eu paterno

    • Authors: Isabel Ibarra Cabrera
      Abstract: O objetivo da presente investigação foi o de analisar a preocupação de José Martí com a transmissão de saberes, fazeres e valores que deveriam fazer parte da formação feminina. O artigo analisa a escrita direcionada às “crianças de América” em La edad de Oro (1889) e busca identificar no projeto martiano de formação do “novo homem” a distinção entre uma educação para meninos e meninas. Mas será no acervo formado pelo conjunto de cartas pessoais dirigidas à Maria Mantilla e nos conselhos direcionados à filha que Martí se revela como um pai preocupado com a formação da mulher de elite ou da classe média, bem como o papel que essa mulher deveria desempenhar na sociedade decimonônica.
      PubDate: 2022-02-22
      DOI: 10.15448/1980-864X.2022.1.33876
      Issue No: Vol. 48, No. 1 (2022)
       
  • Indivíduo, história e responsabilidade

    • Authors: Francisco Carlos Palomanes Martinho
      Abstract: O presente artigo pretende realizar uma reflexão a respeito do papel do indivíduo na História problematizando as diversas interpretações a esse respeito no campo historiográfico: dos Annales, passando pelo marxismo e os estudos biográficos. Ao mesmo tempo, a questão do indivíduo será refletida tomando como referência suas ações concretas no espaço e no tempo históricos.
      PubDate: 2022-02-22
      DOI: 10.15448/1980-864X.2022.1.42411
      Issue No: Vol. 48, No. 1 (2022)
       
  • A história de uma negação

    • Authors: Anderson Roberti dos Reis
      Abstract: Em 15 de janeiro de 1624, um tumulto irrompeu no México, forçando o vice-rei a abandonar o palácio em que residia para salvar a própria vida. Como consequência, a Audiência Real assumiu o governo da Nova Espanha até que Felipe IV nomeasse outro vice-rei, o que causou debates encarniçados dos dois lados do Atlântico e acusações de parte a parte. Quem eram os responsáveis e quais eram as causas do motim que na prática destituíra o Marquês de Gelves' Tal pergunta está na origem da pesquisa apresentada neste artigo, cujo objetivo é analisar duas versões do tumulto elaboradas entre 1624 e 1629 e atribuídas ao vice-rei. Em termos metodológicos, a proposta foi examinar ambos os documentos buscando respostas à questão formulada para, em seguida, compará-las. Ao fazê-lo, notamos uma diferença sutil, mas significativa: a segunda versão negava enfaticamente o caráter popular do motim. Passamos então a mostrar como se deu tal negação para, ao final, oferecer uma hipótese para essa mudança. Nossa hipótese sugere que Gelves negou-se a imputar a autoria da sedição ao povo valendo-se de um imaginário político compartilhado no mundo ibérico a respeito da soberania popular. E o vice-rei o fez por duas razões. Por um lado, defender sua reputação e patrimônio, e por outro, assegurar que a autoridade real espanhola sobre a Nova Espanha não havia sido rompida. Isso se tornava mais relevante à medida que as disputas na Europa se acirravam na década de 1620 e outras potências ameaçavam os domínios ultramarinos da Espanha.
      PubDate: 2022-01-18
      DOI: 10.15448/1980-864X.2022.1.35503
      Issue No: Vol. 48, No. 1 (2022)
       
 
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