Journal Cover Revista de Ciência Veterinária e Saúde Pública
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  This is an Open Access Journal Open Access journal
   ISSN (Online) 2358-4610
   Published by Universidade Estadual de Maringá Homepage  [5 journals]
  • ESTUDO RETROSPECTIVO SOBRE A OCORRÊNCIA DE CÓLICA EQUINA NOS HOSPITAIS
           VETERINÁRIOS DE UMUARAMA, PARANÁ

    • Authors: NICOLLE MOTTA REIS, Amanda Lopes Santos, Bruna Letícia Silva, Stephani Talia Nardoni Venâncio, André Giarola Boscarato, Mayra Carraro Di Gregorio
      First page: 009
      Abstract: Cólica é uma desordem digestória complexa e de natureza multifatorial frequente em equinos, que promove uma forma genérica de dor abdominal. A síndrome cólica é uma causa importante de mortalidade em cavalos e é uma constante preocupação dos proprietários. As cólicas podem ser classificadas de acordo com sua causa, podendo ser obstrutiva (por compactação), estrangulativa, isquêmica, inflamatória e por intoxicação. Este estudo retrospectivo foi conduzido com os objetivos de descrever a epidemiologia clínica da cólica equina, a fim de caracterizar os principais tipos de cólica envolvidos e determinar os  fatores de risco associados à síndrome nos animais atendidos em Umuarama, Paraná. Para isso, foram avaliadas as fichas clínicas de equinos que apresentaram síndrome de cólica, encaminhados para os Hospitais Veterinários Universitários de Umuarama (Universidade Estadual de Maringá – UEM e Universidade Paranaense - Unipar), no período de janeiro de 2015 a dezembro de 2016, totalizando 25 ocorrências. Foram obtidos dados como idade, raça, sexo, causa da cólica, tipo de cólica, procedimento (clínico ou cirúrgico) e conclusão do caso (alta ou óbito do animal). Durante o período avaliado, as raças acometidas foram Quarto de Milha (60%), sem raça definida (20%), Manga Larga (12%), Cavalo de Hipismo Brasileiro (4%) e Paint Horse (4%). Em relação ao tipo de cólica, houve maior ocorrência de cólica obstrutiva, representando 64% dos casos registrados, seguida por cólica inflamatória (24%), estrangulativa (16%), isquêmica (8%) e por intoxicação (4%). De acordo com o tipo de intervenção utilizada, 48% das cólicas foram resolvidas com tratamento clínico, enquanto que 52% dos pacientes precisaram ser submetidos à cirurgia. Esta alta porcentagem de intervenção cirúrgica provavelmente está relacionada à maior ocorrência de cólica do tipo obstrutiva, que frequentemente necessita de procedimento cirúrgico para resolução. A idade também se mostrou como importante fator de risco, compelindo maiores casos de cólica em animais entre 2 e 9 anos (72%). Animais com menos de 2 anos representaram 8%, e não houve animais com mais de 9 anos. No entanto, a idade não foi informada em 20% dos casos avaliados. Uma provável justificativa para essa ocorrência é a utilização de animais com essa faixa etária para atividades esportivas. Dos 25 equinos avaliados, fêmeas e machos representaram 56% (14/25) e 44% (11/25) dos casos, respectivamente. No presente estudo, 24% dos pacientes foram eutanasiados e 20% foram a óbito, totalizando uma letalidade de 44%. Do total de óbitos, 33% foram em pacientes submetidos ao tratamento clínico e 53% cirúrgico. Nos equinos avaliados neste estudo, a maior ocorrência foi de cólica obstrutiva, o que reforça a extrema importância do manejo alimentar dos indivíduos que são submetidos a exercícios intensos nesta espécie. A taxa de letalidade foi maior nos casos de intervenção cirúrgica, e a idade demonstrou-se um importante fator de risco, onde animais entre 2 e 9 anos foram os mais acometidos.
      PubDate: 2017-10-23
      DOI: 10.4025/revcivet.v4i0.39624
      Issue No: Vol. 4 (2017)
       
  • AVALIAÇÃO DA FUNÇÃO RENAL DE OVELHAS DA RAÇA SANTA INÊS EM
           DIFERENTES FASES DA GESTAÇÃO

    • Authors: Andressa Rodrigues Lazarin, Ana Beatriz da Silva Marques, Karina Gomas Dias, Gabriela Schuab Moreira, Paulo Fernandes Marcusso, Antonio Campanha Martinez
      First page: 010
      Abstract: AVALIAÇÃO DA FUNÇÃO RENAL  DE OVELHAS DA RAÇA SANTA INÊS EM AVALIAÇÃO DA FUNÇÃO RENAL  DE OVELHAS DA RAÇA SANTA INÊS EM DIFERENTES FASES DA GESTAÇÃO Andressa Rodrigues Lazarin1,  Ana Beatriz da Silva Marques1,  Karina Gomes Dias 1, Gabriela Schuab Moreira1, Antonio Campanha Martinez1, Paulo Fernandes Marcusso1*¹Campus Regional de Umuarama, Universidade Estadual de Maringá*Email: paulomarcusso@gmail.comO objetivo deste trabalho foi avaliar as variáveis dos marcadores da função renal de ovelhas da raça Santa Inês em diferentes fases da gestação. O estudo foi realizado no setor de ovinocultura da Universidade Estadual de Maringá (UEM), Campus Regional de Umurama, localizada no município de Umuarama, região noroeste do Estado do Paraná. Foram utilizadas 21 ovelhas da raça Santa Inês, clinicamente sadias, criadas em condição semi-intensiva. Foi colhido 5mL de sangue, por punção da veia jugular externa, utilizando-se sistema para colheita a vácuo constituído de agulha 25x7mm descartável, acoplada a tubo siliconizado, com ativador de coagulação. Após as colheitas os tubos, devidamente identificados com o número dos animais, foram homogeneizados e mantidos em isopor com gelo até a chegada ao Laboratório de Patologia Clínica Veterinária (LPCV) do Hospital Veterinário da UEM. Foram coletadas amostras de sangue antes do acasalamento, em 30 e 60 dias de gestação. Foram realizadas as mensurações de uréia e creatinina por meio de kit bioquímicos comerciais, segundo as técnicas de rotina do LPCV. Os dados obtidos foram submetidos à análise de variância pelo teste F e, quando significativos, submetidos à comparação entre as médias pelo teste de Tukey a 5% probabilidade. Não houve diferença (p<0,05) no valor de uréia em nenhum dos tempos avaliados. Já os valores médios de creatinina tiveram diferença significativa nos tempos avaliados, sendo que o valor pré-gestacional encontrava-se maior, onde creatinina 1,4 mg/dL, foi diminuindo nos tempos de 30 dias de gestação (creatinina 1,3 mg/dL) e 60 dias (creatinina 1,2 mg/dL). Uma hipótese para tais alterações esta relacionada à diminuição de movimentação das fêmeas durante a progressão da gestação, haja vista a que o desenvolvimento do embrião e posteriormente feto demanda de muita energia, ademais peso do próprio feto e anexos devem ser considerados. A diminuição de movimentos musculares pode levar a diminuição da concentração de creatinina produzida, inclusive, pelo metabolismo muscular (SCOTT & STOCKHAM, 2011). Devido a escassez de trabalhos relacionados, faz-se necessário uma quantidade maior de estudos sobre as alterações da função renal de fêmeas gestantes da raça Santa inês a fim de padroniza-las. 
      PubDate: 2017-10-23
      DOI: 10.4025/revcivet.v4i0.39644
      Issue No: Vol. 4 (2017)
       
  • AVALIAÇÃO DA TÉCNICA DE SUTURA CUTÂNEA CONTINUA FESTONADA SEM
           REDUÇÃO DO ESPAÇO MORTO NA SÍNTESE ABDOMINAL DE CÃES E GATOS –
           RESUMO CIENTÍFICO

    • Authors: Melissa Caroline Ferrari, Micheli Storck Matias, Juliano Bortoloto De Conti, Lucas Francatti Pujjoli
      First page: 011
      Abstract: A cirurgia veterinária evoluiu muito nos últimos anos, sendo criadas novas tecnologias e permitindo o desenvolvimento de novas técnicas e procedimentos. Entretanto, algumas técnicas simples tidas como convencionais, são praticadas a décadas e em nada evoluíram. Como exemplo, estão as técnicas de sutura abdominal, que são praticadas repetidamente sem serem avaliadas e questionadas quanto a sua função, reação e necessidade. O objetivo deste trabalho foi avaliar a síntese da cavidade abdominal de cães a gatos após ovariosalpingohisterectomia nos seguintes aspectos: tempo necessário para a síntese abdominal, tempo de cicatrização da ferida cirúrgica, presença de deiscência de pontos, presença de secreções ou seroma, sensibilidade pós-operatória, inflamação das bordas da ferida e  infecção da ferida. Neste trabalho foram admitidas cadelas ou gatas hígidas, com peso corporal inferior a 15Kg, provenientes da rotina do Hospital Veterinário da Universidade Estadual de Maringá. O protocolo anestésico foi escolhido pelo anestesiologista, respeitando as particularidades de cada paciente. Após a tricotomia e antissepsia, a castração se deu de maneira convencional. A síntese da musculatura abdominal foi realizada com padrão simples contínuo utilizando mononylon. Após ocluída a musculatura, com auxilio de uma régua, a distancia entre as bordas cutâneas foi aferida. Quando medida não ultrapassou 3 cm, a camada subcutânea não foi suturada, optando pela síntese cutânea diretamente, em padrão contínuo festonado utilizando mononylon. As bordas que distaram mais que 3 cm entre si, a sutura foi realizada de maneira tradicional, suturando as camadas muscular, subcutânea e cutânea separadamente. Imediatamente após o procedimento os animais receberam antibióticoterapia e analgesia de acordo com as particularidades do caso e da espécie. No pós-operatório os animais foram avaliados quanto: tempo de cicatrização da ferida cirúrgica, presença de deiscência de pontos, presença de secreções ou seroma, sensibilidade pós-operatória, inflamação das bordas da ferida e  infecção da ferida. Esta avaliação foi realizada até a retirada dos pontos. Foram avaliados 40 animais que se enquadraram nos critérios de aquisição do projeto. Destes 40 animais, 39 apresentaram processo cicatricial dentro do esperado, sendo removidos os pontos dez dias após o procedimento. Somente um animal apresentou deiscência de pontos, que segundo o proprietário ocorreu por mordedura dos pontos pelo animal, não podendo ser atribuído como problema relacionado a técnica de sutura, uma vez que poderia ter ocorrido com qualquer outra técnica de sutura realizada. Os animais não apresentaram seroma ou secreções, provavelmente, pela distancia de 3 centímetros não ser sucificente para criar espaço morto e conseqüente acúmulo de secreções ou seroma. Os animais não apresentaram sensibilidade além da usual nestes procedimentos. As bordas da incisão apresentaram pouca reação inflamatória, provavelmente por esta técnica de sutura exigir menor manipulação quando comparada as demais técnicas. O tempo necessário a sutura foi significativamente inferior quando comparado as técnicas convencionais. Pois nesta técnica a camada subcutânea não é suturada, reduzindo o tempo da sutura em aproximadamente 30%.A técnica de sutura aqui exposta é de menor custo, permite menor tempo cirúrgico, e não proporciona complicações como aumento da inflamação, seromas ou deiscência de pontos.
      PubDate: 2017-10-23
      DOI: 10.4025/revcivet.v4i0.39672
      Issue No: Vol. 4 (2017)
       
  • MAPEAMENTO RETROSPECTIVO DE ATENDIMENTO, CONDUTAS E EXAMES PRECONIZADOS
           AOS ANIMAIS DE PEQUENO PORTE NA ROTINA DO HV-UEM – DADOS DE 2015 E 2016.
           

    • Authors: Lucas Matheus Horst, Patrícia Marques Munhoz, Sheila Rezler Wosiacki
      First page: 013
      Abstract: O histórico de casos clínicos e cirúrgicos ocorridos são rotineiramente registrados em fichas e/ou planilhas de instituições veterinárias. Através desses registros é possível se obter dados epidemiológicos importantes referentes à ocorrência de doenças, raças mais acometidas, tratamentos utilizados, número de óbitos e casos solucionados. O projeto compreendeu um levantamento retrospectivo dos dados de anamnese registrados nas fichas do Hospital Veterinário – HV/UEM no período de 2015 e 2016. Foram contabilizados os atendimentos aos animais de pequeno porte (caninos e felinos), bem como os procedimentos aos quais estes animais foram submetidos durante o período considerado. No período compreendido entre 2015 e 2016 foram atendidos 1787 animais, sendo 1493 caninos, 292 felinos e duas ausências de informação referente à espécie do animal atendido. Destes 1787 animais atendidos na rotina do Hospital Veterinário da UEM, foram identificados 742 machos (41,5%), 1044 fêmeas (58,5%), além de uma ficha (0,5%) sem tal especificação. Em relação a faixa etária, os animais que compreendiam idade entre 01 e 03 anos foram os mais frequentes na rotina totalizando 554 atendimentos (31%); animais com menos de 01 ano somaram 294 atendimentos (18%) e em 247 fichas não havia nenhuma informação referente à idade do animal que estava sendo atendido (13%). Os diagnósticos mais expressivos encontrados na rotina do HV-UEM nos atendimentos clínicos de pequenos animais compreenderam: 145 fraturas (8%); 60 casos de feridas (3,3%); 161 casos de erliquiose (9%); 46 piometras (2,5%) e 37 diagnósticos para otite (2%). Já em relação aos atendimentos cirúrgicos, os procedimentos de maior relevância observados constituíram: OSH eletiva (264 casos - 38,15%); orquiectomia eletiva (103 casos - 14,88%); OSH terapêutica (91 casos - 13,15%) e fraturas (63 casos - 9,1%). Ao todo, foram realizados 2081 exames laboratoriais, sendo que dentre estes o hemograma se destacou com 1242 solicitações, compondo 59,68% dos exames totais. Outros exames solicitados abrangeram raio-x (463 exames - 22,25%); ultrassonografia (290 exames - 13,93%); urinálise (44 exames - 2,11%); biópsia (31 exames - 0,48%); antibiogramas (10 exames - 35%); 4 registros de necropsia e apenas uma solicitação para exame parasitário. A prescrição de antibiótico foi registada em 48,63% dos casos (869 atendimentos), sendo os antibióticos mais frequentes na rotina clínica e cirúrgica do HV-UEM a cefalexina (22,55% das prescrições), seguida da doxiciclina (20,83%). Dos 1787 atendimentos realizados nesta pesquisa retrospectiva, 1027 animais apresentaram uma melhora clínica (57,47%); 382 animais não obtiveram a elucidação de seu diagnóstico (21,37% dos casos); 285 animais não retornaram para o HV-UEM para uma nova avaliação, procedimento ou alta clinica (15,95% dos atendimentos) e 89animais vieram a óbito (4,98%). Ao final do projeto foi possível detectar uma grande falha no preenchimento das fichas de anamnese dos animais atendidos na rotina, o que acaba por prejudicar em diversas formas o Hospital Veterinário da UEM, desde a realização de estudos retrospectivos, consultas de atendimentos específicos principalmente quando do retorno do animal, até o conhecimento do controle epidemiológico regional e também nas dependências do Hospital Veterinário.
      PubDate: 2017-10-23
      DOI: 10.4025/revcivet.v4i0.39688
      Issue No: Vol. 4 (2017)
       
  • AVALIAÇÃO DA FUNÇÃO HEPÁTICA DE OVELHAS DA RAÇA SANTA INÊS EM
           DIFERENTES FASES DA GESTAÇÃO

    • Authors: Ana Beatriz da Silva Marques, Andressa Rodruigues Lazarin, Karina Gomes Dias, GABRIELA SCHUAB MOREIRA, PAULO FERNANDES MARCUSSO, Antonio Campanha Martinez
      First page: 014
      Abstract: O objetivo deste trabalho foi avaliar as variáveis das enzimas hepática de ovelhas da raça Santa Inês em diferentes fases da gestação. O estudo foi realizado no setor de ovinocultura da Universidade Estadual de Maringá (UEM), Campus Regional de Umurama, localizada no município de Umuarama, região noroeste do Estado do Paraná. Foram utilizadas 21 ovelhas da raça Santa Inês, clinicamente sadias, criadas em condição semi-intensiva. Foi colhido 5mL de sangue, por punção da veia jugular externa, utilizando-se sistema para colheita a vácuo constituído de agulha 25x7mm descartável, acoplada a tubo siliconizado, com ativador de coagulação. Após as colheitas os tubos, devidamente identificados com o número dos animais, foram homogeneizados e mantidos em isopor com gelo até a chegada ao Laboratório de Patologia Clínica Veterinária (LPCV) do Hospital Veterinário da UEM. Foram coletadas amostras de sangue antes do acasalamento, em 30 e 60 dias de gestação. Foram realizadas as mensurações de aspartato aminotranferase (AST) e fosfatase alcalina (FA) por meio de kit bioquímicos comerciais, segundo as técnicas de rotina do LPCV. Os dados obtidos foram submetidos à análise de variância pelo teste F e, quando significativos, submetidos à comparação entre as médias pelo teste de Tukey a 5% probabilidade. Não houve diferença (p<0,05) no valor da FA em nenhum dos tempos avaliados. Já o valor médio do aspartato animotranferase teve diferença significativa nos tempos avaliados, sendo que o valor pré-gestacional encontrava-se maior, sendo AST 101,0 UI/L e foi diminuindo nos tempos de 30 dias de gestação (AST 97,7 UI/L) e 60 dias (AST 58,5 UI/L). Uma hipótese para tais alterações esta relacionada à diminuição de movimentação das fêmeas durante a progressão da gestação, haja vista a que o desenvolvimento do embrião e posteriormente feto demanda de muita energia, ademais peso do próprio feto e anexos devem ser considerados. A diminuição de movimentos musculares pode levar a diminuição da concentração da AST produzida, inclusive, pelo metabolismo muscular (SCOTT & STOCKHAM, 2011). Devido a escassez de trabalhos relacionados, faz-se necessário uma quantidade maior de estudos sobre as alterações hepáticas de fêmeas gestantes da raça Santa inês a fim de padroniza-las.
      PubDate: 2017-10-23
      DOI: 10.4025/revcivet.v4i0.39697
      Issue No: Vol. 4 (2017)
       
  • INCIDÊNCIA DE CLAUDICAÇÃO LEVE EM EQUINOS SUBMETIDOS A MODALIDADE DE
           TRÊS TAMBORES

    • Authors: Alan Moreno dos Santos, Polyana Carolina Marino, Rafaela Maria Boson Jurkevicz, Icaro do Nascimento Argentino, Renan Zago Cavicchioli, Amanda Capucho Agostini
      First page: 015
      Abstract: Com a evolução da espécie, os cavalos começaram a atingir altas velocidades devido à seleção natural e interferência do homem, ultrapassando seus limites, adquirindo maior predisposição às enfermidades do aparelho locomotor. Estudos realizados revelaram que mais de 50% dos cavalos submetidos as atividades atléticas apresentam pelo menos um período de claudicação em sua carreira, entretanto, de 3 a 4 cavalos apresentam queda no desempenho atlético por apresentarem lesões subclínicas não diagnosticadas no sistema locomotor. Os animais utilizados em provas equestres necessitam de alta velocidade durante os exercícios, devido a paradas abruptas, mudanças de direção e movimentos bruscos, gerando uma alta exigência do sistema musculo esquelético podendo exceder seus limites fisiológicos. Desta forma, o exame de claudicação torna-se indispensável para determinar o membro claudicante, bem como localização da lesão, diagnosticando a enfermidade por meio de inspeção clínica e/ou exames de imagem como métodos auxiliares. Com base no que foi exposto, o estudo tem por objetivo determinar a incidência de claudicação de grau leve em cavalos competidores de prova de três tambores no município de Maringá, Estado do Paraná. Para o estudo foram selecionados aleatoriamente vinte animais adultos da raça Appaloosa e Quarto e Milha, mediante autorização do proprietário. Individualmente, os animais foram submetidos a inspeção visual, em movimento, ao passo e ao trote. Quando presente, a claudicação foi classificada de acordo com a descrição feita por Stashak (2011), onde, 0 é descrito como ausência de claudicação e grau 5 impotência funcional do membro acometido. Os dados obtidos foram tabulados e interpretados por meio de uma análise descritiva, onde 35% (7/20) dos cavalos apresentaram claudicação e entre os animais considerados, constatou-se predominância de claudicação de grau I no membro torácico esquerdo (MTE). Com base nos resultados obtidos, conclui-se que a incidência de claudicação leve em equinos submetidos à modalidade de três tambores é maior em membro torácico esquerdo quando comparado ao direito, devido à alta exigência deste membro durante a execução das manobras determinadas pelo esporte. 
      PubDate: 2017-10-23
      DOI: 10.4025/revcivet.v4i0.39735
      Issue No: Vol. 4 (2017)
       
  • QUALIDADE MICROBIOLÓGICA DO LEITE PASTEURIZADO COMERCIALIZADO NO
           MUNICÍPIO DE MARINGÁ, PARANÁ.

    • Authors: Gabriela Prandini Simião Dias, Katiucha Rebeca Jennifer Lopes Lera, Paula Adriana Grande, Bruna Letícia Dominguens Molinari, Isaac Romani, Tatiane Herrero da Costa
      First page: 016
      Abstract: O leite é um alimento de alto valor nutricional, essencial para a alimentação de crianças e adultos, portanto a qualidade microbiológica do leite está cada vez mais exigente para manter os padrões de qualidade. A pasteurização do leite tem a finalidade de eliminar microrganismos patogênicos e não esporulados, além da flora deteriorante, mas a mesma nem sempre é eficiente, pois alguns destes microrganismos podem sobreviver ou suas toxinas resistirem ao tratamento térmico. Diversos trabalhos com leite pasteurizado cujo estabelecimento industrial possui liberação de funcionamento, em diferentes regiões do país, têm revelado elevado percentual de amostras fora dos padrões microbiológicos e físico-químicos estabelecidos pela legislação vigente. A contaminação do leite acarreta sérios problemas nas indústrias de laticínios, sendo principalmente contaminado pelas bactérias mesófilas, psicotrópicos e termofílicos. Os coliformes a 45ºC fazem parte do grupo dos mesófilos, englobando coliformes fecais e coliformes termotolerantes. Objetivou-se com esse trabalho estudar a presença de coliformes totais e termotolerantes, e contagem de colônias em amostras de leite pasteurizado comercializados no município de Maringá/PR, visando comparar os resultados obtidos com os padrões estabelecidos pela Legislação Nacional Vigente. Foram analisadas quatro amostras de leite pasteurizado de diferentes marcas, para cada amostra de leite foram feitas cinco repetições de cada marca e lote conforme a legislação brasileira. As amostras foram obtidas em supermercados durante o período de agosto de 2016 e todas estavam dentro do prazo de validade. As amostras foram transportadas em caixas isotérmicas com tempo máximo de transporte de 1 hora e encaminhadas ao laboratório de Microbiologia do Hospital Veterinário do Centro Universitário Uningá e mantidas a 4ºC até o seu processamento. Realizou-se analise das amostras em placa de petri para contagem padrão de colônias, análise de coliformes totais (30ºC) e termotolerantes (45ºC) em placas de petrifilm e o pH mensurado através do peagâmetro universal. Os dados foram submetidos a análise de variância pelo teste F a 5% de probabilidade, utilizado o pacote de estatística (SISVAR® versão 5.3, 2014). As variáveis que apresentaram diferença estatísticas significativas, foram submetidos ao teste de média. As amostras de leite foram submetidas ao teste de Tukey a 5% de probabilidade. Os resultados demonstraram que no leite pasteurizado, o pH e a contagem padrão de colônia estão dentro da legislação. Conforme a análise de variância realizada, observou-se que os resultados das amostras 1, 2 e 4 (75%) de leite para coliformes fecais não estão nos padrões estabelecidos pela normativa. Já a amostra 3 (25%) de leite se adequa a normativa, apresentando valores de contagem a 35ºC abaixo de 2 Unidades Formadora de Colônia (UFC). Os leites fabricados no Brasil têm uma alta deficiência na sua produção e transporte, contaminado assim os derivados que serão comercializados. Diante disso, é evidente a necessidade de um controle de qualidade rigoroso na seleção de matérias e manipulação, assim como no transporte do alimento. Nas avaliações microbiológicas das amostras de leite conclui-se diferença estatística, que algumas amostras de leite apresentavam valores de coliformes acima das referências preconizadas pelas normativas utilizadas como padrão. 
      PubDate: 2017-10-23
      DOI: 10.4025/revcivet.v4i0.39742
      Issue No: Vol. 4 (2017)
       
  • QUALIDADE MICROBIOLÓGICA DO QUEIJO MINAS FRESCAL COMERCIALIZADO NO
           MUNICÍPIO DE MARINGÁ, PARANÁ

    • Authors: KATIUCHA REBECA JENNIFER LOPES LERA, PAULA ADRIANA GRANDE, BRUNA LETÍCIA DOMINGUES MOLINARI, ISAAC ROMANI, GABRIELA PRANDINI SIMIÃO DIAS
      First page: 017
      Abstract: A qualidade microbiológica de qualquer alimento apresenta fatores importantes quando se trata de segurança alimentar. Os alimentos de modo geral devem conter baixas contagens bacterianas, ausência de microorganismos patogênicos, ausência de resíduos de medicamentos veterinários e mínima contaminação com substancias químicas ou toxinas microbianas. A maioria dos produtos lácteos é produzida a partir de leite pasteurizado, com finalidade de eliminar microorganismos pertinentes, além da flora deteriorante, mas nem sempre tem uma eficiência adequada, pois alguns destes microorganismos podem sobreviver ou suas toxinas resistirem ao tratamento térmico. O leite pasteurizado não deveria representar risco á saúde dos consumidores, porém, sabe-se que ocorre a comercialização de queijos artesanais elaborados a partir de leite cru, oferecendo perigo á saúde da população. A contaminação do leite e derivados também leva sérios problemas nas indústrias de laticínios, sendo principalmente contaminado pelas bactérias mesófilas, psicotrópicos e termofílicos. Sendo que as mesófilas crescem em temperatura em torno de 32ºC, mas pode variar entre 10-45ºC, no qual é um grupo prevalente na contaminação do leite. Já as psicotrópicas crescem em meio de refrigeração, podendo se multiplicar em temperatura superior a 20ºC. Os termofílicos sobrevivem ao processo de pasteurização. Portanto o trabalho objetivou-se estudar a presença de coliformes totais e termotolerante, contagem de colônias e características microbiológicas de diferentes amostras de queijo minas frescal comercializados no município de Maringá-PR. Foram avaliadas duas marcas de queijo minas frescal comercializadas em supermercados de Maringá-PR, porém, cada amostra de queijo foram feitas cinco repetições de cada marca e lote conforme a legislação brasileira. Todas as amostras foram encaminhadas ao laboratório de Microbiologia do Hospital Veterinário do Centro Universitário Uningá mantidas a 4ºC até o seu processamento. Realizou-se análise das amostras em placa de petri para contagem de colônias, e para análise de coliforme totais 30ºC e termotolerantes 45ºC foram realizadas em placas de petrifilm. Todos os dados obtidos foram submetidos a análise de variância pelo teste F a 5% de probabilidade, utilizado o pacote de estatística (SISVAR® versão 5.3, 2014). As variáveis que apresentaram diferenças estatísticas significativas foram submetidas ao teste de média. Também se utilizou o teste T a 5% de probabilidade, devido a grande quantidade de valores 0 zeros, que no qual foram transformados (Y+0.5). Os resultados observaram que em umas das amostras de queijo obteve alto índice de contaminação para coliformes a 35ºC e em colônias no período de incubação de 24 horas em temperatura a 35ºC respectivamente. Na incubação a 45ºC em placas de petrifilm ambas as amostras não apresentaram crescimento em 24horas. No entanto não há normativa que estabeleça os limites aceitáveis de contagem padrão de colônias. A contaminação por grupo de coliformes é a principal causa da deterioração do queijo, pois causam estufamento precoce e fermentações irregulares. Desse modo é necessário maior rigor na prática sanitária de manipulação e fabricação do queijo e leite nas indústrias de laticínios, assim como necessidades de controle de qualidade rigorosa na seleção de matérias e transporte do alimento. Nas avaliações microbiológicas das amostras de queijo realizadas nesse trabalho, conclui-se diferença estatística, que algumas amostras de queijo apresentaram valores de coliformes acima das referências preconizadas pelas normativas utilizadas como padrão.
      PubDate: 2017-10-23
      DOI: 10.4025/revcivet.v4i0.39743
      Issue No: Vol. 4 (2017)
       
  • EFICÁCIA DO PLASMA RICO EM PLAQUETAS NO TRATAMENTO DE FERIDAS CUTÂNEAS
           INDUZIDAS NA ESPÉCIE EQUINA.

    • Authors: Gabriela Prandini Simião Dias, Vinicius Carlos Da Silva Costa, Paulo Fernandes Marcusso, Polyana Carolina Marino, Tatiane Herrero da Costa
      First page: 018
      Abstract: O termo ferida pode ser classificado como qualquer interrupção fisiológica e anatômica que é capaz de alterar a integridade funcional dos tecidos, após a ocorrência da lesão se inicia o processo de reparação tecidual. O plasma rico em plaquetas (PRP) é o derivado da centrifugação do sangue total, cuja utilização concentra-se em melhorar a reparação de diferentes tecidos. Com isso as plaquetas atuam no processo de homeostasia e participam de forma ativa no mecanismo de reparação tecidual, assim PRP contribui para diminuição da resposta inflamatória o que permite ausência do tecido granulação exuberante. Objetivo do presente estudo foi avaliar a eficácia do plasma rico em plaquetas no tratamento de feridas induzidas na espécie equina. Para os animais serem selecionados para a pesquisa avaliou-se clinicamente os parâmetros vitais e o resultado do hemograma. Foram utilizados três equinos sem raça definida, hígidos, com idades variadas. Foi confeccionada uma ferida em formato quadrangular (9cm²) em cada lado da garupa dos animais, sendo à esquerda grupo controle e a direita grupo tratamento. Logo após a indução das lesões, iniciou-se a limpeza apenas com solução fisiologia das feridas controle, e aplicação tópica de 0,5 ml de PRP duas vezes ao dia no grupo tratamento. As feridas foram submetidas à análise macroscópica diariamente, a partir do 14º dia de tratamento as feridas iniciaram o processo de granulação, no grupo controle observou-se apenas tecido de granulação, enquanto que no grupo tratamento além da granulação e a presença de linhas de epitelização nos bordos da ferida. No 54º dia foram coletados fragmentos das cicatrizes para análise histopatológica. Notou-se que a administração local de PRP em ferida cutânea em equinos apresentou melhor progressão até o 40º dia de tratamento, em seguida tanto o grupo controle quanto o grupo tratamento apresentaram contração e cicatrização semelhantes. A administração local de PRP em lesão cutânea induzida em equinos apresentou diferenciação e progressão em algumas fases da cicatrização, entretanto, não foi observado diminuição no tempo de fechamento da ferida cirúrgica tornando-se ineficaz para tal finalidade. 
      PubDate: 2017-10-23
      DOI: 10.4025/revcivet.v4i0.39744
      Issue No: Vol. 4 (2017)
       
  • ESTUDO RETROSPECTIVO DAS AFECÇÕES DO SISTEMA URINÁRIO DE CÃES E GATOS
           ATENDIDOS NO HOSPITAL VETERINÁRIO DA UNIVERSIDADE ESTADUAL DE MARINGÁ
           NOS ANOS DE 2016 E 2017

    • Authors: Poliana Araujo Lopes, Jessica Suemi Kikuti, Karen Guiuliana Lourenço, Paulo Fernandes Marcusso
      First page: 019
      Abstract: O sistema urinário tem como função manter o equilíbrio fisiológico do organismo, porém existem diversas doenças, tanto do trato urinário superior como do inferior, que podem prejudicar este equilíbrio como, por exemplo, insuficiência renal aguda ou crônica, glomerulonefrite, urólitos e cistite que são afecções comuns em animais de companhia. A urinálise é um exame complementar simples e barato que fornece informações valiosas sobre o funcionamento do sistema urinário, além de condições sistêmicas do animal. Os resultados semiquantitativos dos procedimentos químicos e microscópicos da urinálise são utilizados para detectar ou caracterizar estados patológicos renais e extrarrenais, assim como para monitorar a resposta a tratamentos. Para isso são utilizados parâmetros do exame físico, exame químico e análise do sedimento urinário. O objetivo deste trabalho é identificar, através de um estudo retrospectivo, as principais afecções do sistema urinário cães e gatos por meio dos resultados das urinálises realizadas no hospital veterinário da Universidade Estadual de Maringá nos anos de 2016 e 2017. Para tanto foram analisadas as fichas dos animais que solicitaram o exame de urinálise nos anos citados e realizado um levantamento baseado nas principais alterações encontradas e seus possíveis diagnósticos. Foram analisados 60 casos, dentre os quais 36 (60%) haviam alterações no exame de urinálise, sendo 9 (25%) apenas de origem renal, 22 (61,1%) apenas de origem vesical e 5 (13,9%) animais apresentavam alteração de origem renal concomitante à vesical e 11 animais apresentavam duas alterações vesicais associadas. Dentre as afecções renais foram observados 7 casos de doença renal crônica, onde três estavam associados à cistite bacteriana, 1 caso de injúria renal aguda, 3 glomerulonefrites sendo um caso associado à cistite bacteriana, 1 caso de neoplasia renal, 1 de hipoplasia renal bilateral congênita e 1 caso de displasia renal também associado à cistite bacteriana. Para estas afecções, de uma forma geral, os principais achados que auxiliaram no diagnóstico foram níveis de uréia e creatinina sérica acima dos valores de referência, hipostenúria, proteinúria e cilindrúria, além do auxilío do exame ultrassonográfico. Das afecções vesicais foram diagnosticados 4 casos de urolitíase com o auxilio do ultrassom, dois animais foram submetidos procedimento cirúrgico e os quatro apresentavam sinais de cistite bacteriana na urinálise. Observou-se 6 casos de doença do trato urinário inferior do felinos (DTUIF) com quatro destes associados a cistite bacteriana, 4 de DTUIF obstrutiva, sendo três associados à cistite bacteriana, 1 caso de cistite e no total foram 23 casos de cistite bacteriana onde apenas 7 eram casos isolados. Para o auxilio diagnóstico das afecções vesicais foram utilizados parâmetros ultrassonográficos e urinários como presença de bactérias e leucócitos acima dos valores de referência da espécie na urinálise. Portanto conclui-se que das afecções encontradas no exame de urinálise nos anos de 2016 e 2017 no HV-UEM o principal diagnóstico foi cistite bacteriana apresentando 63,8% do total de casos com alterações, mostrando a prevalência dessa doença e a importância da urinálise para o diagnóstico final.
      PubDate: 2017-10-23
      DOI: 10.4025/revcivet.v4i0.39752
      Issue No: Vol. 4 (2017)
       
  • UTILIZAÇÃO DA TERAPIA FOTODINÂMICA EM FERIDAS ABERTAS DE
           EQUINOS

    • Authors: Gabriela Schuab Moreira, Max Gimenez Ribeiro
      First page: 021
      Abstract: A Terapia Fotodinâmica consiste na administração tópica ou sistema de um agente fotossensibilizador seguida da irradiação de luz adequada e específica. Onde essa luz interage com o fotossensibilizador, que absorve os fotóns, passando de seu estado fundamental para seu estado excitado. Assim poderá ocorrer a transferência de energia do fotossensibilizador excitado para o oxigênio disponível resultando na formação de espécies reativas de oxigênio, como, radicais livres e oxigênio singleto, que são inofensivas para células animais hospedeiras e tóxicas para micro-organismos e células neoplásicas. Essa terapia é utilizada na prevenção e tratamento de feridas. Ela acelera o processo de cicatrização e contribui no controle inflamatório e bacteriano. Tem como vantagens a utilização de baixa concentração de corante e baixo custo. Se tópica, além das vantagens anteriores, tem como diferencial a absorção local, dessa forma não apresenta efeitos sistêmicos indesejáveis. O azul de metileno é um dos fotossensibilizadores utilizados nessa terapia, ele tem uma larga banda de absorção que se dá entre 500 e 700nm, promovendo a penetração da luz nos tecidos. Quanto maior for a concentração de azul de metileno, maior tendência de redução da carga microbiana. Esse fotossensibilizador, assim como o raio de luz utilizados isoladamente, não tem efeito antifúngico ou anti-inflamatório. A terapia fotodinâmica realizada com o azul de metileno é uma alternativa para tratamento de feridas infectadas por bactérias Gram positivas e Gram negativas, onde a eliminação e/ou inibição do crescimento dessas bactérias minimizam o tempo de reparo tecidual. Esse tipo de terapia se apresenta de forma promissora tanto para tratamentos neoplásicos quanto para controle de micro-organismos resistentes, devido suas ações citotóxicas em células tumorais e bacteriostáticas. Para a realização dessa terapia é necessário apenas de um frasco de azul de metileno, uma lâmpada de LED (light emitting diode), solução fisiológica, uma pinça anatômica e gazes. A terapia foi realizada diariamente por quinze minutos, com a lâmpada de LED a quinze centímetros da ferida e o azul de metileno tópico. Antes da administração do azul de metileno era realizado dois a três minutos de ducha, para limpeza mecânica da ferida, e uma breve limpeza com solução fisiológica. Em dias intercalados era realizado o debridamento das bordas com a pinça anatômica. A partir do 20º dia de tratamento a terapia passou a ser feita em dias intercalados até o fechamento total das feridas. O tratamento demonstrou que animais com idade mais avançada e ferida mais crônica, a apresentação de resultados demanda mais tempo. Porém no animal mais novo e com ferida aguda as respostas forma bem efetivas e rápidas. No geral a terapia fotodinâmica associada com o azul de metileno trouxe bons resultados, fechando as feridas, sem nenhuma contaminação, sem crescimento de tecido exacerbado, mesmo não tendo sido utilizada nenhuma outra forma de tratamento ou medicamento. Mostrando que essa terapia é uma boa alternativa para tratamento de feridas abertas em equinos, pois ela não produz efeitos colaterais e é autossuficiente, não necessitando de administração de nenhuma outra terapia ou medicamento para obtenção de um bom resultado.
      PubDate: 2017-10-23
      DOI: 10.4025/revcivet.v4i0.39762
      Issue No: Vol. 4 (2017)
       
  • ESTADIAMENTO DA INSUFCIÊNICA RENAL CRÔNICA EM CÃES E GATOS PELA
           INTERNATIONAL RENAL INTEREST SOCIETY (IRIS), O QUE MUDOU'

    • Authors: Michele Oliveira Oliveira, Paulo Fernandes Marcusso
      First page: 023
      Abstract: A insuficiência renal crônica (IRC) é usualmente observada em cães e gatos e independente da etiologia, é caracterizada por lesões irreversíveis, que podem evoluir para falência renal. A IRC surge quando há perda irreversível de 67 a 75% dos néfrons, estágio em que os rins perdem a capacidade compensatória, podendo ocorrer a manifestação dos sinais clínicos. Para diagnóstico da insuficiência renal podem ser realizados testes que avaliam; a permeabilidade glomerular, a capacidade de concentração renal e, principalmente, a taxa de filtração glomerular, a qual é rotineiramente avaliada de forma indireta por meio da quantificação de marcadores que devem ser eliminados do organismo pela via urinária. Conforme os resultados desses exames é possível determinar o grau de comprometimento renal do paciente ou estadiamento. O estadiamento é realizado após o diagnóstico de doença renal crônica, a fim de instituir melhor tratamento e monitorar o paciente. Em 2011 Scott e Stockham sugeriram o estadiamento de acordo com a condição clínica e a avaliação direta da taxa de filtração glomerular (TFG), contudo avaliar a TFG de forma direta é pouco viável na rotina e, portanto outras formas de estadiamento foram propostas, como a da IRIS em 2016, baseada nas concentrações de creatinina e Dimetilarginina Simétrica (SDMA). A creatinina é um metabólito da creatina muscular (fosfocreatina). A taxa de produção diária de creatinina depende da quantidade da massa muscular, a concentração sérica de creatinina não é capaz de detectar graus leves de perda de função renal, tendo baixa sensibilidade para o diagnóstico precoce. Um biomarcador mais sensível é a SDMA, uma pequena molécula libertada na corrente sanguínea durante a degradação de proteínas, que é excretada principalmente (90%) pelos rins.  A SDMA aumenta quando menos de 50% da função renal está comprometida e não sofre interferências comuns como ocorre na creatinina como massa muscular e alimentação. Sua desvantagem é o custo, devido ao recente descobrimento. Segundo alguns estudos o uso da SDMA pode identificar o aparecimento da doença renal em uma média de 17 meses antes do teste padrão para esta doença, ou seja, a concentração de creatinina sérica. O novo estadiamento sugere quatro estágios da IRC, sendo eles: Estágio I, aumento persistente da SDMA acima de 14 μg/dl e creatinina dentro dos valores de referência (paciente não azotêmico); Estágio II, a concentração sérica de SDMA é  ≥25 μg/dL e creatinina sérica entre 1,4 e 2,0mg/dL para cães e 1,6 e 2,8mg/dL para gatos; Estágio III, concentração de SDMA ≥45 μg/dL e creatinina sérica entre 2,1 e 5,0mg/dL para cães e entre 2,9 e 5,0mg, e Estágio IV apresenta a concentração de SDMA ≥45 μg/dL a azotemia renal severa, na qual a creatinina sérica é superior a 5,0mg/dL para cães e gatos. O paciente no estágio IV pode apresentar edema e ascite associados a hipoalbuminemia, proteinúriace hipercolesterolemia, caracterizando quadro de síndrome nefrótica. Ainda na classificação proposta pela IRIS são utilizados parâmetros de subestadiamentos relacionados à proteinúria e hipertensão arterial, considerados fatores importantes de progressão da doença, que interferem no prognóstico e requerem uma conduta terapêutica específica. A proteinúria pode diminuir à medida que a disfunção renal piora e, portanto, pode ser menos frequente em animais nos estágios 3 e 4. E a pressão arterial onde o animal pode ser classificado como hipertenso quando a pressão arterial sistólica está entre 160 a 179 mm Hg ao longo de 1 a 2 meses ou severamente hipertenso quanta está ≥180 mm Hg medido durante 1 a 2 semanas. A utilização de biomarcadores mais sensiveis e especificos, favorece o diagnóstico e permite um prognóstico mais preciso, auxiliando numa proposta terapêutica mais adequada e na qualidade de vida dos animais com IRC.      
      PubDate: 2017-10-23
      DOI: 10.4025/revcivet.v4i0.39769
      Issue No: Vol. 4 (2017)
       
  • AVALIAÇÃO DO EQUILÍBRIO DO CASCO DE CAVALOS (Equus caballus) SUBMETIDOS
           À MODALIDADE DE TRÊS TAMBORES

    • Authors: Letícia Maria de Almeida Santos, Ícaro do Nascimento Argentino, Polyana Caroline Marino
      First page: 025
      Abstract: O casco do equino é uma das principais estruturas que compõe o aparelho locomotor desta espécie. Esta estrutura é responsável pela manutenção do equilíbrio e distribuição de forças durante a locomoção do equino, e tem como objetivo absorver o impacto, auxiliar na propulsão, além de suportar o peso do animal. Quando ocorre desequilíbrio nesta região, pode proporcionar lesões no sistema locomotor e causar desconforto ao cavalo, comprometendo seus mecanismos fisiológicos e biomecânicos. O equilíbrio condiz tanto no balanço médio-lateral quanto ao dorso-palmar ou plantar. A maioria dos problemas relacionados ao desequilíbrio do casco surge de imposição desproporcional de forças sobre os diferentes aspectos do casco e com isso, favorece a ocorrência das lesões. Por ser pouco abordado na literatura e com o intuito de intensificar o conhecimento sobre a importância de avaliar o equilíbrio do casco dos equinos submetidos às provas equestres, o presente estudo teve como objetivo analisar o equilíbrio do casco dos cavalos submetidos à prova de três tambores. O experimento foi realizado no Haras Ogramac em Cianorte/PR, avaliando 10 equinos da raça Quarto de Milha, sendo 5 machos e 5 fêmeas com idade média de 6 anos, todos participantes da modalidade de três tambores. No momento da avaliação os animais estavam em repouso, sem distúrbios locomotores e estavam devidamente casqueados e ferrageados. Foram mensurados o aspecto dorsal e palmar/plantar do casco por meio de uma trena com o objetivo de avaliar a proporção dorso palmar ou dorso plantar considerando a medida desde a superfície solear até a região da faixa coronária. A angulação dos mesmos foi mensurada por meio de um angulador de casco. As medidas foram aferidas pelo ângulo formado na intersecção da linha correspondente à face dorsal da parede do casco na região da pinça com o plano horizontal da superfície solear. Dos 10 animais avaliados, observou-se que 20% dos cavalos apresentaram a angulação de um ou mais cascos fora do padrão recomendado. Quanto à mensuração dorso palmar/plantar do casco, 50% dos animais apresentaram alterações quando comparados um membro ao outro. Conclui-se na atual pesquisa que os cavalos avaliados apresentaram desequilíbrio do casco tanto em relação à proporção dorso palmar/plantar e quanto na angulação em menor incidência. Todos os cavalos avaliados estavam devidamente casqueados e ferrageados e com isso, ressalta-se a importância do controle do equilíbrio do casco por meio de casqueamento e ferrageamentos corretivos afim de evitar complicações futuras quanto aos distúrbios locomotores. Palavra-chave: Equinos; angulação; lesões.
      PubDate: 2017-10-23
      DOI: 10.4025/revcivet.v4i0.39773
      Issue No: Vol. 4 (2017)
       
  • COMPLICAÇÕES CARDIOVASCULARES EM PEQUENOS ANIMAIS ATENDIDOS NO SETOR DE
           ANESTESIOLOGIA DO HOSPITAL VETERINÁRIO DA UNIVERSIDADE ESTADUAL DE
           MARINGÁ – ESTUDO RETROSPECTIVO 2016/2017

    • Authors: Ana Luísa Custódio Borges Santos, Carlos Rodrigo Komatsu Alencar, Marco Aurélio Camargo Fontanela, Marilda Onghero Taffarel
      First page: 026
      Abstract: O sistema cardiovascular possui a finalidade de fazer com que o sangue circule, carreando oxigênio para as células e retirando metabólitos circulantes. Durante a anestesia, dinâmica e complexa, faz-se necessária atenção ao padrão hemodinâmico, e a frequência cardíaca e a pressão arterial são os parâmetros mais comumente monitorados. Objetivou-se com este estudo observar a incidência de complicações cardiovasculares ocorridas durante procedimentos anestésicos no Hospital Veterinário da Universidade de Estadual de Maringá, no período de janeiro de 2016 a agosto de 2017. Para tanto, dados como número de anestesias e de complicações anestésicas, bem como quais foram essas complicações, foram coletados a partir registro de anestesias no período. No total, foram realizados 688 procedimentos anestésicos em cães e gatos. Em 111 (16,13%) destas, houve complicações cardiovasculares. Dentre as complicações, as mais observadas foram bradicardia e hipotensão. A bradicardia (<80 bpm em cães e <140 bpm em gatos) foi observada em 8,87% dos animais, e pode ter sido decorrente plano profundo de anestesia, aumento do tônus vagal, hipotermia e hipóxia. Já a hipotensão (PAS <80 mmHg) ocorreu em 6,69% dos casos. A vasodilatação periférica decorrente do procedimento anestésico resulta em hipotermia, além de hipotensão. A literatura refere que a hipotensão ocorre em 38% dos pequenos animais anestesiados, e como resultado pode haver prejuízo na perfusão em diversos órgãos. A baixa incidência desta complicação possivelmente se deu à monitoração constante o que possibilita a identificação precoce de complicações e rápido tratamento destas. A hipertensão (PAS > 180 mmHg) foi registrada em 0,29% dos pacientes, assim como as bradiarritmias, e pode estar associada ao plano anestésico superficial, além de estímulo doloroso. Dentre as arritmias, o bloqueio atrioventricular pôde ser observado em 0,58% dos casos. A taquicardia (>120 bpm em cães e >240 bpm em gatos), os complexos ventriculares prematuros e a parada sinoatrial foram observados em 0,44% das anestesias cada. Os dados encontrados em outros estudos referem que o bloqueio atrioventricular (BAV) pode ocorrer 52% dos cães anestesiados até 24 horas após procedimentos eletivos, porém, dependente do protocolo anestésico. A complicação mais grave decorrente da anestesia é a parada cardiorrespiratória, e neste levantamento ocorreu em 0,15% dos pacientes, independente de classe de risco. Esta incidência não difere da observada em outros estudos que referem uma taxa de mortalidade de 0,1 a 0,2% em pacientes saudáveis, podendo chegar a 1,3% em cães e 1,4% em gatos doentes. As complicações cardiovasculares – que podem realizar sinergismo com alterações de outros sistemas – são umas das principais preocupações durante o procedimento anestésico. Nesse estudo, as complicações mais relatadas foram a bradicardia e a hipotensão, contudo sua incidência foi muito menor que a média encontrada na literatura. 
      PubDate: 2017-10-23
      DOI: 10.4025/revcivet.v4i0.39779
      Issue No: Vol. 4 (2017)
       
  • Casuística retrospectiva das condutas práticas e exames complementares
           envolvendo os atendimentos de rotina aos animais de grande porte no
           Hospital Veterinário da Universidade Estadual de Maringá (UEM) – dados
           de 2015 e 2016.

    • Authors: Micheli Storck Matias, Sheila Rezler Wosiacki, Patrícia Marques Munhoz
      First page: 027
      Abstract: Grande parte do conhecimento disponível na medicina veterinária é proveniente de experimentos práticos realizados “in vivo” ou “in vitro“. Entretanto, outra opção de se obter informações é o levantamento de casos clínicos e/ou cirúrgicos que já ocorreram e que foram registrados em fichas ou prontuários de instituições veterinárias. Com base nestes, é também possível se obter dados epidemiológicos de extrema relevância para a saúde pública, tais como ocorrência de doenças, raças mais acometidas, tratamentos utilizados, número de óbitos e casos solucionados, sem a necessidade de intervenção e/ou experimentação animal. Este projeto teve por objetivo efetuar um levantamento numérico e epidemiológico retrospectivo dos grandes animais atendidos no Hospital Veterinário da Universidade Estadual de Maringá (HV-UEM), por meio do registro em fichas dos atendimentos de rotina realizados de janeiro de 2015 a dezembro de 2016. Para o período considerado foram registrados 172 atendimentos, os quais refletiram a rotina do hospital e o grau de atuação das diferentes áreas envolvidas na avaliação e conduta preconizadas aos animais de grande porte. Esta compilação possibilitou o acesso a categorias de informações tais como a espécie de maior prevalência nos atendimentos (72,1% eqüinos); a faixa etária de maior procura (20,35% entre 1 e 3 anos); os principais diagnósticos clínicos observados (feridas, cólica, fraturas, hérnia, tétano e laminites, representando uma taxa de ocorrência equivalente a 42,4%); os principais exames laboratoriais solicitados (exames radiográficos e hemograma, ambos perfazendo 86,13% da rotina laboratorial envolvida); a classificação e a utilização de antibioticoterapia para os atendimentos realizados, demonstrando baixa prescrição na rotina (13,37% dos casos); bem como os principais procedimentos cirúrgicos efetuados (orquiectomia, herniorrafia e tenorrafia, cada um deles com 11,62% de ocorrência) e o acompanhamento do desfecho dos casos atendidos, o qual denotou 39,54% de ausência de retorno do animal para controle, alta e/ou novos procedimentos. Ao final do projeto notou-se uma falha de registro nos prontuários de atendimento pesquisados, levando à perda de informações essenciais para um correto mapeamento da casuística para o período compreendido entre janeiro de 2015 e dezembro de 2016. Deste modo, mostra-se necessário que haja uma conscientização e treinamento dos responsáveis pela triagem dos pacientes, o que também facilitará em casos de retorno e acesso às informações e condutas do último atendimento. 
      PubDate: 2017-10-23
      DOI: 10.4025/revcivet.v4i0.39789
      Issue No: Vol. 4 (2017)
       
  • DISSEMINAÇÃO DA RESISTÊNCIA AOS ANTIPARASITÁRIOS DE HELMINTOS
           GASTRINTESTINAIS DE OVINOS

    • Authors: Bruna Ávila Torres, Claudio Massamitsu Sakamoto, Karen Tiemi Akashi, Stella Maris Teobaldo Tironi, Luciana Maffini Heller, Valdomiro Pereira
      First page: 028
      Abstract: A ovinocultura sofre muitos prejuízos com questões sanitárias, e dentre elas estão as doenças por infecções por helmintos gastrintestinais, sendo estes representando o maior e mais grave problema sanitário concernente à ovinocultura, que podem inviabilizar economicamente a criação. Este trabalho tem como objetivo determinar a atividade anti-helmíntica das formulações contendo moxidectina e ivermectina, administradas nas doses e vias recomendadas pelos fabricantes, em propriedades de ovinos, naturalmente infectados por nematódeos gastrintestinais, da região de Umuarama-PR. Serão realizados testes de redução na contagem de ovos por grama de fezes (OPG) e determinação da eficácia, em propriedades rurais da região de Umuarama-PR. Também tem como objetivo identificar, pela coprocultura, quais gêneros apresentam sensibilidade ou resistência anti-helmíntica. Os dados obtidos serão transformados em log (x+1) e analisados com aplicação do teste F ao nível de 95% de confiança, e as médias de OPG comparadas pelo teste T, a 5% de probabilidade.
      PubDate: 2017-10-23
      DOI: 10.4025/revcivet.v4i0.39796
      Issue No: Vol. 4 (2017)
       
  • EFEITO DA INFECÇÃO POR NEMATÓDEOS GASTRINTESTINAIS E INFLUÊNCIA DO
           MONEPANTEL EM OVELHAS GESTANTES

    • Authors: Matheus Henrique Dário Silva, Bruno Santos Batistior, Mateus Pascotto do Nascimento, Jardel Perrud Barcelos, Tiemi Karen Akashi, Cláudio A. M. Sakamoto
      First page: 030
      Abstract:  SILVA, Matheus Henrique Dário¹; BATISTIOR, Bruno Santos¹; NASCIMENTO, Mateus Pascotto¹, BARCELOS, Jardel Perrud¹; AKASHI, Karen Tiemi²; SAKAMOTO, Cláudio Alessandro Massamitsu³ ¹ Acadêmico de Medicina Veterinária da UEM/Umuarama - PR² Médica Veterinária bolsista do Programa de Extensão/DMV/CCA/UEM/Umuarama-PR³ Docente do curso de Medicina Veterinária e do Programa de Pós-graduação em Sustentabilidade - UEM/Umuarama-PR Um dos maiores impasses na criação de ovinos deve-se a grande susceptibilidade às nematodeoses gastrointestinais (NGI), que geram grandes perdas econômicas causadas pela alta morbidade e mortalidade dos animais. Independentemente da idade, prejudica as fases de cria e recria e diminuem a produtividade. Além disso, ovelhas gestantes no período periparto têm demonstrado possuir um estado imunológico que favorece um acréscimo na contagem de ovos por grama de fezes (OPG). Muitas classes de anti-helmínticos vêm sendo usadas para tentar combater estas NGI, principalmente durante o periparto de ovelhas e em jovens, porém o uso indiscriminado das drogas favorece o desenvolvimento de resistência por seleção dos helmintos. O Monepantel, pertencente à nova classe dos derivados da aminoacetonitrila, é indicado para o tratamento e controle de nematódeos gastrintestinais multirresistentes em ovinos. Neste contexto, o objetivo desse trabalho é avaliar a influência do período periparto na carga parasitária de helmintos, a eficácia anti-helmíntica do Monepantel durante o período gestacional das ovelhas e avaliar se o seu uso gera alguma influência no desenvolvimento da gestação. Foram selecionadas 32 ovelhas prenhas divididas em dois grupos de 16 animais, sendo um tratado com Monepantel e outro mantido como controle, sem tratamento, randomizados de acordo com a contagem de OPG na primeira data do experimento. Todos os animais foram mantidos na mesma pastagem durante todo o experimento. O experimento iniciou com a coleta de fezes para contagem de OPG, quando as ovelhas estavam aproximadamente com quatro semanas de gestação. As amostras de fezes foram coletadas num intervalo de aproximadamente três semanas, totalizando seis coletas. A contagem de OPG foi realizada conforme a técnica de Gordon & Withlock (1939), no laboratório de Parasitologia do Hospital Veterinário da Universidade Estadual de Maringá, campus de Umuarama. Foram realizados dois tratamentos: um na sétima semana de gestação das ovelhas e outro na 16ª semana de gestação. O Monepantel não apresentou efeitos colaterais na gestação das ovelhas, sendo que todas as crias nasceram saudáveis. Em relação ao grupo controle, a partir da sétima semana de gestação, a média de OPG aumentou, conforme foi se aproximando do período de nascimento. O grupo tratado manteve uma média abaixo de 350 OPG durante todo o período, sendo que no periparto (cerca de duas a três semanas antes do parto), onde os animais encontravam-se mais susceptíveis a infecções parasitárias, a média foi de 470 OPG. Já o grupo controle manteve sua média de OPG em aumento durante todo o período de experimento. A partir da 10ª semana, a média de OPG apresentou aumento acima de 500 OPG e no periparto saltou de uma média de 789,29 na 16ª semana para 4115,38 na 19ª semana de gestação. Além do Monepantel não causar efeitos colaterais no período gestacional das ovelhas, os dois tratamentos efetuados (na sétima e na 16ª semana de gestação) obtiveram eficácia satisfatória no controle dos nematódeos gastrintestinais.Palavras chave: anti-helmíntico, periparto, OPG, gestação.
      PubDate: 2017-10-23
      DOI: 10.4025/revcivet.v4i0.39797
      Issue No: Vol. 4 (2017)
       
  • AVALIAÇÃO DA ATIVIDADE In vitro DE DIFERENTES FORMULAÇÕES ACARICIDAS,
           SOBRE OS PARÂMETROS REPRODUTIVOS DE FÊMEAS INGURGITADAS DE Rhipicephalus
           microplus

    • Authors: Milena Chinaglia Bogo, Matheus Henrique Dário da Silva, Mateus Pascotto do Nascimento, Eveline Henrique dos Santos, Andressa Duarte Lorga, Claudio Alessandro Massamitsu Sakamoto
      First page: 031
      Abstract: O carrapato Rhipicephalus microplus consiste no principal ectoparasito de bovinos, sendo responsável por grandes prejuízos na sanidade animal, por transmitirem agentes infecciosos e causarem injúrias a seus hospedeiros durante a hematofagia. A resistência de R. microplus a carrapaticidas ocorre em quase todas as regiões onde ele está presente, devido principalmente aos frequentes tratamentos com produtos químicos e manejo inadequado. Entre os fatores relacionados ao manejo que podem favorecer o rápido desenvolvimento da resistência, destacam-se o intervalo entre os tratamentos carrapaticidas, a própria aplicação incorreta do produto, doses incorretas e o desconhecimento, por parte dos produtores, a respeito do ciclo do carrapato e dos grupos carrapaticidas utilizados. Neste trabalho foi realizada a seleção de três propriedades de bovinocultura, com altas infestações por R. microplus no qual as teleóginas foram coletadas aleatoriamente dos bovinos do rebanho. Para a detecção da resistência a carrapaticidas, foi realizada bioensaios in vitro, utilizando o teste de imersão de adultos (TIA). Para isto, foram utilizados carrapaticidas comerciais, diluídos em água destilada conforme instruções dos fabricantes. Foram avaliados os ectoparasiticidas: triclorfon (TRI), triclorfon + coumafós + ciflutrina (TCC), deltametrina de duas marcas diferentes (DEL1 e 2), cipermetrina (CIP), cipermetrina + clorpirifós fabricante 1 (CCL1), cipermetrina + clorpifós fabricante 2 (CCL2), supona (SUP), amitraz (AMI), deltametrina + metopreno (DME), cipermetrina + clorpifós + citronelal (CCC). No estudo foram realizados os Testes de Imersão de Adultos, em que as fêmeas ingurgitadas foram selecionadas, distribuídas em cada grupo de tratamento e pesadas. Posteriormente foram preparadas as diluições das formulações acaricidas, onde as teleóginas foram submersas, durante 5 minutos, nos acaricidas diluídos ou na água destilada (grupo controle). Na sequência, as teleóginas foram separadas do meio líquido usando-se peneiras comuns e individuais para cada produto, sendo secas sobre papel absorvente, acondicionadas em placas de Petri (contendo 10 fêmeas/placa) e incubadas em estufa de demanda biológica de oxigênio para realização da postura em temperatura (27°C) e umidade relativa (>80%) controladas. Considerando eficácia mínima de 95% para ser considerado eficiente (BRASIL, 1997), na Propriedade I, a formulação CCL1 (100%) e TRI (97,13%) apresentaram eficácias elevadas. Os fármacos CCC, AMI e SUP apresentaram eficácias satisfatórias de 93,05%, 89,94% e 88,54%. Esta população de carrapatos apresentou resistência as demais formulações contendo CCL2, CIP, TCC e DEL. Na segunda propriedade, CCL1 (100%), SUP (99,89%) e TRI (98,72%) alcançaram elevadas eficácias. As demais formulações atingiram eficácias moderadas entre 30,09 e 75,43%. Na propriedade III, quatro formulações atingiram eficácias máximas (100%), sendo elas: CCL1, SUP, AMI e CCC. O fármaco TCC alcançou 99,4%. Os carrapatos avaliados foram considerados resistentes para DEL (83,1%), CIP (71,4%), TRI (34,5%) e DEL2 (10,94%). Ixodídeos pertencentes de bovinos da Propriedade IV, foram consideradas sensíveis apenas a CCL1 (100%). Os demais fármacos avaliados tiveram percentuais de eficácia insatisfatórios, com índices de 73,13% (CCC), 40,64% (TCC), 38,20% (AMI), 18,0%(CIP). Com os resultados obtidos, podemos inferir que há uma múltipla resistência acaricida de R. microplus nas propriedades de bovino de leite avaliadas. Conclui-se que os produtores apresentam dificuldades em controlar este entrave sanitário, sendo demonstrado que é imprescindível a transmissão de conhecimentos técnicos da Universidade ao campo. Este projeto apresentou grande potencial em orientar tecnicamente os produtores para retardar e manejar a resistência de R. microplus aos carrapaticidas.
      PubDate: 2017-10-23
      DOI: 10.4025/revcivet.v4i0.39799
      Issue No: Vol. 4 (2017)
       
  • OCORRÊNCIA DE ESPÉCIES DE Eimeria EM BOVINOS ANTES E APÓS
           TRATAMENTO COM TOLTRAZURILA

    • Authors: Matheus Henrique Dário Silva, Andressa Duarte Lorga, Milena Chinaglia Bogo, Julio Sylvio Dias Bortolato, Luciana Maffini Heller, Cláudio A. M. Sakamoto, Tiemi Karen Akashi
      First page: 033
      Abstract: LORGA, Andressa Duarte¹; BOGO, Milena Chinaglia¹; BORTOLATO, Julio Sylvio Dias¹; HELLER, Luciana Maffini¹; AKASHI; SILVA, Matheus Henrique Dário²; SAKAMOTO, Claudio Alessandro Massamitsu³ ¹ Acadêmicos do curso de Medicina Veterinária da UEM/Umuarama-PR.² Médico veterinária bolsista de projeto de extensão do DMV/UEM/Umuarama-PR.³ Docente do curso de Medicina Veterinária e do Programa de Pós-graduação em Sustentabilidade - UEM/Umuarama-PR. claudiosak@yahoo.com A eimeriose bovina é uma parasitose causada por protozoários coccídeos do filo Apicomplexa, família Eimeridae, gênero Eimeria. Os bovinos se infectam ao ingerir os oocistos esporulados (infectantes) do parasita, podendo desenvolver a forma clínica ou subclínica da doença, dependendo da espécie de Eimeria, da quantidade de oocistos ingeridos e do estado imune do hospedeiro. O quadro clínico manifesta-se por diarreia escura, acompanhada de muco e forte odor, além de anorexia, pelos arrepiados e opacos, retardo no crescimento e até mesmo levar a óbito. São 12 espécies de Eimeria que podem acometer bovinos, a E. bovis e a E. zuernii são consideradas as mais patogênicas e as espécies E. auburnensis, E. ellipsoidalis e E. alabamensis são consideradas moderadamente patogênicas. As demais espécies possuem menor patogenicidade e raramente são associadas a doença clínica. O fármaco Toltrazurila está entre as drogas anticoccídias mais utilizadas para o controle e tratamento da eimeriose. Objetivou-se identificar a ocorrência de espécies de Eimeria em bovinos naturalmente infectados e a influência do tratamento com o fármaco Toltrazurila. Foram selecionados para o experimento 30 bovinos naturalmente infectados, de 3 a 12 meses de idade, bom estado clínico e nutricional e contagem de OoPG (oocistos por grama de fezes) superior a 100. Foram distribuídos em dois grupos homogêneos, de forma randômica de acordo com a média da contagem de OoPG nos dias -3, -2 e -1 antes do tratamento, formandoum grupo tratado com toltrazurila 5% (15 mg/Kg/VO/dose única) e o grupo controle (solução salina). As amostras coletadas para essa seleção, foram utilizadas para uma análise geral das espécies de Eimeria presentes nos animais do estudo. No dia zero realizou-se o tratamento. A partir do dia D0, foram realizados exames de contagens de OoPG e esporulação de oocistos até a eficácia ser inferior a 90% em duas análises consecutivas. As amostras foram observadas no microscópio óptico e posteriormente obteve-se imagens de microscopia de cada oocisto encontrado, realizou-se a identificação das espécies avaliandoos diâmetros maior e menor, o formato do oocisto, espessura e superfície da parede e presença ou não de micrópilo. A toltrazurila apresentou eficácia superior a 90% no 3º, 7º, 14º, 21º, 28º e 35º dia pós tratamento, reduzindo para 86,74% de eficácia apenas no 42º dia pós tratamento. A Eimeria bovis foi a espécie de maior ocorrência em todo o período experimental, apresentando-se em maior porcentagem, tanto no grupo controle (44,12%) quanto no grupo tratado com toltrazurila (85,71%). Além da E. bovis, as espécies E. wyomingensis (15,69%) e a E. auburnensis (10,80%) também apresentaram maior ocorrência no grupo controle. As espécies E. bovis (85,72%) e E. ellipsoidalis (14,28%) foram as de maior ocorrência após o tratamento, visto que houve dificuldade de identificação devido aos raros oocistos detectados pós esporulação. A literatura apresenta resultados semelhantes em relação a eficácia da Toltrazurila, sendo efetiva em dose única. A identificação das espécies possui variação regional, porém a E. bovis é tida como de maior ocorrência dentre as espécies, o que corrobora com a pesquisa em questão. Diante do exposto é possível concluir que a espécie de maior ocorrência detectada em ambos os grupos foi a Eimeria bovis e que o fármaco Toltrazurila demonstrou alta eficácia para todas as espécies de Eimeria.Palavras-chaves: Coccídeos, gastroenterite, antiparasitário, ruminantes.
      PubDate: 2017-10-23
      DOI: 10.4025/revcivet.v4i0.39800
      Issue No: Vol. 4 (2017)
       
  • ATIVIDADE ANTI-HELMÍNTICA RESIDUAL DO LEVAMISOL CONTRA ESPÉCIES DE
           NEMATÓDEOS GASTRINTESTINAIS DE BOVINOS NATURALMENTE INFECTADOS

    • Authors: Luciana Maffini Heller, Eder Takeshi Akashi, Bruno Santos Batistior, Andressa Duarte Lorga, Julio Sylvio Dias Bortolato, Claudio Alessandro Massamitsu Sakamoto
      First page: 035
      Abstract: Os nematódeos gastrintestinais estão entre os parasitos mais frequentes e importantes na sanidade bovina em todo o mundo devido à sua influência no ganho de peso, conversão alimentar, produção leiteira, desempenho reprodutivo, qualidade de carcaça e nas funções do sistema imune, sendo esses impactos mais acentuados quando associados à subnutrição, falhas de manejo e resistência aos antiparasitários, podendo ocasionar a morte de animais. Medidas de controle envolvem principalmente o uso de medicamentos químicos, destacando-se os benzimidazóis, lactonas macrocíclicas, imidazotiazóis e derivados da aminoacetonitrila, além de medidas de manejo e nutrição. Por muitas vezes os antiparasitários são utilizados de maneira desordenada e excessiva, havendo relatos de falhas na eficácia dos princípios ativos contra nematódeos gastrintestinais de bovinos, principalmente contra Cooperia. e Haemonchus. Este trabalho visa avaliar a eficácia contra estes parasitos, utilizando-se o levamisol, contra nematódeos gastrintestinais (NGI), em comparação à bovinos sem tratamento naturalmente infectados, e, concomitantemente, serão identificados os gêneros de nematódeos que são susceptíveis ou resistentes a esta molécula. Foram selecionados em uma propriedade rural na região de Umuarama – PR, 30 bovinos da raça Holandesa, sendo 15 tratados com dose única de levamisol a 5 mg/kg/VO e os outros 15 com solução salina estéril 0,9% (2 mL/10kg). Os animais, naturalmente infectados com NGI, possuíam carga parasitária mínima de 300 ovos por grama (OPG). Foram realizadas coletas de fezes diretamente da ampola retal dos bovinos do estudo nos dias -3, -2 e -1, 3, 7, 14, 21, 28, 35 e 42 dias pós-tratamento (DPT), sendo D0 o dia do tratamento. Posteriormente, realizou-se a contagem OPG de acordo com a técnica descrita por Gordon & Whitlock (1939) e realizada a coprocultura e contagem e identificação das larvas de acordo com Roberts & O’Sullivan (1963). O levamisol apresentou eficácia do 7º ao 28º DPT, sendo seu pico máximo do percentual de redução, o qual é definido pela diferença entre a contagem OPG de determinado dia e o D0 do mesmo grupo, nos dias 7 e 14 de tratamento, com 96,37%. Com exceção do D3, o grupo controle permaneceu com 0% de redução, não havendo, portanto, interferências externas para redução da carga parasitária. Do 3º ao 28º DPT, houve diminuição estatisticamente significativa (P < 0,05) na contagem média de OPG do grupo tratado em relação ao controle. Na coprocultura, o gênero mais encontrado foi Cooperia, seguido de Haemonchus. Percebeu-se que o levamisol obteve resultado positivo no controle de endoparasitas de bovinos da propriedade estudada, sendo viável sua utilização de maneira responsável, evitando assim uma futura resistência parasitária.
      PubDate: 2017-10-23
      DOI: 10.4025/revcivet.v4i0.39806
      Issue No: Vol. 4 (2017)
       
  • Estudo retrospectivo: doenças autoimunes do hospital veterinário da
           Universidade Estadual de Maringá

    • Authors: Loren Macias, Isabela Massitel, Danilo Viana, Ana Paula De Albuquerque, Marilda Taffarel
      First page: 036
      Abstract: Os órgãos compõem sistemas que funcionam harmoniosamente, cada um com sua função, fazendo com que todas as atividades necessárias para o organismo funcionem em equilíbrio. Um dos responsáveis por esse processo é o sistema imunológico, que identifica e neutraliza qualquer elemento estranho e potencialmente perigoso para o corpo. Quando esse sistema começa a agredir células e tecidos saudáveis, este gera doenças autoimunes (DAI). O objetivo desse trabalho foi verificar o perfil de animais com DAI e a sua incidência na rotina do hospital veterinário da Universidade Estadual de Maringá campus Umuarama entre o período de janeiro de 2013 a setembro de 2017. Durante os cinco anos avaliados, foram atendidos seis casos suspeitos de doenças autoimunes, dentre eles, cinco foram confirmados. Dos cinco casos, dois foram diagnosticados com Anemia Hemolítica Imunomediada, dois de Lúpus Eritematoso Discóide e um de Pênfigo Foliáceo.
      PubDate: 2017-10-23
      DOI: 10.4025/revcivet.v4i0.39812
      Issue No: Vol. 4 (2017)
       
  • RESISTÊNCIA AO USO DO ANTI-HELMÍNTICO LEVAMISOL EM REBANHOS DE OVINOS NA
           REGIÃO METROPOLITANA DE UMUARAMA – PARANÁ

    • Authors: Karen Tiemi Akashi, Antonio Campanha Martinez, Valdomiro Pereira, Stella Maris Teobaldo Tironi, Luan Sitó da Silva, Claudio Alessandro Massamitsu Sakamoto
      First page: 038
      Abstract: As helmintoses gastrointestinais de pequenos ruminantes estabelecem uma das maiores razões de danos econômicos na América Latina e outras regiões tropicais e subtropicais do mundo (BORDIN, 2004). São responsáveis por promover um dos maiores problemas sanitários na ovinocultura, ocasionando prejuízos ao produtor (AMARANTE, 2008). Animais podem ir a óbito rapidamente em casos agudos, ou sob a forma crônica, ocorre queda na produção, diminuição na imunidade e perda de peso (VIEIRA, 2008; SCZESNY-MORAES et al., 2010).O uso indiscriminado de antiparasitários e a dificuldade no controle dos parasitas (SANGSTER, 2001) acarretou a queda da eficácia e sinais do aparecimento da resistência anti-helmíntica (LEATHWICK et al., 2001; MOLENTO, 2004), associada à falta de informação em relação a administração (VIANA, 2008). Vários fatores beneficiam a sobrevivência dos parasitas resistentes, como o tratamento de todo o rebanho concomitantemente, tratamentos sistemáticos sem prévio exame diagnóstico; tratamento com subdoses, compra de animais com nematódeos resistentes sem realização de quarentena (TORRES-ACOSTA e HOSTE, 2008; JACKSON et al., 2012).Há relatos de casos de resistência anti-helmíntica em ovinos em vários países do mundo, por exemplo, Canadá (FALZON et al., 2013), Irlanda do Norte (MCMAHON et al., 2013), Quênia (MWAMACHI et al., 1995) e em todo continente americano (TORRES-ACOSTA et al., 2012). Tem sido cada vez mais frequente o relato de casos de resistência anti-helmíntica pela excessiva frequência de tratamentos com anti-helmínticos (ECHEVARRIA et al., 1996; WILLIANS, 1997), havendo, em alguns casos, resistência múltipla (MEJÍA et al., 2003).Com base nessas informações, este trabalho tem por objetivo debater a resistência dos nematoides gastrointestinais de ovinos ao anti-helmíntico levamisol em 08 propriedades atendidas na região metropolitana de Umuarama do Estado do Paraná.Estas propriedades de ovinos foram atendidas durante os meses de abril a setembro de 2017, sendo seis produtores na cidade de Umuarama, uma em São Jorge do Patrocínio, e uma em Cidade Gaúcha no Estado do Paraná.Foi coletadas amostras de fezes em 144 animais antes e após o tratamento, com uma variação de 15 a 158 animais em cada propriedade. Os animais com OPG ≥ 250 ovos por grama de fezes foram tratados com antiparasitário que apresenta como princípio ativo Cloridrato de Levamisol a 5% e testados antes e depois através da fórmula:%Eficácia vermífugo = (médiaOPGinicial– médiaOPGvermífugo / médiaOPGinicial) x100Ao todo, somente uma propriedade, da cidade de Umuarama demonstrou um percentual de 100% de eficácia com o uso do levamisol. De acordo com ZAJAC e CONBOY, 2006 a porcentagem de eficácia entre 80% e 90% tem baixa eficiência ou suspeita, e inferior a 80% a medicação é ineficiente. As outras cinco propriedades testadas com o levamisol obtiveram eficácia de 80%, 37%, 17%, 16% e 12% em cada uma. Em São Jorge do Patrocínio o resultado foi de 25%. E, por fim, no município de Cidade Gaúcha mostrou que sua eficácia foi de 42%. Portanto, nas outras 8 propriedades não tiveram um efeito significativo no rebanho, confirmando resistência a esse fármaco.No Brasil, CHAGASA et al. (2013) demonstraram ampla resistência de H. contortus a benzimidazois, imidazotiazois e lactonas macrocíclicas. A ivermectina comprovou ação eficaz na Nova Zelândia (MCMAHON et al., 2013), enquanto que o levamisol apresentou resistência (BARRÈRE et al., 2014). Na Malásia, os benzimidazóis, levamisol e closantel foram ineficientes (CHANDRAWATHANI et al., 2013).Considerando-se que as parasitoses gastrointestinais são responsáveis por grandes prejuízos na ovinocultura, práticas de manejo devem ser adotadas para evitar a resistência dos anti-helmínticos. Deve-se conscientizar o produtor a utilização correta na aplicação dos vermífugos, pois os resultados nas propriedades atendidas confirmam-se resistência ao uso do levamisol. Práticas alternativas podem ser utilizadas no controle de nematódeos que acometem os ovinos.
      PubDate: 2017-10-23
      DOI: 10.4025/revcivet.v4i0.39813
      Issue No: Vol. 4 (2017)
       
  • EFEITOS DA INFECÇÃO POR NEMATÓDEOS GASTRINTESTINAIS SOBRE O
           DESENVOLVIMENTO PONDERAL E CARACTERÍSTICAS DE CARCAÇA DE OVINOS

    • Authors: Karen Tiemi Akashi, Claudio Alessandro Massamitsu Sakamoto, Andressa Duarte Lorga, Bruna Avila Torres, Adriana aparecida Pinto, Adriana aparecida Pinto, Adriana aparecida Pinto
      First page: 040
      Abstract: Os nematódeos gastrointestinais são reconhecidos como o maior problema sanitário na população de pequenos ruminantes, pois causam elevada perda econômica para os produtores, prejudicando o desenvolvimento dos ovinos nas fases de cria e recria. O helminto Haemonchus contortus é o mais patogênico dos nematódeos gastrintestinais (NGI) de pequenos ruminantes, provocando anemia e dispepsia, seguida de hipoproteinemia, edemas e morte. Já Trichostrongylus colubriformis, causa uma gastrenterite parasitária com secreção de muco. O presente trabalho teve como objetivo, avaliar o efeito do parasitismo por nematódeos gastrintestinais, sobre o desenvolvimento ponderal de ovinos naturalmente infectados por estrongilídeos, comparados a animais que receberam ao longo do estudo, tratamento anti-helmíntico. Foram analisados 100 ovinos, para posterior seleção de 36 animais que eliminavam acima de 500 ovos de nematódeos por grama de fezes (OPG). Formaram-se três grupos de 12 animais cada, sendo: GI: ivermectina + levamisol + albendazol (ILA), GII: moxidectina (MOX), e GIII (controle não tratado). Para avaliar o percentual de redução da carga de helmintos nos animais, contagens de OPG para estrongilídeos (GORDON & WHITLOCK, 1939), foram realizadas individualmente de cada ovino, e pesados individualmente pela manhã, sob condições de jejum alimentar e hídrico de 12 horas, nas datas experimentais correspondentes a -14, zero (dia do primeiro tratamento), 14, 28, 42, 56, 70, 84, 98, 112 e 128 dias pós-tratamento (DPT). A randomização dos animais nestes grupos foi realizada com base no ganho em peso individual obtido durante o período de 14 dias, no peso médio dos animais no dia zero e nas contagens médias de OPG aferidas nos dias -3, -2 e -1. Todos os ovinos de cada grupo experimental, exceto os pertencentes ao grupo controle, receberam novo tratamento com a mesma formulação, quando a média das contagens de OPG do grupo foi superior a 800. Após o período de 128 dias, os ovinos foram eutanasiados e as respectivas carcaças avaliadas quanto a diferentes características, como: peso vivo ao abate, peso da carcaça quente, peso da carcaça fria, rendimento de carcaça comercial, peso da meia carcaça esquerda, peso da meia carcaça direita, peso da paleta, pescoço, costelas, lombo, perna e da área de olho de lombo. As comparações múltiplas das características das carcaças foram obtidas pelo teste de Duncan ao nível de 95% de confiabilidade (SAS, 1996). Os grupos tratados com ILA e MOX obtiveram, respectivamente, um ganho em peso de 5,0kg e 5,8 kg a mais que os animais do grupo controle, durante os 128 dias de estudo. Os ovinos do grupo controle ganharam em média apenas 1,5 Kg em relação ao início do estudo. Não houve diferença significativa no ganho em peso e também no peso entre os animais dos dois grupos tratados durante todo o período experimental. Em relação às contagens de OPG, as elevadas médias de OPG nos ovinos do grupo controle, possibilitam inferir que os ovinos medicados estavam sendo submetidos a um alto desafio por nematódeos ao longo de todo experimento. O grupo medicado com a associação de ILA precisou receber novo tratamento, em cinco das 11 datas de observação. O grupo medicado com MOX, foi tratado em seis datas. A formulação ILA atingiu eficácias acima de 80% no 14º, 42º, 56º, 84º, 98º e 112º DPT, e superiores a 90% no 84º e 112º DPT. O princípio MOX atingiu eficácia >80%, apenas no 84º e no 112º DPT, sem apresentar >90%. Os resultados da análise estatística, obtidos em relação às características zootécnicas avaliadas nas carcaças, demonstram que não houve diferença significativa (P>0,05) entre estas variáveis dos animais controle, quando comparados aos tratados. Em que pese à ausência de diferença estatística, observou-se que houve maior ganho em peso dos ovinos medicados com ILA e MOX, durante 128 dias de estudo. Também foi notado que a população de helmintos avaliada é mais resistente à MOX, e sensível à formulação contendo ILA.
      PubDate: 2017-10-23
      DOI: 10.4025/revcivet.v4i0.39814
      Issue No: Vol. 4 (2017)
       
  • EFICÁCIA DA TOLTRAZURILA CONTRA Eimeria spp. EM BOVINOS NATURALMENTE
           INFECTADOS, NO NOROESTE DO PARANÁ

    • Authors: Julio Sylvio Dias Bortolato, Mateus Pascotto do Nascimento, Andressa Duarte Lorga, Luciana Maffini Heller, Raquel Granato Alves Rodrigues, Karen Tiemi Akashi, Claudio Alessandro Massamitsu Sakamoto
      First page: 042
      Abstract: O Brasil ao longo dos anos vem se mostrando um grande produtor e exportador de carne bovina e produtor de leite. Especialmente a região sul do país tem se mostrado responsável por grande parte desta parcela. A eimeriose bovina é uma doença intestinal causada por protozoários parasitas do gênero Eimeria. Animais adultos são geralmente portadores assintomáticos que muitas vezes servem como uma fonte de infecção para os animais jovens, que são mais suscetíveis às parasitoses, sendo o seu tratamento geralmente feito de forma preventiva. Várias espécies de Eimeria têm sido relatadas como patogênicas em bovinos, causando vários sintomas clínicos, mas principalmente a diarreia aguda ou crônica. As duas espécies mais patogênicas são E. bovis e E. zuernii, sendo comum a infecção por mais de uma espécie nos animais afetados. A infecção do hospedeiro se dá pelo ciclo oro-fecal, ou seja, os animais ingerem os oocistos que são eliminados nas fezes e estão no ambiente. As fezes com oocistos podem estar contaminando a água, alimentos ou as instalações em que vivem e que quando ingeridos poderão causar danos ao hospedeiro. Por isso a higiene e o manejo ambiental são de extrema importância para seu controle. No organismo do animal quando os 
      PubDate: 2017-10-23
      DOI: 10.4025/revcivet.v4i0.39817
      Issue No: Vol. 4 (2017)
       
  • PADRONIZAÇÃO DA COLETA E PROCESSAMENTO DE ÓRGÃOS DE
           ZEBRAFISH (Danio rerio)

    • Authors: Danilo Barbosa Viana, Denise Ayumi Oshiquiri, Barbara Cristina Mazzucatto, Paulo Fernandes Marcusso
      First page: 044
      Abstract: Há cerca de 30 anos o zebrafish (Danio rerio), um teleósteo da família Cyprinidae, começou a ser utilizado como modelo para estudos genéticos. As bases moleculares da neurobiologia e o genoma similar ao dos humanos proporcionam o seu uso em diversos tipos de estudos, que incluem toxicológicos, genéticos e patológicos. Entretanto, devido ao seu pequeno tamanho e peso, a coleta e o processamento dos órgãos se tornam um grande desafio. O objetivo deste trabalho foi padronizar a coleta e processamento de órgãos do zebrafish para a análise histológica. 30 animais foram divididos em três grupo, G1, G2 E G3, com difirentes formas de fixação no formol. Dentre os grupos, o que melhor possibilitou a melhor integridade e visualização dos órgãos como brânquias, fígado e principalmente intestino foi o G3, o qual os animais foram fixados inteiros
      PubDate: 2017-10-23
      DOI: 10.4025/revcivet.v4i0.39820
      Issue No: Vol. 4 (2017)
       
  • ALTERAÇÕES HEMATOLÓGICAS EM CÃES NATURALMENTE INFECTADOS PELO VÍRUS
           DA CINOMOSE CANINA NO MUNICÍPIO DE PALOTINA – PR

    • Authors: Felipe Eduardo Dal Mas, Lindomar Fernandes Pessoa, Matheus Morillo Bär, Marla Schneider, João Otávio Sacchi, Marilene Machado Silva
      First page: 045
      Abstract: A cinomose canina é uma doença altamente contagiosa, causada pelo Vírus da Cinomose Canina (CDV), um vírus envelopado com RNA fita simples não segmentado. O CDV é dito pancitotrópico por ter afinidade por vários tipos celulares, incluindo células epiteliais, linfocíticas, neuroendócrinas e mesenquimais. Assim como outros vírus envelopados, o CDV é rapidamente inativado no ambiente, sendo que a transmissão geralmente ocorre pelo contato direto entre animais infectados ou pela exposição a aerossóis infectantes. Em secreções e excreções, incluindo a urina, o vírus pode ser detectado em altos títulos. A transmissão ocorre por via oral ou nasal, e a partir dai o vírus rapidamente começa a se replicar nos tecidos linfóides, resultando em intensa imunossupressão. O período de incubação pode variar de uma a quatro semanas ou mais. Febre transitória com pico de três a cinco dias após a infecção está associada à replicação viral pelo organismo. Perda de apetite, apatia e secreção ocular e nasal podem ser observadas. A intensidade das manifestações clínicas pode variar de acordo com a virulência de cepa viral, idade do animal e status imunológico do paciente. Este trabalho tem por objetivo relatar as alterações hematológicas em sete cães diagnosticados com cinomose no Hospital Veterinário da Universidade Federal do Paraná, Setor Palotina. O diagnóstico foi realizado pela presença de corpúsculo de Lentz em leucócitos ou eritrócitos durante a avaliação da extensão sanguínea. Dos animais positivos, seis apresentaram anemia, de grau variável, sem sinais de regeneração, o único paciente não anêmico apresentou hematócrito no limite inferior do intervalo de referência. No que diz respeito ao leucograma, dois pacientes apresentaram leucocitose por neutrofilia, sendo um com desvio à esquerda. Quatro dos animais apresentaram leucopenia, sendo que em um pode ser constatado desvio à esquerda degenerativo, e linfopenia foi observada em quatro pacientes. De todos os animais, apenas um apresentou trombocitose, os outros seis apresentaram trombocitopenia. Pancitopenia foi constatada em apenas um paciente. Com base nos hemogramas dos cães infectados pelo vírus, anemia foi o achado mais comum, seguido de trombocitopenia. No que diz respeito ao leucograma, os achados não foram tão consistentes, mas houve maior ocorrência de leucopenia, sendo os linfócitos as células mais afetadas. Como o diagnóstico se deu pela procura de corpúsculo de Lentz, apenas animais em pico de viremia, foram diagnosticados positivos. Como não foram realizados testes diagnósticos para outras enfermidades, não podemos descartar a possibilidade de que as alterações descritas estejam relacionadas à combinação com outras afecções. 
      PubDate: 2017-10-23
      DOI: 10.4025/revcivet.v4i0.39834
      Issue No: Vol. 4 (2017)
       
  • DETERMINAÇÃO DA RELAÇÃO PROTEÍNA:CREATININA URINÁRIA EM CÃES
           SAUDÁVEIS E NEFROPATAS

    • Authors: Matheus Morillo Bär, Joao Otavio Sacchi, Lindomar Fernandes Pessoa, Felipe Eduardo Dal Mas, Jessica Crespi Sabadin, Marilene Machado Silva
      First page: 046
      Abstract: Os distúrbios renais em cães são de origem multifatorial, podendo ter caráter agudo ou crônico e levam a manifestações clínicas diversas, portanto associar análises laboratoriais à estas manifestações são imprescindíveis para um diagnóstico preciso. A determinação de ureia e creatinina sérica, compostos excretados via urinária, são amplamente utilizados para detecção do funcionamento renal, porém seu aumento acontece somente quando 75% dos néfrons foram perdidos. Por isso, outros métodos mais sensíveis são estudados para implementar o diagnóstico, como a relação proteína:creatinina urinária (RPC), a fim de determinar lesões de forma mais precoce. O objetivo do estudo foi determinar a RPC urinária em cães saudáveis e nefropatas, para avaliar a sua utilidade na detecção de lesão renal. O projeto incluiu 16 cães hígidos e 6 nefropatas provenientes do Hospital Veterinário da Universidade Federal do Paraná- Setor Palotina. Apenas cães que apresentaram ureia e creatinina sérica elevadas foram inclusos no grupo dos nefropatas. As amostras de urina foram coletadas por cistocentese guiada por ultrassom e processadas no Laboratório Clínico Veterinário da mesma instituição. A mensuração de creatinina urinária e proteína urinária (Sensiprot) foi de acordo com a bula de kits reagentes Labtest®, em espectrofotômetro automático BS-120 Mindray®. As análises foram comparadas pelo teste Mann-Whitney com o valor de p<0,05. Os animais hígidos apresentaram médias de creatinina urinária 142,2 mg/dL, proteína urinária 35,8 mg/dL, e RPC 0,2. Os nefropatas apresentaram média de creatinina urinária 143,4 mg/dL, proteína urinária 70,3 mg/dL e RPC 0,5. Os resultados indicaram que cães nefropatas possuem proteína urinária significativamente maior (p<0,03) e RPC (p<0,01) que cães hígidos. Os glomérulos renais são estruturas que quando íntegras não permitem a passagem de proteínas plasmáticas, principalmente a albumina, para o ultrafiltrado plasmático. Nas doenças renais, principalmente glomerulopatias, há perda da integridade glomerular, permitindo a passagem desses compostos para a urina. Os animais doentes não foram separados de acordo com processos agudos ou crônicos, e a interpretação dos dados deve considerar que a proteinúria difere em função da sua patogenia, podendo ter outras origens além da renal. Nas doenças renais agudas, a proteinúria é influenciada por componentes como processos inflamatórios e infecções, e a evolução para insuficiência renal crônica resulta em proteinúria geralmente de origem glomerular e hipoproteinemia. O estudo concluiu que a RPC é maior em cães com distúrbios renais e pode ser utilizada como um marcador de lesão renal.
      PubDate: 2017-10-23
      DOI: 10.4025/revcivet.v4i0.39841
      Issue No: Vol. 4 (2017)
       
  • ESTUDO RETROSPECTIVO DE ANEMIA EM CÃES ATENDIDOS NO HOSPITAL VETERINÁRIO
           DA UNIVERSIDADE ESTADUAL DE MARINGÁ EM 2014.

    • Authors: Jessica Kikuti, Poliana de Araújo Lopes, Paulo Fernandes Marcusso
      First page: 047
      Abstract: A avaliação do hemograma fornece informações importantes como a presença de anemia que é uma diminuição na massa de células vermelhas sanguíneas que resulta em oxigenação diminuída dos tecidos. A massa de células vermelhas sanguíneas é determinada pela mensuração do volume globular (hematócrito-Ht), quantidade de hemoglobina (Hb) e  contagem de eritrócitos (Hem). Segundo Scott-Moncrieff (2015) as principais causas de anemias são as hemorragias agudas, hemólise intravascular, doenças crônicas, insuficiência renal, neoplasias, processos inflamatórios, deficiência nutricional de ferro e doenças da medula óssea. Este estudo teve por objetivo avaliar casuística de anemia nos animais atendidos no Hospital Veterinário da Universidade Estadual de Maringá (UEM) no ano de 2014. Para tanto foram consultadas as fichas de hemograma do laboratório de patologia clínica veterinária e coletados dados de animais com anemia. Os critérios para determinação da anemia e inclusão no estudo foram o volume globular, a concentração de hemoglobina e/ou a contagem de hemácias abaixo dos valores de referência da espécie. As anemias foram classificadas morfologicamente e de acordo com a resposta medular segundo Scott e Stockham (2011).  Após a seleção desses animais foram consultadas as fichas clínicas e os possíveis diagnósticos para cada caso. Segundo a classificação quanto à resposta medular 48,3% foram classificadas como arregenerativas e 51,6% regenerativas.  Foram analisados 413 hemogramas de cães, sendo que 180 (43,5%) apresentavam anemia. As principais causas foram a prevalência de hemoparasitoses (18,3%), doenças infecciosas (21,1%), doenças renais (5%), doenças hepáticas (2,2%) e síndromes paraneoplásicas (10,6% ), afecções das quais poderá ser diferenciada através de achados clínicos e hematológicos, correlacionados com outros exames, demostrando a importância clínica e epidemiológica.   A maior ocorrência foi a de doenças infecciosas como a cinomose, seguida de piometra e hemoparasitoses como Erliquiose e Babesiose que são comuns na região. Os dados da pesquisa mostrou que a anemia ocorreu numa frequência de 43,5% no Hospital Veterinário da UEM no ano de 2014.
      PubDate: 2017-10-23
      DOI: 10.4025/revcivet.v4i0.39843
      Issue No: Vol. 4 (2017)
       
  • AVALIAÇÃO DA FRAGILIDADE OSMÓTICA DE ERITRÓCITOS DE CÃES APÓS
           TRANFUSÃO SANGUÍNEA

    • Authors: Matheus Morillo Bär, Lindomar Fernandes Pessoa, Felipe Eduardo Dal Mas, Marla Schneider, João Otávio Sacchi, Marilene Machado Silva
      First page: 048
      Abstract: A curva ou teste de fragilidade osmótica  dos eritrócitos avalia a resistência destas células à mundança do gradiente de pressão osmótica. Mesmo que este teste não seja empregado na rotina hematológica, é conhecido o fato de que a fragilidade osmótica dos eritrócitos apresenta-se alterada, predispondo à hemólise em determinadas afecções Este trabalho avaliou a variação da fragilidade osmótica de eritrócitos de cães após a transfusão sanguínea e, de maneira geral, tentou estabelecer uma forma indireta para acompanhamento da viabilidade dos eritrócitos após a tranfusão sanguínea. Foram utilizados 10 pacientes da espécie canina atendidos no Hospital Veterinário da UFPR Setor Palotina com anemia grave e submetidos ao procedimento de transfusão sanguínea. Foram também utilizados dez animais hígidos para a execução da curva controle. As amostras de sangue foram colhidas antes da transfusão (M0), 24 horas (M24), 48 horas (M48) e 72 horas (M72) após a transfusão e processadas em até uma hora após a colheita, sendo submetidas à análise automatizada em contador hematológico  Mindray BC 2800 vet, para obtenção da contagem total de eritrócitos, concentração de hemoglobina e hematócrito. Para a realização da curva de fragilidade osmótica dos eritrócitos foram utilizados dez tubos nomeados de T1 a T10, cada um contendo uma concentração salina diferente em ordem decrescente, sendo T1 com 0,9% NaCl e T10 com água destilada. Os animais anêmicos apresentaram maior fragilidade osmótica, no M0, em concentração salina maior que 0,5% comparado ao grupo controle, que pode ser observada pelo ligeiro desvio à direita da curva, sendo que quando a concentração salina chega a valores menores que 0,5%, a curva torna-se desviada para a esquerda, sugerindo maior resistência osmótica. O padrão de disposição da curva sugere subpopulações eritrocitárias com resistência osmótica variável, entretanto não foram observadas subpopulações na curva derivativa. Porém pode-se constatar que no M0 a curva derivativa formou um platô entre os pontos de concentração salina de 0,3% e 0,4%. No M24 houve um aumento na  fragilidade osmótica, podendo ser observado por um desvio à direita da curva cumulativa, já nos momentos M48 e M72 a  curva sigmoidal para os animais transfundidos assumiu um padrão mais próximo ao grupo controle. Os resultados foram submetidos a análise de variância ANOVA seguida do teste de Tukey, apresentando significância estatística apenas no M0 e em 0,3% de NaCl. Os valores calculados por derivação da equação de Harris para 5%, 50% e 95% de hemólise,  também foram testados para análise de variância seguida pelo teste de Tukey, sendo apenas o valor calculado para 95% de hemólise no tempo M24 estatisticamente significativo. Conclui-se que a avaliação da fragilidade osmóticas dos eritrócitos pode ser uma ferramenta útil para acompanhamento do paciente após transfusão sangínea. 
      PubDate: 2017-10-23
      DOI: 10.4025/revcivet.v4i0.39846
      Issue No: Vol. 4 (2017)
       
  • ESTUDO RETROSPECTIVO DAS ALTERAÇÕES CARDIOVASCULARES DA ACEPROMAZINA NA
           ANESTESIA DE CÃES E GATOS

    • Authors: Carlos Rodrigo Komatsu, Marilda Onghero Taffarel, Gabriela Lazari
      First page: 049
      Abstract: Acepromazina é um tranquilizante amplamente empregado em pequenos animais. É um composto fenotiazínico que exerce efeitos bloqueadores em neurotransmissores pré e pós-sinápticos de serotonina e dopamina no sistema nervoso central, levando à sedação. Por meio do bloqueio alfa adrenérgico pode-se haver complicações durante a anestesia como a redução da pressão arterial, e o uso concomitante a um opioide pode refletir em bradicardia. O presente estudo tem por objetivo avaliar as complicações de bradicardia e hipotensão em pequenos animais pré-medicados com acepromazina submetidos a procedimentos cirúrgicos no hospital veterinário da Universidade Estadual de Maringá (HV-UEM).
      PubDate: 2017-10-23
      DOI: 10.4025/revcivet.v4i0.39753
      Issue No: Vol. 4 (2017)
       
  • ATRESIA ANAL EM BEZERRO – RELATO DE CASO

    • Authors: Melissa Caroline Ferrari, William Del Conte Martins
      First page: 050
      Abstract: A atresia anal é uma malformação congênita relatada em suínos, ovinos e bezerros de corte e leite, sendo observada com menos frequência no gado leiteiro, podendo-se apresentar associada à ausência da cauda, fístula entre o reto e trato reprodutivo e anormalidades do trato urinário. Os sinais clínicos são decorrentes do tipo de atresia que o animal apresenta; porém, geralmente estão associados ao tenesmo, intumescimento do períneo, ausência de fezes, distensão abdominal, passagem de fezes aquosas pela vagina ou pela uretra, e eritema perivulvar. O diagnóstico normalmente é realizado em animais com dois ou três dias de idade, pelo histórico de ausência de defecação associado à observação de aumento de volume na região perineal, que quando ausente pode indicar a atresia retal. O tratamento é a intervenção cirúrgica, sendo que cada tipo de atresia anal irá levar a um tipo de procedimento. O prognóstico é desfavorável e a mortalidade cirúrgica é elevada, pois estes pacientes são jovens e apresentam más condições físicas, o que aumenta os riscos anestésicos e cirúrgicos. Foi atendido em uma propriedade em Tapira-PR, um bovino, fêmea, de dois dias de idade, aproximadamente 25kg. A principal queixa do tutor era a ausência de ânus, observada logo após ao parto e a dilatação abdominal progressiva. O animal apresentava histórico de parto eutócico e período gestacional normal. Foi realizado exame clínico e durante a inspeção, foi confirmada a ausência do ânus, assim como a presença de contrações da musculatura da região perineal, na tentativa de defecar. O animal apresentava dilatação abdominal, que quando percutida, revelou a presença de som maciço, devido à retenção fecal. Logo após o diagnostico clínico, optou-se pelo tratamento cirúrgico e iniciaram-se os procedimentos pré-cirúrgicos, sendo realizado o acesso venoso para a administração de solução hipertônica de NaCl 9%, na dose de 4ml/kg/min em 10 minutos, após, o animal foi mantido em infusão contínua de solução Ringer Lactato na dose de 10ml/kg/hr. Foi feita anestesia utilizando xilazina (0,02 mg/kg IV) e cetamina (2,0 mg/kg IV), associada a anestesia epidural com lidocaína. A anestesia foi mantida com repiques de cetamina. Após ampla tricotomia da região perineal e antissepsia, foram colocados panos de campo estéreis e realizada a incisão circular de pele e subcutâneo, dissecando a região. Após inspeção cuidadosa da cavidade pélvica interna, foi constatado que também aplasia segmentar do reto, e optou-se então pela realização da laparatomia pelo flanco direito. Foi feita a tricotomia e antissepsia ampla do local, e anestesia infiltrativa em “L” invertido utilizando lidocaína. Após a incisão de pele, tecido subcutâneo e musculatura do flanco direito, foi realizada punção do rumén para retirada do excesso de gás.O intestino delgado foi exposto para melhor visualização da cavidade abdominal. Após inspeção da cavidade e de toda a porção do intestino, confirmou-se a aplasia do segmento final do reto, impossibilitando a correção da atresia. Ainda no trans-cirúrgico, durante manipulação do cólon para posterior colostomia, identificou-se rompimento do mesmo com extravasamento de conteúdo intestinal pela cavidade. Optou-se então realizar a eutanásia do animal. A atresia anal, apesar de fácil diagnóstico, exige certa rapidez em seu tratamento. Na literatura são descritos os 4 graus de atresia e seus respectivos tratamentos. Porém, em certos casos, o animal que apresenta atresia anal, conjuntamente apresenta outros defeitos de formação congênitos, como no caso estudado, onde o animal apresentava aplasia do segmento final do intestino. Pode-se constatar que a cirurgia teria resposta satisfatória caso o animal apresentasse o reto tipo em bolsa cega, porém, neste caso, o animal não apresentava o segmento final do reto, o que impossibilitou o sucesso da cirurgia. Conclui-se que os casos mais graves de atresia anal possuem elevada dificuldade de resolução, devido à situação clínica dos animais e ao grau de dificuldade do procedimento cirúrgico.
      PubDate: 2017-10-23
      DOI: 10.4025/revcivet.v4i0.39607
      Issue No: Vol. 4 (2017)
       
  • GRANULOMA EOSINOFÍLICO CUTÂNEO ULCERATIVO EM MUAR: RELATO DE
           CASO

    • Authors: Douglas Evandro dos Santos, Luiz Fellipe Casimiro Cioffi, Polyana Carolina Marino, Gustavo Romero Gonçalves
      First page: 052
      Abstract: Granulomas eosinofílicos são lesões cutâneas nodulares de origem desconhecida, caracterizada por nódulos únicos ou múltiplos circunscritos, redondos, firmes, indolores sem presença de prurido e ulcerações. Há suspeitas de que essas nodulações estão relacionadas com reações de hipersensibilidade a picadas de insetos, devido à maior incidência desses vetores no verão, porém, também há descrições da ocorrência dessas lesões por contato da pelagem dos equídeos com a sela sendo assim, não apresentam predileções por sexo, raça ou idade. Os nódulos podem drenar conteúdo amarelado ou caseoso podendo medir cerca de 2 a 10 cm principalmente em regiões de membros, pescoço e lombares. O diagnóstico definitivo é realizado por meio de análise histopatológica e observação microscópica de focos eosinofílicos irregulares, variando entre tamanhos grandes e pequenos, compostos eosinofílicos degranulados e de colágeno degenerado. Em casos crônicos, observa-se grande quantidade de células inflamatórias, macrófagos, eosinófilos e desenvolvimento de resposta imunológica. Em equinos, a medida terapêutica consiste na administração de corticosteroides sistêmicos por apresentarem bons resultados, porém em alguns casos, intervenções cirúrgicas para a remoção dos nódulos são necessárias. O presente trabalho tem como objetivo relatar o caso de um Muar, 20 anos de idade, pesando 305 kg, atendido em uma propriedade próximo a Maringá, Paraná. A queixa do proprietário eram lesões cutâneas ulcerativas e exsudativas em região escapulo-umeral do membro torácico direito com evolução de aproximadamente 2 meses tendo sido, tratada anteriormente com o antibiótico Penicilina Benzatina, sem dose conhecida e ausência de melhora do quadro. Ao exame físico constatou-se febre de 39,3º C, apatia e lesões nodulares granulomatosas medindo de 1 até 20 cm de diâmetro, dispersas por toda a face lateral do membro torácico direito, apresentando-se ulceradas e exsudativas com secreções serosanguinolentas e áreas alopécicas ao redor dos ferimentos. Os ferimentos foram higienizados com água corrente e solução de PVPI degermante para retirada de sujidades e excesso de secreções. Coletou-se uma amostra de sangue da veia jugular externa esquerda tendo sido solicitado um hemograma completo sendo que neste, constatou-se a presença de leucocitose por eosinofilia. Para exame diagnóstico dos ferimentos, foram coletados 3 fragmentos das lesões, em regiões diferentes, por meio de bisturi e imersos em formol 10% e destinadas a análise histopatológica sendo que esta, evidenciou angiogênese moderada, fibroplasia moderada perpendicular a epiderme e moderada quantidade de substancia mucoide entre os fibroblastos além de, expressiva quantidade de eosinófilos, moderada quantidade de macrófagos, focos com linfócitos e abaixo do  nódulo, moderada quantidade de eosinófilos perivasculares característico de granuloma eosinofílico multifocal. Com base nos achados do exame físico e laboratoriais, o diagnóstico de Granuloma Eosinofílico Cutâneo foi determinado, tendo como tratamento instituído dexametasona na dose de 0,1 mg/kg por via intramuscular, SID, por 15 dias. Após o 7 dia de aplicação do fármaco, observou-se uma resposta positiva e após 15 dias a remissão completa do quadro. As alterações encontradas bem com o resultado da análise histopatológica foram condizentes com os dados encontrados em literatura, ressaltando a importância da análise histopatológica para se chegar ao diagnóstico correto. O tratamento instituído que tem sido utilizado como protocolo padrão em equinos, demonstrou ser eficaz também em muares uma vez que, não foram encontrados relatos, para este grupo de animais.
      PubDate: 2017-10-23
      DOI: 10.4025/revcivet.v4i0.39636
      Issue No: Vol. 4 (2017)
       
  • MICOPLASMOSE FELINA – RELATO DE CASO

    • Authors: Letícia Maria de Almeida Santos, Ícaro do Nascimento Argentino, Rodrigo de Oliveira Mattosinho
      First page: 053
      Abstract: Autores: Letícia Maria de Almeida Santos, Centro Universitário Ingá; Ícaro do Nascimento Argentino, Centro Universitário Ingá; Rodrigo de Oliveira Mattosinho, Diretor Clínico Geral do Hospital Veterinário do Centro Universitário Ingá.A micoplasmose hemotrópica, também conhecida como anemia infecciosa felina, é originada por bactérias do gênero Mycoplasma que parasitam eritrócitos, a partir da adesão à sua superfície. O Mycoplasma haemofelis é, entre os micoplasmas felinos, o mais virulento, apto a ocasionar anemia hemolítica em gatos imunocompetentes. A anemia resultante da doença acontece a partir da hemólise extravascular, que acontece especialmente no fígado, baço, medula óssea e pulmões.A micoplasmose pode acontecer de duas formas: fase aguda, caracterizada por esplenomegalia, e fase crônica, com anorexia, pirexia ou hipotermia, anemia, hemorragia, e ocasionalmente, icterícia. O diagnóstico é realizado a partir da anamnese, sinais clínicos e esfregaço sanguíneo, o qual é pouco sensível, por isso, é importante realizar o teste de reação em cadeia da polimerase, que identifica parasitos que ainda não estiverem em parasitemia. A transmissão ocorre a partir do contato do animal sadio com o sangue de um animal infectado.O presente relato tem como objetivo descrever um caso de micoplasmose em um felino macho não castrado, de 1 ano, sem raça definida, atendido no Hospital Veterinário do Centro Universitário Ingá, em Maringá/PR, apresentando apatia, anorexia, mucosas e abdômen ictérico, temperatura retal de 39,9 ºC, desidratação, letargia e sensibilidade à palpação abdominal.O diagnóstico foi definido a partir do hemograma, onde foi constatada anemia regenerativa macrocítica normocrômica, com moderada anisocitose e policromasia, acompanhada de corpúsculos de Howell-Jolly. No leucograma, leucocitose por basofilia e monocitose com desvio à esquerda regenerativo, além de uma trombocitopenia severa. O plasma encontrava-se intensamente ictérico. No esfregaço sanguíneo, pode-se observar a presença de Mycoplasma haemofelis parasitando os eritrócitos.  Os valores de Uréia e Creatinina encontraram-se normais. Houve um aumento significativo da Alanina Aminotransferase e da Fosfatase Alcalina. A partir dessas alterações, realizou-se a ultrassonografia abdominal, constatando hepatoesplenomegalia, sendo justificada pelo seqüestro de eritrócitos para realizar a eritrofagocitose e, acúmulo de sedimento na bile pelo período de jejum de dois dias em que o animal se encontrava, descartando então, uma possível platinosomose felina concomitante.O animal foi submetido à fluídoterapia endovenosa com Ringer Lactato, três ampolas de glicose a 5% e uma ampola de hyplex ou hipervit; Ranitidina a 2mg/kg IV BID; Doxiciclina a 0,25ml/kg diluída em 10ml de água de injeção IV BID e Prednisolona a 3mg/kg IM BID, durante os quatro dias internados no Hospital Veterinário. Houve melhora do quadro clínico do paciente, que foi liberado para casa, continuando com a Doxiciclina e a Prednisolona VO por mais 20 dias. Após o período do tratamento o animal retornou ao Hospital Veterinário, onde observou-se remissão total dos sinais clínicos. Ainda assim, foram realizados novos exames hematológicos com o objetivo de confirmar o sucesso da terapia medicamentosa. Dessa forma, comprova-se a eficácia do uso de Doxiciclina associada à Prednisolona no tratamento da infecção.A doença é mais freqüente em animais com acesso à rua e machos não castrados, os quais estão mais susceptíveis a transmissão através de brigas e infestações por ectoparasitos. Portanto, é importante considerar a castração para reduzir a exposição aos fatores de risco.Palavra-chave: Mycoplasma; anemia hemolítica; felinos.
      PubDate: 2017-10-23
      DOI: 10.4025/revcivet.v4i0.39759
      Issue No: Vol. 4 (2017)
       
  • HIDROCEFALIA EM CÃO ATENDIDO NO HOSPITAL VETERINÁRIO DO CENTRO
           UNIVERSITÁRIO INGÁ – RELATO DE CASO

    • Authors: Letícia Maria de Almeida Santos, Ícaro do Nascimento Argentino, Rodrigo de Oliveira Mattosinho, Gabriela Maria Benedetti Vasques, Douglas Evandro dos Santos
      First page: 054
      Abstract: A hidrocefalia é descrita como um acúmulo de líquido cefalorraquidiano no interior do crânio. A distensão do sistema ventricular cerebral ocorre devido a uma interrupção no fluxo do líquido cefalorraquidiano, a partir da sua área de produção até sua absorção, caracterizando a doença.Os sinais clínicos mais apresentados são alterações do estado mental, convulsões, déficit nas respostas dos pares cranianos, alterações de marcha como andar em círculos e deficiências visuais cognitivas, podendo se apresentar de forma progressiva.Para realizar o diagnóstico, são necessários os exames de imagem. A ultrassonografia é o procedimento menos invasivo, sendo possível observar a presença de ventriculomegalia em animais que possuem a fontanela aberta. Na tomografia, a conformação cerebral manifesta-se alterada, com aumento da área ventricular e redução das estruturas do parênquima cerebral. A ressonância magnética é o método de eleição nas suspeitas de hidrocefalia, através de imagens de diferentes planos e sequências, além da possibilidade do meio de contraste para detectar processos obstrutivos.A terapia medicamentosa consiste em reduzir a formação de líquido cefalorraquidiano ou seu armazenamento na medula espinhal e no sistema ventricular, a partir de diuréticos. Os glicocorticóides são indicados para reduzir a produção do líquido cefalorraquidiano, assim como o omeprazol. O tratamento cirúrgico consiste em drenar o líquido cefalorraquidiano do sistema ventricular para o abdômen, para diminuir a pressão intracraniana, reduzindo assim, as alterações induzidas através da compressão ventricular do parênquima.Foi atendido no Hospital Veterinário do Centro Universitário Ingá, um cão de 1 ano de idade, fêmea e sem raça definida, apresentando apatia, desorientação, incoordenação motora, andar em círculos, deficiência cognitiva, agressividade e hiporexia. Ao exame clínico, contatou-se a presença de fontanela aberta e  estrabismo ventro-lateral.Na tomografia computadorizada do crânio, observou-se dilatação dos ventrículos laterais, interna e comunicante, por um conteúdo homogêneo e hipoatenuante, chegando a medir cerca de 5,6 cm de altura na região da adesão intertalâmica. Deslocamento do parênquima encefálico (hidrocefalia). Dilatação do terceiro ventrículo por um conteúdo homogêneo e hipoatenuante, chegando a medir cerca de 1,1cm de altura.Depois de 2 meses, o animal retornou ao Hospital Veterinário apresentando os mesmos sinais clínicos, sendo internado para receber tratamento suporte com diuréticos e glicocorticóides. Sem a melhora do quadro clínico, o proprietário optou pela eutanásia.A hidrocefalia é uma doença comumente observada na clínica médica de pequenos animais, principalmente em filhotes de raças toy. O tratamento definitivo consiste em eliminar a causa principal, porém, na maioria dos casos o diagnóstico etiológico é inconclusivo, portanto, a terapia não é eficaz para a resolução do quadro. Conclui-se que a hidrocefalia é uma enfermidade de difícil diagnóstico clínico, sendo necessária a realização de exames de imagem, sendo a tomografia computadorizada o método mais específico. Na maioria dos casos, a eutanásia é indicada, porém, existem medidas terapêuticas visando melhorar a qualidade de vida do paciente, através de medicamentos que diminuem a produção do líquido cefalorraquidiano ou a drenagem do mesmo.Palavras-chave: líquido cefalorraquidiano; ventriculomegalia; tomografia. 
      PubDate: 2017-10-23
      DOI: 10.4025/revcivet.v4i0.39774
      Issue No: Vol. 4 (2017)
       
  • União Distrófica com Neoformação Óssea em Fratura de Fêmur de um
           Cão – Relato de Caso

    • Authors: Danilo Barbosa Viana, Adrielly Dissenha, Oduvaldo Camara Marques Pereira Júnior, Juliano Bortolo De Conti, Paulo Fernandes Marcusso
      First page: 055
      Abstract: Fraturas em membros pélvicos, especialmente no fêmur, são muito comuns em pequenos animais. De modo geral, os membros pélvicos são duas vazes mais expostos a fraturas que os membros torácicos, sendo o fêmur o osso mais acometido, seguido pela tíbia e fíbula.O presente trabalho tem por finalidade relatar um caso de união distrófica de uma fratura em um cão. Deu entrada no setor de Clínica Cirúrgica de Pequenos Animais do Hospital Veterinário da Universidade Estadual de Maringá, campus de Umuarama, no dia 25 de janeiro de 2017, um canino, do sexo masculino, da raça Pit Bull, com 4 meses de idade, pesando 14Kg, o qual havia sofrido acidente automobilístico há 15 dias. Foi realizado radiografia do membro pélvico direito, sendo diagnosticado com união Viciosa/Distrófica no fêmur direito, optando-se pela amputação do membro afetado.
      PubDate: 2017-10-23
      DOI: 10.4025/revcivet.v4i0.39777
      Issue No: Vol. 4 (2017)
       
  • INSTABILIDADE ATLANTOAXIAL EM UM CÃO ATENDIDO NO HOSPITAL VETERINÁRIO DO
           CENTRO UNIVERSITÁRIO INGÁ: RELATO DE CASO

    • Authors: Douglas Evandro dos Santos, Leticia Maria de Almeida Santos, Icaro do Nascimento Argentino, Rodrigo de Oliveira Mattosinho, Camila André Fiorato, Gabriela Maria Benedetti Vasques
      First page: 056
      Abstract: A subluxação atlantoaxial ou instabilidade atlantoaxial, é uma afecção articular onde ocorre o deslocamento dorsal do áxis (C2) em relação ao atlas (C1) levando a uma compressão da medula espinhal. Sua etiologia pode ser congênita e adquirida, onde geralmente há ausência do processo odontóide do áxis, podendo haver deficiências nos ligamentos que sustentam a articulação e impedem a flexão, ou traumática podendo haver fratura, separação ou encurtamento da mesma. Quando congênita acomete principalmente cães jovens, de raças miniaturas. Os cães acometidos apresentam sinais clínicos relacionados ao nervo motor superior (NMS) como, consequência da compressão medular cervical. Os sinais clínicos podem ser agudos ou crônicos intermitentes ou não, sendo os mais relatados rigidez e dor cervical, ataxia, déficits posturais e de propriocepção além de tetraparesia ou tetraplegia em casos mais severos sendo que estes podem levar ao óbito por paralisia respiratória. O diagnóstico é realizado através da avaliação dos sinais neurológicos, exame clinico e exame radiográfico cervical. Ao exame radiográfico preconiza-se a projeção lateral do aspecto cranial da coluna cervical sendo que, quando houver a subluxação, o áxis está deslocado dorsalmente, levando a um distanciamento entre o arco vertebral do atlas e o processo espinhoso do áxis. O achado radiográfico de maior confiabilidade no diagnóstico da subluxação atantoaxial é a relação angular entre as lâminas dorsais de C1 e C2. O tratamento pode ser médico, com o repouso, uso de colar cervical e utilização de analgésicos e anti-inflamatórios ou cirúrgico, visando a redução e estabilização permanente da articulação e eliminar a compressão medular. O presente trabalho tem como objetivo relatar o atendimento a um canídeo, fêmea, sem raça definida, 6 meses de idade e 6 kg, atendido no hospital veterinário do Centro Universitário Ingá. Na anamnese o proprietário relatou que o animal apresentava sinais de dor cervical, vocalização, ataxia e paresia de membros posteriores. Ao exame físico notou-se dificuldade de locomoção, vocalização e sensibilidade dolorosa a palpação cervical e déficit proprioceptivo. Foi realizado o raio-x cervical na projeção laterolateral com ventroflexão e constatado o deslocamento dorsal do áxis com distanciamento entre o arco vertebral do atlas e o processo espinhoso do áxis. Mediante os achados radiográficos, o diagnóstico de Subluxação Atlantoaxial foi estabelecido. Optou-se pelo tratamento conservativo sendo prescritos cloridrato de tramadol 50 mg (4 mg/kg, TID) durante 7 dias, dipirona 500 mg (1 gota/kg, BID) durante 7 dias, meloxican 2 mg (1,8 mg/kg, SID) durante 4 dias e cloridrato de ranitidina 150mg/10ml (2 mg/kg, BID) durante7 dias, além de repouso constante por 20 dias e uso de colar cervical. Após 30 dias notou-se remissão completa dos sinais clínicos, não havendo nenhuma sequela residual da afecção. A subluxação atlantoaxial, quando congênita ocorre principalmente em cães filhotes, de raças pequenas, o que coincide com o apresentado neste caso. O diagnóstico desta, tem sido realizado principalmente através de exames radiográficos e da tomografia computadorizada sendo que, neste caso o diagnóstico foi realizado através da radiografia cervical tendo se mostrado eficaz. O tratamento conservativo em casos congênitos pode ser utilizado com sucesso, como no relato, onde houve uma remissão completa dos sinais clínicos sendo assim o prognóstico bom, não recomendando-se intervenção cirúrgica. Conclui-se que o tratamento conservativo é eficaz em casos de subluxação atlantoaxial e o exame radiográfico um importante método diagnóstico para esta afecção.
      PubDate: 2017-10-23
      DOI: 10.4025/revcivet.v4i0.39778
      Issue No: Vol. 4 (2017)
       
  • SÍNDROME DA CAUDA EQUINA EM UM CÃO ATENDIDO NO HOSPITAL VETERINÁRIO DO
           CENTRO UNIVERSITÁRIO INGÁ: RELATO DE CASO

    • Authors: Douglas Evandro dos Santos, Leticia Maria de Almeida Santos, Icaro do Nascimento Argentino, Rodrigo de Oliveira Mattosinho, Camila André Fiorato, Gabriela Maria Benedetti Vasques
      First page: 058
      Abstract: A síndrome da cauda equina é um conjunto de afecções, causadas por estenose congênita ou adquirida do canal vertebral lombossacro resultando em compressão das raízes nervosas existentes nesta região, é geralmente observada em cães de porte grande. Sua forma congênita geralmente é causada por má formação do canal vertebral e sua forma adquirida, causada por protusões de disco intervertebral, discoespondilites espondiloses, fraturas, luxações e neoplasias vertebrais. Os sinais clínicos incluem dor lombossacra, dificuldade em se levantar, dificuldade em saltar, subir escadas, cauda baixa, claudicação e em casos mais graves incontinência urinária e fecal, paralisia ou paresia dos membros posteriores. O diagnóstico desta síndrome, consiste na avaliação do histórico do paciente, sinais clínicos, exame físico, exame neurológico e exames de imagem como o raio x, tomografia computadorizada e ressonância magnética. O tratamento pode ser conservativo, com a administração de analgésicos, anti-inflamatórios não esteroidais, antidepressivos e acupuntura. Em casos não responsivos, o tratamento cirúrgico é indicado, sendo a laminectomia dorsal a técnica mais indicada. O presente trabalho tem como objetivo relatar o caso de um cão, macho, boxer, 10 anos, 32 kg, atendido no Hospital Veterinário. A tutora relata que o animal tem perdido a força nos membros posteriores, incapacidade de realizar a posição de defecação e defeca ao andar. No exame neurológico observou-se paresia ambulatória proprioceptiva, déficit de propriocepção em membros posteriores direito e esquerdo, teste de saltitar diminuído em membros posteriores, fraqueza muscular com leve atrofia em membros posteriores, sem alteração em nervos cranianos. Realizou-se raio x da região lombossacra, no qual foi observado espondilose deformante e esclerose de placas terminais vertebrais entre L7-S1 e espondilose deformante entre T12-13, L1-2 e L2-3. O animal foi encaminhado ao exame de tomografia computadorizada onde constatou-se espondiloses ventrolaterais deformantes entre L7-S1 promovendo a diminuição dos forames intervertebrais, mais acentuadamente a direita com processo degenerativo dos corpos vertebrais, espondilose ventrolateral deformante entre T12-13, L1-2, L2-3, L3-4, L6-7 com processo degenerativo dos corpos vertebrais. Tendo em vista, as alterações observadas nos exames de imagem e a clínica apresentada pelo animal, o diagnóstico de Síndrome da Cauda Equina foi estabelecido. Optou-se pelo tratamento conservativo sendo prescrito cloridrato de tramadol, dipirona, predinisona, gabapentina e amitriptilina. Recomendou-se a acupuntura associada a fisioterapia e repouso. Solicitou-se retorno do animal após 30 dias do início do tratamento.O tratamento cirúrgico não foi recomendado pois, acredita-se que o paciente terá uma boa resposta com o tratamento conservativo, no entanto, a tutora do mesmo foi orientada a trazer o animal caso perceba alguma alteração ou piora no quadro. O diagnóstico inicial foi realizado por meio de radiografia, o que mostra o exame como método específico e eficaz para tal patologia. A tomografia confirmou os achados radiográficos, além de fornecer informações sobre o acometimento medular. O animal descrito possui idade e raça predispostas e dentro do grupo de risco para a afecção. O tratamento medicamentoso e conservativo foi instituído com o objetivo de controlar a dor e a progressão da doença. Conclui-se que a tomografia computadorizada constitui um importante método para o diagnóstico da síndrome da cauda equina, embora a radiografia se mostrou eficaz no relato. Entende-se que o tratamento conservativo em casos iniciais possui a capacidade de reverter os sinais clínicos, sendo o tratamento cirúrgico uma segunda opção nestes ou em casos severos.
      PubDate: 2017-10-23
      DOI: 10.4025/revcivet.v4i0.39780
      Issue No: Vol. 4 (2017)
       
  • TUMOR VENÉREO TRANSMISSÍVEL ATÍPICO EM CÃO

    • Authors: Júlia das Graças Gritzenco, Ana Paula Lourenção de Albuquerque, Felipe Jacques Sanches, Paulo Fernandes Marcusso
      First page: 060
      Abstract: O tumor venéreo transmissível (TVT) é um tumor de células redondas transmitido por transplante de células durante o coito, sendo assim, ele acomete principalmente as mucosas dos órgãos genitais externos, porém, ocasionalmente pode acometer outros locais como a cavidade bucal e nasal devido o contato destes com o tumor. É uma lesão invasiva, mal circunscrita com aumento do número de vasos sanguíneos na superfície. O diagnóstico do tumor é baseado em histórico, exame físico e análise citológica e/ou histológica. Vários tratamentos podem ser aplicados para a neoplasia como cirurgia, radioterapia, imunoterapia, terapia fotodinâmica e quimioterapia. O objetivo deste trabalho é relatar um caso clínico de TVT com conformação atípica na região nasal de um cão. Em agosto de 2017, foi atendido pelo Hospital Veterinário da Universidade Estadual de Maringá, Campus de Umuarama, um cão, macho, sem raça definida, pesando 6,740 kg, com aproximadamente 3 anos de idade. O tutor relatou o aparecimento de uma massa de 5 cm há aproximadamente 3 meses, a qual evoluiu para um quadro de fistulação com drenagem de secreção purulenta de odor fétido. O animal apresentava dificuldade respiratória e grande massa proliferativa, friável, fistulada, drenando secreção sanguinopurulenta, comprometendo parte do osso nasal e região orbitária esquerda e medindo aproximadamente 10x6x2,5 cm. O paciente foi internado e exames hematológicos, citológicos e de imagens foram solicitados. No hemograma constatou-se anemia microcítica hipocrômica regenerativa (hemácias 4,1 milhões/µl, hematócrito 23%, volume corpuscular médio 56,1 fL e concentração de hemoglobina corpuscular média 30,9 g/dL) e trombocitopenia (144.000 plaquetas/µL). Na radiografia foi detectado um severo aumento de volume de tecidos moles na região de osso incisivo, nasal, maxilar e frontal, medindo aproximadamente 10,74x5,24 cm com radiopacidade heterogênea, áreas cavitárias e pontos de mineralização. Severa lise óssea das conchas nasais, do osso vômero-nasal e da fissura palatina, com destruição dos ossos incisivos, nasal, maxilar e frontal bilateralmente. Lise óssea do alvéolo dentário do dente canino superior direito e esquerdo, primeiro, segundo e terceiro pré-molares superiores esquerdos. Segundo o laudo, a imagem radiográfica de crânio era compatível com neoplasia osteolítica em plano nasal/frontal associada à sinusite bilateral. No entanto, no exame citológico foi constatada alta celularidade, com células redondas distribuídas em monocamada, moderada à alta proporção núcleo/citoplasma e moderada anisocitose. Citoplasma basofílico, por vezes vacuolizados, núcleo excêntrico com cromatina frouxa, nucléolo evidente e grande quantidade de figuras de mitose, sendo o diagnóstico de tumor venéreo transmissível. Durante o tratamento hospitalar, foi instituído terapia à base de cefalotina (30 mg/kg, IV, BID durante 10 dias), meloxicam (0,1 mg/kg, IV, SID, durante 3 dias), dipirona (30 mg/kg, IV, BID) e tramadol (6 mg/kg, SC,BID), além de curativos realizados na região do tumor com clorexidine 2% e solução fisiológica. Para o tratamento da neoplasia o quimioterápico escolhido foi o sulfato de vincristina na dose de 0,75 mg/m2 intravenoso a cada 7 dias, durante 5 semanas. Já na primeira sessão de quimioterapia houve uma redução significativa da massa e da secreção, medindo aproximadamente 3x2x1 cm. Segundo a literatura, a maioria dos animais com presença primária de TVT na cavidade nasal apresenta epistaxe e espirros, o que não ocorreu neste paciente, e ocasionalmente podem apresentar deformidade de face, como neste caso. O exame citopatológico foi essencial para o diagnóstico e definição terapêutica do caso, já que as características macroscópicas e radiográficas foram pouco comuns para essa neoplasia.
      PubDate: 2017-10-23
      DOI: 10.4025/revcivet.v4i0.39801
      Issue No: Vol. 4 (2017)
       
  • CONTUSÃO PULMONAR EM ONÇA-PARDA (Puma concolor, Linnaeus 1771)

    • Authors: Stacy Wu, Ronaldo José Piccoli, Mariana Reffatti de Oliveira, Anderson Luiz de Carvalho
      First page: 062
      Abstract: A onça-parda (Puma concolor) ocorre em todos os biomas do Brasil e apresenta-se sob alto índice de ameaça devido a supressão de habitat, aos atropelamentos e a caça retaliatória. Dados indicam que de 2004 a 2012, 18 onças-pardas foram atropeladas nas rodovias brasileiras, porém acredita-se que este número é subestimado, já que alguns indivíduos não progridem ao óbito imediatamente e tendem a deslocar-se para fora da rodovia, cabendo a estes possibilidade de recuperação clínica de acordo com as lesões produzidas e tempo para atendimento especializado. Não há até momento um estudo que avalie as lesões geradas por atropelamento em carnívoros silvestres, contudo se considerarmos os estudos retrospectivos em cães domésticos, que estimaram a frequência de contusões pulmonares em 44%, deve-se considerar que tal condição clínica possa ser frequente em pumas. O objetivo deste relato é demonstrar a estratégia terapêutica para resolução de quadro de contusão pulmonar em uma fêmea de P. concolor, encaminhada pela Polícia Militar ao Hospital Veterinário da UFPR– Setor Palotina, após ser vítima de acidente automobilístico. A paciente, em estado de estupor foi contida quimicamente com cloridrato de cetamina (10mg/Kg), maleato de midazolam (0,5mg/Kg) e sulfato de morfina (0,1mg/Kg) via injeção intramuscular para avaliação física e realização de exames complementares, concomitantes a fluidoterapia (Cloreto de Sódio 0,9% 80ml/Kg/dia com solução de eletrólitos - Bionew 0,2mL/kg/dia) e suplementação de oxigênio via máscara facial. No exame físico inicial foi constatado quadro de hipotensão e hipotermia, presença de material sanguinolento em cavidade oral, e presença de solução de continuidade do tecido cutâneo, com laceração de musculatura em hemitórax esquerdo sem comunicação pleural. A paciente apresentava dispneia, com padrão respiratório abdominal e sons de crepitação broncovesiculares na ausculta pulmonar. No estudo radiográfico torácico foi observado opacificação pulmonar, de aspecto alveolar em topografia de lobo pulmonar caudal esquerdo compatível com hemorragia devido a contusão pulmonar. Frente ao diagnóstico de contusão pulmonar foi instituído o corticosteroide hidrocortisona (dose ataque de 10mg/kg, EV, dose única, 1o dia), antibioticoterapia (enrofloxacina 2,5mg/kg, EV, BID) e analgesia com cloridrato de tramadol (2mg/kg, EV, BID) e dipirona (25mg/kg, EV, BID), além de cloridrato de ranitidina (2mg/kg, EV, BID) como protetor gástrico. O tratamento foi continuado com hidrocortisona (5mg/kg, EV, SID) por mais dois dias. Durante todo período de estupor, a paciente foi mantida em ambiente rico em oxigênio e submetida a trocas seriadas de decúbito como prevenção de quadros de pneumonia hipostática e ocorrência de escaras de decúbito. No quinto dia de tratamento, a paciente estava em estação, com remissão total do quadro respiratório, e uma radiografia torácica foi realizada no nono dia após contenção química para nova avaliação do estado geral. O tratamento da contusão pulmonar é complexo, focado na manutenção de troca adequada de gases no sangue, manejo da dor, restabelecimento da volemia, oxigenoterapia (máscara ou ventilação mecânica) e estabilização cirúrgica da parede torácica, se necessário. O uso de adequada analgesia associada a ambientes ricos em oxigênio minimizam a insuficiência respiratória e melhoram o quadro ventilatório. O uso da corticoterapia para tratamento da contusão pulmonar traumática ainda é controverso, porém esta classe de drogas diminui a inflamação, aumenta o número e a sensibilidade dos receptores β2 e inibe a migração e a função dos leucócitos melhorando a oxigenação. Na pediatria o anti-inflamatório esteroidal é amplamente usado em doenças respiratórias infantis. O benefício clínico dos corticosteroides requer de 4 a 12 horas para ser observado na insuficiência respiratória aguda secundária à contusão pulmonar, semelhante ao observado com a onça-parda. Contusões pulmonares são sequelas frequentes por traumatismo em acidentes automobilísticos e o rápido diagnóstico permite o tratamento adequado e melhora o prognóstico do paciente. O uso de corticosteroide ainda é controverso, porém se mostrou efetivo para o tratamento de contusão pulmonar de grau moderado no espécime de Puma concolor.
      PubDate: 2017-10-23
      DOI: 10.4025/revcivet.v4i0.39802
      Issue No: Vol. 4 (2017)
       
  • PROTOLOCO DE AVALIAÇÃO RADIOGRÁFICA ODONTOLÓGICA DE
           COELHOS

    • Authors: Stacy Wu, Ronaldo José Piccoli, Mariana Reffatti de Oliveira, Anderson Luiz de Carvalho
      First page: 064
      Abstract: O coelho doméstico (Oryctolagus cuninulus) pertence a ordem dos lagomorfos, cuja característica é a presença de dois pares de incisivos superiores e o crescimento contínuo de todos os dentes ao longo de sua vida. Os incisivos têm como principal função cortar os vegetais, os dentes caninos estão ausentes, e os pré-molares e molares são indistinguíveis entre si, o que lhes permite um perfeito alinhamento e a mastigação lateral. O desgaste correto dos dentes ocorre com o fornecimento de alimentos abrasivos como vegetais e fenos, visto que na natureza coelhos selvagens alimentam-se principalmente destes e destroem e mastigam troncos de árvores, e portanto esta abrasão é fator importante na manutenção da oclusão normal dos dentes. Doenças odontológicas em lagomorfos são comuns, e os fatores vão desde doenças congênitas a um manejo e alimentação inadequados. A radiografia é uma ferramenta valiosa na avaliação dentária, e possibilita informações sobre abscessos, posição e condição das raízes dentárias, má-oclusões e alongamento de pré-molares e molares. Neste relato será abordado o protocolo de interpretação radiográfica utilizado no Hospital Veterinário da Universidade Federal do Paraná – Setor Palotina para avaliação de todos os coelhos atendidos. Este protocolo se inicia com a avaliação física e coleta de sangue do paciente, que é levemente sedado com maleato de midazolam (1 mg/Kg) para a obtenção de duas projeções do crânio, uma látero-lateral e uma dorsoventral. Após obtenção das imagens e conferência de um bom posicionamento, são feitos traçados (linhas de referência) conectando pontos anatômicos específicos, conforme recomendadas por Boehmer & Crossley (2009). Com a ajuda desses traçados, podem ser definidas linhas de referência específicas que permitem a equipe técnica identificar alterações que necessitem de tratamento, que pode incluir a correção da dieta, com fornecimento de alimentação apropriadamente abrasiva, desgastes de coroa dental com utilização de brocas específicas, exodontias e cirurgias para remoção de abscessos. A crescente procura de coelhos como animais de estimação, principalmente de raças miniatura, aumenta as chances de identificação de malformações a nível da mandíbula, com falha na oclusão com pré-molares e molares da maxila. Doenças dentárias ocorrem tipicamente em coelhos jovens, mantidos dentro de casas ou apartamentos sem acesso a grama e com alimentação a base de rações peletizadas e ou com fornecimento ocasional de fibras. Os sinais clínicos em animais com doença dentária avançada incluem a diminuição do apetite ou seletividade por alimentos mais macios, salivação excessiva e alterações do sistema digestório, como atonia ou hipomotilidade, alteração no tamanho, volume e aspecto das fezes e a não ingestão de cecotrofos. Os dentes dos coelhos devem estar arranjados precisamente e alinhados um contra o outro para manter sua forma e oclusão, e quaisquer fatos que alterem a posição dos dentes, mesmo que só por uma fração, podem resultar no desenvolvimento de má-oclusão e formação de coroas alongadas. As linhas de referências fornecem uma medida objetiva da orientação do crescimento dentário em lagomorfos, e qualquer mínima alteração pode ser visualizada antes mesmo do agravamento dos sinais clínicos. A avaliação radiográfica odontológica rotineira é uma ferramenta útil na avaliação da saúde de coelhos domésticos.
      PubDate: 2017-10-23
      DOI: 10.4025/revcivet.v4i0.39804
      Issue No: Vol. 4 (2017)
       
  • TRÍADE NEONATAL EM FELINO

    • Authors: Felipe Jacques Sanches, Ana Paula Lourenção de Albuquerque, Rayana Dandara Padilha Nath, Júlia das Graças Gritzenco, Paulo Fernandes Marcusso
      First page: 065
      Abstract: O período neonatal corresponde ao tempo em que os neonatos necessitam de suporte materno para a sobrevivência, que perdura em média 30 dias, já que estes apresentam grande sensibilidade e instabilidade por possuírem um sistema de termorregulação deficiente, facilidade de desidratação e de desenvolver hipoglicemia, além de possuírem seu sistema imune imaturo. A Tríade Neonatal acomete principalmente filhotes órfãos, que não obtiveram suporte adequado durante esse período, e se caracteriza pelos quadros de hipotermia, hipoglicemia e desidratação acarretando altas taxas de mortalidade. O presente trabalho tem a finalidade de relatar um caso de tríade neonatal em um felino e seus sinais clínicos, alertando os médicos veterinários para a importância de um manejo correto e como reduzir a taxa de mortalidade nesses casos. Foi atendido no dia 22 de março de 2017, no setor de Clínica Médica de Pequenos Animais do Hospital Veterinário da Universidade Estadual de Maringá, Campus Umuarama, um felino, do sexo feminino, sem raça definida, com aproximadamente 25 dias de vida, encontrada na rua em estado caquético. No exame físico, o animal apresentava mucosas pálidas; hipotermia (34,4℃); desidratação (10%); caquexia e puliciose. Optou-se pela internação do neonato para correção da desidratação e manutenção da temperatura corpórea. O tratamento foi baseado em suporte básico, com alimentação enteral, fluidoterapia com solução de ringer lactato pela via intra óssea, ceftriaxona 30 mg/kg/IO/BID, glicopan pet/BID®, hemolitan pet/SID®, probiótico vetnil/SID® pasta e freshtears® colírio/QID. Para a alimentação foi utilizado Pet Milk®, a cada duas horas e para a fluidoterapia de manutenção foi considerado a taxa de 100 ml/kg/dia. O exame físico foi realizado duas vezes ao dia, o qual era avaliado frequência cardíaca, respiratória e temperatura retal. A temperatura corpórea variou de 34,5℃ a 36℃, portanto foi mantida em uma incubadora na temperatura de 37℃ por 10 dias. A cada três horas o paciente era estimulado a urinar com o auxilio de um algodão umedecido. Com 10 dias de internação recebeu alta médica e o tratamento domiciliar foi à base de manejo nutricional com Pet Milk® e suporte básico adequado para neonato. Os animais acometidos pela tríade neonatal apresentam hipotermia (<36℃), devido à imaturidade do sistema hipotalâmico termorregulador, além da ausência de reflexo de tremor e de piloereção, presença de pouca gordura subcutânea e uma superfície corpórea muito grande em relação ao seu peso. É importante ressaltar que a hipotermia compromete a deglutição do paciente podendo este fazer falsa via durante a alimentação, o felino em questão foi alimentado somente quando a temperatura corpórea estava acima de 36℃ visando evitar o problema. A hipoglicemia (<80 mg/dL) é justificada devido à função hepática imatura, que leva a uma falha na depleção do glicogênio, tornando a alimentação controlada a melhor forma de estabilizar a glicemia. Mais de 80% do corpo do neonato é composto por água e a hidratação do filhote é mantida pela amamentação. Devido à dificuldade de se obter um acesso intravenoso, a via intraóssea é indicada nesses casos, o acesso foi pelo trocanter maior do fêmur. Foi utilizado ceftriaxona na dose de 30 mg/kg/BID para a prevenção de osteomielite secundária. Dessa forma, a Tríade Neonatal é responsável por um grande número de óbitos em órfãos. O diagnóstico é clínico, pela avaliação da hidratação, glicemia e temperatura retal. O tratamento é de suporte, composto principalmente pelo aquecimento corpóreo, fluidoterapia e alimentação. O prognóstico depende da resposta do paciente e do manejo correto.
      PubDate: 2017-10-23
      DOI: 10.4025/revcivet.v4i0.39807
      Issue No: Vol. 4 (2017)
       
  • FOLICULITE FURUNCULOSE EM UM CÃO ATENDIDO NO HOSPITAL VETERINÁRIO DO
           CENTRO UNIVERSITÁRIO INGÁ: RELATO DE CASO

    • Authors: Douglas Evandro dos Santos, Mattia De Bernardi, Thabata de Oliveira Alves, Gabriela Maria Benedetti Vasques, Camila André Fiorato, Rodrigo de Oliveira Mattosinho
      First page: 066
      Abstract: A foliculite furunculose, é uma piodermite profunda, causada por uma foliculite profunda levando, a formação de fistulas, liberação de conteúdo purulento, degeneração do folículo piloso com liberação de pelo, sebo e queratina. Tem sido frequentemente descrita em cães pastores, e outras raças de pastoreios nos quais, acredita-se que haja uma predisposição genética e uma imunodeficiência celular de linfócitos T. Existem ainda, relatos desta afecção em cães das raças Bull Terier, Pit Bull e Dálmatas. Os sinais clínicos comumente encontrados são lesões alopecias, pruriginosas, podendo ser em visualizadas em forma de pápulas, pústulas, crostas, erosões e fistulas, acompanhadas de odor fétido. As lesões podem ser encontradas em região lombossacra, inguinal, abdômen ventral, membros, glúteos, cotovelos, região axilar, região cervical e face podendo também, apresentar-se de forma generalizada. O diagnóstico consiste em sinais clínicos, recidivas dos mesmos, histórico do animal, raça, idade, sexo, exame citológico, exame hematológico, exames microbiológicos e exame histopatológico. O tratamento consiste na remoção do fator causal primário, antibioticoterapia de longo prazo, anti-inflamatório esteroidal e tratamento com tópico abrangendo tricotomia, limpeza das lesões e banhos com shampoo a base de clorexidine ou peróxido de benzoíla. Em casos severos, onde haja a possibilidade de neoplasias, pode-se realizar a nodulectomia. O presente trabalho tem como objetivo relatar o atendimento a um canídeo, fêmea, 10 anos de idade, 14kg, da raça Husky Siberiano, tendo como queixa principal lesões na região do cotovelo. Ao exame físico constatou-se lesões alopecicas, em pápulas com aspecto encapsulado e presença de prurido, no cotovelo esquerdo do animal, sem nenhuma outra alteração clínica aparente. Foi solicitado o exame citológico através de punção aspirativa por agulha fina (PAAF) tendo esta resultados inconclusivos sendo assim, realizou-se a cultura bacteriana a qual, evidenciou a presença de Staphylococcus sp. e Enterobacter sp. O exame histopatológico foi solicitado onde constatou-se a foliculite furunculose profunda piogranulomatosa e eosinofílica, crônica, associada a acentuada quantidade de Demodex spp. Com base nos exames solicitados e clínica do animal, o diagnóstico de Foliculite Furunculose foi estabelecido. O tratamento cirúrgico, consistiu na nodulectomia onde foi removido todo o tecido envolvido e realizado a reconstituição do cotovelo. De acordo com os resultados dos exames de cultura e antibiograma o antibiótico prescrito foi Cefalexina 25mg/kg BID durante 10 dias, para o controle da dor foi utilizado Dipirona na dose de 25mg/kg e Tramadol 4 mg/kg ambos BID durante 5 dias e anti-inflamatório Cetoprofeno na dose de 1mg/kg SID durante 4 dias. A foliculite furunculosa tem sido relatada em raças de pastoreio porem, através deste é possível ver que esta afecção pode afetar outras raças de cães. Os sinais clínicos descritos na literatura foram condizentes com os encontrados neste caso assim como, os achados bacteriológicos e histopatológicos. O tratamento foi realizado de acordo com outros estudos e mostrou-se eficaz, associado ao tratamento cirúrgico o qual, excluiu a possibilidade de um processo neoplásico. Tem de se existir um cuidado com o tratamento, quanto a orientação do tutor uma vez que, em caso de descontinuidade, pode haver recidiva da afecção. Conclui-se que esta afecção, quando adequadamente tratada, possui prognostico bom, sendo a técnica de nodulectomia associado ao tratamento medicamentoso eficaz.
      PubDate: 2017-10-23
      DOI: 10.4025/revcivet.v4i0.39809
      Issue No: Vol. 4 (2017)
       
  • TRATAMENTO DE ÚLCERA INDOLENTE EM CÃO UTILIZANDO DEBRIDAMENTO
           COM DIAMOND BURR

    • Authors: Danilo Barbosa Viana, Isabela Lopes Massitel, Natalie Bertelis Merlini
      First page: 067
      Abstract: Úlceras indolentes são úlceras corneais superficiais que não cicatrizam dentro do período normal de tratamento, são espontâneas e geralmente recidivantes. O tratamento é baseado no debridamento cirúrgico da lesão, associado ao uso de antibióticos e substâncias estimuladoras da cicatrização.  O Diamond Burr é uma broca coberta com pó de diamante acoplada ao motor de baixa rotação que se aplica sobre a córnea para o debridamento epitelial, sendo considerado um método bastante seguro, rápido e minimamente invasivo, pois ocorre somente remoção epitelial, não atingindo estroma corneal. O presente trabalho tem por finalidade relatar um caso de úlcera indolente tratada com debridamento por Diamond Burr. Foi atendido um canino macho, pesando 23kg, de 7 anos de idade, da raça Boxer com histórico de úlcera de córnea em ambos os olhos, já em tratamento por 15 dias sem melhora no quadro. O animal foi submetido ao debridamento epitelial com Diamond Burr em ambos os olhos, ocorrendo cicatrização completa após 15 dias de tratamento.
      PubDate: 2017-10-23
      DOI: 10.4025/revcivet.v4i0.39818
      Issue No: Vol. 4 (2017)
       
  • URETROSTOMIA PERINEAL EM FELINO COM DTUIF OBSTRUTIVA

    • Authors: Elisangela dos dos Santos Viaes, Mariana da Silva de Macedo, Adrielly Dissenha, Felipe Jaques Sanches, Natalie Bertelis Merlini, Paulo Fernandes Marcusso
      First page: 068
      Abstract: A doença do trato urinário inferior felino apresenta uma etiologia múltipla e complexa podendo ocorrer em felinos de qualquer idade ou sexo. Entretanto, é mais frequente em gatos na faixa etária entre um a dez anos, sendo que os machos são duas vezes mais acometidos que as fêmeas. Existem inúmeros fatores predisponentes como obesidade, sedentarismo, domesticação, estresse, convivência com outros felinos, manejos alimentar e sanitários incorretos, ingestão de ração seca e pouco consumo hídrico. Em algumas literaturas o risco associado à castração não está relacionado com a idade da castração, nem com diminuição do lúmen uretral, mas sim ao desenvolvimento de práticas de sedentarismo. O processo inflamatório das vias urinárias inferiores observado nesses pacientes resulta no aparecimento de hematúria, disúria, polaquiúria ou obstrução uretral. Os sinais clínicos podem se agravar dependendo da duração da doença e do grau da obstrução, com o desenvolvimento de desidratação, acidose metabólica, alteração de eletrólitos (hipercalemia, hiperfosfatemia e hipocalcemia) e por fim, azotemia pós-renal, complicações graves que podem levar o animal ao óbito. O diagnóstico pode ser obtido pelo histórico clínico e exame físico do paciente, além de exames complementares auxiliares, como exames radiográficos, ultrassonográficos e cistocospia, e os exames laboratoriais. O objetivo desse trabalho é relatar o caso uretrostomia perineal em um felino com de DTUIF obstrutiva e hidronefrose bilateral. Ao dia 02/09/17 foi atendido um felino, macho, castrado com aproximadamente 2 anos da raça Shorthair doméstico, no setor de clinica médica de pequenos animais do Hospital Veterinário (HV) da Universidade Estadual de Maringá-UEM HV da UEM. O tutor relatou que o animal havia apresentado dois episódios consecutivos de obstrução após realização da orquiectomia e estava a cinco dias apresentando sinais clínicos de anúria, apatia, anorexia e oligodipsia. No exame clínico, a palpação abdominal apresentou a vesícula urinária severamente distendida, desidratado, pulso arterial fraco. Os demais parâmetros clínicos se apresentaram dentro das normalidades. Foram solicitados exames de ultrassom, hemograma, bioquímico e urinálise nos quais foram constatadas uma grande quantidade de sedimentos, leucocitose (27.000mm3) neutrofílica (24.930mm3), aumento de creatinina (18,10 mg/dL), aumento de uréia (303,6 mg/dL), hipercalemia (7,50 mEq/L), hiperproteinemia (8,5 g/dL), hiperglobulinemia (6,0 g/dL) e proteinúria (10mg/dL), bacteriúria e cristiais de fosfato triplo, respectivamente. O exame ultassonográfico do trato urinário foi compatível com obstrução uretral, cistite e hidronefrose bilateral. O animal permaneceu internado por um período de onze dias. Inicialmente optou-se pelo tratamento clinico com fármacos, fluidoterapia. Durante esse período o animal passou por seis sondagens, contudo não houve resolução e o animal foi encaminhado pra o setor de clínica cirúrgica de pequenos animais para realização de uretrostomia perineal. O procedimento consistiu na exteriorização do lúmen da uretra pélvica, com posterior sutura da mucosa uretral na pele da região perineal. A intervenção cirúrgica deve ser considerada quando houver insucesso na tentativa de obstrução uretral, quando a terapia medicamentosa e dietética em longo prazo não atingir seu objetivo ou em casos de DTUIF obstrutiva recidivante. Muitos gatos submetidos a procedimento de uretrostomia devido a complicações da DTUIF apresentam uma boa qualidade de vida após a cirurgia. Por tanto a manutenção e restauração da patência uretral é uma medida universalmente importante. 
      PubDate: 2017-10-23
      DOI: 10.4025/revcivet.v4i0.39819
      Issue No: Vol. 4 (2017)
       
  • USO DE FALCOARIA COMO FERRAMENTA PARA REABILITAÇÃO DE AVES DE
           RAPINA

    • Authors: Ronaldo José Piccoli, Stacy Wu, Guilherme Pancera Adams, Dhandrea Vithoria Rodrigues Narok, Hamilton Augusto Giovannini Pinto, Anderson Luiz de Carvalho
      First page: 069
      Abstract: A reabilitação de aves silvestres é um processo complexo, que envolve conhecimentos inerentes as áreas de Ciências Biológicas e de Medicina Veterinária, e que tem avançado significativamente nos últimos anos para resolução clínica das mais diferentes afecções à que esta classe está sujeita. Comumente, aves de rapina são encaminhadas para atendimento Médico Veterinário após lesões traumáticas por projéteis ou colisões, e destas destacam-se a ocorrência de fraturas, que em sua maioria, impossibilitam o animal de desenvolver atividades de voo e de caça. A correção de fraturas exige uma maior permanência da ave em cativeiro durante seu tratamento, e em muitos casos apenas a resolução cirúrgica não é suficiente para permitir pleno retorno ao voo. Apesar de demandar tempo, recursos e dedicação, a falcoaria é um método bastante útil para a reabilitação de rapinantes e esse trabalho objetiva relatar o uso desta técnica na reabilitação de um espécime de gavião-de-cauda-curta (Buteo brachyurus) e dois espécimes de gavião-carijó (Rupornis magnirostris), atendidos pelo Hospital Veterinário (HV) da Universidade Federal do Paraná, em Palotina/PR. Os animais foram conduzidos ao HV pelo Instituto Ambiental do Paraná (IAP) após serem encontrados incapacitados de voar. Após exames físicos e estabilização clínica, os pacientes foram direcionados para estudo radiográfico, no qual, contataram se fraturas, que foram abordadas e estabilizadas com o uso  abordagem cirúrgica e/ou talas/bandagens. As fraturas apresentadas pelos animais relatados foram em membro torácico, a saber: osso úmero (Buteo brachyurus e Rupornis magnirostris) e osso carpo maior (Rupornis magnirostris).  As fraturas de úmero foram reduzidas com o emprego de pino intramedular por técnica retrógrada (Buteo brachyurus), e por fixador externo tipo “Tie-in” técnica normógrada (Rupornis magnirostris) associado a bandagem em oito (Rupornis magnirostris). As cicatrizações das lesões foram acompanhadas por estudos radiográficos seriados e após o estabelecimento de calo ósseo, estabilidade da fratura, e formação de nova cortical com união de ambos os fragmentos ósseos, os fixadores/bandagens foram removidos. Já com alta médica e boa condição de saúde, as aves foram incluidas nas atividades de falcoaria, e para isso, equipadas com braceletes de couro na região de tarsometatarso, e demais itens como correias, destorcedores e trela. A primeira fase do treinamento de falcoaria consistiu no amansamento da ave, que permitiu o animal se adaptar a presença do treinador e dos acessórios de treino, além de aceitar comida fornecida por este. Findada essa etapa as aves foram condicionadas a aceitar uma maior interação com o treinador, passando a empoleirar/”saltar” e se alimentar no braço do falcoeiro. No momento em que os animais saltavam para a luva de treino em busca da alimentação, era realizado um estimulo sonoro por meio de um apito, para que a ave associasse o som com a disponibilidade de alimento. Depois de bem estabelecido essa ligação, os animais passaram a saltar para luva de treino ao ouvirem o apito. O treinamento foi realizado todos os dias, visando restituir o condicionamento físico dos animais e as habilidades de voo. Foram realizadas filmagens com recurso de câmera lenta para melhor avaliação das asas, como angulações e amplitudes de movimentos dos membros afetados em comparação com os que não haviam sido lesionados. Sinalizada a capacidade de reintrodução dos animais e com anuência do IAP, os animais foram reconduzidos à vida livre. O tempo médio de permanência dos animais sobre tratamento/reabilitação foi de quatro meses. Sabe-se que as etapas treinamento de rapinantes podem ser divididas em amansamento, condicionamento operante, condicionamento físico e caça, todavia, nos casos apresentados não foi necessária a fase de caça, pois os animais eram adultos quando sofreram o trauma. Por fim, a utilização das técnicas de falcoaria como ferramenta para reintrodução de aves impedidas temporariamente de retornar a natureza não deve ser escusada pelos profissionais que atuam na área da reabilitação. A técnica apresenta inúmeros benefícios, contudo requer perseverança e tempo, além de conhecimentos inerentes aos aspectos biológicos de cada espécie a ser treinada.
      PubDate: 2017-10-23
      DOI: 10.4025/revcivet.v4i0.39822
      Issue No: Vol. 4 (2017)
       
  • O USO DO HALOPERIDOL EM CALOPSITA (Nymphicus hollandicus) COM ARRANCAMENTO
           DE PENAS

    • Authors: Hamilton Augusto Giovannini Pinto, Ronaldo José Piccoli, Stacy Wu, Anderson Luiz de Carvalho
      First page: 071
      Abstract: A síndrome do arrancamento de penas é uma alteração comum na clínica de animas silvestres, e é caracterizada pelo comportamento destrutivo das penas, e de possíveis lesões no tecido cutâneo, que favorecem os quadros de infecção secundária. O arrancamento psicogênico de penas deve ser diferenciado dos demais quadros que conduzem a expressão desse comportamento, como infecções fúngicas, infestações parasitárias e má nutrição.  Em situações de excesso de estímulos estressantes, o organismo perde a capacidade de manter a homeostasia, o que leva a distúrbios comportamentais como estereotipias e automutilações. A alta carga de fatores estressantes pode ter sua origem na permanência da ave em gaiolas pequenas, na falta de enriquecimento ambiental ou até falta de interação social. Estratégias terapêuticas para tratamento do arrancamento de penas devem incluir a retirada do fator estressante, o fornecimento de enriquecimento ambiental e, caso tais medidas forem ineficazes e os danos auto-infligidos expressivos, pode-se optar pelo uso de fármacos moduladores de comportamento. Dentre os fármacos de ação psicoativa, destaca-se o haloperidol, um inibidor dopaminérgico D2 específico que promove aquietação dos animais e indiferença a situações estressantes. O objetivo deste resumo é relatar o uso do haloperidol em uma calopsita (Nymphicus hollandicus) atendida no Hospital Veterinário (HV) da Universidade Federal do Paraná (UFPR), em Palotina/PR. A ave apresentava coceiras e bicamento progressivo em região escapular e dorsal há três meses e de acordo com o tutor já  haviam sido realizadas aplicações de fármacos ectoparasiticidas. A paciente vivia em contato com outro individuo da mesma espécie e passava a maior parte do dia solta pela residência. No atendimento observou-se bom escore corporal (3/5) e ausência de quaisquer outros sinais, realizou-se pesquisa fúngica e parasitária em fâneros e fezes e solicitou-se retorno para nova avaliação. Os exames executados mostraram-se negativos e na nova avaliação observou-se área eritematosa, sem solução de continuidade. Na ocasião, administrou-se dexametasona (0,3 mg/kg, IM) e ringer lactato (20 mL/kg, SC) e realizou-se a limpeza da área eritematosa, bem como recomendou-se ao tutor a adição de enriquecimentos ambientais no recinto da ave. No retorno seguinte, o tutor relatou melhora do quadro clínico e recomendou-se manutenção do enriquecimento ambiental. Oito semanas depois, o proprietário retornou após novo episódio de lesão, agora de maior gravidade e relatou que havia suspendido os enriquecimentos. O animal havia sido internado em uma clínica veterinária de outro município durante 17 dias para tratamento da lesão, e foi medicado com enrofloxacino (VO, dose desconhecida), spray de rifamicina e haloperidol 0,2% (1 gota a cada 48 h).  Já com a ave em casa, o tutor percebeu que a administração do haloperidol reduziu drasticamente o comportamento da ave, que precisou de alimentação forçada. O animal foi então novamente avaliado no HV, e constatou-se ampla área áptera que se estendia da região dorsal esquerda até embaixo da asa, com presença de crostas formada por transudato sero sanguinolento. Continuou-se a terapêutica com rifamicina spray e limpeza da ferida diariamente, e adequou-se a dose de haloperidol (0,3 mg/kg, SID, com a diluição do fármaco em 15 mL de água, e oferta em bebedouro), e recomendou-se separação dos animais para evitar o consumo da medicação pela ave hígida. No retorno seguinte, o animal demonstrou melhora do quadro clínico, com diminuição de arrancamento, presença de penas novas e cicatrização da pele, e optou-se pela manutenção do medicamento com a elevação da dose (0,5 mg/kg, com mesma forma de administração). Após duas semanas de mudança da posologia do medicamento o animal foi reavaliado. Foi observada melhora clínica, sendo realizada redução da dose para 0,3 mg/kg (em água de beber, porém em dias alternados) para evitar a interrupção abrupta do fornecimento do agente terapêutico. A estratégia utilizada na abordagem da síndrome de arrancamento de penas psicogênicas deve objetivar identificar e retirar, quando possível, o agente causal, bem como promover melhorias no bem-estar e qualidade de vida da ave. O uso de agentes moduladores de comportamento deve ser pensado como um auxiliar na terapia, nunca como estratégia principal.
      PubDate: 2017-10-23
      DOI: 10.4025/revcivet.v4i0.39823
      Issue No: Vol. 4 (2017)
       
  • HEMANGIOSSARCOMA CORNEAL PRIMÁRIO EM CÃO

    • Authors: Jessica Miranda dos Santos, Danilo Barbosa Viana, Natalie Bertelis Merlini
      First page: 073
      Abstract: O hemangiossarcoma é uma neoplasia maligna originada das células endoteliais, que acomete principalmente baço, fígado, coração, pulmões, rins e pele. Sua apresentação corneal primária em cães é rara devido a inexistente vascularização na região, o que dificulta a nutrição e o crescimento da neoplasia. Este trabalho tem como objetivo relatar a ocorrência de um caso de hemangiossarcoma corneal primário em um cão. Foi atendido um canino fêmea, pesando 13kg, 6 anos de idade, sem raça definida com histórico de crescimento progressivo de massa avermelhada em córnea direita há 1 mês. O animal foi encaminhado para cirurgia, sendo submetido à ceratectomia lamelar seguida de flap de terceira pálpebra. O material foi encaminhado para o exame histopatológico e o resultado foi de hemangiossarcoma. Estima-se que o tempo médio para o aparecimento de recidivas após excisão cirúrgica com margem de segurança da massa seja de 11 meses, sendo, portanto, importante à observação do animal nos próximos meses, pois este ainda se encontra no período de risco. Conclui-se que o hemangiossarcoma é uma neoplasia maligna, agressiva e de apresentação rara no córnea de cães. A ceratectomia lamelar seguida de flap da terceira pálpebra mostra-se um procedimento efetivo e pouco traumático ao animal, preservando sua qualidade de vida. 
      PubDate: 2017-10-23
      DOI: 10.4025/revcivet.v4i0.39824
      Issue No: Vol. 4 (2017)
       
  • ABORDAGEM CONSERVACIONISTA NA CRIAÇÃO ARTIFICIAL DE PEQUENOS
           FELÍDEOS NEOTROPICAIS

    • Authors: Anderson Luiz De Carvalho, Stacy Wu, Ronaldo José Piccoli, Elizete Gabriel Da Silva
      First page: 074
      Abstract: Com o final do outono e início da primavera, inicia-se o período de recebimento de filhotes órfãos de pequenos felídeos em instituições que prestam atendimento a animais silvestres. Estes filhotes são normalmente resgatados em decorrência de óbito da progenitora e também de suposto abandono, para o qual citam-se como possíveis causadores a ocorrência de defeitos congênitos, o desenvolvimento retardado do filhote, o afugentamento da progenitora por cães ou a localização e remoção do filhote para tentativa de criação como animal de estimação. Na criação artificial de filhotes de animais silvestres, deve-se considerar conceitos de etologia que permitam moldar o comportamento de acordo com o objetivo futuro para estes indivíduos, seja este o uso em atividades de educação ambiental, a destinação para instituições com ou sem fins de reprodução, ou a reintrodução dos animais em vida livre. O principal conceito etológico a ser considerado neste processo é o chamado imprinting, descrito por Konrad Lorenz em 1935 como o comportamento de aprendizado de filhotes a partir de estímulos visuais e auditivos que influencia as atitudes destes indivíduos quando adultos, principalmente nas espécies que são altamente dependentes dos pais. Em condições naturais, um filhote de felídeo faria o processo de imprinting com sua própria mãe, e aprenderia com esta vários dos comportamentos necessários para sua sobrevivência na natureza, dentre eles as habilidades de caça e defesa. Diferentemente desta condição, na criação artificial, onde humanos fazem o processo de alimentação e acompanhamento, pode-se desenvolver o imprinting entre o humano e o filhote, caso exista um tempo de interação muito prolongado entre estes. Nesta condição, o vínculo criado poderá inicialmente facilitar o processo de criação, mas no médio e longo prazo poderá dificultar o contato deste animal com indivíduos da mesma espécie no cativeiro ou mesmo impedir a sua soltura na natureza. Este relato aborda a criação artificial de um gato-maracajá (Leopardus wiedii – Lw1) e dois gatos-do-mato-pequeno (Leopardus guttulus, Lg1 e Lg2), recebidos para criação artificial no Hospital Veterinário da Universidade Federal do Paraná, em Palotina/PR. A idade estimada e peso ao recebimento foi de 7 semanas para Lw1 (Peso: 0,710 Kg), 4 semanas para Lg1 (Peso: 0,424 Kg) e 9 semanas para Lg2 (Peso: 0,846 Kg). Para a alimentação do Lw1, optou-se por codorna (Coturnix japonica), tilápia-do-nilo (Sarotherodon niloticus), jundiá (Rhamdia quelen), camarão-da-amazônia (Macrobrachium amazonicum), carne bovina e alimentação úmida para filhotes de gatos (Whiskas®), intercalados ou em associação. A alimentação de Lg1 incluiu sucedâneo de leite (Petmilk®) fornecido com auxílio de seringa de 3 mL nos três primeiros dias, e adição gradativa do mesmo a alimentação úmida para filhotes, com posterior uso de codorna e carne de frango. Em decorrência do elevado grau de desnutrição apresentado por Lg2 e da ausência do interesse deste em se alimentar, optou-se pelo fornecimento de alimento (dieta para animais convalescentes – Recovery®) via sonda naso-esofágica até o início do interesse pela alimentação convencional, com codorna e carne de frango. Durante todo o período de criação, a interação da equipe técnica com os animais limitou-se aos períodos de alimentação, limpeza, pesagem e medicações, e todos os filhotes permaneceram alojados individualmente em gaiolas ambientadas com galhos, grama artificial, caixa de areia, plataforma elevada e ursos de pelúcia. As gaiolas também permaneceram cobertas com toalhas que limitaram os estímulos visuais aos filhotes. Observou-se que a adoção deste método de criação permitiu a manutenção de comportamento selvagem e desinteressado ao contato humano nos indivíduos Lw1 e Lg2, contudo o mesmo não ocorreu com Lg1, que teve histórico de convívio com humanos antes do recebimento no HV e que exigiu maior contato da equipe na oferta de leite. De forma a minimizar este comportamento, optou-se por unir, após um período de 15 dias, Lg1 e Lg2 em um mesmo espaço, o que reduziu a ansiedade e interesse de Lg1 com a equipe de trabalho. Conclui-se portanto, a importância do mínimo contato entre pacientes órfãos e a equipe técnica quando o objetivo da criação incluir a destinação destes para fins de reprodução ou reintrodução na natureza, e também a alternativa em criar filhotes em conjunto para minimização do imprinting com humanos.
      PubDate: 2017-10-23
      DOI: 10.4025/revcivet.v4i0.39825
      Issue No: Vol. 4 (2017)
       
  • USO DE PINO INTRAMEDULAR NA CORREÇÃO DE FRATURA DE ULNA EM
           PSITACÍDEOS

    • Authors: Mariana Reffatti de Oliveira, Ronaldo José Piccoli, Stacy Wu, Daniel Henrique Carvalho de Souza, Anderson Luiz de Carvalho
      First page: 076
      Abstract: As fraturas correspondem às principais afecções das aves, e devido a grande variação de tamanho e anatomia óssea desses animais, é necessário um planejamento cirúrgico específico que considere tais características e promova, na medida do possível, o pleno retorno das condições físicas destes pacientes. O objetivo desse estudo é descrever a utilização de pinos intramedulares na osteossíntese de ulna em um papagaio verdadeiro (Amazona aestiva) de 0,356 Kg, encontrado sem capacidade de voo no viveiro, e uma calopsita (Nymphicus hollandicus) de 0,094 Kg, vitima de ataque por cão, recebidos para atendimento no Hospital Veterinário da Universidade Federal do Paraná, em Palotina/PR. O papagaio pertencia ao plantel do Jardim Zoobotânico de Toledo/PR, onde frequentava um recinto de aproximadamente 300 m2 compartilhado com outras aves silvestres. Já a calopsita era mantida em cativeiro domiciliar e possuía as penas aparadas, não havendo histórico de voo. No atendimento inicial foram priorizados os procedimentos de estabilização como: oxigenioterapia, fluidoterapia (20 ml/kg, SC), aquecimento e analgesia com tartarato de butorfanol (1 mg/kg, IM – apenas para calopsita) ou cloridrato de tramadol (8 mg/kg – apenas para papagaio). Ambos os pacientes apresentavam fratura oblíqua na diáfise de ulna do membro torácico esquerdo, que foi diagnosticada a partir do exame físico de palpação seguido de radiografia, com imediata destinação ao centro cirúrgico. A ulna é um dos principais ossos envolvidos na movimentação da asa, e portanto é fundamental a realização de uma adequada correção para que a ave possa retomar sua capacidade de voo. O método de correção escolhido foi o inserção de um pino intramedular (1,5 mm – papagaio, 1,0 mm – calopsita) por técnica normograda, já que esta é relativamente rápida, gera pouca lesão tecidual e apresenta baixo custo. O pós cirúrgico desses animais seguiu recomendações de restrição de movimento e bandagem em oito, e incluiu tratamento para controle de dor com meloxicam (0,2 mg/kg, SID, dois dias – papagaio; SID, três dias - calopsita) e cloridrato de tramadol (8 mg/kg, BID, cinco dias – papagaio; 10 mg/kg, BID, quatro dias – calopsita)  – papagaio, 10 mg/kg – calopsita) e antibibioticoterapia com enrofloxacino (15 mg/kg, BID, oito dias), sendo esta apenas para calopsita devido a lesão por mordedura. Os pacientes foram monitorados com radiografias periódicas para acompanhamento do posicionamento do pino e do desenvolvimento de calo ósseo e após a retirada do implante constatou-se retorno a capacidade de voo para o papagaio, contudo não se pode avaliar o mesmo para a calopsita, já que esta possuía penas aparadas. Conclui-se que a escolha da abordagem cirúrgica foi suficiente para correção da fratura e possibilitou o retorno às atividades cotidianas destes animais, e que a estabilização dos pacientes antes da execução do exame radiográfico somado a rápida condução dos pacientes ao procedimento operatório contribuiu para o sucesso do atendimento.
      PubDate: 2017-10-23
      DOI: 10.4025/revcivet.v4i0.39826
      Issue No: Vol. 4 (2017)
       
  • RUPTURA DE TENDÃO DO MÚSCULO EXTENSOR DIGITAL LONGO EM UM GALO
           DOMÉSTICO

    • Authors: Elizete Gabriel Da Silva, Stacy Wu, Ronaldo José Picolli, Guilherme Pancera Adams, Anderson Luiz de Carvalho
      First page: 077
      Abstract: Galos domésticos (Gallus gallus domesticus) são aves habitualmente usadas como animais de produção e representam grande importância para a economia do país, contudo há situações de criação destas como animais de companhia, por sua inteligência e empatia. Estudos etológicos reportam que a capacidade cognitiva e emocional destas aves são semelhantes à de crianças pequenas e primatas, e até superior a outras classes de aves. Instalações inadequadas ao tamanho e porte do animal podem levar a traumas e injúrias a estes indivíduos e o objetivo deste relato é demonstrar a abordagem clínica da ruptura de tendão do músculo extensor digital longo em um espécime de galo doméstico atendido no Hospital Veterinário da Universidade Federal do Paraná, em Palotina/PR. Na anamnese a proprietária relatou que o animal estava com o membro pélvico direito preso a uma estrutura com frestas dentro do galinheiro. Ao exame físico, o paciente apresentava solução de continuidade (aproximadamente 1 cm) na pele do membro pélvico direito, com presença de sangue e transudato límpido, e incapacidade de realizar a extensão dos dígitos e retração do tarso-metatarso. Como conduta terapêutica utilizou-se cloridrato de tramadol (10 mg/kg), meloxicam (0,5mg/kg) e ringer lactato (20 ml/kg). Em seguida o paciente foi encaminhado para estudo ultrassonográfico com transdutor de frequência acima de 10 MHz, que revelou a perda de homogeneidade do tendão, caracterizada por espaços hipoecóicos ou até mesmo anecogênicos entre as porções do mesmo. Frente ao diagnóstico de ruptura foi realizada a correção clínica com imobilização externa do membro, com a técnica de tipóia de Ehmer modificada, por um período de sete dias acrescido de repouso. Após este período removeu-se a imobilização e constatou-se que melhora na deambulação e recomendou-se a execução de fisioterapia com movimentos de extensão e flexão. Nas aves o músculo extensor digital longo está em posição profunda ao tibial cranial e é o extensor funcional do segundo, terceiro e quarto dedos, somado a ação de suporte para flexionar o tarsometatarso. Lesões ortopédicas são frequentes em aves cativas e de vida livre, e as causas mais comuns para animais domiciliados são os traumas secundários a quedas, doenças nutricionais, e acidentes em instalações inadequadas. As lesões podem ser reparadas por meio de órteses e pensos ou por meio de procedimentos cirúrgicos. As aves apresentam peculiaridades anatômicas e fisiológicas a serem consideradas, como postura corporal bipedal, que implica em especial distribuição de cargas e forças. A imobilização não deve permanecer por período prolongado para evitar atrofias musculares, anquilose, lesão articular e prejuízo às penas, e o material utilizado deve ser leve, para não alterar o equilíbrio e facilitar a sustentação e a locomoção do animal e evitar lesões iatrogênicas. Durante o período de recuperação, deve-se ter cuidados especiais com o paciente, como restrição de espaço, diminuição de estresse e suporte nutricional adequado. A tipóia de Ehmer modificada é utilizada em casos de lesões de tarsometatarso em aves, e neste método o tibiotarso funciona como uma tala para o tarsometatarso. Conclui-se que a imobilização externa com a tipóia de Ehmer foi efetiva no tratamento de ruptura do tendão do músculo extensor digital longo do espécime e se mostrou como tratamento clínico eficiente, de baixo custo, e baixa manutenção.
      PubDate: 2017-10-23
      DOI: 10.4025/revcivet.v4i0.39828
      Issue No: Vol. 4 (2017)
       
  • ADENOCARCINOMA INDIFERENCIADO INTESTINAL EM FELINO

    • Authors: Priscila Da Silva Queiroz, Adilson Paulo Marchioni Cabral, Felipe Jacques Sanches, Adrielly Dissenha, Barbara Cristina Mazzucatto, Paulo Fernandes Marcusso
      First page: 078
      Abstract: O adenocarcinoma é a segunda neoplasia intestinal que mais acomete gatos, ficando atrás apenas do linfoma. Embora aproximadamente 82% dessa neoplasia não hematopoiética ocorra no intestino delgado, qualquer seguimento do trato intestinal pode ser acometido. Dessa forma, o presente trabalho tem por objetivo relatar um caso de adenocarcinoma indiferenciado na porção média do cólon descendente de intestino grosso em um felino da raça Persa com 12 anos de idade, atendido no Hospital Veterinário da Universidade Estadual de Maringá (UEM), com queixa principal de hiporexia, constipação, tenesmo, êmese e prostração. Tal descrição confirma e correlaciona o aspecto macroscópico observado no trans-cirurgico. Apesar do adenocarcinoma apresentar maior incidência em intestino delgado, qualquer parte do trato intestinal pode ser acometido e deve ser considerado como diagnóstico diferencial o que se reforçou com o relato apresentado. Conclui-se, portanto, que este tipo de tumor, mesmo apresentando baixa incidência na medicina felina, deve-se sempre ser considerado como diagnóstico diferencial em casos onde os sinais gastrintestinais são inespecíficos e com presença de massa abdominal palpável, sendo a ressecção cirúrgica o tratamento de eleição indicado na maioria dos casos.
      PubDate: 2017-10-23
      DOI: 10.4025/revcivet.v4i0.39840
      Issue No: Vol. 4 (2017)
       
  • VÍRUS DA CINOMOSE ASSOCIADO À BABESIA CANIS E EHRLICHIA PLATYS
           EM CÃO: RELATO DE CASO

    • Authors: Felipe Eduardo Dal Mas, Marla Schneider, Lindomar Fernandes Pessoa, Matheus Morillo Bär, Marilene Machado Silva
      First page: 079
      Abstract: A cinomose é uma afecção causada por um RNA vírus da família Paramyxoviridae, envelopado, denominado Vírus da Cinomose Canina (CDV), altamente contagioso e com alta mortalidade e acomete principalmente os cães domésticos. Este vírus causa imunossupressão e por isso infecções concomitantes podem surgir, como é o caso da Ehrlichia canis e platys e da Babesia canis. O objetivo deste trabalho é avaliar a relação do vírus da cinomose canina com a presença de outros hemoparasitas, correlacionando com a imunossupressão causada pelo agente. Um cão de três meses, da raça Rottweiler, com duas doses de vacina polivalente, foi atendido no Hospital Veterinário da Universidade Federal do Paraná – Setor Palotina, após episódio de hematoêmese e diarreia sanguinolenta, foi internado e medicado. No hemograma foi constatada anemia com policromasia e macrocitose discretas, raros eritroblastos, trombocitopenia e linfopenia. Após dois dias de internamento apresentou melhora significativa, e foi realizado novo hemograma no qual não houve mudanças importantes na série vermelha, porém houve leucopenia significativa, por neutropenia e linfopenia, também foram visualizadas estruturas compatíveis com Corpúsculos de Lentz em neutrófilos e linfócitos, patognomônicos de cinomose. Foi instituído tratamento e o paciente liberado. O proprietário relatou piora do quadro um dia antes do retorno com episódios de vômitos frequentes e ao exame físico foi constatada secreção purulenta nos olhos e alteração na ausculta pulmonar. No hemograma do retorno, nove dias após a primeira consulta, houve aumento do número de leucócitos, porém ainda com leucopenia, e com linfopenia acentuada. Na avaliação da extensão sanguínea, além da presença de Corpúsculos de Lentz, foram visualizadas várias estruturas características de Babesia canis em hemácias e Ehrlichia platys em plaquetas. Mesmo com o tratamento, o paciente retornou ao Hospital Veterinário no dia seguinte inconsciente, foi atendido como emergência, recuperado, mas após algumas horas foi a óbito. Neste dia, no hemograma, não foi possível realizar o diferencial de leucócitos devido à leucopenia acentuada. O vírus da cinomose induz imunossupressão e tem efeito depreciativo principalmente sob os linfócitos T e B, o que justifica a linfopenia apresentada durante a primeira semana de infecção. A anemia constatada pode ser devido à destruição das hemácias pelo vírus da cinomose ou pela infecção por Babesia canis, ou ainda pela deposição de imunocomplexos na membrana eritrocitária. Porém a visualização dos corpúsculos de Lentz durante hemograma só foi observada após dois dias de internamento, lembrando que esta forma de avaliação não é muito sensível. No segundo hemograma, observou-se leucopenia severa, e além da linfopenia, pode-se observar neutropenia, justificadas pelo consumo aumentado e depressão medular pela ação direta do vírus. A presença de policromasia, macrocitose e eritroblastos indicam resposta medular, porém foram vistos apenas nos dois primeiros exames, o que pode indicar uma diminuição na resposta hematopoiética, porém a contagem de reticulócitos não foi realizada para avaliar resposta medular, confirmando ou não a regeneração. A trombocitopenia é justificada pela infecção por Ehrlichia platys, porém, ela sozinha geralmente não causa alterações clínicas e hematológicas graves. Como neste caso havia imunossupressão associada, a trombocitopenia tornou-se importante e evidente. Desta forma, concluímos que a imunossupressão causada pelo vírus da cinomose pode ser tão importante que dificulta a resposta e defesa do organismo em relação a outros hemoparasitas como a Ehrlichia platys e a Babesia canis, levando a alterações clínicas e hematológicas decorrentes das infecções concomitantes e agravando o quadro clínico.
      PubDate: 2017-10-23
      DOI: 10.4025/revcivet.v4i0.39842
      Issue No: Vol. 4 (2017)
       
  • CLUSTER SEIZURE SECUNDÁRIA A TUMOR INTRACRANIANO

    • Authors: MATHEUS CÉZAR NERONE, BRUNO CESAR ELIAS, LUCAS ALECIO GOMES
      First page: 080
      Abstract: Dentre as emergências neurológicas descritas em cães, se encontram os casos de agrupamento de crises epilépticas e status epilepticus, os quais proporcionam graves consequências ao paciente, podendo levá-lo à óbito. Deste modo, o diagnóstico da causa das crises é o principal fator implicante no prognóstico, onde os casos de origem idiopática representam aproximadamente 31% dessas emergências, sendo as demais etiologias de ordem secundária ou estrutural, onde, em cães idosos, a causa mais comum são neoplasias. O objetivo desse relato é demonstrar que o diagnóstico e a localização de uma neoplasia intracraniana em uma cadela foram imprescindíveis na determinação do tratamento e do prognóstico. Um cão fêmea, de 13 anos de idade, pastor alemão, foi atendido por queixa de crises epilépticas parciais e generalizadas, com cronologia aguda e progressiva. Na avaliação neurológica, a paciente apresentava pleurotótono para a direita, alteração de comportamento, tetraparesia não ambulatorial com ataxia proprioceptiva e diminuição da propriocepção dos membros esquerdos. O animal foi internado e medicado com diazepam e fenobarbital a fim de controlar as crises e, concomitantemente, foi submetido a exames complementares, incluindo hemograma, avaliação bioquímica, radiografia de tórax e ultrassonografia, onde não foram observadas alterações. Por conta disto, causas extracranianas foram excluídas dos diagnósticos diferenciais. Após 48 horas sem crises, houve retorno das funções de hidratação e alimentação, porém a tetraparesia não ambulatorial e o pleurotótono mantiveram-se. Concedeu-se alta hospitalar à paciente e foi prescrito fenobarbital, para controle das convulsões, e prednisona, por suspeita de encefalite. Na reavaliação, 14 dias após a alta, a paciente apresentava tetraparesia ambulatorial com andar em círculo, retorno do comportamento normal e estava livre de novas crises epilépticas. Para complementar o processo de diagnóstico, a paciente foi submetida à avaliação tomográfica de encéfalo, onde foi possível visibilizar áreas de maior opacidade em topografia de córtex no lado direito, com captação de contraste, e sutil deslocamento da linha sagital, de aspecto heterogêneo, medindo 30,7 mm de comprimento por 13 mm de largura e 29,6 mm de altura. Uma análise do líquido cefalorraquidiano foi realizada, a qual evidenciou apenas hiperproteinorraquia, compatível com dissociação albuminocitológica. A amostra do LCR ainda foi enviada para cultivo bacteriano e fúngico, porém não foi observado algum crescimento microbiológico. Desta forma, foi feito o diagnóstico presuntivo de neoplasia intracraniana, com principal suspeita de meningioma. Diante disso, o paciente foi tratado de forma paliativa com o uso de corticosteroides e anticonvulsivante. Após aproximadamente 1 ano e 2 meses do primeiro atendimento, a paciente veio a óbito devido a complicações sistêmicas. O diagnóstico da etiologia das crises epilépticas é imprescindível para a determinação do prognóstico do paciente, como foi demonstrado neste caso. A origem de crises epilépticas em pacientes com mais de sete anos se concentra em causas neoplásicas, inflamatórias e infecciosas. A localização de uma neoplasia sustenta a clínica do paciente e pode sugerir evolução do comprometimento neurológico, como foi observado neste caso, onde, pelo fato de a mesma se concentrar na região do cortéx frontal e do bulbo olfatório, os sinais clínicos foram todos característicos de prosencéafalo, com sobrevida alta, similar ao descrito na literatura. O diagnóstico da causa de epilepsia foi o principal fator para determinar o prognóstico do paciente e, portanto, definir o melhor tratamento, sendo que o uso de corticosteroides associado a anticonvulsivante proporcionou sobrevida de 1 ano e 2 meses ao paciente.
      PubDate: 2017-10-23
      DOI: 10.4025/revcivet.v4i0.39844
      Issue No: Vol. 4 (2017)
       
  • COMPLICAÇÃO TARDIA ASSOCIADA AO USO DE ABRAÇADEIRAS DE NÁILON COMO
           

    • Authors: MATHEUS CÉZAR NERONE, VICTÓRIA LUCAS CAMARA ANTUNES, HUGO LEONARDO LEAL DE CARVALHO
      First page: 081
      Abstract: Originalmente utilizadas em instalações hidroelétricas, as abraçadeiras de náilon vêm sendo empregadas como método alternativo na hemostasia em ovariohisterectomia (OHE) em cadelas, devido às suas características de segurança, economia (TRAJANO, 2017) e redução do tempo cirúrgico (NETO, 2009; FOULTOURA, 2016; SILVA, 2016). No entanto, o seu emprego pode levar a complicações graves, como a formação de aderências e granulomas (TRAJANO, 2017). O presente trabalho tem como objetivo relatar um caso de complicação posterior a uma OHE, na qual foram utilizadas abraçadeiras de náilon para realizar as ligaduras dos plexos arteriovenosos do útero e dos ovários, em uma cadela. Foi atendida uma cadela SRD, castrada, de 5 anos de idade, pesando 7 kg, apresentando uma fístula com secreção na região do flanco esquerdo. O proprietário do animal relatou que a cadela havia sido submetida à OHE eletiva um ano e meio antes do referido atendimento. O exame físico apresentou-se normal. Após a avaliação clínica, realizou-se a limpeza da ferida com clorexidina e um curativo utilizando gaze e atadura. O animal foi encaminhado para a realização de uma ultrassonografia abdominal, que evidenciou a presença de material estranho aderido ao coto uterino, nefromegalia de rim esquerdo e uma região hipoecóica neste mesmo órgão. A paciente foi encaminhada para a laparotomia exploratória, na qual foi possível observar a presença de um lacre plástico entremeio reação granulomatosa em coto uterino e também de um trato fistuloso na mesma região, o qual foi cuidadosamente retirado, prevenindo a necessidade de realizar uma ligadura com fio. Ao inspecionar o rim esquerdo, notou-se presença de fibrose severa e aspecto enegrecido em toda sua extensão, características morfológicas consideradas incompatíveis com as de um rim saudável e funcional. Devido a este fato, optou-se por realizar a nefrectomia do mesmo. O rim direito apresentava uma conformação normal. A celiorrafia foi realizada de acordo com o descrito na literatura com fio náilon 2-0 e a fístula foi deixada aberta para cicatrização por segunda intenção. Foi prescrito tratamento com meloxicam (0,1 mg/kg SID por 5 dias), tramadol (4 mg/kg BID por 5 dias), dipirona (25 mg/kg BID por 5 dias) e sulfametoxazol-trimetoprima (15 mg/kg BID por 7 dias). Não houve recidiva da fístula. No pós-cirúrgico, a incisão da região corticomedular do rim esquerdo removido evidenciou a presença de uma segunda abraçadeira de náilon, a qual havia sido encapsulada pelo órgão em questão. Neste relato, os lacres plásticos foram utilizados para a realização da ligadura dos pedículos ovarianos de uma cadela submetida à OHE eletiva, substituindo o tradicional uso dos fios de sutura, os quais são historicamente indicados para este tipo de procedimento (TRAJANO, 2017). Embora muitos trabalhos mostrem os benefícios do emprego das abraçadeiras de náilon (NETO, 2009; LIMA, 2010; SILVA, 2016), os autores deste trabalho desaconselham o uso deste tipo de material em OHE em cadelas, uma vez que este apresenta um alto risco de formações granulomatosas e fistulações a longo prazo.
      PubDate: 2017-10-23
      DOI: 10.4025/revcivet.v4i0.39848
      Issue No: Vol. 4 (2017)
       
  • ARTROPLASTIA TOTAL COMO TRATAMENTO DE LESÕES QUE ACOMETEM A ARTICULAÇÃO
           COXOFEMORAL EM CÃES – REVISÃO BIBLIOGRÁFICA

    • Authors: Melissa Caroline Ferrari, Mauro Henrique Bueno Camargo, Juliano Bortoloto De Conti
      First page: 082
      Abstract: A artroplastia coxofemoral total (ACT) é considerada um procedimento de recuperação, utilizada quando a articulação coxofemoral não pode ser recuperada e quando o tratamento clínico da osteoartrite do quadril não pode mais manter a função do membro e a qualidade de vida do paciente. Consiste na substituição da articulação por um conjunto de próteses composto por uma cúpula acetabular de polietileno de alta densidade e dos componentes femorais (cabeça, colo e haste) de liga metálica de cromo-cobalto, aço inoxidável ou titânio. As cúpulas e as hastes estão disponíveis no mercado internacional em cinco tamanhos diferentes e as cabeças e colos são disponibilizadas em três tamanhos. As indicações para uma artroplastia total incluem a displasia coxofemoral grave, luxação coxofemoral irredutível ou crônica, necrose asséptica da cabeça do fêmur, fraturas de cabeça/colo femoral ou acetábulo irreparáveis ou com má união e revisão de excisões de cabeça e colo femorais inadequadas. As contraindicações são casos de artrite séptica e doenças neurológicas significativas ou progressivas.  Após o procedimento, controles radiográficos são indicados inicialmente a cada três meses, e posteriormente uma vez ao ano. A artroplastia do quadril confere grande sucesso, possibilitando ao animal movimentos satisfatórios de extensão da articulação coxofemoral, deambulação normal e livre de dor, maior suporte do peso, e principalmente a melhoria da qualidade de vida.
      PubDate: 2017-10-23
      DOI: 10.4025/revcivet.v4i0.39606
      Issue No: Vol. 4 (2017)
       
  • OCORRÊNCIA DE Ehrlichia spp. E Babesia spp. EM CÃES NO ESTADO DO PARANÁ
           – REVISÃO DE LITERATURA

    • Authors: Natália Parpinelli, Ítalo Morelli Miacri Souza, Mayra Carraro Di Gregorio
      First page: 086
      Abstract: A Erliquiose Monocítica Canina (EMC) é provocada pela bactéria E. canis que infecta principalmente as células do sistema fagocítico mononuclear. Já a babesisose canina é causada por protozoários do gênero Babesia que parasitam eritrócitos. No Brasil, o principal agente da babesiose é a B. canis vogeli. Ambas as doenças têm como principal vetor o carrapato Rhipicephalus sanguineus,  encontrado predominante em áreas de clima tropical. Tanto a erliquiose quanto a babesiose podem apresentar manifestações clínicas de fase aguda, subclínica e crônica. Estudos sorológicos e moleculares avaliam a ocorrência e situação epidemiológica destas hemoparasitoses em cães de diversas regiões do Brasil. A B. vogeli e, principalmente, a E. canis são endêmicas em muitas regiões do país.  Embora, em grande parte do território do estado do Paraná existam condições favoráveis à ocorrência e distribuição do Rhipicephalus sanguineus, a maioria dos estudos disponíveis concentram-se na região de Londrina. Nesta região, os estudos relataram níveis variando de 21,7 a 64,7% e de 22,3 a 60,2% de positividade para Ehrlichia spp. e Babesia spp., respectivamente. No entanto, devido a condições principalmente climáticas, variações na prevalência vetor e, consequentemente, destas hemoparasitoses ocorrem em diferentes áreas do estado. Aliado a isso, a ocorrência da cepa temperada de R. sanguineus na região sul do estado também é responsável pelos menores níveis de positividade para Ehrlichia canis encontrados na cidade de Pato Branco. Embora altas prevalências em algumas cidades do Paraná tenham sido encontradas, ainda há poucos estudos epidemiológicos para descrever a real situação epidemiológica dessas doenças no estado.
      PubDate: 2017-10-23
      DOI: 10.4025/revcivet.v4i0.39718
      Issue No: Vol. 4 (2017)
       
  • CONTROLE DE NEMATÓDEOS GASTRINTESTINAIS E RESISTÊNCIA ANTI-HELMÍNTICA
           EM OVINOS NA REGIÃO SUL DO BRASIL

    • Authors: Jéssica Ortega de Jesus, Jéssica Priscila da Paz, Nathália Perugini, Claudio Alessandro Massamitsu Sakamoto
      First page: 094
      Abstract: A resistência anti-helmíntica (RAH) é o principal problema encontrado no tratamento de verminoses gastrointestinais em ovinos. Ovinos em todas as faixas etárias são parasitados por helmintos, embora a categoria mais suscetível seja a de cordeiros. A ação prejudicial dos parasitos não é verificada apenas no atraso de desenvolvimento, mas também na produção e qualidade da carne e da lã. Nos estados da região sul do Brasil (Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul), apresentam um índice elevado no número de animais infectados com alguma espécie de helmintos e com variável RAH a praticamente todos os fármacos encontrados no mercado. Sua principal causa é o manejo incorreto e utilização excessiva desses endoparasiticidas, o que leva a rápida adaptação dos vermes aos princípios ativos. Tentativas de minimizar o problema parasitário vêm sendo conduzidas através do controle integrado nas pastagens, em práticas como a rotação de piquetes, uso de diferentes espécies animais no mesmo piquete, cultivo de plantas menos propícias ao desenvolvimento das fases jovens dos parasitos e melhores índices nutricionais. Outra alternativa para o controle da verminose ovina seria a seleção de animais geneticamente resistentes aos parasitas gastrintestinais.
      PubDate: 2017-10-23
      DOI: 10.4025/revcivet.v4i0.39750
      Issue No: Vol. 4 (2017)
       
  • AVALIAÇÃO HEMATÓLOGICA DE BOVINOS ATRAVÉS DA VENOPUNÇÃO DA VEIA
           JUGULAR E COCCÍGEA MEDIA.

    • Authors: Letícia Maria de Almeida Santos, Ícaro do Nascimento Argentino, Rodrigo de Oliveira Mattosinho
      First page: 100
      Abstract: RESUMOO exame hematológico nos proporciona uma vasta possibilidade de diagnósticos de possíveis alterações nos animais submetidos aos testes, evidenciando componentes do sangue como células vermelhas, células brancas, proteínas, além de enzimas especificas de alguns órgãos. Por serem animais geralmente com temperamento difícil, no momento da venopunção os bovinos se estressam com muita facilidade, ocorrendo assim, possíveis alterações hematológicas devido à liberação enzimas e hormônios relacionados com o estresse, como por exemplo, a Creatinina Quinase e o Cortisol. A veia coccígea média possibilita uma menor manipulação do animal, minimizando a probabilidade de alterações hematológicas que levam a resultados não fidedignos, e assim consequentemente, um diagnóstico e tratamento incorretos.PALAVRAS-CHAVE: Estresse; alterações laboratoriais; sangue; exame. INTRODUÇÃO A hematologia clínica, assim como os exames bioquímicos para avaliações de enzimas renais, hepáticas entre outros, são exames comuns auxiliares no diagnóstico de patologias, tanto na Medicina Veterinária quanto na Medicina, contribuindo para determinação de tratamentos corretos e avaliação do prognóstico, assim como a resposta aos tratamentos pré-estabelecidos. Estes por si só, não são a confirmação da enfermidade, mas somados a exames complementares, anamnese e avaliação física, possuem grande importância na clínica médica e cirúrgica. Tendo em vista o cenário atual, onde bem-estar animal e boas práticas de manejo são elementos fundamentais na excelência da pecuária nacional, a presente pesquisa busca  estabelecer a via de eleição para colheita sanguínea dos bovinos de forma menos estressante, mais pratica e rápida priorizando o bem-estar animal e a segurança do indivíduo que estiver realizando a mesma. O rebanho nacional é constituído em sua grande maioria de animais Zebuínos, que possuem comportamento por vezes mais agitado e temeroso que os Taurinos, a identificação destes animais deve levar a mudanças de manejo e comportamento (SILVEIR et al., 2006). HematologiaO sangue é constituído de duas partes, uma parte celular e a outra líquida. A parte líquida é formada pelo plasma contendo fibrinogênio e soro. Tem a função de transporte de nutrientes, hormônios, metabólitos e excretas do organismo. As proteínas plasmáticas são compostas basicamente por albumina e globulinas, além de outras proteínas presentes no plasma. O fibrinogênio é uma proteína de maior quantidade no plasma que desempenha papel fundamental no processo da homeostase. Em reações inflamatórias, tem papel no reparo tecidual e na cicatrização. Respostas ao estresse sub-clínico podem ser identificadas por observação de alterações dos perfis hematológicos (D. JOHNSTON 2015). Na porção celular estão presentes os glóbulos sanguíneos, os quais são representados pelos eritrócitos, também chamados de hemácias, e juntamente as plaquetas ou também denominadas  trombócitos . Juntos, esses elementos constituem a série vermelha do sangue. A série branca é constituída pelos leucócitos ou glóbulos brancos. Estes são classificados em granulócitos (neutrófilos, eosinófilos e basófilos) e agranulócitos, sendo os linfócitos e monócitos (CARNEIRO, 2008). A análise hematológica é relevante não apenas para distúrbios do sistema hematológico, como também fundamental no diagnóstico de doenças sistêmicas. Embora o diagnóstico de uma doença pode apenas ocasionalmente ser baseado em um hemograma, estes podem contribuir com informações valiosas no diagnóstico, tratamento adequado, vigilância, e a formulação de um prognóstico em relação à futura evolução de uma doença num indivíduo (LEBLANC, 2005). Os vasos mais acessíveis e comumente utilizados na rotina de grandes animais para coleta de sangue em bovinos são a veia jugular externa e coccígea média. Se possível os animais devem estar corretamente contidos, calmos para evitar alterações hematológicas relacionadas ao relacionadas com a influência de hormônios liberados pelo estresse, gerando alterações no hemograma (KRAFT W, DÜRR UM, 2005; JONES M.L, ALLISON, R.W., 2007). Bioquímica SéricaA medicina laboratorial é uma ferramenta importante no auxílio dos profissionais no monitoramento da sanidade dos bovinos tanto em níveis individuais como de rebanhos (LEBLANC  2006, HERDT  1983).Através dos exames de perfis bioquímicos, não só podem ser detectados animais doentes, mas os rebanhos com maior risco para o desenvolvimento de deficiências metabólicas, alterações clínicas, subclínicas, reprodutivas e até doenças infecciosas podem ser precocemente diagnosticadas e assim realizando seu tratamento adequado (BARNOUIN, 1997; LEBLANC 2005; ROSSATO, 2000). Na medicina veter...
      PubDate: 2017-10-23
      DOI: 10.4025/revcivet.v4i0.39758
      Issue No: Vol. 4 (2017)
       
  • MANEJO E TRATAMENTO DE FERIDAS EM EQUINOS COM PRODUTOS FITOTERÁPICOS:
           REVISÃO DE LITERATURA

    • Authors: Letícia Maria de Almeida Santos, Ícaro do Nascimento Argentino, Rodrigo de Oliveira Mattosinho
      First page: 105
      Abstract: Resumo O objetivo do presente estudo é revisar sobre o emprego de fitoterápicos no tratamento tópico deferidas em equinos. Dentre todos os fitoterápicos abordados e discutidos, o barbatimão foi o medicamento mais eficaz no processo de cicatrização das lesões devido ao seu elevado índice de tanino presente em sua composição, matéria prima utilizada na produção do extrato, que induz o processo cicatricial mais rapidamente e sem efeitos citotóxicos nos ferimentos. No entanto, apesar de existirem estudos sobre a utilização dos fitoterápicos na Medicina Veterinária, a maioria deles é abordada com pouco rigor, recomendando-se conduzir os estudos de maneira mais criteriosa na busca de esclarecer sua atuação benéfica ou não sob o processo cicatricial em feridas de equinos.Palavras-Chave: Cicatrização; ferimentos e lesões; plantas medicinais.  Introdução Os cavalos são animais que apresentam comportamentos explosivos associados as atividades atléticas sendo esses fatores importantes para o aparecimento de lesões nesta espécie. Além disso, a natureza, pastagens sujas e instalações inadequadas também favorecem no desenvolvimento de feridas, principalmente em região de membros e região peitoral (WILMINK; VAN WEEREN, 2004; NETO, 2003; DUQUE, et al., 2007; CASTON, 2012).A permanência desses animais soltos em piquetes, principalmente quando há cerca de arame liso também colaboram para a ocorrência de ferimentos em equinos, podendo resultar em lacerações de pele, tendões, músculos e até mesmo ao óbito dependendo da extensão do trauma (THIAGO, 1995; MARTINS, et al., 2003).Sendo assim, os ferimentos localizados em região distais dos membros dos cavalos apresentam dificuldades no processo de cicatrização devido a menor presença de tecido de revestimento, um menor aporte sanguíneo, movimento da articulação intensa e uma maior chance para a contaminação predispondo a infecções e proliferação de tecido de granulação exuberante (HACKETT, 1978; THEORET, 2006).Como medida terapêutica indicadas para essas lesões é recomendável a aplicação de soluções antissépticas na lesão, tais como o iodo-povidona, solução de clorexidine, solução de Dakin ou hipoclorito de sódio, água oxigenada ou peróxido de hidrogênio, onde estas soluções apresentam atividades antimicrobianas minimizando o risco de infecções (MOENSet al., 1980; STASHAK, 1994).Outra forma alternativa de tratamento de lesões que são abordados na literatura e vem sendo testados rotineiramente na clínica cirúrgica de grandes animais, são os medicamentos fitoterápicos, por apresentarem atividades importantes e eficazes sobre o processo de cicatrização de feridas (GARROSet al., 2006).Diversas pesquisas são realizadas na tentativa de detectar uma maior eficácia da fitoterapia no tratamento de feridas em humanos e em diversas espécies de animais (FORO, 1988; TILLÁN CAPOet al., 2004). Podemos destacar as pesquisas realizadas com óleo de copaíba (EURIDES; MAZZANTI, 1995; POSSAet al., 2007), papaína (SANCHEZ et al., 1993), barbatimão (EURIDES et al., 1996), maracujá (GARROSet al., 2006), aloe vera, eucalipto, calêndula,confrey, jojoba, própolis (STASHAK; FARSVEDT; OTHIC, 2004), açúcar (PRATA
      PubDate: 2017-10-23
      DOI: 10.4025/revcivet.v4i0.39760
      Issue No: Vol. 4 (2017)
       
  • FENTANIL INTRANASAL – REVISÃO DE LITERATURA.

    • Authors: Marco Aurelio Camargo Fontanela, Marilda Onghero Taffarel, Gabriela Lazari
      First page: 111
      Abstract: O fentanil é um agonista opióide µ completo, com curta duração, as vantagens do seu uso incluem o rápido início de ação, além da inexistência de metabolitos ativos, o que provem menores efeitos adversos. A alta solubilidade lipídica e o baixo potencial de irritação local desse fármaco permitiram novas formulações com meios de administração transmucosa, dentre eles sprays nasais. Essa alternativa possui excelente absorção através da mucosa nasal, devido às características fisiológicas da mesma, como pouca camada celular e alta irrigação sanguínea. O objetivo dessa revisão é relatar os usos da administração intranasal desse fármaco, visando sua efetividade de conduta, efeitos esperados e a possível aplicabilidade na rotina veterinária. Tal pratica tem se mostrado, em humanos, tão efetiva quanto o uso de outros fármacos já sabidamente eficazes, como é o caso da morfina intravenosa. Além de possuir baixo potencial de efeitos adversos em humanos, o que também já é relatado em cão, fato que se dá graças à provável absorção direta para o sistema nervoso central. Ademais é importante ressaltar que muitas vezes os animais se apresentam assustados e relutantes a cateterismo venoso, seja por dor ou medo, nesses casos a conduta de aplicação intranasal deve ser levada em conta como opção de escolha.
      PubDate: 2017-10-23
      DOI: 10.4025/revcivet.v4i0.39781
      Issue No: Vol. 4 (2017)
       
  • DIAGNÓSTICO E CONTROLE DA COCCIDIOSE EM RUMINANTES

    • Authors: Layza Pardinho, José Paulo Caluz, Claudio Sakamoto
      First page: 116
      Abstract: Este trabalho foi realizado, com a finalidade de se fazer uma revisão bibliográfica atualizada, sobre a coccidiose gastrointestinal que acometem ruminantes. Descrevendo assim, sua etiologia, diagnóstico, controle e tratamento. A coccidiose apresenta como principal parasita, protozoários do gênero Eimeria, onde ocasionam menor desenvolvimento corporal, perda de peso, redução na produção, reduzida resistência a outras enfermidades e levando os animais à morte. Relatou-se que as perdas geradas pelos coccídeos atingem práticas de regime intensivo e extensivo, ocorrendo, na sua maioria, em animais jovens. O tratamento dos coccídeos é realizado por meio de anticoccidianos e medidas complementares tais como, medidas sanitárias e de manejo, uma vez que, a eficácia dos medicamentos depende da qualidade do produto, resistência do parasita e grau de infecção do animal.
      PubDate: 2017-10-23
      DOI: 10.4025/revcivet.v4i0.39782
      Issue No: Vol. 4 (2017)
       
  • IMPORTÂNCIA ECONÔMICA E SANITÁRIA DA FASCIOLOSE E
           HIDATIDOSE

    • Authors: Claudio Sakamoto, Gabriel da Silva Paiva, Eliton Akio Nosima Ueda, Karen Mika Sakai
      First page: 123
      Abstract: Com importância evidente na economia nacional e um potencial zoonótico relevante, as parasitoses fasciolose e hidatidose refletem em impactos socioeconômicos expressivos. Identificadas como zoonoses, elas possuem um potencial de transmissão à humanos relativamente alto, gerando um preocupante entrave à saúde pública e sendo de fato duas doenças muito importantes na vertente sanitária. Ambas são localizadas no mundo inteiro, estando presente em todo território brasileiro, porém, são comumente mais encontradas nas regiões sul e sudeste, por causa das condições ambientais favoráveis. Devido às doenças na maioria das vezes serem assintomáticas, o diagnóstico acaba sendo feito de maneira tardia e em animais muitas vezes descobertas somente no exame post-mortem, e isso acaba influenciando no agravamento clínico tanto de animais como de humanos. Além disso, os animais contaminados podem gerar sérios prejuízos econômicos para produtores e frigoríficos, pelo fato de vísceras e carcaças estarem contaminadas e não possuir mais especificidade, influenciando diretamente na produção de leite, na engorda dos animais de corte e também por expor de maneira negativa o produtor tanto para o mercado interno como ao externo.
      PubDate: 2017-10-23
      DOI: 10.4025/revcivet.v4i0.39784
      Issue No: Vol. 4 (2017)
       
  • BIOLOGIA E EPIDEMIOLOGIA DA EIMERIOSE EM RUMINANTES

    • Authors: Isabela Francisco Cardoso, Lara Marques, Maria Alves, Claudio Sakamoto
      First page: 131
      Abstract: Este trabalho foi realizado, com a finalidade de se fazer uma revisão bibliográfica atualizada, sobre a epidemiologia da coccidiose de ruminantes. A coccidiose é causado por protozoários do gênero Eimeria, parasitos mononexos, onde o seu desenvolvimento se completa em duas etapas: a fase exógena e endógena. Durante a fase endógena o parasita se instala no intestino do hospedeiro, ocasionando menor desenvolvimento corporal, perda de peso, redução na produção, reduzida resistência a outras enfermidades e levando os animais à morte. Relatou-se que as perdas geradas pelos coccídeos atingem práticas de regime intensivo e extensivo, ocorrendo, na sua maioria, em animais jovens. Foi descrito fatores que interferem na frequência epidemiológica, como idade do animal, imunidade do hospedeiro, fatores relacionados ao parasita, manejo dos animais e clima.
      PubDate: 2017-10-23
      DOI: 10.4025/revcivet.v4i0.39790
      Issue No: Vol. 4 (2017)
       
  • DIAGNÓSTICO DE BEM-ESTAR EM BOVINOCULTURA DE LEITE

    • Authors: Andressa Rodrigues Lazarin, Barbara Cristina Mazzucatto
      First page: 137
      Abstract: O bem-estar animal é um assunto amplamente discutido em escala mundial, em grande parte das atividades humanas que envolvem animais. No caso de animais de produção, a preocupação em produzir de forma ética, respeitando o bem-estar dos animais, levou a construção de regulamentações e leis que regem a produção animal em diversos países do mundo. Em países em desenvolvimento a questão de quem vai arcar com os custos de uma melhoria na qualidade de vida aos animais de produção é em parte responsável por uma limitação de progressos nessa área. Bem-estar pode ser definido como o estado do animal frente às suas tentativas de se adaptar ao ambiente em que se encontra. Portanto, quanto maior o desafio imposto pelo ambiente, mais dificuldade o animal terá em se adaptar e, consequentemente, menor será seu grau de bem-estar. O bem-estar pode variar entre muito pobre e muito bom, sendo assim, não se pode simplesmente pensar em preservar e garantir o bem-estar, mas sim em melhorá-lo ou assegurar que ele seja bom. uma das formas de diagnostico de bem-estar é composto por quatro conjuntos de indicadores: nutricionais, de conforto, sanitários e comportamentais, os quais podem ser classificados em inadequados, regulares e adequados, de acordo com critérios específicos, estabelecendo notas para cada item avaliado em cada indicador. As decisões finais para cada conjunto de indicadores devem ser integradas em um único resultado, o qual será o grau final de bem-estar. Neste contexto, parece interessante o desenvolvimento de pesquisas na área de diagnóstico de bem-estar, para que se possa subsidiar a elaboração de leis e o controle do bem-estar animal nos sistemas produtivos brasileiros para bovinos.
      PubDate: 2017-10-23
      DOI: 10.4025/revcivet.v4i0.39793
      Issue No: Vol. 4 (2017)
       
  • TÉCNICAS DE AVALIAÇÃO DA HEMOSTASIA EM FELINOS

    • Authors: Mariana Silva Macedo, Elisangela dos Santos Viaes, Paulo Fernandes Marcusso
      First page: 143
      Abstract: A hemostasia pode ser definida como um conjunto de mecanismos que conduzem uma respos-ta efetiva a uma injuria vascular e ao mesmo tempo garante a fluidez do sangue nos vasos e a perfusão tecidual. O mecanismo hemostático compõe-se de três processos: hemostasia primá-ria, secundária e terciária. A hemostasia primária é desencadeado por uma lesão vascular. Imediatamente, mecanismos locais produzem vasoconstrição, alteração da permeabilidade vascular com produção de edema, vasodilatação dos vasos tributários da região em que ocor-reu a lesão e adesão das plaquetas. A hemostasia secundária envolve a formação de comple-xos macromoleculares de fibrina pela coagulação de proteínas na superfície do plug plaquetá-rio primário. Concomitantemente a formação do tampão hemostático, iniciam-se os mecanis-mos fibrinolíticos, que promovem a degradação enzimática do fibrinogênio e da fibrina e outros fatores de coagulação ativados, permitindo o reparo definitivo da injúria vascular e o controle sobre os eventos trombóticos. Alterações podem ocasionar problemas em qualquer uma das vias da hemostasia. O presente artigo tem por objetivo revisar as alterações e as técnicas de avaliação de hemostasia em felinos.
      PubDate: 2017-10-23
      DOI: 10.4025/revcivet.v4i0.39821
      Issue No: Vol. 4 (2017)
       
  • TIPOS SANGUÍNEOS EM CÃES DOMÉSTICOS (Canis familiaris) – REVISÃO DE
           LITERATURA

    • Authors: NICOLLE MOTTA REIS, Mayra Carraro Di Gregorio
      First page: 147
      Abstract:                Atualmente, os tipos sanguíneos existentes reconhecidos e passíveis de serem testados são os DEA 1 (DEA 1.1, 1.2), 3, 4, 5 e 7, além dos recentes Dal, Kai 1 e Kai 2. Estudos sugerem um padrão de herança autossômico dominante. A expressão dos antígenos eritrocitários é controlada por um único locus gênico, sendo este simples ou complexo. O DEA 3, 4,  5 e 7 possuem polimorfismo simples, onde a ausência do gene neste locus significa a ausência do antígeno na membrana eritrocitária. Já DEA 1 são complexos, pois existe mais de um alelo para o mesmo locus. Um cão pode apresentar qualquer combinação destes antígenos, exceto dois antígenos pertencentes ao mesmo locus (por exemplo, DEA 1.1 e DEA 1.2). Os cães não apresentam anticorpos naturais clinicamente importantes contra antígenos eritrocitários. Entretanto, quando ocorre a produção de aloanticorpos induzidos por uma transfusão incompatível podem ocasionar desde uma retirada mais rápida da circulação até episódios severos de hemólise e reações transfusionais. Atribui-se importância clínica apenas aos grupos DEA 1.1, DEA 1.2 e DEA 7 por serem os mais antigênicos, respectivamente. O DEA 4 possui alta prevalência nas populações caninas e o anti-DEA 4 são fracos, não provocando reações. As combinações sanguíneas mais freqüentes foram DEA 1.1 com DEA 4 e DEA 1.2/1.3 com DEA 4. A tipificação pode ser realizada de várias formas, porém teste em gel e teste em cartão são os mais simples de serem realizados. As reações transfusionais podem ser desencadeadas por qualquer um dos componentes do sangue,sendo queas mais severas ocorrem quando grande quantidade de sangue incompatível é transfundida a um receptor sensibilizado. Este alto índice de incompatibilidade sanguínea indica a importância deste teste, uma vez que, no Brasil a tipagem sanguínea não está amplamente difundida como teste de rotina.
      PubDate: 2017-10-23
      DOI: 10.4025/revcivet.v4i0.39830
      Issue No: Vol. 4 (2017)
       
  • EPIDEMIOLOGIA DA CISTICERCOSE BOVINA NO ESTADO DO PARANÁ

    • Authors: Verena Maria Menegotto; Milena Chinaglia Bogo, Claudio Alessandro Massamitsu Sakamoto
      First page: 155
      Abstract: A cisticercose bovina é uma doença zoonótica parasitária, provocada pela presença das formas larvárias das Taenia saginata. O bovino é o hospedeiro intermediário, que adquire a doença ingerindo os ovos provenientes das fezes humanas infectadas, que contaminam pastos, verduras, legumes e principalmente a água. A ocorrência desta zoonose ocorre de forma desigual em nosso país por estar diretamente relacionada com as condições sanitárias e nível sócio-econômico-cultural da população, estabelecendo divergência de nível em algumas regiões endêmicas e em outras apenas coexistindo. É um problema de saúde pública e animal que reflete negativamente na produção de carne. Trata-se de uma das afecções mais ocorrentes nos abates sob inspeção sanitária sendo motivo de preocupação para frigoríficos e produtores, devido os prejuízos ocasionados pela mesma. No Paraná, cerca de cerca de 30 milhões de Kg de carne foram condenadas no período de 2004-2008 por conta da doença, que vem demonstrando um aumento da incidência nas últimas décadas. Com isso, constata-se ser de suma importância continuar desenvolvendo programas de sanidade animal, para o controle de enfermidades.  
      PubDate: 2017-10-23
      DOI: 10.4025/revcivet.v4i0.39831
      Issue No: Vol. 4 (2017)
       
  • Uso de fitoterápicos na piscicultura

    • Authors: Vinicius Skau Perino, Letícia Ayumi Kashiwaqui, Paulo Fernandes Marcusso
      First page: 160
      Abstract: O grande crescimento da piscicultura é consequência da intensificação no processo produtivo, contudo essa prática impõe maior desafio fisiológico aos animais e pode gerar o surgimento de inúmeras doenças parasitárias, bacterianas e fúngicas. Para o tratamentos dessas enfermidades são utilizadas químicas que poluem o meio ambiente, induzem a resistência de patógenos e se acumulam nos tecidos dos animais. A fitoterapia surge como uma alternativa segura e eficaz no tratamento e profilaxia de doenças em peixes, com menor toxicidade, baixa geração de resíduos ambientais e para os animais. Esta revisão tem como objetivo descrever algumas plantas com potencial fitoterápico no tratamento e profilaxia de patógenos na piscicultura. Palavras: Piscicultura, Resistência e Sistema Imune.
      PubDate: 2017-10-23
      DOI: 10.4025/revcivet.v4i0.39832
      Issue No: Vol. 4 (2017)
       
  • POLIOENCEFALOMALÁCIA POR DEFICIÊNCIA DE TIAMINA EM RUMINANTES –
           REVISÃO BIBLIOGRÁFICA

    • Authors: Felipe Eduardo Dal Mas, Matheus Morillo Bär, Erica Cristina Bueno do Prado Guirro
      First page: 163
      Abstract: RESUMO A polioencefalomalácia é uma doença neurológica que afeta ruminantes e que decorre de diversas causas, dentre elas a deficiência de tiamina, que é um cofator de vias metabólicas de produção de energia dentro da célula. Portanto, a falta de tiamina gera déficit energético e consequente falha na regulação osmótica das células nervosas, levando à tumefação e necrose neuronal. A deficiência pode acontecer devido à menor produção de tiamina, produção de tiaminases bacterianas no rúmen, ingestão de tiaminases de plantas e pela ação de análogos inativos da tiamina. Animais jovens e animais com dietas contendo altos teores de enxofre e de concentrado são mais predispostos à doença. As lesões de necrose cerebral são acompanhadas de edema e de aumento da pressão intracraniana, que levam às manifestações neurológicas, principalmente alterações de comportamento, cegueira, ataxia, tremores musculares, estrabismo, pressão da cabeça contra obstáculos, opistótono e convulsões. Seu diagnóstico antemortem é difícil e, portanto, realizar terapia-diagnóstica com tiamina é uma alternativa interessante, ainda mais quando associada à medicamentos capazes de reduzir o edema cerebral.
      Palavras-chave: Neurologia, Necrose cerebrocortical, Tiaminases, Amprólio, Enxofre. INTRODUÇÃO Dentre as doenças neurológicas que acometem os ruminantes, encontra-se a polioencefalomalácia (PEM), termo que define uma alteração morfológica do encéfalo caracterizada por necrose (malácia) da substância cinzenta (pólio). Todavia, o nome polioencefalomalácia é utilizado para definir a enfermidade neurológica ocasionada pela deficiência de tiamina (vitamina B1), também chamada necrose cerebrocortical.O principal fator que pode causar a PEM é a necessidade da tiamina ser sintetizada no rúmen e, posteriormente, ser absorvida, uma vez que ela não é armazenada no organismo. Deste modo, alterações na microbiota, principalmente em dietas ricas em concentrado, prejudicam a síntese ou a absorção de tiamina. Além disso, a proliferação de bactérias ruminais produtoras de tiaminases ou a presença de amprólio, de algumas plantas tóxicas ou níveis elevados de enxofre também estão associadas a esta doença.A PEM é uma doença difusa do sistema nervoso central, que ocorre pela falta de energia neste sistema, em consequência da menor quantidade de tiamina. Essa deficiência gera edema celular e necrose que aumentam a pressão intracraniana, o que acaba por agravar ainda mais o edema e a necrose celular, levando à diversas manifestações clínicas neurológicas inespecíficas.Há diversos diagnósticos diferencias e os resultados de exames laboratoriais e de imagem são inconclusivos, o que dificulta o diagnostico definitivo antemortem. Frequentemente, o diagnóstico depende da resposta clínica à administração da tiamina. DESENVOLVIMENTO A polioencefalomalácia (PEM) é uma enfermidade neurológica frequente e importante dos ruminantes (SMITH e GEORGE, 2010) já descrita em bovinos (RACHID et al., 2011), ovinos (SCOTT, 2004b), caprinos (LONKAR e PRASAD, 1994), lhamas (KIUPEL et al., 2003) e búfalos (GUIMARÃES et al., 2008). O termo polioencefalomalácia caracteriza a lesão morfológica marcada pela necrose (malácia) da substância cinzenta (pólio) (SANT’ANA et al., 2009b) que também pode acontecer em outras doenças.As causas de PEM são diversas e podem estar ligadas ou não ao metabolismo da vitamina B1, também denominada tiamina. Dentre as causas estão a deficiência na produção de tiamina por alterações na microbiota ruminal, a destruição da tiamina por tiaminases (RADOSTITS et al., 2002; NILES, 2017), análogos inativos da tiamina como o amprólio (LONKAR e PRASAD, 1994; SANT’ANA et al., 2009; NOGUEIRA et al., 2010), o consumo excessivo de enxofre (OLKOWSKI et al.,1992; LOW et al., 1996; GOULD, 2000; CUNHA, 2010; DELFIOL et al., 2013), a intoxicação por sal (RACHID et al., 2011; NICKOLLY et al., 2013; NILES, 2017), o consumo excessivo de melaço (RADOSTITS et al., 2002), a intoxicação por chumbo (RACHID et al., 2011; NILES, 2017) e a infecção por herpesvírus bovino tipo-5 (CUNHA, 2010).Quanto aos fatores de risco, a PEM por deficiência de tiamina acomete principalmente animais jovens, principalmente os bovinos de seis a 18 meses (ANDREWS, 2004; HASKELL, 2008). Não há predisposição de sexo, raça e sazonalidade na PEM (SANT’ANA et al., 2009a). Fatores como consumo excessivo de fontes de enxofre em água e ração e o fornecimento de dietas com muito concentrado e pouca fibra efetiva podem levar à acidose ruminal, capaz de reduzir a síntese e a absorção de tiamina (RADOSTITS et al., 2002; HASKELL, 2008; CUNHA, 2010; SMITH e GEORGE, 2010; DORE e SMITH, 2017). Entretanto, a doença ocorre comumente em animais criados a pasto (MENDES et al., 2007; SANT’ANA, et al. 2009a) e, portanto, sugere-se que neste caso a enfermidade deva-se à ingestão de tiaminases ou do consumo de fibra de baixa qualidade, que também podem alterar a microbiota e ocasi...
      PubDate: 2017-10-23
      DOI: 10.4025/revcivet.v4i0.39837
      Issue No: Vol. 4 (2017)
       
  • IMPORTÂNCIA ECONÔMICA E SANITÁRIA DA CISTICERCOSE NO BRASIL

    • Authors: Gabriela de Almeida, Matheus Henrique Leal, Claudio Alessandro Massamitsu Sakamoto
      First page: 170
      Abstract: A cisticercose possui suma importância zootécnica e econômica na criação de bovinos. Classificada como zoonose com grande potencial de disseminação à humanos, essa doença se constitui em um grave problema à saúde pública, portanto, muito importantes no aspecto sanitário. Dispõe-se distribuída pelo mundo, estando presente em todo o território brasileiro, principalmente em locais com condições epidemiológicas favoráveis. Por não apresentar sintomas muito expressivos, acaba sendo diagnosticada de forma tardia, com identificação apenas no serviço de inspeção de frigoríficos. Animais infectados podem trazer inúmeros prejuízos econômicos ao produtor e aos frigoríficos, pela condenação de vísceras e carcaças contaminadas, assim como pelo fato de interferirem negativamente no mercado consumidor e exportador, entre outros fatores.
      PubDate: 2017-10-23
      DOI: 10.4025/revcivet.v4i0.39838
      Issue No: Vol. 4 (2017)
       
  • RABDOMIÓISE POR ESFORÇO EM EQUINOS – REVISÃO
           BIBLIOGRÁFICA

    • Authors: Matheus Morillo Bär, Felipe Eduardo Dal Mas, Marilene Machado Silva
      First page: 175
      Abstract: RESUMO A rabdomiólise por esforço é uma afecção comum em equinos atletas, importante causa de queda no desempenho e perda da capacidade atlética. Se caracteriza  principalmente por intolerância ao exercío, dor muscular à palpação, hipertermia e desidratação na agudização da doença. Mesmo que sua patogenia não seja completamente elucidada, sabe-se que são muitos os fatores predisponentes, dentre eles podemos citar o acúmulo de polissacarídeos e fatores genéticos, ligados ao metabolismo muscular. Além das complicações musculares, pode ocorrer lesão renal, comprometimento circulatório e laminite. Seu tratamento deve ser imediato por ser considerado emergência médica, requerendo monitoramento até a resolução do quadro do paciente, exigindo fluidoterapia agressiva e possível tratamento medicamentoso com anti-inflamatórios e analgésicos. Percebe-se que o índice de sucesso do tratamento está ligado a precocidade em que o atendimento for iniciado. INTRODUÇÃO A rabdomiólise é uma enfermidade caracterizada por lesão muscular, sendo uma das causas mais comuns o esforço físico intensa sem condicionamento anterior, esta, é uma importante causa de interrupção na rotina  de treinamento, intolerância ao exercício e queda no rendimento atlético dos equinos.Sua manifestações clínicas podem ser de forma aguda ou crônica, e requerem algum exercício prévio,  que ultrapassa o limite de condicionamento do animal, podendo ser de alta ou baixa intesidade, em variáveis durações. Nestes casos, o animal pode apresentar a clínica clássica da doença, com intolerância a locomoção, sudorese, dor muscular à palpação, hipertermia, entre outros, caracterizando a forma aguda, já na forma crônica pode não manifestar nenhuma alteração aparente e neste caso o uso de exames complementares torna-se necessário.Visto isso, este trabalho tem como objetivo realizar uma revisão bibliográfica sobre o tema síndrome da rabdomiólise por esforço, abordando etiologia, manifestações clínicas, complicações, diagnóstico, tratamento e prevenção desta doença. DESENVOLVIMENTO As miopatias desenvolvidas pelo exercício e esforço muscular intenso foram reportadas por Carlström (1931 apud EL-DEEB e EL-BAHR, 2014, p 486), que havia indicado uma deficiênca no metabolismo da glicose. A partir disso elas receberam muitas denominações na literatura ao longo do tempo, como rabdomiólise por esforço, síndrome do cavalo atado, mal da segunda feira, azotúria e mioglobinúria paralítica (QUIST et al., 2011; VALBERG, 2010; THOMMASSIAN, 2005; ANDREWS, 1994), mesmo que estes termos englobem as miopatias do tipo miogênico, as lesões e alterações das fibras musculares são devido ao exercício, é certo que todas estão relacionadas e representam variados graus da mesma condição (MACLEAY, 2004; RADOSTITS et al., 2002). Considerando termos patológicos, rabdomiólise é o  termo mais adequado para esta afecção, deste modo atualmente a condição recebe o nome de síndrome da rabdomiólise por esforço ou dos equinos (SRE) (RADOSTITS et al., 2002).A rabdomiólise por esforço, compreende desordens musculares com evidências clínicas agudas ou crônicas de necrose muscular associada à atividade física (VALBERG, 1996), sua principal causa é o esforço excessivo do animal, o qual é decorrente do exercício, tanto de resistência como de intensidade, que exceda o estado de treinamento prévio do cavalo (VALBERG, 2010).A SRE pode acometer animais de qualquer raça, sexo e idade, não apresentando caráter sazonal. Apesar de sua patogenia não estar completamente elucidada sabe-se que são muitos os fatores predisponentes para a condição, dentre eles pode-se citar elevada quantidade de carboidratos na dieta, deficiência de vitamína E e Selênio, animais com maior quantidade de massa muscular, desbalanços eletrolíticos e hormonais, fatores genéticos e principalmente o grau de condicionamento físico do animal (KNOTTENBELT e PASCOE, 2014; RIVERO e PIERCY, 2014; RADOSTITS et al., 2002; VALBERG, 1996), com o avanço dos meios diagnósticos foi esclarecido que a acidose lática não está presente em equinos com SRE, que cavalos hipotireoideos não apresentam miopatia degenerativa e que são raras as SRE com distúrbios eletrolíticos como causas primárias (VALENTINE, 2012).A dor apresentada durante os episódios de SRE está associada com a fadiga muscular, que pode regredir logo após o exercício, porém as lesões musculares podem permanecer por dias a semanas nestes animais (VALBERG, 1996). Valentine (2012) relatou que a necrose das células musculares em si não causa dor ao paciente, então outros fatores como a lesão oxidativa das membranas biológicas, secundária à necrose e produção de espécies reativas de oxigênio, levariam a lesão muscular e isquemia, resultando em mialgia. El-Deeb e El-Bahr  (2010) indica que a isquemia pode levar a uma remoção deficiente do ácido lático da musculatura resultando em queda no pH muscular, esta queda inibe a fosfofrutoquinase, reduzindo a produção de ATP pela via glicolítica e, deste modo, a ...
      PubDate: 2017-10-23
      DOI: 10.4025/revcivet.v4i0.39839
      Issue No: Vol. 4 (2017)
       
 
 
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