for Journals by Title or ISSN
for Articles by Keywords
help
Followed Journals
Journal you Follow: 0
 
Sign Up to follow journals, search in your chosen journals and, optionally, receive Email Alerts when new issues of your Followed Jurnals are published.
Already have an account? Sign In to see the journals you follow.
Acta Médica Portuguesa
   Follow    
  This is an Open Access Journal Open Access journal
     ISSN (Print) 0870-399X - ISSN (Online) 1646-0758
     Published by Ordem dos Médicos Homepage  [1 journal]   [SJR: 0.118]   [H-I: 11]
  • Estudo de Adaptação e Características Psicométricas da
           Versão Portuguesa da Adolescent Coping Scale – Escala de Coping
           para Adolescentes

    • Authors: Diogo Frasquilho Guerreiro, Diana Cruz, Maria Luísa Figueira, Daniel Sampaio
      Abstract: Introdução: O coping é um processo psicológico que leva ao ajustamento individual perante situações de stress. A Adolescent Coping Scale é um instrumento de investigação e uma ferramenta clínica, amplamente utilizada. O presente estudo tem como objectivos desenvolver uma versão Portuguesa da Adolescent Coping Scale e analisar as estratégias e estilos de coping dos jovens da nossa amostra.
      Material e Métodos: Um questionário anónimo compreendendo a Adolescent Coping Scale obteve respostas de 1 713 alunos (56% do sexo feminino, com idades compreendidas entre os 12 e os 20 anos e uma média etária de 16). O estudo de validade da escala contemplou: análise em componentes principais e avaliação da consistência interna; análise confirmatória através de modelo de equações estruturais. Posteriormente, foram comparadas por género as estratégias e estilos de coping da amostra (testes t para amostras independentes).
      Resultados: A estrutura final da adaptação da Adolescent Coping Scale reteve 70 itens, que avaliam 16 estratégias de coping agrupadas em três estilos distintos. As escalas apresentaram bons valores de consistência interna (alfas de Cronbach compreendidos entre 0,63 e 0,86, com a exceção de uma dimensão que apresentou um valor de 0,55) e o modelo confirmatório demonstrou bom fit (goodness of fit index compreendidos entre 0,94 e 0,96). Foram eliminadas duas estratégias de coping por motivos estatísticos (ausência de saturação de itens suficientes nas dimensões correspondentes). Verificámos que o estilo de coping focado na resolução do problema é aquele maioritariamente utilizado pelos adolescentes da nossa amostra, em ambos os sexos. No sexo feminino observaram-se valores médios mais elevados nos estilos de coping não produtivo e de referência a outros.
      Discussão: A versão adaptada apresenta elevada semelhança com a escala original, com alterações minor espectáveis tendo em conta que o coping é influenciado por variáveis culturais, geográficas e sócioeconómicas.
      Conclusão: O presente estudo representa uma parte importante do protocolo de validação Portuguesa da Adolescent Coping Scale, nomeadamente a sua adaptação linguística, estudo da consistência interna e da estrutura fatorial.
      PubDate: 2014-04-30
      Issue No: Vol. 27 (2014)
       
  • Análise da Revisão Cochrane: Inibidores da Trombina versus
           Antagonistas da Vitamina K na Prevenção do Acidente Vascular
           Cerebral em Doentes com Fibrilhação Auricular
           Não-Reumática. Cochrane Database Syst Rev. 2014,3:CD009893.

    • Authors: António Vaz Carneiro, João Costa
      Abstract: Uma das complicações mais importantes dos doentes com fibrilhação auricular não-reumática é o acidente vascular cerebral isquémico. A prevenção desta complicação é habitualmente feita através da anticoagulação oral. Até há alguns anos atrás a varfine era o agente mais utilizado, mas recentemente duas novas classes surgiram para a prevenção do acidente vascular cerebral nestes doentes: os inibidores directos da trombina (dabigratano e ximelagatrano) e os inibidores do factor Xa (rivaroxabano, apixabano e edoxabano). Na presente revisão sistemática compararam-se o dabigatrano, o AZD0837 e o ximelagatrano (apenas incluído nos resultados da revisão em análises post-hoc por ter sido retirado do mercado por questões de segurança) com a varfine, em termos de eficácia e segurança. Os resultados indicam que em termos de eficácia não há diferenças entre a varfine e os inibidores da trombina (com excepção do dabigatrano na dose de 150 mg BID). Em termos de segurança, os inibidores da trombina provocaram menos hemorragias, mas verificou-se um aumento da interrupção de tratamento por efeitos adversos. Não se verificaram diferenças na taxa de mortalidade global entre os dois grupos farmacológicos.
      PubDate: 2014-04-30
      Issue No: Vol. 27 (2014)
       
  • Os Médicos e a Gestão

    • Authors: Manuel Delgado
      PubDate: 2014-04-30
      Issue No: Vol. 27 (2014)
       
  • A Medicina na Obra de Amadeo de Souza-Cardoso

    • Authors: Ana Rita Travassos, L. Soares-de-Almeida, Rui Tato Marinho
      Abstract: Amadeo de Souza-Cardoso (1887-1918), vulto do movimento do Modernismo em Portugal, estudou e iniciou a sua obra em Paris para onde partiu aos 19 anos de idade. Curiosamente, Amadeo consolidou fortes relações de amizade ao longo da sua vida com alguns médicos, seus contemporâneos. O primeiro foi Manuel Laranjeira, médico, poeta e ensaísta, que terá sido determinante na escolha do caminho dos estudos artísticos aos 17 anos de idade. Em 1909, contactou com o dermatologista Paul Alexander e posteriormente o Dr. Martins, que acompanhou o pintor nas Termas das Taipas, por uma dermatose que o impediu de pintar nos últimos tempos de vida. Descrita como um eczema que comprometia as mãos e a face, provavelmente uma dermite de contacto alérgica a tintas ou outros produtos que não chegou a ser esclarecida, com a morte precoce do artista aos 30 anos por ‘febre pneumónica’. As doenças profissionais comprometem a prática de muitas profissões e os artistas plásticos, nomeadamente os pintores, constituem um dos grupos de
      risco. O contacto com diversos componentes de tintas, diluentes e produtos de limpeza está associado à sensibilização por contacto e os alergenos responsáveis por dermites de contacto alérgicas vão mudando, de acordo com os padrões de utilização e composição dos produtos.
      PubDate: 2014-04-30
      Issue No: Vol. 27 (2014)
       
  • Polimastia Axilar: Um Diagnóstico no Puerpério

    • Authors: Cátia Lourenço, Margarida Brandão
      PubDate: 2014-04-30
      Issue No: Vol. 27 (2014)
       
  • Dentes Supranumerários: Um Achado Radiológico

    • Authors: Maria Godinho, André Figueiredo, André Correia
      PubDate: 2014-04-30
      Issue No: Vol. 27 (2014)
       
  • Referente ao Artigo: S Fernandes, E Leite, F Vieira, J Costa Santos. O
           Anunciado DSM-5: Que implicações em Psiquiatria Forense'
           Acta Med Port 2014;27:126-34

    • Authors: João Gama Marques
      PubDate: 2014-04-30
      Issue No: Vol. 27 (2014)
       
  • Declínio Cognitivo de Etiologia Medicamentosa

    • Authors: Luís Caldeira, Sara Varanda, Álvaro Machado, Carla Ferreira, Gisela Carneiro
      Abstract: Nos doentes idosos há um risco elevado de medicação inapropriada e de efeitos adversos da polimedicação. Doente do sexo feminino, 68 anos, previamente autónoma, recorre ao Serviço de Urgência por suspeita de Acidente Vascular Cerebral. Segundo o marido, nos seis meses prévios à admissão, apresentou progressiva dependência funcional e períodos de desorientação. Por esse motivo, havia recorrido a consultas de diferentes especialidades, encontrando-se polimedicada, sendo impossível perceber a posologia administrada. Apresentava-se desatenta, desorientada, apráxica, com mioclonias e marcha atáxica. Durante o internamento, após suspensão de toda a medicação crónica, revelou melhoria gradual, apresentando, à data de alta, exame neurológico completamente normal. A iatrogenia medicamentosa como causa reversível para quadros demenciais deve ser equacionada. Todos os doentes, particularmente os idosos e seus cuidadores, deverão ser adequadamente informados acerca dos medicamentos prescritos e da respetiva posologia. A utilização do modelo biopsicossocial poderá evitar a polimedicação inapropriada e a iatrogenia.
      PubDate: 2014-04-30
      Issue No: Vol. 27 (2014)
       
  • Nefrite Tubulointersticial e Uveíte com Granulomas não Caseosos
           na Biópsia Óssea

    • Authors: Maria Fraga, Maria João Nunes da Silva, Margarida Lucas, Rui M. Victorino
      Abstract: A Síndrome nefrite túbulo intersticial e uveíte é uma síndrome rara e provavelmente sub-diagnosticado na prática clinica. É caracterizada pela ocorrência de nefrite intersticial e de uveíte, sendo um diagnóstico de exclusão. Granulomas não caseosos nos vários tecidos são raros, estando descritos apenas seis casos de granulomas não caseosos na medula óssea. Apresentamos um caso de uma mulher de 55 anos, com quadro de três meses de evolução de astenia e emagrecimento. Laboratorialmente apresentava anemia e insuficiência renal. A biopsia renal revelou nefrite intersticial e a biópsia da medula óssea mostrou granulomas não caseosos. Um mês depois surgiu uveíte anterior do olho esquerdo. A exclusão de todas as possíveis etiologias permitiu o diagnóstico final de Síndrome nefrite túbulo intersticial e uveíte com granulomas não caseosos na medula óssea. Considerando que as manifestações oculares e renais podem não ocorrer simultaneamente, a Síndrome nefrite túbulo intersticial e uveíte deve ser sistematicamente equacionada em
      doentes com nefrite intersticial e/ou uveíte, podendo os granulomas fazer parte desta rara patologia.
      PubDate: 2014-04-30
      Issue No: Vol. 27 (2014)
       
  • Complexo de Von Meyenburg ou Metástases Hepáticas' Caso
           Clínico e Revisão da Literatura

    • Authors: Inês Silveira, Fernando Mota, João Pedro Ferreira, Renata Dias, Pedro Leuschner
      Abstract: As lesões hepáticas são achados comuns na prática clínica. Os hamartomas dos ductos biliares, vulgarmente conhecidos por complexo de Von Meyenburg, são malformações hepáticas benignas que se apresentam histologicamente como pequenas dilatações quísticas dos ductos biliares, revestidas por tecido fibroso. Representam uma entidade clinico-patológica rara, tipicamente assintomática e sem alterações nos parâmetros hepáticos. O aspeto imagiológico é variável, podendo apresentar-se como múltiplas pequenas lesões dispersas pelo fígado, ou mais raramente como nódulo isolado. Os achados imagiológicos podem mimetizar lesões secundárias e, apesar da aparente benignidade da patologia, estão descritos casos de progressão para colangiocarcinoma. É, por isso, importante incluir este complexo no diagnóstico diferencial das lesões hepáticas focais, sendo fundamental uma investigação minuciosa para a sua diferenciação. Os autores pretendem com este caso dar a conhecer uma apresentação atípica de uma entidade rara e pouco ponderada na prática clínica.
      PubDate: 2014-04-30
      Issue No: Vol. 27 (2014)
       
  • Doenças Neurológicas nos Contos de Dalton Trevisan

    • Authors: Hélio A.G. Teive, Renato P. Munhoz, Luciano de Paola
      Abstract: Introdução: A relação entre a Literatura ficcional e a Medicina, em particular com a Neurologia, é bastante ampla. O objetivo desta revisão é de analisar a obra de Dalton Trevisan, considerado o mais importante escritor brasileiro de contos, com foco na descrição de enfermidades neurológicas nela contida.
      Material e Métodos: Os autores avaliaram os livros de Dalton Trevisan que foram publicados desde 1959 até 2012.
      Resultados: São apresentadas, de forma resumida, descrições de condições neurológicas frequentes, como epilepsia e doenças cerebrovasculares.
      Discussão: Nesta revisão são abordadas várias doenças neurológicas, de grande prevalência na população em geral, como as epilepsias e as doenças cerebrovasculares, as quais são descritas de forma objetiva e prática pelo mestre brasileiro da narrativa curta.
      Conclusão: O mundo ficcional do famoso contista brasileiro Dalton Trevisan está associado com inúmeros fatos do cotidiano, em particular o trágico-grotesco, e desta forma, as enfermidades neurológicas, particularmente as epilepsias e os quadros de acidente vascular encefálico, são referências que aparecem em sua obra.
      PubDate: 2014-04-30
      Issue No: Vol. 27 (2014)
       
  • Comparação do Desempenho do SF-6D e do EQ-5D em Diferentes
           Grupos de Doentes

    • Authors: Lara N. Ferreira, Pedro L. Ferreira, Luis N. Pereira
      Abstract: Introdução: O objectivo geral deste artigo consiste em comparar o desempenho do EQ-5D e do SF-6D em quatro grupos de doentes que sofrem de asma, doença pulmonar obstrutiva crónica, cataratas e artrite reumatóide. Em particular, este artigo tem dois objectivos específicos: 1) estudar o nível de concordância entre os índices e os sistemas descritivos das dimensões do SF-6D e EQ-5D, e 2) analisar a capacidade de discriminação dos instrumentos.
      Material e Métodos: Uma amostra de 643 doentes respondeu ao SF-36v2 e ao EQ-5D. Foram analisados a capacidade de discriminação dos instrumentos, bem como o nível de concordância entre os índices e os sistemas descritivos das dimensões do SF-6D e EQ-5D. O nível de concordância entre os instrumentos foi estudado com base em coeficientes de correlação e nos gráficos de Bland-Altman, enquanto a influência da condição médica e de outras variáveis de natureza sociodemográfica nos índices foi analisada com o recurso a testes não paramétricos. Utilizaram-se também testes para amostras emparelhadas para identificar diferenças entre os
      scores finais dos instrumentos.
      Resultados e Discussão: Verificou-se a existência de uma correlação forte e de uma concordância elevada entre os dois índices. Em termos globais, os índices diferem por condição médica e por grupo sociodemográfico e ambos os instrumentos demonstraram uma capacidade discriminativa semelhante entre grupos sociodemográficos
      Conclusão: Confirmou-se a hipótese de que o SF-6D gera valores de utilidade superiores em populações com doenças. O SF-6D e o EQ-5D parecem comportar-se de forma diferente em cada uma das doenças analisadas, uma vez que as medidas descritivas diferem entre instrumentos e os coeficientes de correlação não são uniformes. Os resultados demonstraram que o EQ-5D e o SF-6D geram valores de utilidade diferentes, mas que existe uma concordância elevada entre os dois instrumentos. Pode-se concluir que os resultados dos instrumentos não são directamente comparáveis.
      PubDate: 2014-04-30
      Issue No: Vol. 27 (2014)
       
  • Demografia Médica em Portugal: Análise Prospetiva

    • Authors: Paula Santana, Helena Peixoto, Nuno Duarte
      Abstract: Introdução: Partindo da caracterização demográfica dos médicos em Portugal e através do desenvolvimento de diferentes cenários prospetivos, modelou-se a evolução previsível da dotação de médicos, por especialidade, no horizonte de 2025.
      Material e Métodos: Foi desenvolvido um Modelo da Oferta, que representa a capacidade de formação de médicos instalada no sistema, e um Modelo de Necessidades, que perspetiva futuros possíveis para a dotação de profissionais.
      Resultados: Cada um dos modelos incluiu diferentes cenários, de acordo com variáveis de contexto diversas (introdução ou não de limites à capacidade formativa pós-graduada, evolução demográfica, rácios recomendados pelos Colégios de Especialidade…).
      Discussão/Conclusão: Da confrontação dos modelos desenvolvidos e dos respetivos cenários resultou a conclusão de que o sistema tem capacidade para suprir as necessidades de médicos no horizonte de 2025 em todos os cenários modelados, gerando mesmo profissionais que poderão não ser absorvidos pelo sistema de saúde.
      PubDate: 2014-04-30
      Issue No: Vol. 27 (2014)
       
  • Interleucina-17 como Alvo Terapêutico na Psoríase

    • Authors: Tiago Torres, Paulo Filipe
      Abstract: A psoríase é uma doença crónica, inflamatória, imunomediada que afecta cerca de 1-3% da população geral. O avanço no conhecimento da patogénese da psoríase levou ao desenvolvimento de novos fármacos direccionados para vias imunitárias mais específicas que os existentes. A IL-17 e os linfócitos Th17 têm um importante papel na patogénese de várias doenças auto-imunes e imunomediadas, incluindo a psoríase. A IL-17A é uma citocina pró-inflamatória, produzida pelos linfócitos Th17 juntamente com outras citocinas efetoras, como a IL-17F e IL-22. Esta citocina é igualmente expressa por outras células do sistema imune inato, incluíndo os mastócitos,
      neutrófilos e células dendríticas, todas elas encontradas nas lesões de psoríase. Por esta razão a IL-17 surgiu como um alvo terapêutico potencial. Vários agentes que inibem a IL-17 estão em desenvolvimento e os resultados clínicos preliminares são bastante promissores, confirmando a importância da IL-17 na fisiopatologia da psoríase. A intervenção selectiva no sistema imune desta nova classe de agentes biotecnológicos, torna-os uma abordagem terapêutica interessante no controlo de doenças auto-imunes e imunomediadas, como na psoríase. Num futuro próximo, estas novas terapêuticas poderão constituir uma alternativa válida aos agentes biológicos actualmente disponíveis.
      PubDate: 2014-04-30
      Issue No: Vol. 27 (2014)
       
  • Como Funciona o Xénon: Mecanismos de Neuro e
           Cardioprotecção

    • Authors: Ricardo Morais, Luísa Andrade, André Lourenço, Jorge Tavares
      Abstract: Introdução: O xénon, um gás nobre, possui qualidades anestésicas, associadas a uma notável estabilidade hemodinâmica assim como propriedades cardioprotectoras e neuroprotectoras. As suas características físico-químicas conferem-lhe uma rápida indução e emergência anestésica, estando livre de efeitos deletérios importantes nos diversos orgãos e não apresentando teratogenicidade; o que suscitou um recente recrudescimento no interesse de aprofundar o conhecimento sobre este gás nobre, afim de compreender os
      seus mecanismos de acção e determinar as várias indicações que possui para a prática clínica.
      Material e Métodos: Revisão da literatura dos artigos considerados relevantes sobre o tema, com recurso à pesquisa de artigos indexados na Medline, com as palavras-chaves: xénon, xénon anestesia, xénon neuroproteção, xénon cardioproteção.
      Resultados: A aprovação do uso do xénon em doentes ASA I-II, ocorreu em Março 2007, após a realização de dois ensaios clínicos aleatorizados multicêntricos. No entanto, o seu uso na prática clínica, tem sido limitado pelo seu preço elevado. Parece pouco provável que as vantagens que oferece em relação aos restantes anestésicos justifique o seu uso em doentes ASA I-II. No entanto, poderá ser uma preciosa ajuda para a redução das co-morbilidades e mortalidade na anestesia de doentes ASA III-IV. As suas propriedades neuro e cardio-protectoras, são também alvo de intensa investigação, com resultados promissores.
      Discussão: Infelizmente, ainda não existem estudos de aleatorizados e multicêntricos que comprovem um perfil favorável do custobenefício do xénon em doentes ASA III-IV, em relação aos demais anestésicos.
      Conclusão: O lugar do xénon na Anestesiologia ainda se encontra por definir.
      PubDate: 2014-04-30
      Issue No: Vol. 27 (2014)
       
  • Síndrome de Dificuldade Respiratória Aguda: Casuística de
           Dois Anos numa Unidade de Cuidados Intensivos

    • Authors: Lúcia Taborda, Filipa Barros, Vitor Fonseca, Manuel Irimia, Ramiro Carvalho, Cláudia Diogo, Armindo Ramos
      Abstract: Introdução: A Síndrome de Dificuldade Respiratória Aguda apresenta incidência e mortalidade significativas em Cuidados Intensivos, justificando estudos adicionais, nomeadamente para definição de novas abordagens terapêuticas. Os autores propuseram-se caracterizar
      os casos duma Unidade de Cuidados Intensivos em dois anos.
      Material e Métodos: Procedeu-se a um estudo observacional retrospectivo dos casos admitidos numa Unidade de Cuidados Intensivos, cumprindo os critérios diagnósticos da American-European Consensus Conference on ARDS, tendo sido excluídos os não ventilados invasivamente. Pesquisados e submetidos a tratamento estatístico: dados demográficos, etiologia do Síndrome de Dificuldade Respiratória Aguda, comorbilidades, Índices de Gravidade, PaO2/FiO2, modalidades e parâmetros ventilatórios, compliance pulmonar, dias de ventilação mecânica invasiva, corticoterapia, terapêuticas de resgate, complicações, duração do internamento, óbitos.
      Resultados: Obtiveram-se 40 doentes, com uma mediana de 72,5 anos (amplitude interquartil 22) e um ratio feminino:masculino ≈1:1,86. Cinquenta e cinco por cento dos Síndrome de Dificuldade Respiratória Aguda tiveram etiologia pulmonar. A média do PaO2/ FiO2 mínimo foi 88mm Hg (IC 95%: 78,5-97,6). A média da PEEP máxima aplicada foi 12,4 cmH2O (Desvio Padrão 4,12) e a média
      do Volume Corrente máximo utilizado foi 8,2 mL/Kg peso ideal (IC 95%: 7,7-8,6). A mediana dos dias de ventilação mecânica invasiva foi 10. Em 47,5% dos doentes foram administrados corticóides. Em 52,5% foi executado recrutamento alveolar. A complicação mais frequente foi a Pneumonia Associada a Ventilação (20%). A mediana da duração do internamento foi 10,7 dias (amplitude interquartil
      10,85). Faleceram 60% dos doentes. A probabilidade de outcome favorável ‘não óbito na Unidade de Cuidados Intensivos’ foi 4,4x superior nos doentes sob corticoterapia e 11x superior nos doentes com idade < 65 anos.
      Discussão e Conclusões: A Síndrome de Dificuldade Respiratória Aguda associa-se a internamentos prolongados e significativa mortalidade. Novos estudos prospectivos serão necessários para confirmar o benefício dos corticóides, bem como identificar o/(s) subgrupo/(s) de doentes que mais justificam a sua utilização.
      PubDate: 2014-04-30
      Issue No: Vol. 27 (2014)
       
  • Impacto de Valores Analíticos Pré-Operatórios na Taxa de
           Mortalidade Pós-Operatória de Fraturas Intertrocantéricas

    • Authors: Ana Borges, João Torres, Ricardo São Simão, Abel Trigo Cabral, Rui Pinto
      Abstract: Introdução: A incidência das fraturas intertrocantéricas tem aumentado ao longo dos últimos anos, bem como todos os problemas a elas associados. É importante pesquisar possíveis formas de reduzir quer co-morbilidades, quer a mortalidade pós-operatória. Decidimos avaliar o impacto de alguns valores analíticos pré-operatórios na mortalidade pós-operatória de doentes com fractura intertrocantérica, com idade igual ou superior a 65 anos.
      Material e Métodos: De todas as fracturas intertrocantéricas admitidas entre Janeiro de 2007 e Maio 2012, 160 doentes foram incluídos no estudo. As variáveis estudadas foram idade, género, tempo de internamento, e dados analíticos, como hemoglobina, contagem de leucócitos e plaquetas, níveis de ureia e creatinina e concentração de sódio plasmática. Informação relativa à mortalidade foi obtida através do registo civil e, considerando um ponto de corte de seis meses após a cirurgia, os doentes foram divididos em dois grupos de acordo com a sua sobrevida. Os testes de Mann-Whitney e Chi-quadrado foram utilizados para estudar a associação entre as nossas variáveis e a sobrevida dos doentes.
      Resultados: A nossa população apresentava uma idade mediana de 82 anos de idade e uma maioria de mulheres (79,4%). Nos primeiros 6 meses após a cirurgia, 27 doentes dos iniciais 160 (16,1%) faleceram. A mortalidade estava relacionada com valores baixos de hemoglobina, elevados de plaquetas, elevados de creatinina e baixa concentração de sódio plasmático.
      Conclusão: A taxa de mortalidade pos-operatória da cirurgia da anca é elevada. Os nossos resultados podem ser utilizados para
      reduzir esta taxa, corrigindo valores analíticos pré-operatórios.
      PubDate: 2014-04-30
      Issue No: Vol. 27 (2014)
       
  • Qualidade da Informação em Saúde sobre Enfarte Agudo do
           Miocárdio e Acidente Vascular Cerebral na Internet

    • Authors: Ana Bastos, Dagmara Paiva, Ana Azevedo
      Abstract: Introdução: A informação sobre saúde disponível na Internet é de qualidade variável e frequentemente baixa. Esta questão é fundamental em doenças como as cardiovasculares em que a auto-gestão desempenha um papel importante. O objetivo deste estudo foi avaliar a qualidade dos sites portugueses como fonte de informação sobre enfarte agudo do miocárdio e acidente vascular cerebral.
      Material e Métodos: Utilizamos as expressões de pesquisa ‘enfarte miocardio’ e ‘acidente vascular cerebral’ no motor de busca Google® nos dias 5 e 7 de Abril de 2011, respetivamente, usando o Internet Explorer®. Os primeiros 200 URL que resultaram da pesquisa foram visitados de forma independente e foram selecionados sites de Portugal em língua portuguesa. Classificámos 121 sites de acordo com características estruturais, cobertura e validade da informação de acordo com itens previamente definidos, medidas de confiabilidade em geral de acordo com a Health on the Net Foundation e em relação aos tratamentos, utilizando o instrumento DISCERN (48 sites).
      Resultados: Os sites eram maioritariamente comerciais (49,5%), com parte do site dedicado a enfarte agudo do miocárdio/ acidente vascular cerebral (94,2%), com informações exclusivamente sobre factos médicos (59,5%) e apresentavam imagens, vídeos e animações para além do texto (60,3%). A confiabilidade dos sites foi baixa. Nenhum dos sites exibiu o selo da Health on the Net Foundation. Os sites de enfarte agudo do miocárdio/ acidente vascular cerebral diferiram na cobertura da informação. A validade da informação foi aceitável embora frequentemente incompleta.
      Conclusão: A qualidade da informação sobre enfarte agudo do miocárdio/ acidente vascular cerebral nos sites portugueses foi aceitável. A confiabilidade foi baixa o que pode comprometer a capacidade dos utilizadores em identificar conteúdos potencialmente mais credíveis.
      PubDate: 2014-04-30
      Issue No: Vol. 27 (2014)
       
  • Relação entre o Tratamento com Metformina e o Desenvolvimento de
           Hiperlactacidemia no Serviço de Urgência

    • Authors: Daniela Guelho, Isabel Paiva, Francisco Carrilho
      Abstract: Introdução: Em diabéticos tipo 2 sob metformina o desenvolvimento de hiperlactacidemia ou mesmo acidose láctica parece decorrer de um evento precipitante agudo. Este estudo objetiva avaliar a prevalência e risco relativo de hiperlactacidemia em diabéticos observados no Serviço de Urgência, os fatores preditores da concentração de lactatos e a influência da lactacidémia no prognóstico.
      Material e Métodos: Estudo observacional transversal incluindo 138 diabéticos tipo 2, dos quais 66 sob metformina, e 83 doentes não diabéticos atendidos entre junho e outubro de 2012. Variáveis estudadas: idade, sexo, motivo de urgência, pressão arterial, hábitos farmacológicos, antecedentes, estudo analítico (bioquímica e gasometria arterial com doseamento de lactatos) e destino após observação. Análise estatística realizada com SPSS 21.0®.
      Resultados: A concentração de lactatos e proporção de hiperlactacidemia foram significativamente superiores nos diabéticos (2,1 ± 0,1 mmol/L vs. 1,1 ± 0,1mmol/L, p < 0,001 e 39,1% vs. 3,6%, p < 0,001, respetivamente); particularmente naqueles sob metformina comparativamente aos restantes diabéticos (2,7 ± 0,2 mmol/L vs. 1,6 ± 0,1 mmol/L, p < 0,001 e 56,9 % vs. 23,3 %, p < 0,001, respetivamente). Os diabéticos sob metformina contabilizaram uma probabilidade de hiperlactacidemia 25x superior (OR = 25,10, p < 0,05). A creatinina representou o único fator preditor independente da lactacidemia (B = 1,33; p < 0,05). Os doentes com hiperlactacidemia apresentaram probabilidade 4,4x superior de serem internados ou falecerem (OR = 4,37, p < 0,05). E, quando internados, contabilizaram tempo de internamento (21,66 ± 5,86 dias vs 13,68 ± 5,33dias, p < 0,001) e número de óbitos superiores (12,5% (n = 4) vs 4,3% (n = 2), p < 0,05).
      Conclusões: Demonstrou-se um risco acrescido de hiperlactacidemia em diabéticos tipo 2, particularmente naqueles sob metformina. A creatinina sérica representou o único fator preditor independente da concentração de lactatos. A presença de hiperlactacidemia condicionou um pior prognóstico.
      PubDate: 2014-04-30
      Issue No: Vol. 27 (2014)
       
  • Infecção VIH e Neoplasias Não Definidoras de SIDA:
           Experiência de um Centro

    • Authors: Maria do Carmo Fevereiro
      Abstract: Introdução: Os doentes infectados pelo Vírus da Imunodeficiência Humana têm um risco elevado de desenvolver diferentes tipos de Neoplasias. Com a introdução da terapêutica anti-retroviral de alta potência, e consequente aumento da sobrevida, assistimos a uma mudança do espectro das patologias relacionadas com a infecção, nomeadamente das doenças Oncológicas, com aumento das Neoplasias Não Definidoras em deterimento das Definidoras de SIDA.
      Material e Métodos: Caracterização dos doentes com infecção Vírus da Imunodeficiência Humana e diagnóstico de Neoplasias Não Definidoras acompanhados ao longo de 16 anos na Consulta de Medicina/Imunodeficiência do Hospital de São José, através da consulta dos processos clínicos e avaliação retrospectiva dos aspectos demográficos, epidemiológicos, clínico-laboratoriais, tratamento e sobrevida.
      Resultados: Nos 1 042 doentes avaliados, foram identificados 34 casos de Neoplasias Não Definidoras, principalmente em homens (78%) e com idade mediana de 55 anos. As neoplasias mais frequentes foram: pulmão (20,6%), bexiga (17,6%), próstata (8,8%) e canal anal (5,9%), sendo o tempo médio entre o diagnóstico da infecção pelo Vírus da Imunodeficiência Humana e da Neoplasias Não Definidoras de 6,8 ± 4 anos. Na altura do diagnóstico da Neoplasias Não Definidoras a maioria dos doentes (78,8%) estava sob terapêutica anti-retroviral de alta potência, em média desde há 5,7 ± 3 anos, encontrando-se imunovirologicamente controlada. No total verificaram-se 45,5% óbitos, sobretudo em doentes com Neoplasia do pulmão (20%).
      Conclusão: Perante o risco de desenvolvimento de Neoplasias Não Definidoras nos doentes infectados pelo Vírus da Imunodeficiência Humana, torna-se fundamental o investimento em estratégias de prevenção, promoção de cessação tabágica e vacinação, bem como aplicação de protocolos de rastreio ajustados a esta população.
      PubDate: 2014-04-30
      Issue No: Vol. 27 (2014)
       
  • Marcadores Bioquímicos do Primeiro Trimestre e Recém-Nascidos
           Leves para Idade Gestacional

    • Authors: Cláudia Andrade, Joana Santos, Ana Rita Pinto, Pedro Manso, Susana Pereira
      Abstract: Introdução: Estudos anteriores mostram uma relação dos marcadores bioquímicos do 1º trimestre, proteína plasmática A associada à gravidez e subunidade β da gonadotrofina coriónica, com o nascimento de recém-nascidos com peso abaixo do percentil 10. O nosso objectivo foi descrever a relação entre estes marcadores bioquímicos com os recém-nascidos leves para a idade gestacional, na nossa população.
      Material e Métodos: Estudo retrospectivo analítico de 2 305 grávidas que realizaram o rastreio combinado do primeiro trimestre entre Março 2009 e Setembro de 2011. Comparação entre o grupo dos recém-nascidos abaixo do percentil 10 e o grupo controlo (recém-nascidos de termo com peso acima do percentil 10) e os recém-nascidos abaixo do percentil 3 e o grupo controlo. Foi realizado uma análise de regressão múltipla e logística com a utilização dos valores de proteína plasmática A associada à gravidez e subunidade β da gonadotrofina coriónica (em múltiplos da mediana) e as características demográficas maternas como etnia, peso e status tabágico.
      Resultados: O estudo revelou uma contribuição independente da proteína plasmática A associada à gravidez, do peso materno e dos hábitos tabágicos para os recém-nascidos abaixo do percentil 10. Na regressão logística para o marcador proteína plasmática A associada à gravidez, o risco relativo abaixo do percentil 10 foi de 2,41 e abaixo do percentil 3 de 3,41 (p < 0,01). No caso da subunidade β da gonadotrofina coriónica, o odds ratio determinado para percentil inferior a 10 foi de 1,70 (p = 0,03) e para o percentil inferior a 3 foi de 3,22 (p < 0,01). Conclusões: Baixos níveis da proteína plasmática A associada à gravidez e de subunidade β da gonadotrofina coriónica (valores inferiores ao percentil 5 da população estudada) estiveram relacionados com aumento do risco do nascimento de recém- nascidos leves para a idade gestacional na população de grávidas abrangidas pelo estudo.
      PubDate: 2014-04-30
      Issue No: Vol. 27 (2014)
       
  • Espondilodiscite Brucélica: Casuística dos Últimos 25 Anos

    • Authors: Ana Lebre, Jorge Velez, Diana Seixas, Eduardo Rabadão, Joaquim Oliveira, J. Saraiva da Cunha, A. Meliço Silvestre
      Abstract: Introdução: A brucelose é uma zoonose endémica em Portugal, sendo a espondilodiscite brucélica uma das manifestações focais
      mais frequentes. Pode provocar sequelas graves, apesar da terapêutica dirigida.
      Material e Métodos: Estudo retrospectivo dos processos dos doentes com espondilodiscite brucélica, internados no Serviço de Doenças Infecciosas do Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra, num período de 25 anos (1988-2012).
      Resultados: Foram identificados 54 doentes, 55,6% do sexo masculino, com idade média de 54,8 anos. Em 81,5% identificou-se contexto epidemiológico, maioritariamente contacto com gado ovino e caprino. A duração da sintomatologia prévia ao diagnóstico foi de 5,5 meses. Os sinais e sintomas mais frequentes foram: dor (98,1%), febre (46,3%) e défices neurológicos (25,9%). A ressonância magnética nuclear da coluna foi o exame imagiológico mais usado (77,8%) evidenciando abcessos em 29,6% dos doentes. A localização
      lombar predominou (77,7%). O diagnóstico etiológico foi confirmado em 47 doentes (87,0%): microbiologicamente (3 doentes), serologicamente (32 doentes) ou por ambos (12 doentes). As associações de doxiciclina com rifampicina (64,8%), ou estreptomicina (24,1%) foram as mais utilizadas, com duração média de 4,4 meses de tratamento. Um doente teve indicação cirúrgica para drenar abcesso. A evolução foi maioritariamente favorável (92,6%), sem óbitos.
      Discussão: A investigação de contexto epidemiológico revelou ser uma peça importante na suspeita do diagnóstico. O tratamento da brucelose osteoarticular ainda é controverso.
      Conclusões: A espondilodiscite brucélica deve ser considerada no diagnóstico diferencial dos doentes com lombalgia, mesmo na
      ausência de febre, particularmente em regiões onde a doença é endémica. O esquema antibiótico, sua duração e a necessidade de cirurgia deverão ser individualizados, com vista a um melhor prognóstico. O número de casos tem diminuído ao longo dos anos, facto relacionado com melhor controlo da endemia animal.
      PubDate: 2014-03-30
      Issue No: Vol. 27 (2014)
       
  • A Escala de Sobrecarga de Zarit em Portugal: Validade e
           Recomendações na Demência e em Cuidados Paliativos

    • Authors: Manuel Gonçalves-Pereira, Steven H. Zarit
      Abstract: O impacto da demência em cuidadores informais ou familiares tornou-se uma questão de saúde pública. A escala de sobrecarga “Zarit Burden Interview” constitui um instrumento bem reconhecido de avaliação do impacto emocional, físico e social sobre os cuidadores. Tem vindo a ser utilizada em todo o mundo em estudos epidemiológicos, ensaios clínicos (farmacológicos ou psico-sociais), bem como na investigação de serviços de saúde. O enquadramento inicial na demência estendeu-se a outros contextos clínicos, principalmente em Geriatria e em Cuidados Paliativos. Dadas esta diversidade de aplicações, os aspectos envolvendo a validade e fiabilidade das traduções nacionais são cruciais para assegurar que toda a evidência obtida seja de elevada qualidade. Para além disso, é necessário cuidado na utilização de cut-offs para definir níveis de sobrecarga sobre o cuidador ou de subescalas resultantes de análises factoriais
      exploratórias em estudos locais de pequena escala. Tal como sucede com outras traduções de instrumentos de avaliação aplicados no âmbito dos cuidados de saúde, os investigadores e clínicos portugueses devem conhecer o modo de abordar os eventuais enviesamentos quer na utilização da “Zarit Burden Interview” quer na interpretação dos resultados obtidos.
      PubDate: 2014-03-02
      Issue No: Vol. 27 (2014)
       
  • As Vacinas Salvam Vidas' Sim, Salvam!

    • Authors: Tinne Lernout, Heidi Theeten, Elke Leuridan, Pierre Van Damme
      Abstract: Desde a sua introdução e aplicação universal, as vacinas têm sido utilizadas com sucesso reduzindo a morbilidade e mortalidade das doenças às quais se destinam, ao nível individual e através da imunidade de rebanho (imunidade colectiva). O impacto sobre a mortalidade foi rápido e de fácil avaliação no que se refere a algumas doenças, tal como a difteria, tosse convulsa e sarampo. Noutras doenças, incluindo a hepatite B e as infecções por papilomavírus humano (HPV), as mortes evitadas ocorrem muitos anos após a vacinação, tardando alguns anos até que todo o potencial da vacina possa ser estabelecido. Finalmente, em países de médios e elevados recursos, o impacto da vacina em algumas doenças, tal como na doença pneumocócica e na gastroenterite a rotavírus, é medido pela redução da incidência da doença e dos internamentos a ela associados, mais do que pelo impacto sobre a mortalidade. Contudo, nos países com uma elevada incidência destas doenças, a mortalidade permanece elevada devido à escassa disponibilidade destas vacinas e milhões de mortes poderiam ser evitadas através de uma utilização eficiente das vacinas nestas regiões. Os principais desafios dos programas de vacinação consistem em manter e fortalecer a confiança nos benefícios da vacinação e em adaptar os calendários de imunização ao contexto epidemiológico em constante evolução.
      Issue No: Vol. 27
       
 
 
JournalTOCs
School of Mathematical and Computer Sciences
Heriot-Watt University
Edinburgh, EH14 4AS, UK
Email: journaltocs@hw.ac.uk
Tel: +00 44 (0)131 4513762
Fax: +00 44 (0)131 4513327
 
About JournalTOCs
API
Help
News (blog, publications)
JournalTOCs on Twitter   JournalTOCs on Facebook

JournalTOCs © 2009-2014