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Working Papers em Lingüística
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  This is an Open Access Journal Open Access journal
ISSN (Print) 1415-1464 - ISSN (Online) 1984-8420
Published by Universidade Federal de Santa Catarina Homepage  [21 journals]
  • Apresentação

    • Authors: Carmen Lúcia Barreto Matzenauer, Cláudia Regina Brescancini
      Pages: 4 - 11
      Abstract: O reconhecimento de interfaces da Fonologia está vinculado ao próprio funcionamento do sistema linguístico, tanto em sua condição interna, a partir de uma interpretação estreita do termo interface, ao se considerarem as relações entre os componentes que constituem a língua, como em sua condição externa, em uma perspectiva ampla do termo, ao se considerar a relação entre esses componentes e os ramos da Linguística que estabelecem conexão com outras áreas do conhecimento.   É incontestável que, em seu plano interno, nos sistemas linguísticos está incluída a existência de interseção entre os diferentes componentes, como o fonológico, o morfológico, o sintático e o semântico, e de muitas fronteiras, por vezes controversas, entre eles compartilhadas, como também, em seu plano externo, estão presentes dimensões de naturezas diversas, como a sócio-histórica, a antropológica, a psicológica, a clínica, a tecnológica, entre outras.             A natureza multifacetada dos sistemas linguísticos é desafiadora e muitos são os linguistas brasileiros que enfrentam o jogo de voltar-se para fenômenos de interface no exame do funcionamento do português, um movimento inspirado pelas pesquisas de interface conduzidas na área nos últimos anos, consideradas como [...] the most intellectually engaging and challeging research [...] por Ramchand e Reiss (2007  p. 2). As mudanças teóricas e metodológicas pelas quais a Fonologia, como disciplina, vem passando, atestadas por Oostendorp et al. (2011), justificando a constatação desses autores de que estamos vivendo hoje [...] a very exciting time to be a phonologist (Oostendorp et al. 2011, p. xxxi), são motivadas, em grande parte, pela formulação de questões sobre a estrutura sonora das línguas que necessitam da aproximação de diferentes componentes da Linguística para serem respondidas de maneira eficiente. Com foco no componente fonológico da língua, as relações com a face fonética do sistema, com a realidade do funcionamento de estruturas morfológicas e sintáticas e com a sua representação na forma escrita são, por exemplo, temas de alguns estudos de interface. Outras pesquisas de interface voltam-se para a comparação entre diferentes fonologias ou para abordagens teóricas diferenciadas e seu poder explicativo diante de fatos fonológicos. Há também investigações que, em visões de interfaces, descrevem e analisam o comportamento da fonologia sob o viés de sua aquisição, como primeira ou segunda língua, ou de sua variação e mudança. Estas últimas visões são capazes de reunir fenômenos fonológicos e sociais, oferecendo o encaixamento social de fatos estruturais da língua. Têm-se, portanto, espécies de desdobramentos em abordagens de interfaces da fonologia, que tornam os estudos mais complexos e que também lhes podem atribuir maior alcance e maior interesse.                É nesta visão ampla e multifacetada que estão situados os doze artigos que compõem este número da Working Papers em Linguística.
      PubDate: 2023-08-07
      DOI: 10.5007/1984-8420.2023.e95772
      Issue No: Vol. 24, No. 1 (2023)
       
  • A interface grafema-fonema no tratamento de desvios ortográficos
           recorrentes de alunos do 9º ano do Ensino Fundamental

    • Authors: Ana Carvalho de Paula, Ronaldo Mangueira Lima Jr
      Pages: 12 - 31
      Abstract: Na língua portuguesa não existe uma relação biunívoca entre grafema e fonema. Isso implica desvios ortográficos por alunos de todos os anos do Ensino Fundamental. Argumentamos que os desvios ortográficos são sistemáticos e têm como gênese a utilização de algum conhecimento fonético-fonológico por parte dos alunos. Assim, este trabalho teve como objetivo preliminar investigar os desvios ortográficos mais recorrentes identificados em produções textuais de estudantes do 9º ano e, como objetivo principal, elaborar um caderno pedagógico voltado para o trabalho sistemático e reflexivo desses desvios ortográficos. Foram analisadas 76 redações de uma turma de 9º ano, nas quais os desvios ortográficos foram identificados, classificados e contabilizados de acordo com os processos fonológicos e as relações grafofônicas do português que os ocasionaram. As três categorias de desvios ortográficos mais recorrentes foram: o apagamento de <r> em coda e sua hipercorreção, o alçamento vocálico e sua hipercorreção, e a concorrência de grafemas para representar a fricativa alveolar surda. Esses três tipos representam quase 60% dos 211 desvios ortográficos identificados. Diante desse resultado, foi proposto um caderno pedagógico com atividades reflexivas, contextualizadas, discursivas e específicas para o tratamento de cada uma das dificuldades ortográficas.
      PubDate: 2023-08-07
      DOI: 10.5007/1984-8420.2023.e92315
      Issue No: Vol. 24, No. 1 (2023)
       
  • A grafia da nasalidade medial pós-vocálica por crianças de três
           variedades do português

    • Authors: Mariana Müller de Ávila, Ana Ruth Moresco Miranda
      Pages: 32 - 53
      Abstract: Este estudo descreve e analisa o registro gráfico da nasalidade vocálica em posição medial de palavra por crianças falantes de três variedades do português, a saber, o brasileiro, o europeu e o moçambicano. Tendo em vista as divergências teóricas em relação à existência de vogais nasais no inventário fonológico do português, busca-se investigar em dados de aquisição da escrita como crianças que partilham o mesmo sistema linguístico concebem a nasalidade vocálica. Note-se que, conforme Miranda (2018), o registro gráfico da nasalidade medial é tarefa complexa que se impõe às crianças nos primeiros anos escolares. Neste artigo, são analisados dados extraídos de textos de 1º e 2º anos do ensino fundamental de escolas de ensino público das cidades de Pelotas (Brasil), Porto (Portugal) e Maputo (Moçambique), pertencentes ao Banco de Textos de Aquisição da Linguagem Escrita (BATALE). Os resultados encontrados corroboram a literatura da aquisição fonológica que defende a existência de vogais nasais no inventário infantil, um conhecimento que está na base das escritas alfabéticas iniciais e que, por efeito do contato com forma ortográfica, vai sendo alterado até corresponder à proposta de Camara Jr (1979) para a nasalidade vocálica do sistema adulto do português, isto é, uma vogal oral seguida de uma consoante nasal.
      PubDate: 2023-08-07
      DOI: 10.5007/1984-8420.2023.e92298
      Issue No: Vol. 24, No. 1 (2023)
       
  • Hipercorreção da coda final (r) em textos digitais: um
           fenômeno variável

    • Authors: Caio Mieiro Mendonça, Marcelo Alexandre Silva Lopes de Melo
      Pages: 54 - 78
      Abstract: Este artigo tem como objetivo a análise da hipercorreção da coda final (r) em verbos cujas formas hipercorretas coincidem com o infinitivo padrão escrito (i. “o mundo não gira, ele capotar”; ii. “a maldade está nos olhos de quem ver”; iii. “eu dormir muito ontem”). O corpus da pesquisa é composto de dados de textos escritos em plataformas digitais, como as redes sociais Twitter e Instagram e o aplicativo de conversa WhatsApp. Como arcabouço teórico, elegeram-se a Teoria da Variação e Mudança (Weinreich, Labov; Herzog, 2018 [1968]) e os Modelos Baseados no Uso (Bybee, 2016 [2002]; Pierrehumbert, 2003, 2016; Cristófaro-Silva; Gomes, 2020). As variáveis de efeitos fixos analisadas indicam a relevância da dimensão do vocábulo e da vogal antecedente como favorecedoras da hipercorreção. A análise com efeitos aleatórios aponta para um possível condicionamento lexical do fenômeno. Os resultados sugerem impactos da representação escrita das palavras no conhecimento linguístico dos falantes.
      PubDate: 2023-08-07
      DOI: 10.5007/1984-8420.2023.e92293
      Issue No: Vol. 24, No. 1 (2023)
       
  • O construto da atenção nos estudos sobre fonologia de segunda língua
           entre os anos de 2010 e 2021

    • Authors: Melissa Bettoni
      Pages: 79 - 105
      Abstract: A aquisição de uma segunda língua (L2) é uma tarefa cognitiva altamente exigente que, em termos de fonologia, acontece através do cerco da primeira língua (L1). O peso dado às pistas, ou seja, a atenção dada a traços específicos na fala de L2 e a capacidade de mudar o foco de atenção para traços relevantes é essencial para o processamento da fala em L2 e tende a ser afetado pelos padrões da L1. O presente estudo foi realizado com o objetivo de produzir uma revisão sistemática dos estudos relativos à atenção e ao conhecimento fonológico de L2. Foram descritos e analisados os participantes das pesquisas, a avaliação da atenção e do conhecimento fonológico e os principais resultados de dezoito estudos publicados entre 2010 e 2021. Os dados coletados indicam que a maior parte da pesquisa realizada é de estudos transversais com controle da atenção e tarefas de discriminação perceptiva com aprendizes adultos de inglês como L2. A maioria dos estudos apontou que a atenção tem um papel importante na aquisição fonológica de uma L2. Além disso, em um estágio inicial de aquisição, a atenção parece ser mais importante do que para estágios mais avançados quando a automatização é estabelecida. Focar, selecionar, mudar, dividir e sustentar a atenção, assim como ser flexível e ter bom controle inibitório, têm ligação especial com aquisição fonológica de uma L2. A necessidade de mais investigação com variáveis controladas, outras combinações de L1 e L2, e múltiplos instrumentos de avaliação fica evidente.
      PubDate: 2023-08-07
      DOI: 10.5007/1984-8420.2023.e91933
      Issue No: Vol. 24, No. 1 (2023)
       
  • Os alomorfes do -ed no passado do inglês e a inteligibilidade da fala em
           L2: um estudo com ouvintes brasileiros

    • Authors: Fernanda Delatorre, Rosane Silveira
      Pages: 106 - 131
      Abstract: Este estudo investigou a possível influência dos alomorfes [t, d, ɪd] na inteligibilidade de 48 verbos terminados em -ed, metade no primeiro e metade no segundo teste de inteligibilidade, os quais foram produzidos por oito falantes de inglês com diferentes línguas maternas (e.g., PB, espanhol, alemão, inglês) e ortograficamente transcritos por 14 ouvintes brasileiros em dois testes de inteligibilidade em um intervalo de quatro meses. Os resultados do primeiro teste indicaram que os verbos terminados no alomorfe [t] foram mais inteligíveis do que os verbos terminados em [ɪd], os quais foram mais inteligíveis que os verbos terminados no alomorfe [d]. Entretanto, os resultados referentes ao segundo teste de inteligibilidade não seguiram a mesma tendência e indicaram que a inteligibilidade dos verbos terminados nos alomorfes [t, ɪd] foi similar, enquanto os índices de inteligibilidade dos verbos terminados no alomorfe [d] aumentaram, uma vez que estes tinham grande margem para melhorar, comparando-se os resultados dos dois testes de inteligibilidade. Além disso, os resultados indicaram que houve variação na inteligibilidade dos verbos terminados nos três alomorfes para cada participante e entre todos os participantes, demonstrando que o processo de desenvolvimento da linguagem é dinâmico, variado e complexo, como propõe a Teoria dos Sistemas Dinâmicos.
      PubDate: 2023-08-07
      DOI: 10.5007/1984-8420.2023.e92224
      Issue No: Vol. 24, No. 1 (2023)
       
  • Padrões silábicos no Português de São Tomé e Príncipe: relações
           complexas

    • Authors: Amanda Macedo Balduino
      Pages: 132 - 159
      Abstract: Neste artigo discutimos a silabificação no português urbano de São Tomé e Príncipe (PSTP), com base no exame de alguns processos fonológicos: apagamentos de clusters, coda e núcleo; ensurdecimento vocálico; vocalização, nasalização e posteriorização do rótico. Tais fenômenos, embora tratados, comumente, de forma independente pela literatura, quando analisados em conjunto podem refletir padrões silábicos diversos, trazendo uma visão ampla e complexa sobre o sistema em foco. De fato, o levantamento dos fenômenos no PSTP indica a atuação de duas trajetórias gramaticais paradoxais: a prevalência de sílabas CV fomentada por apagamentos e lenições, em que sílabas fechadas se adaptam em sílabas abertas, e a emergência de estruturas complexas, promovida, sobretudo, pela ressilabificação de sibilantes e pelo apagamento vocálico. Essas trajetórias contrastantes refletem a dificuldade de propostas tradicionais em explanar a variação observada no PSTP. Ressaltamos, a partir dos processos discutidos, a necessidade, em trabalhos futuros, em abordar a questão por modelos pautados no uso, que acomodem a variação, e possam abarcar a complexidade dos sistemas linguísticos.
      PubDate: 2023-08-07
      DOI: 10.5007/1984-8420.2023.e92297
      Issue No: Vol. 24, No. 1 (2023)
       
  • Monotongação variável do ditongo oral decrescente [ej] no
           noroeste paulista

    • Authors: Márcia Cristina do Carmo, Talia Ferreira Machado
      Pages: 160 - 184
      Abstract: Este trabalho analisa a monotongação variável do ditongo oral decrescente [ej] na variedade do noroeste paulista. Por meio desse processo, há o apagamento do glide, como em gelad[ej]ra ~ gelad[e]ra e p[ej]xe ~ p[e]xe. Esta pesquisa fundamenta-se na Teoria da Variação e Mudança Linguística (Labov, 2008 [1972]). Metodologicamente, foram conduzidas análises qualitativa e quantitativa, a partir do programa Goldvarb X, de 12 entrevistas retiradas do banco de dados Iboruna, resultado do projeto ALIP (FAPESP 03/08058-6 – UNESP/IBILCE – Gonçalves, 2023 [2007]). Dos 1.057 dados levantados, 376 apresentaram monotongação, correspondentes a 35,6%. Verificou-se que a maioria das ocorrências de monotongação ocorreu em contexto de tepe ou fricativa subsequente, como em cad[e]ra e qu[e]jo, destacando a influência de fatores linguísticos para a aplicação do fenômeno, como observado em outras variedades do Português Brasileiro.
      PubDate: 2023-08-07
      DOI: 10.5007/1984-8420.2023.e93151
      Issue No: Vol. 24, No. 1 (2023)
       
  • A monotongação de /ei/no português em Moçambique

    • Authors: Danielle Kely Gomes
      Pages: 185 - 207
      Abstract: Este trabalho descreve o processo de monotongação do ditongo /ei/ na variedade urbana do Português em Moçambique, a partir do levantamento de dados em 18 entrevistas – estratificadas de acordo com as variáveis sexo, faixa etária e nível de escolaridade –, recolhidas em Maputo (Vieira; Pissurno, 2016). A investigação tem por hipótese que a implementação da variante [e] em posição interna ao vocábulo é incipiente na comunidade. Os resultados confirmam a hipótese: o input de aplicação da regra de monotongação é relativamente baixo, e a implementação de [e] se correlaciona aos segmentos precedente e subsequente ao ditongo, ao sexo e à faixa etária dos informantes e ao contato entre o Português e as línguas autóctones de Moçambique. Esta investigação contribui para a descrição de um processo fonético-fonológico em uma variedade do Português ainda em formação e dos efeitos do contato entre línguas no comportamento da variável em análise.
      PubDate: 2023-08-07
      DOI: 10.5007/1984-8420.2023.e92314
      Issue No: Vol. 24, No. 1 (2023)
       
  • Línguas faladas na Amazônia colombiana: um exercício comparativo entre
           resultados que seguem a proposta de alternâncias sonoras em seus escopos
           estruturais e areais

    • Authors: Camilo Enrique Diaz Romero
      Pages: 208 - 230
      Abstract: Dixon e Aikhenvald (1999) postularam a existência da Amazônia como uma macro-área linguística, dentro da qual, para o contexto colombiano, há uma divisão entre o Vaupés e o eixo Caquetá-Putumayo (Epps; Michael, 2017), onde métodos sem georreferenciamento foram usados ​​para caracterizar escopos areais. Fazendo uso de critérios fonológicos de alternâncias sonoras (Donegan; Stampe, 2009) em combinação com métodos sem (García-Vallve; Puigbo, 2016 [2002]) e com georreferenciamento (Nerbonne et al., 2018) aplicados a vinte e cinco línguas compiladas em González de Pérez e Rodríguez de Montes (2000), pode-se inferir que as classificações estruturais não são muito semelhantes às areais. Além disso, constatou-se que, em termos fonológicos, o Vaupés não se encontra como um território uniforme, mas sim dividido entre norte e sul.
      PubDate: 2023-08-07
      DOI: 10.5007/1984-8420.2023.e92081
      Issue No: Vol. 24, No. 1 (2023)
       
  • Palatalização das consoantes velares em wichí (mataguaya)

    • Authors: Lorena Cayré Baito
      Pages: 231 - 254
      Abstract: A palatalização em Wichí é um processo morfofonológico gerado pelas vogais anteriores, tautossilábicas /i/ e /e/. O processo ocorre dentro da palavra, especificamente, entre morfemas quando o segmento afetado ocupa a coda final da base, e o sufixo (ou enclítico) que se adiciona começa com vogal ou com h. Por sua vez, esse processo é condicionado prosodicamente: o segmento resultante da palatalização deve ocupar a posição de ataque do sufixo ou enclítico. Segundo Bateman (2007), esse processo apresenta características tipológicas frequentes: 1) as consoantes velares, /k/ e /x/, são consoantes-alvo (target) típicas de processos de palatalização; 2) as vogais anteriores, /i/ e /e/, são desencadeantes comuns; e 3) a realização da velar como segmento palatal (outcome) é frequente na palatalização. Por sua vez, González (2014) ressalta que a palatalização é uma característica distintiva da fonologia das línguas indígenas faladas na região do Chaco; segundo a autora, as consoantes velares como consoantes-alvo são um traço marcado da palatalização nas línguas mataguayas. O objetivo deste trabalho é propor uma análise da palatalização das velares em Wichí, sob a perspectiva da Otimidade Estratal (Kiparsky, 2000; Orgun, 1996).
      PubDate: 2023-08-07
      DOI: 10.5007/1984-8420.2023.e92244
      Issue No: Vol. 24, No. 1 (2023)
       
  • Percepção de fala comprimida: um estudo experimental

    • Authors: René Alain Santana de Almeida, Miguel Oliveira Jr, Ayane Nazarela Santos de Almeida, Oyedeji Musiliyu
      Pages: 255 - 270
      Abstract: : Este artigo objetiva identificar quais valores de taxa de elocução são considerados aceitáveis e a partir de que ponto a taxa de elocução torna o conteúdo do enunciado ininteligível no Português Brasileiro (Pb). Para tanto, relata um estudo experimental sobre o impacto da fala comprimida na aceitabilidade e inteligibilidade de enunciados do Pb. Para os experimentos, frases curtas de áudio contendo mensagens de alerta foram utilizadas como estímulos. Essas frases foram gravadas em uma taxa de elocução natural e, em seguida, manipuladas digitalmente para taxas mais rápidas de forma escalar (de 9 a 19 sílabas por segundo). Testes de inteligibilidade e aceitabilidade foram então conduzidos com participantes cegos e videntes. Os resultados indicam que a fala comprimida tem um impacto significativo na aceitabilidade e na inteligibilidade das elocuções para ambos os grupos de participantes e que, embora os participantes cegos tendam a taxas de aceitabilidade ligeiramente mais altas em todas as condições de velocidade de fala, os participantes com visão tiveram um desempenho melhor no experimento de inteligibilidade, o que contradiz uma tendência frequentemente relatada na literatura.
      PubDate: 2023-08-07
      DOI: 10.5007/1984-8420.2023.e92124
      Issue No: Vol. 24, No. 1 (2023)
       
  • Prosódia dialetal e estruturas sintáticas: resultados preliminares sobre
           a materialização do desgarramento nos falares de João Pessoa e de Porto
           Alegre

    • Authors: Aline Ponciano dos Santos Silvestre, Fernando Lima da Mota, Rafaela Ribeiro Mendonça, Yasmim Delfino dos Santos
      Pages: 271 - 295
      Abstract: Este artigo investiga a realização prosódica de orações adverbiais anexadas à oração matriz e de orações desgarradas nos falares de João Pessoa e de Porto Alegre, com base nos pressupostos da Fonologia Prosódica (Nespor; Vogel, 2007) e no modelo Autossegmental e Métrico da Fonologia Entoacional (Pierrehumbert, 1980; Ladd, 2008). O corpus de análise é constituído por 720 orações – 360 de cada localidade – e foram observados o contorno melódico, a duração e a gama de variação da F0 no fim do sintagma entoacional (IP). O estudo do fenômeno na fala de indivíduos pessoenses e portoalegrenses visa, além de descrever se o desgarramento será materializado de forma semelhante ao descrito por Silvestre (2021) para a capital fluminense, observar se traços fonéticos regionais, descritos anteriormente em estudos prosódicos sobre orações assertivas neutras (Cunha, 2000; Lira, 2009; Silva, 2011; Silvestre 2012; Castelo, 2016), também se manifestam nas orações desgarradas de João Pessoa e de Porto Alegre ou se são neutralizados pela construção sintática específica. Os resultados revelam que o alongamento das sílabas finais é característica importante para a materialização do fenômeno de desgarramento em todos os dialetos estudados e que há, mesmo nesta estrutura sintática específica, índices relativos à prosódia regional. Em João Pessoa, é consistentemente observado o tom H+L* no início dos IPs e subida melódica na última sílaba pós-tônica dos enunciados. Em Porto Alegre, é frequente a fronteira bitonal HL% no fim do IP, com descida melódica após a sílaba tônica, característica que parece diferenciar o falar na capital gaúcha.
      PubDate: 2023-08-07
      DOI: 10.5007/1984-8420.2023.e93134
      Issue No: Vol. 24, No. 1 (2023)
       
 
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