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Journal Cover Cadernos de História
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  This is an Open Access Journal Open Access journal
   ISSN (Print) 2237-8871 - ISSN (Online) 1679-5636
   Published by Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais Homepage  [12 journals]
  • Expediente

    • Authors: Rafael Mourão
      Pages: 1 - 6
      Abstract: Expediente – v. 18, n. 28, 1º semeste de 2017.
      PubDate: 2017-07-13
      Issue No: Vol. 18, No. 28 (2017)
       
  • Apresentação – Dossiê História e Cidades

    • Authors: Marcelo de Araújo Rehfeld Cedro
      Pages: 7 - 10
      Abstract: Apresentação dos Cadernos de História, v. 18, n. 28, 1º semestre 2017.
      PubDate: 2017-07-13
      Issue No: Vol. 18, No. 28 (2017)
       
  • Editorial: Dossiê História e Cidades

    • Authors: Luciana Teixeira de Andrade
      Pages: 11 - 14
      Abstract: O editorial do Dossiê História e Cidades traz a pesquisadora Luciana Teixeira de Andrade para apresentar a partir de uma perspectiva sociológica, o campo dos estudos urbanos em diálogo com a história. 

      PubDate: 2017-07-13
      Issue No: Vol. 18, No. 28 (2017)
       
  • Uma problemática da Arqueologia e da História: a cidade e seus
           territórios

    • Authors: Arno Alvarez Kern
      Pages: 15 - 27
      Abstract: Os estudos que atualmente se desenvolvem sobre a temática da cidade apresentam como objetivo principal aprofundar as reflexões e os conhecimentos históricos sobre esses microcosmos em que muitas sociedades do passado escolheram viver. Este trabalho tem como objetivo pesquisar a originalidade, as causas do desenvolvimento e as mudanças ocorridas nessa história de longa duração. A urbanidade, ou seja, uma maneira de ser característica das aglomerações urbanas, está diretamente relacionada à história de longa duração das civilizações e, certamente, com a história das sociedades ibero-americanas. Esse é um fenômeno que nós, historiadores e arqueólogos da atualidade, julgamos não apenas importante, mas mais fundamental em nosso modo de vida social do que os próprios homens da época poderiam pensar em relação às suas próprias sociedades.
      PubDate: 2017-07-13
      DOI: 10.5752/P.2237-8871.2017v18n28p15
      Issue No: Vol. 18, No. 28 (2017)
       
  • O papel da ambiência histórica nos processos de tombamento de Sítios
           Históricos Urbanos

    • Authors: Cíntia Camila Liberalino Viegas, Rubenilson Brazão Teixeira
      Pages: 28 - 48
      Abstract: As definições de poligonais de tombamento de Sítios Históricos Urbanos surgiram da necessidade de preservação de valores artísticos e históricos das cidades que cada vez mais sofrem transformações em suas formas urbanas. Essa necessidade preservacionista foi institucionalizada durante o século XX, mas faz parte de um longo processo histórico de valorização do patrimônio urbano. O objetivo do artigo é a discussão desse processo, evidenciando o papel das ambiências históricas que compõem os núcleos iniciais de nossas cidades, principalmente nos processos de definição de poligonais de tombamento de Sítios Históricos Urbanos, por meio de pesquisa bibliográfica e documental, que teve como fontes primárias as teorias dos restauradores ao longo dos séculos, os documentos patrimoniais (convenções, tratados, recomendações, resoluções, cartas, orientações, princípios e normas patrimoniais) e as normas, decretos, leis, entre outros instrumentos reguladores que operam no Brasil a partir das primeiras décadas do século XX. Como contribuição, este trabalho apresenta alguns aspectos que determinam a preservação de ambiências históricas, para que ainda possam ser vivenciadas pela sociedade.
      PubDate: 2017-07-13
      DOI: 10.5752/P.2237-8871.2017v18n28p28
      Issue No: Vol. 18, No. 28 (2017)
       
  • Vivências quotidianas na rua: os costumes e foros na Idade Média
           portuguesa

    • Authors: Maria Alice da Silveira Tavares
      Pages: 49 - 73
      Abstract: Neste trabalho, pretendemos analisar as ruas e as vivências quotidianas nos concelhos medievais portugueses (Alfaiates, Castelo Bom, Castelo Melhor, Castelo Rodrigo, Guarda, Santarém, Torres Novas, Évora e Beja), tendo como suporte os seus costumes e foros redigidos no século XIII. Utilizamos exclusivamente esta fonte jurídica de caráter local e consuetudinário porque nos oferece múltiplos campos de análise para o estudo das estruturas urbanas, tais como a rua, da sociedade municipal medieval e dos seus modos de vida. Para levar a cabo o nosso estudo, estabelecemos três pontos de análise diferentes, assentes na criminalidade urbana, fazendo uma apresentação dos delitos e conflitos, bem como das penas estipuladas. Em segundo lugar, refletiremos sobre as condições higiene e salubridade e, por fim, focaremos a atenção na economia desenvolvida, sobretudo pelos mesteirais e comerciantes nas ruas.
      PubDate: 2017-07-13
      DOI: 10.5752/P.2237-8871.2017v18n28p49
      Issue No: Vol. 18, No. 28 (2017)
       
  • Vida e morte sujam a urbe moralizada: latidos, mugidos, higienismo e os
           jornais diamantinenses (virada dos séculos XIX/XX)

    • Authors: Gustavo Leandro “Nassar” Gouvea Lopes
      Pages: 74 - 99
      Abstract: Analiso aqui qual intervenção o higienismo, advogado pela imprensa diamantinense da virada dos séculos XIX/XX, implicava a presença de animais não-humanos nessa cidade mineira. Um possível paradoxo se revela. Se de um lado, antevendo-se essa vida animal como imunda, o higienismo propunha torná-la alvo de práticas proscritivas até o limite do extermínio, de outro, a negativa higienista frente ao sangue derramado na cidade tendia a condenar essa matança, aparentemente redimindo moralmente essa vida. Qual denominador comum justifica esse impasse que condena ambos princípios da vida animal e da morte na cidade' Ciente de que seres humanos (mediante a prominência da imprensa) constroem suas relações amarrados às teias de significados que eles mesmos teceram, analiso o substrato comum a essas representações, aproximando-me das abordagens da Nova História Cultural. Tal foco, todavia, não deve prescindir de uma análise contextual das relações humananimais ontológicas, voltada à concretude dos animais não-humanos, a partir das suas intermediações materiais com seres humanos – empreendendo-se um trânsito crítico entre tais dimensões analíticas.

      PubDate: 2017-07-13
      DOI: 10.5752/P.2237-8871.2017v18n28p74
      Issue No: Vol. 18, No. 28 (2017)
       
  • A pena e o bacamarte: imprensa e narrativa criminal – um olhar sobre a
           cidade no século XIX

    • Authors: Sônia Maria de Meneses Silva
      Pages: 100 - 128
      Abstract: Este artigo pretende analisar as narrativas jornalísticas sobre a violência na cidade de Fortaleza na segunda metade do século XIX. O objetivo é compreender como os discursos divulgados nos periódicos pretendiam auxiliar na divulgação de uma lógica civilizatória para o controle da população. Tal aspecto pode ser percebido por meio de um contínuo processo que visava à centralização da força na capital cearense para a qual a imprensa atuou como um de seus principais agentes.
      PubDate: 2017-07-13
      DOI: 10.5752/P.2237-8871.2017v18n28p100
      Issue No: Vol. 18, No. 28 (2017)
       
  • Comerciantes e artesãos toscanos nas ruas de São Paulo
           (1875-1914)

    • Authors: Antonio de Ruggiero
      Pages: 129 - 149
      Abstract: Este artigo pretende reconstruir a contribuição de um fluxo migratório oriundo da região italiana da Toscana, na capital paulista, no período conhecido como “Grande Imigração” (1875-1914). Embora nas estatísticas oficiais a região não apareça entre as primeiras regiões de êxodo da península no período referenciado, o papel dos toscanos nos contextos urbanos brasileiros foi significativo. Em particular, na cidade de São Paulo esse grupo representou uma das mais numerosas comunidades regionais. O estudo evidencia uma propensão para o exercício de trabalhos artesanais “qualificados” e para o comércio de produtos étnicos importados da terra de origem. Em ambos os casos, esses imigrantes conseguiram construir redes sociais que permitiram a manutenção de uma ligação estreita entre o país de proveniência e o país receptor.
      PubDate: 2017-07-13
      DOI: 10.5752/P.2237-8871.2017v18n28p129
      Issue No: Vol. 18, No. 28 (2017)
       
  • Antes del espacio público: una historia de los espacios verdes y libres
           de la ciudad de Rosario (1900-1940)

    • Authors: Diego Roldán, Sebastián Godoy
      Pages: 150 - 177
      Abstract: Este trabajo parte de constatar la proliferación del concepto de espacio público en el lenguaje político, proyectual y cultural urbano actual. Posteriormente, se interroga acerca de si esa multiplicación y derrame del concepto de las últimas décadas tuvo algún correlato o equivalente en el pasado. El artículo comprueba que, al menos en la ciudad de Rosario, el espacio público como designación aplicable a un espacio urbano específico es un fenómeno relativamente nuevo, que no puede remontarse más allá de las tres últimas décadas. Este estudio se propone reconstruir históricamente las designaciones y los sentidos producidos alrededor de y atribuidos a los espacios verdes en tanto dispositivos urbanos. El higienismo, el paisajismo y el urbanismo son las tres formaciones discursivas y momentos históricos que construyen el acceso para reflexionar acerca de la relación que los espacios verdes y los espacios libres, en tanto dispositivos higiénicos, paisajísticos y urbanísticos, plantean con los significantes actualmente asignados al espacio público. Se demuestra que entre los espacios verdes y los espacios públicos existe una relación marcada por la diferencia, la discontinuidad y el desplazamiento.
      PubDate: 2017-07-13
      DOI: 10.5752/P.2237-8871.2017v18n28p150
      Issue No: Vol. 18, No. 28 (2017)
       
  • Fatores “genéticos” da política de habitação operária da
           Companhia União Fabril em Portugal: uma breve análise

    • Authors: Alexandre Cotovio Martins
      Pages: 178 - 202
      Abstract: O objetivo do presente artigo é apresentar um contributo para a compreensão dos sistemas paternalistas de gestão de mão-de-obra operária na indústria, perspectivando os mesmos sistemas a partir de algumas das suas incidências territoriais, designadamente no plano da habitação. Com este escopo, visa-se estabelecer um quadro interpretativo para a criação da política de habitação operária que vigorou na Companhia União Fabril, em Portugal, a partir de 1907, após a instalação da empresa na frente ribeirinha junto a Lisboa, na cidade do Barreiro e até a revolução política de 25 de Abril de 1974. Mais do que se realizar aqui uma síntese de pendor diacrónico que cobrisse todo este arco temporal, centrámo-nos na elucidação dos traços e fatores que, em nosso entender, justificaram esta intervenção patronal e conduziram ao seu sucesso, do ponto de vista da gestão empresarial, bem como à sua atratividade para os trabalhadores que acederam às habitações disponibilizadas pela Companhia. O texto começa com uma breve análise das características do paternalismo patronal na indústria, nomeadamente explicitando os seus principais objetivos e características. Em seguida, fornecem-se alguns dados de contextualização histórica do assunto, identificando traços específicos do caso da Companhia União Fabril, no Barreiro. Finalmente, procura-se identificar os fatores que terão estado na génese e, posteriormente, na manutenção da intervenção patronal ao nível da habitação operária na Companhia União Fabril. Os dados aqui avançados foram colhidos por pesquisa documental e entrevistas, num trabalho de campo de doze meses.
      PubDate: 2017-07-13
      DOI: 10.5752/P.2237-8871.2017v18n28p178
      Issue No: Vol. 18, No. 28 (2017)
       
  • A cidade do Rio de Janeiro e a construção do Aeroporto Santos
           Dumont (1933-1938)

    • Authors: Claudia Musa Fay
      Pages: 203 - 227
      Abstract: A cidade do Rio de Janeiro da década de 1930 foi marcada por intervenções urbanas, como a construção do Aeroporto Santos Dumont, objeto de estudo deste artigo, que focaliza seu projeto e sua localização. Situado na ponta do Calabouço, a poucos minutos do centro da cidade, mereceu um debate na imprensa que despertou o interesse de vários setores. O objetivo foi analisar as repercussões da obra para a cidade, confrontando a posição dos técnicos do Departamento de Aviação Civil com o plano idealizado pelo urbanista francês Alfred Agache.
      PubDate: 2017-07-13
      DOI: 10.5752/P.2237-8871.2017v18n28p203
      Issue No: Vol. 18, No. 28 (2017)
       
  • Mapeando o Pouso Frio: dinâmicas de construção de um bairro
           na cidade de Toledo/PR

    • Authors: Maria Cristina de Castro Pereira
      Pages: 228 - 244
      Abstract:  Este artigo descreve e problematiza o processo histórico de constituição de um bairro – o Pouso Frio – na cidade de Toledo, Oeste do Paraná, a partir da década de 1940. Inicialmente uma área de ocupação, esse espaço foi construído por diferentes sujeitos, em sua maioria, vindos do Norte do Paraná, São Paulo, Minas Gerais e Paraguai, ocultados na História Oficial elaborada para o município. Nas primeiras décadas em que viveram no bairro, enfrentaram o medo sempre presente de perder seus parcos investimentos em terrenos sem escrituração. Ainda conviveram, por exemplo, com a ausência de energia elétrica, da água encanada, do transporte público e da rede de esgoto. Os diálogos estabelecidos com moradores do Pouso Frio permitiram delinear um conjunto de trajetórias e expectativas que os aproximaram e os uniram na luta por melhores condições de moradia e acesso à cidade.

      PubDate: 2017-07-13
      DOI: 10.5752/P.2237-8871.2017v18n28p228
      Issue No: Vol. 18, No. 28 (2017)
       
  • Um futuro alternativo para São Paulo: Anhaia Mello e a tese da
           limitação do crescimento da metrópole

    • Authors: Bruno de Macedo Zorek
      Pages: 245 - 269
      Abstract: O objetivo deste artigo é apresentar um ponto de vista alternativo sobre o futuro de São Paulo que, em função de uma série de transformações enfrentadas pela metrópole na década de 1950, acabou servindo como ponte para a inversão dos valores hegemônicos em relação ao crescimento da cidade. Esse ponto de vista alternativo foi encarnado fundamentalmente pelo urbanista Luís de Anhaia Mello, que desenhava uma São Paulo polinucleada, com cinturões verdes em torno de cada núcleo populacional e com sua população, sua indústria, seus serviços redistribuídos de forma descentralizada por um amplo território. Como guia condutor da análise, o artigo segue um documento específico, produzido em 1954 por Anhaia Mello, em que ele descreve, de maneira clara, o que imaginava dever ser o futuro da cidade. Através desse documento, procura-se acompanhar a transformação simbólica que fez a metrópole de 400 anos deixar de ser uma promessa de sucesso e passar a ser encarada como uma cidade condenada ao caos.
      PubDate: 2017-07-13
      DOI: 10.5752/P.2237-8871.2017v18n28p245
      Issue No: Vol. 18, No. 28 (2017)
       
  • O Zé Pereira em Rio Novo: uma manifestação cultural centenária no
           interior de Minas Gerais (1906-2006)

    • Authors: Felipe Araujo Xavier
      Pages: 270 - 295
      Abstract: Este texto tem como escopo retratar a história de uma das manifestações culturais mais tradicionais do interior da Zona da Mata mineira, o Zé Pereira, bloco pré-carnavalesco que permanece ativo na pequena cidade de Rio Novo-MG há mais de 100 anos e tornou-se o primeiro “patrimônio imaterial” ou “intangível” registrado do município. Para atingir esse objetivo, apresento uma análise concreta e particularizada das transformações ocorridas nessa manifestação pré-carnavalesca, retratando as discussões sobre suas origens remotas, as quais remetem ao início do século XX, sua relação com os “Clubes Carnavalescos” rionovenses, em um contexto de extrema segregação social e racial entre os cidadãos, sua emancipação na década de 1950 como um bloco autônomo e a continuidade dessa manifestação cultural, comemorando o seu centenário em 2006, quando foram reiniciados os debates sobre a sua origem e sua história. Para realizar este estudo, utilizo referências jornalísticas, documentos referentes ao bloco pré-carnavalesco e registros e depoimentos de foliões que participaram dos desfiles nas ruas de Rio Novo, seguindo um rigor metodológico relativo ao uso das memórias como fontes históricas.
      PubDate: 2017-07-13
      DOI: 10.5752/P.2237-8871.2017v18n28p270
      Issue No: Vol. 18, No. 28 (2017)
       
  • O Espelho da História: práticas patrimonialistas e transformações na
           paisagem urbana de Viçosa (1980-2010)

    • Authors: Leonardo Civale, Walkíria Maria Freitas Martins
      Pages: 296 - 317
      Abstract: Ao final do século XX e início do século XXI, as paisagens urbanas modificadas, após anos de atividades industriais, vêm passando por um processo de reconfiguração. As ações nos centros urbanos foram projetadas pelos interesses do capital ou por decisões de políticas públicas. Os grupos dominantes optam por reconstruir as paisagens urbanas ditas degradas, levando em consideração os interesses do capital e o narcisismo de memórias coletivas previamente selecionadas. Portanto, a construção, reconstrução ou preservação de paisagens urbanas é, na realidade, um campo aberto, de conflito acirrado, de discussão apaixonada e veleidades estéticas entre os diferentes grupos que habitam o mesmo espaço. Tal fato reforça a importância do estudo da dimensão simbólica nas paisagens urbanas. Este trabalho analisa  as políticas patrimoniais do município de Viçosa, entre os anos de 1980 e 2010 e tem o objetivo de interpretar as discussões e os discursos relacionados ao patrimônio, que modelaram a paisagem da cidade.
      PubDate: 2017-07-13
      DOI: 10.5752/P.2237-8871.2017v18n28p296
      Issue No: Vol. 18, No. 28 (2017)
       
  • O olhar estrangeiro na Lisboa de oitocentos

    • Authors: Maria João Castro
      Pages: 318 - 330
      Abstract: Esta comunicação pretende desenhar o cenário de uma cidade que, mercê da sua singularidade ao longo de Oitocentos, se tornou numa das favoritas da narrativa de viagens estrangeira. Através do discurso literário, procurar-se-á cartografar a imagem de uma Lisboa guardadana memória dos visitantes europeus, anotando-lhe os hábitos, os usos e costumes, as vicissitudes e as multiplicidades. Mergulhado num cenário diáfano e longínquo, o olhar estrangeiro construiu uma mundividência própria da capital imperial que deu mundos ao mundo, a metrópole cosmopolita e simultaneamente parada num tempo da pedra que viu chegar naus, caravelas e navios, inspirando numerosos relatos que constituem olhares de uma inusitada modernidade.
      PubDate: 2017-07-13
      Issue No: Vol. 18, No. 28 (2017)
       
  • Shilb (Silves) no período islâmico – a “Bagdad do
           Ocidente”

    • Authors: Natália Maria Lopes Nunes
      Pages: 331 - 349
      Abstract: Silves, conhecida como a “Bagdad do Ocidente”, foi, durante o período islâmico, sobretudo na época das Taifas, uma cidade importante do Gharb al-Andalus. Porém, mais tarde, essa cidade perdeu a importância que teve no passado, tornando-se uma pequena cidade do interior algarvio. Nesse sentido, a pesquisa realizada para este artigo insere-se na investigação realizada sobre a herança árabe e islâmica em Portugal e que deu origem ao projecto que temos coordenadointitulado Rotas do Gharb al-Andalus. Nessa cidade, nasceram e viveram poetas e poetisas de renome, como al-Mu’tamid, Ibn ‘Ammar e Maryam al-Ansari, entre outros. Alguns desses poemas oferecem uma representação da cidade com todo o seu esplendor e demostram a importância que Silves teve no contexto do al-Andalus. A arquitectura, a sumptuosidade dos palácios, as festas, a música, a produção literária, não esquecendo ainda a mística, em que se destacou a figura de Ibn Qasi, foram elementos que contribuíram para uma certa mitificação da própria cidade, a Shilb árabe, conquistada em 713 por Abd al-Aziz e que se manteve muçulmana até ao século XIII. Actualmente, da Shilb islâmica, restam alguns vestígios desse legado, com destaque para os artefactos arqueológicos, o castelo, as muralhas, as cisternas, a produção literária, o imaginário das mouras encantadas, sobrevivência de um passado áureo e a bela paisagem inebriada pelo perfume das laranjeiras, figueiras e amendoeiras, cujo cultivo foi trazido pelos árabes para a Península Ibérica. Desse saudoso passado, é testemunha o rio Arade, cujas águas e margens presenciaram a vivência da população, de mercadores, poetas, místicos e músicos... Ah... se o rio falasse!...
      PubDate: 2017-07-13
      Issue No: Vol. 18, No. 28 (2017)
       
 
 
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