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ISSN (Print) 2594-8962
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  • Apresentação

    • Authors: Fábio Ramos Barbosa Filho, Karina de Castilhos Lucena
      Abstract: Este número da Conexão Letras se ocupa da memória e do esquecimento, com toda a amplitude que o tema pode evocar. Os artigos e resenhas desse número debatem temáticas como narrativa memorialística, memória individual e coletiva, usos políticos do passado, usos do esquecimento, políticas da memória, arquivo, entre outros.
      PubDate: 2022-01-20
      DOI: 10.22456/2594-8962.121716
      Issue No: Vol. 16, No. 26 (2022)
       
  • O ESQUECIMENTO: UM LEITMOTIV DE ERICO VERISSIMO

    • Authors: Maria Cristina Ferreira dos Santos
      Abstract: Há uma vasta fortuna crítica acerca das obras de Erico Verissimo, sob diferentes enfoques exegéticos. No entanto, a questão do esquecimento, sua forte presença em todos os seus romances, como determina as ações das personagens e os desfechos, tornando-se um leitmotiv, carece de estudo. Dessa forma, o presente artigo, que é um recorte de minha tese doutoral, tem como escopo evidenciar as recorrências dos diversos tipos de olvido – como refúgio, de reserva, involuntário, político, autoimposto e impossível – nas narrativas do autor e como são forças motrizes para os enredos. Além disso, Erico Verissimo contribui com um novo viés para a história do esquecimento. Serão utilizados os pressupostos teóricos de Harald Weinrich, Sigmund Freud, Friedrich Nietzsche, Henri Bergson, Paul Ricoeur, Iván Izquierdo, Jacques Le Goff e Pierre Nora.
      PubDate: 2022-01-20
      DOI: 10.22456/2594-8962.113774
      Issue No: Vol. 16, No. 26 (2022)
       
  • A realidade geográfica da experiência memorial no conto de Erico
           Verissimo: as espacialidades vividas em “A ponte”

    • Authors: Bruno Brizotto
      Abstract: Exame da representação da realidade geográfica conforme compreendida pelo ponto de vista da experiência memorial no conto “A ponte”, de Erico Verissimo (1905-1975). Analisa-se, no processo, a operacionalidade de quatro espaços de sentido – vale, montanha, ponte e rio –, os quais se qualificam como vitais para o horizonte recordativo do protagonista Mário Meira Moura, no âmbito de sua jornada no tempo-espaço.
      PubDate: 2022-01-20
      DOI: 10.22456/2594-8962.116849
      Issue No: Vol. 16, No. 26 (2022)
       
  • SISTEMA PRISIONAL E AUTOBIOGRAFIA: DOIS OLHARES (UM QUE PASSA E UM QUE
           FICA) SOBRE O CARANDIRU

    • Authors: Miguel Rettenmaier, Bruna Viciniescki
      Abstract: Este trabalho se debruça sobre duas autobiografias relacionadas à extinta Casa de Detenção de SP, popularmente conhecida como Carandiru, quais sejam: Memórias de um Sobrevivente (2001), de Luiz Alberto Mendes, e Estação Carandiru (1999), de Drauzio Varella. O título do trabalho alude à condição, em detalhe entre parênteses, às circunstâncias de ambos os enunciadores, um que passa pelo espaço voluntariamente, na posição de médico, outro que fica, sob termos que fogem à sua vontade, na condição de apenado. Nessa ordem, Varella relata, sob sua visão de médico, o que presenciou nos dez anos em que conviveu com a massa carcerária da Casa de Detenção entre 1989 e 1999; Mendes, como escritor autodidata que passa por um processo de formação leitora enquanto cumpria sua pena de mais de cem anos, testemunha sobre sua vivência de habitante do Carandiru na década de 1970. A base teórica se articula com os estudos sobre autobiografia, de Lejeune (2014;2004), associados a termos conceituais de Ricoeur (2007), sobre a memória, e de Bakhtin (2016) sobre a natureza do enunciado. Nas distinções entre ambas as vozes, um ponto comum, como espaço heterotópico (FOUCAULT, 2001) o Carandiru, é focalizado, em um mesmo cenário de violências e violações
      PubDate: 2022-01-20
      DOI: 10.22456/2594-8962.115983
      Issue No: Vol. 16, No. 26 (2022)
       
  • Mia Couto: memória e esquecimento em A Varanda do Frangipani...

    • Authors: José Paulo Pereira
      Abstract: Resumo: a finalidade desta leitura é observar o modo como a noção de Maria Alzira Seixo, acerca de A Varanda do Frangipani – segundo a qual, diferentes tempos aí se opõem, de forma contingente – nos pode ajudar a compreender a questão da memória e do esquecimento no romance. Seguindo a observa-ção de Ana Mafalda Leite, segundo a qual, organizados a partir do modelo enunciativo do conto, os capítulos contidos na narrativa englobante lhe fornecem os seus «argumentos», examinamos então as formas de pensar a vida natural e social, os acontecimentos e o tempo, das personagens. E será à luz quer da perspetiva de L’écriture de l’histoire, de Michel de Certeau, sobre a história moderna, quer de certas intuições precisas, contidas quer em O Gosto do Segredo, quer em Histoire du mensonge, de Jacques Derrida, que procuramos pensar os sentidos do romance de Mia Couto, no que diz respeito aos dramas e das esperanças atuais de Moçambique.
      PubDate: 2022-01-20
      DOI: 10.22456/2594-8962.116082
      Issue No: Vol. 16, No. 26 (2022)
       
  • BECOS DA MEMÓRIA E OS PERCURSOS DO RELATO TESTEMUNHAL DE MARIA-NOVA

    • Authors: Weslei Roberto Candido
      Abstract: O presente artigo tem como objetivo discutir o percurso fragmentário do discurso memorialístico e testemunhal em Becos da Memória (2017), de Conceição Evaristo. Na narrativa, Maria-Nova, menina que habita uma favela em processo de desfavelamento, percorre os becos recolhendo as memórias dos adultos e guardando-as para si. Em um processo de sofrimento, porque a menina gostava daquelas histórias mais tristes e, também, porque trazia dentro de si uma tristeza que não sabia explicar, ela vai tecendo uma colcha de retalhos com as memórias dos habitantes da favela. Como afirma Maurice Halbwachs (2003), nenhuma memória é totalmente individual, mas fruto de uma coletividade. Deste modo, as memórias recolhidas por Maria-Nova compõem um mosaico com as vidas individuais dos moradores da favela, alçando as narrativas ao registro de uma coletividade. Maria-Nova é colocada como testemunha do desmantelamento da favela onde habita. Testemunha-se um excesso de realidade (SELIGMANN-SILVA, 2003), que se plasma no discurso memorial de Maria-Nova sob o impacto do desaparecimento da favela. Portanto, é nesta perspectiva do testemunho que o artigo discutirá a memória como preservação do passado, principalmente, daquele passado incômodo, habitado pelos excluídos da sociedade, que ganham voz dentro da obra de Conceição Evaristo.
      PubDate: 2022-01-20
      DOI: 10.22456/2594-8962.116120
      Issue No: Vol. 16, No. 26 (2022)
       
  • Reter o pretérito: o dever de memória no romance Entre as
           memórias silenciadas

    • Authors: Carina Marques Duarte
      Abstract: O objetivo deste artigo é analisar o romance Entre as memórias silenciadas, do moçambicano Ungulani Ba Ka Khosa, verificando em que medida algumas personagens – posicionando-se nas antípodas do discurso dominante propagado pela FRELIMO – defendem a conservação das tradições e se movem no sentido da preservação da memória, inclusive daquela marcada por eventos traumáticos, como foram os campos de reeducação no país recém-independente. A partir do exame da conduta das personagens, demonstraremos que o romance em questão cumpre o que Ricoeur denominou “dever de memória”. Para tanto, além das proposições do estudioso mencionado, nos serão de grande valia as formulações de Jacques Le Goff e Maurice Halbwachs e o estudo de Thomaz (2008).
      PubDate: 2022-01-20
      DOI: 10.22456/2594-8962.117081
      Issue No: Vol. 16, No. 26 (2022)
       
  • OS DESAPARECIDOS POLÍTICOS DA DITADURA MILITAR, AS UTOPIAS E A ARTE:
           TRÊS MORTES EM AVANTI POPOLO, DE MICHAEL WAHRMANN, E K., DE BERNARDO
           KUCINSKI

    • Authors: Weverson Dadalto, Fabíola Simão Padilha Trefzger
      Abstract: O romance K., de Bernardo Kucinski (2011), e o filme Avanti popolo, dirigido por Michael Wahrmann (2012), tematizam os desaparecimentos de militantes políticos durante a ditadura militar no Brasil (1964-1985); o trauma consequente desses crimes afeta não só os familiares das vítimas, mas também toda a sociedade brasileira, que ainda não elaborou seu passado violento. Tanto o escritor quanto o cineasta associam essas histórias de violência ao declínio das utopias e aos limites da representação artística no relato de situações traumáticas. Este ensaio estabelece, nesse viés, uma aproximação entre as duas obras selecionadas para análise, observando especialmente os recursos formais empregados por ambas para a expressão do sofrimento causado pela ditadura. Também são investigados os sentidos das reflexões metalinguísticas e das relações intertextuais identificadas no filme e no livro. A partir de textos crítico-teóricos de Janaína de Almeida Teles (2010, 2012), Bernardo Kucinski (2001, 2013), Jaime Ginzburg (2017) e Jeanne Marie Gagnebin (2009), entre outros, este estudo também aponta como K. e Avanti popolo provocam a sociedade brasileira a rememorar seu passado autoritário e a discutir as consequências do esquecimento da barbárie nas relações sociopolíticas contemporâneas.
      PubDate: 2022-01-20
      DOI: 10.22456/2594-8962.117164
      Issue No: Vol. 16, No. 26 (2022)
       
  • HISTÓRIA E DRAMATURGIA: PASSADO E PRESENTE EM RASGA
           CORAÇÃO, DE ODUVALDO VIANNA FILHO

    • Authors: Luiz Paixão Lima Borges
      Abstract: Apoiado no conceito de cronotopo, criado por Mikhail Bakhtin (1895-1975), e por uma análise dialética e materialista, o presente artigo propõe uma reflexão crítica sobre a relação passado/presente como configuração dramatúrgica na peça Rasga coração, do dramaturgo brasileiro Oduvaldo Vianna Filho (1936-1974). A dialética das formas, que tem como operador do presente o realismo psicológico, e do passado o realismo épico-dialético, nos apresenta uma hibridização em que formas aparentemente contrárias se harmonizam para recontar dramaticamente quarenta anos da História política brasileira. Rasga coração não é apenas uma das maiores obras dramatúrgicas brasileiras, mas o resgate da memória como processo de revisão do comportamento de um lutador anônimo, que dedicou sua vida à luta pela transformação social do país.
      PubDate: 2022-01-20
      DOI: 10.22456/2594-8962.117200
      Issue No: Vol. 16, No. 26 (2022)
       
  • FIGURAÇÕES DO PERDÃO EM DESONRA, DE J.M. COETZEE

    • Authors: João Francisco Justino Lopes, Anderson Bastos Martins
      Abstract: O presente artigo tem por objetivo estabelecer as diferentes figurações do perdão em Desonra (2000), romance escrito por J. M. Coetzee e inserido no contexto do pós-apartheid sul-africano. Na obra, os negros, oprimidos pelo regime segregatório do apartheid e tendo suas ações guiadas por um senso de vingança histórica, punem a personagem branca, Lucy, por meio da violência. Lucy, por outro lado, encarna em si a figura do perdão, sacrificando o próprio corpo em nome de uma possível reconciliação. Para abordar estes fenômenos, primeiramente deve-se entender o perdão como uma faculdade que possibilita a criação de algo novo, ao contrário da vingança, que apenas repete uma ação que se prolonga indefinidamente. Posteriormente, problematiza-se o projeto reconciliatório da África do Sul, demonstrando como o perdão condicionado em dispositivo jurídico e estabelecido em nível institucional pela Comissão de Verdade e Reconciliação se distancia da ideia de um perdão transcendental, este que excede toda troca e que só se realiza no plano individual. O romance, assim, demonstra que a tentativa de reconciliação entre os diferentes povos da África do Sul, apesar de apresentar inegáveis aspectos positivos, não se mostrou suficiente para reconstruir uma nação permeada pela violência estrutural.
      PubDate: 2022-01-20
      DOI: 10.22456/2594-8962.117217
      Issue No: Vol. 16, No. 26 (2022)
       
  • BORGES E A POÉTICA DO ESQUECIMENTO

    • Authors: Marlova Gonsales Aseff
      Abstract: A reflexão sobre a memória e o seu oposto, o esquecimento, aparece na obra de Jorge Luis Borges em diversos níveis. O escritor criou contos e poemas que têm a memória como tema central ou o tangenciam. Neste estudo, começamos expondo diversas impressões de Borges sobre esse tema para, em seguida, usando o método comparativo, trabalhar com duas abordagens ficcionais que têm a memória em sua base: a fábula da memória absoluta de “Funes, el memorioso” e o empenho em não esquecer a mulher amada, numa espécie de devoção à memória, no conto “El Aleph”. Após a análise dos textos, conclui-se, entre outras coisas, que, para Borges, a ação do esquecimento é necessária, natural e até benéfica, tanto na vida como na literatura, exceto no caso dos mortos, quando o culto à memória tem o poder de os transportar para a dimensão do eterno.
      PubDate: 2022-01-20
      DOI: 10.22456/2594-8962.117262
      Issue No: Vol. 16, No. 26 (2022)
       
  • NO BALANÇO DAS BRUXAS, DE FRANKLIN CASCAES: UM ESTUDO ACERCA DO MAL A
           PARTIR DE PRESSUPOSTOS DOS ESTUDOS DO IMAGINÁRIO E DA MEMÓRIA

    • Authors: Ana Caroline Voltolini, Heloisa Juncklaus Preis Moraes, Luiza Liene Bressan
      Abstract: Este estudo tem o objetivo de trazer algumas reflexões acerca da instituição da imagem do Mal no imaginário popular. Para tanto, observa-se a ressignificação de elementos associados à ideia do mal a partir da narrativa Balanço Bruxólico, de Franklin Cascaes. Apontamos, ainda, reflexões sobre o feminino e sua relação com o mal, já que a narrativa se reporta às mulheres-bruxas que povoam o imaginário da ilha de Santa Catarina. Pertinentes são, também, alguns conceitos relacionados aos estudos da memória por se tratar de narrativas cuja origem está na memória oral do ilhéu. A pesquisa utiliza como metodologia a hermenêutica simbólica. O estudo torna possível observar a ressignificação de elementos e símbolos da cultura popular para criar a imagem do mal a partir de elementos míticos, envolvendo a questão da mulher-bruxa e a mulher-rezadeira em contraposição entre o mal e o bem. Para este estudo, as pesquisas de Nogueira (2002), Ronecker (1997), Chevalier & Gheerbrant (2015), Durand (2012) entre outros nos servem de âncoras.
      PubDate: 2022-01-20
      DOI: 10.22456/2594-8962.116378
      Issue No: Vol. 16, No. 26 (2022)
       
  • O APAGAMENTO DA MEMÓRIA COLETIVA BRASILEIRA E A
           INSTITUCIONALIZAÇÃO DO ESQUECIMENTO

    • Authors: Paulo Bungart Neto
      Abstract: A partir de relatos de sobreviventes de torturas aplicadas por agentes do Estado brasileiro durante a última ditadura civil-militar (1964-1985), tais como Em busca do tesouro (1982), de Alex Polari, e Memórias do esquecimento (1999), de Flávio Tavares, o artigo pretende demonstrar de que maneira leis institucionais, apoiadas pela elite socioeconômica e boa parte da sociedade brasileira, visam promover o apagamento da memória coletiva nacional através do esquecimento forçado de nossa história. A análise das narrativas é feita com o apoio de textos teóricos como BÁEZ (2010); ROBIN (2016); ROSSI (2010); e SELIGMANN-SILVA (2003), e críticos, tais como HUYSSEN (2014); NEPOMUCENO (2015); e REIS (2014), dentre outros.
      PubDate: 2022-01-20
      DOI: 10.22456/2594-8962.116636
      Issue No: Vol. 16, No. 26 (2022)
       
  • A IMAGEM COMO CRUZAMENTO DAS SOBREVIVENCIAS

    • Authors: Jacqueline Ceballos Galvis
      Abstract: O trabalho propõe uma reflexão sobre algumas relações imprevisíveis entre escrita, memória, fotografia, narrativa e história, como traços atravessados pelo rastro diferencial do tempo dilacerado. Por outro lado, propõe repensar o papel das imagens e considerar as sensibilidades e saberes inquietantes que ativam, suas viagens e transformações, assim como as montagens e desmontagens representacionais que dinamizam a memória e as ideias em fuga que afloram entre seus intervalos. As imagens ardem, erram e restam fugazes e marcantes como as cinzas da história fraturada no presente. Nos olham e, entre montagens e desmontagens, entretecem e reconfiguram a experiência de nosso olhar. Daí a urgência de reformular nossas relações diante delas e, assim, entre nós.
      PubDate: 2022-01-20
      DOI: 10.22456/2594-8962.117227
      Issue No: Vol. 16, No. 26 (2022)
       
  • GONÇALO MENDES RAMIRES E CELESTINO: MASCULINIDADE, VIOLÊNCIA E
           COLONIALISMO OU O QUE NÃO SE PODE ESQUECER

    • Authors: Rodrigo Valverde Denubila
      Abstract: Nesta reflexão, investigamos aspectos que nos permitem unir e distanciar Gonçalo Mendes Ramires e Celestino. O primeiro é personagem de A ilustre casa de Ramires, de Eça de Queiroz, escritor do Realismo português oitocentista; o segundo, de A visão das plantas, de Djaimilia Pereira de Almeida. Em relação ao texto contemporâneo, o cotejamento com a produção de Eça de Queiroz nos permite identificar traços qualificadores do século XIX. Por isso, adotamos como método a descrição o máximo possível pormenorizada de elementos constitutivos do oitocentos. Interseccionamos História europeia com História lusa para assim entendermos como elementos psicossociais característicos do século XIX se fazem presente nos seres ficcionais focalizados. À medida que relacionamos período histórico e psicossocial identificamos a dicotomia existente entre lembrar e esquecer de uma tradição cultural ocidental, de um passado alçado à categoria de mítico e de uma vivência. Em nosso percurso comparativo, nos valemos das reflexões de Hannah Arendt, de Eric Hobsbawn, de Hans Jonas, de Eduardo Lourenço, de Oliveira Martins, de György Lukács, de Oyèrónkẹ Oyěwùmí.
      PubDate: 2022-01-20
      DOI: 10.22456/2594-8962.117235
      Issue No: Vol. 16, No. 26 (2022)
       
  • EXCLUSÃO EM (DIS)CURSO NOS DIZERES DE MULHERES COM TRANSTORNO POR USO DE
           SUBSTÂNCIAS PSICOATIVAS

    • Authors: Aline Rodrigues da Silva, Celina Aparecida Garcia de Souza Nascimento
      Abstract: Propomos, neste artigo, interpretar como a exclusão manifesta no dizeres de mulheres em situação de transtorno por uso de substâncias psicoativas. Para a problematização, partimos da descrição e interpretação de três recortes enunciativos de textos escritos pelos sujeitos de pesquisa, destacando as marcas discursivas sobre a exclusão a partir da noção de enunciado para traçar uma rede de memória discursiva. Nesse sentido, articulamos a perspectiva discursivo-desconstrutiva (CORACINI, 2007) ao olhar teórico-metodológico da arqueogenealogia (FOUCAULT, 1979; 2009). Pelo viés arqueológico, notamos rastros do discurso da salvação – possibilitado pela Formação Discursiva cristã – e do discurso da proibição – traçado pela materialidade das reticências e dos parênteses. Discursos que ativam, via genealogia, saberes emergentes como os procedimentos discursivos do cuidado de si e da preservação da autoimagem para a desestruturação da família enquanto base. Desta forma, a família se torna uma instituição que corrobora à exclusão, marcada pelo que interpretamos como hostipitalidade, uma vez que produz efeitos de verdade sobre as mulheres que usam substâncias psicoativas.Palavras-chave: Discurso. Mulheres. Substâncias psicoativas.
      PubDate: 2022-01-20
      DOI: 10.22456/2594-8962.117242
      Issue No: Vol. 16, No. 26 (2022)
       
  • DISCURSOS SOBRE O OUTRO, VOZES DA EXPERIÊNCIA: A MEMÓRIA ENTRE
           PALAVRAS E IMAGENS

    • Authors: Viviane da Silva Dutra, Rosane Maria Cardoso
      Abstract: O Peru, durante o conflito armado interno (1980-2000), viveu a intensidade de uma guerra sem precedentes entre o Estado e o grupo revolucionário Sendero Luminoso. As interpretações a respeito do horror sofrido pela população têm gerado uma verdadeira batalha de memórias por parte de diversos setores oficiais e também por áreas do conhecimento, incluindo a literatura. Contudo, nesses olhares, nem sempre aparece a experiência de quem, de fato, viveu a situação. Em 2005, Edilberto Jiménez publicou o livro Chungui: violencia y trazos de memoria. Na obra, o antropólogo acompanha relatos dos sobreviventes da região de Chungui, uma das mais afetadas pelo conflito, e cria imagens nas quais busca representar as situações narradas. Este artigo discute o entrelaçamento das narrativas trazidas por esses narradores, as imagens de Jiménez, os discursos oficiais e literárias. Nosso objetivo é refletir sobre o quanto palavras e imagens podem ou não expressar o vivido, construindo experiências e subjetividades. Ao mesmo tempo, destacamos o papel das vozes periféricas ante o peso da história oficial e/ou oficializada.
      PubDate: 2022-01-20
      DOI: 10.22456/2594-8962.117245
      Issue No: Vol. 16, No. 26 (2022)
       
  • NAS TRILHAS E NARRATIVAS DE ARARA: MEMÓRIAS DE UMA COMUNIDADE COM
           REMANESCENTES QUILOMBOLAS EM TEIXEIRA DE FREITAS (BA)

    • Authors: Bougleux Bomjardim da Silva Carmo, Lilian Reichert Coelho
      Abstract: Neste artigo, reflete-se acerca da força sociocultural e política da rememoração no resgate da história das identidades sociais. Concomitante, (re)constrói-se a memória social da comunidade Arara em Teixeira de Freitas (BA) a partir das narrativas de seus moradores mais antigos, centrando-se na dimensão da origem. Para tanto, mobiliza-se os pressupostos filosóficos, precipuamente, em Walter Benjamin e Paul Ricoeur acerca de memória, narrativa e reconhecimento. Metodologicamente, na intersecção entre filosofia e estudos linguísticos, analisa-se um conjunto de fragmentos e relatos oriundas das lembranças de velhos (BOSI, 2004), sendo nove os sujeitos da pesquisa. Para tanto, emprega-se instrumentos descritivos da análise de narrativas (BAMBERG; GEORGAKOPOULOU, 2008; CABRAL; BIAR, 2015; GEORGAKOPOULOU, 2015; NORRICK, 2019). Como resultado, mostra-se: a) a construção da narrativa fundadora de Arara, consoante processos de reconhecimento ancorados na mundanidade e na experiência; b) a apropriação política dos sujeitos de sua história frente à exclusão social; c) a configuração narrativa das identidades; e, finalmente, uma versão que performa as origens e práticas da comunidade em estudo. A reflexão endossa a importância da linguagem como esteio ao partilhamento e visibilização das estórias locais, pois a memória é também o lugar da inscrição dos vencidos e esquecidos da história.
      PubDate: 2022-01-20
      DOI: 10.22456/2594-8962.117264
      Issue No: Vol. 16, No. 26 (2022)
       
  • ESSE DIA LONGO QUE PERSISTE EM NÃO ACABAR

    • Authors: Thales de Medeiros Ribeiro, Karine de Medeiros Ribeiro
      Abstract: O ensaio discorre sobre o par memória/esquecimento no curta-metragem Apelo, de Clara Ianni e Débora Maria da Silva, uma das fundadoras do Movimento Mães de Maio. A partir de elementos da técnica cinematográfica (movimentação de câmera, montagem, enquadramento), do trabalho político da artista sobre a forma (linhas, quadros e seriações) e do texto do manifesto, este estudo atravessa três tensões que estruturam essa obra de arte: o passado e o presente, o monumento e o esquecimento, o dever de lembrar e o caráter trágico da repetição.
      PubDate: 2022-01-20
      DOI: 10.22456/2594-8962.117267
      Issue No: Vol. 16, No. 26 (2022)
       
  • A MEMÓRIA NA DIALOGIA DE BAKHTIN

    • Authors: Aguinaldo Gomes De souza
      Abstract: Neste trabalho discutimos o conceito de memória na obra do filósofo russo M. Bakhtin. A partir de um olhar fenomenológico a respeito da categoria da memória, relacionamos o conceito com o  gênero, com o cronotopo e com a exotopia visto na obra de Bakhtin. Para tanto fizemos uma retrospectiva a respeito da constituição da memória nos escritos de Bakhtin, para isso fizemos um breve estado da arte de alguns trabalhos que tratam do tema da memória na obra de Bakhtin, tal revisão nos levou a considerar a sátira menipéia e sua constituição na história do romance como o início de uma teorização a respeito da constituição e importância da memória nos estudos dialógicos de Bakhtin. Ressaltamos também o modo como Bakhtin trata a questão da memória nas obras sobre Rabelais e Dostoiévski e concluímos que embora o tema da memória não seja um dos mais explorados dentro do conjunto da obra de Bakhtin, este não passou despercebido ao filósofo russo.
      PubDate: 2022-01-20
      DOI: 10.22456/2594-8962.117268
      Issue No: Vol. 16, No. 26 (2022)
       
  • AS FACES DE ERNESTO GEISEL E SUAS NARRATIVAS HISTÓRICAS NA DITADURA
           MILITAR BRASILEIRA

    • Authors: Eduardo da Silva Rocha, Sofia Débora Levy
      Abstract: É analisada neste artigo a divulgação de um documento referente ao período da ditadura militar brasileira que corrobora com uma série de divergências em torno da imagem histórica do general Ernesto Geisel. A identidade do ex-presidente da República, aproximada de forma controversa aos ideais da redemocratização, fora novamente desafiada por um memorando da CIA datado de 11 de abril 1974 e tornado público em 2015, atestando o consentimento de Geisel para a execução de opositores do regime, documentando em detalhes o trâmite institucional de uma dinâmica conhecida tanto na historiografia quanto nos testemunhos e comissões de Estado. Na presente pesquisa documental, buscando investigar as diferentes abordagens e possíveis ressignificações da figura do militar, apresentamos análises acerca da importância documental e institucional do memorando revelado, além da influência deste sobre as cristalizações da lembrança à Geisel nos lugares de memória a ele erigidos.
      PubDate: 2022-01-20
      DOI: 10.22456/2594-8962.117285
      Issue No: Vol. 16, No. 26 (2022)
       
  • OS EXPURGOS DA UFRGS: MEMÓRIA E HISTÓRIA

    • Authors: Patrícia Chittoni Ramos Reuillard, Cleci Regina Bevilacqua
      Abstract: Resenha da obra Os Expurgos da UFRGS: memória e história. Porto Alegre: Marcavisual, 2021. 112 p. 

      PubDate: 2022-01-20
      DOI: 10.22456/2594-8962.116738
      Issue No: Vol. 16, No. 26 (2022)
       
  • A POLÍCIA DA MEMÓRIA: A SOBREVIDA DE HISSOYAKA NA KESSHÔ NO
           BRASIL

    • Authors: Nathália da Silveira Martins
      Abstract: A presente resenha trata da obra "A Polícia da Memória", livro da escritora japonesa Yoko Ogawa, traduzido para o português brasileiro pelo professor e tradutor Andrei dos Santos Cunha e publicado pela editora Estação Liberdade em maio de 2021.
      PubDate: 2022-01-20
      DOI: 10.22456/2594-8962.117047
      Issue No: Vol. 16, No. 26 (2022)
       
  • DEBATES SOBRE A ESCRITA DE HISTÓRIAS LITERÁRIAS ARGENTINAS NO
           PÓS-DITADURA, EM “CONTIENDAS EN TORNO AL CANON”

    • Authors: Adriele Albuquerque de Souza
      Abstract: Em Contiendas en torno al canon: las historias de la literatura argentina posdicatura, a pesquisadora Guadalupe Maradei (Universidad de Buenos Aires, UBA) analisa três novas histórias da literatura argentina, que surgiram no período pós-ditadura no país. A autora observa os viéses críticos envolvidos na organização e escrita das obras, impactadas por um novo momento político, por mudanças profundas na sociedade argentina e por um trauma coletivo ainda não elaborado. Debate, também, os conflitos, permanências e alterações com relação ao cânone, evidentes nas obras analisadas; a história da literatura enquanto gênero e a presença da ideia de tensões/processos nas mesmas; a questão da autoria feminina em cada obra; e a presença da literatura de testemunho nessas publicações.
      PubDate: 2022-01-20
      DOI: 10.22456/2594-8962.117255
      Issue No: Vol. 16, No. 26 (2022)
       
  • REFLEXÕES CONTEMPORÂNEAS NOS 30 ANOS DE TERRA À VISTA: DOMESTICAÇÃO E
           PROTEÇÃO

    • Authors: Ariceneide Oliveira da Silva, Marilene Aparecida Lemos, Patrícia Helena Nero
      Abstract: Resenha da obra Terra à vista - Discurso do confronto: Velho e Novo Mundo, de Eni Puccinelli Orlandi, com especial atenção ao capítulo IV, da segunda parte, “Domesticação e proteção: o discurso dos padres na raiz do latifúndio”. 
      PubDate: 2022-01-20
      DOI: 10.22456/2594-8962.117261
      Issue No: Vol. 16, No. 26 (2022)
       
 
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