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  • Análise da conversação no Brasil: os desdobramentos de um campo de
           formação multidisciplinar

    • Authors: Elisiane Araújo dos Santos Frazão, Veraluce da Silva Lima
      Abstract: : O presente trabalho pretende fazer uma incursão exploratória no cenário teórico em que brotaram as primeiras pesquisas que colocaram em relevo os estudos da língua falada para fins de conversação, bem como mostrar alguns caminhos por onde trilham essas pesquisas, dada a emergência da atual sociedade conectada. Dessa forma, explicitaremos as principais disciplinas, pesquisadores e perspectivas sob os quais se formou a Análise da Conversação, um campo de domínio multidisciplinar, que, segundo Kerbrat-Orecchioni (2006), tem sua unidade feita de postulados fundamentais e não de um conjunto unificado de proposições. Em seguida, com base em Leite e Negreiros (2014), apresentaremos alguns dos pressupostos teórico-metodológicos presentes nas duas vertentes em que se configura a Análise da Conversação aqui no Brasil. Por fim, discorreremos sobre os novos desdobramentos dos estudos da conversação face a face na era digital, pontuando algumas perspectivas que têm norteado as pesquisas desenvolvidas em solo brasileiro. É uma pesquisa de natureza qualitativa, de nível exploratório e descritivo, para a qual utilizamos o levantamento bibliográfico como técnica de coleta de dados. Os resultados sugerem que a Análise da Conversação é um campo ainda extremamente produtivo, apesar do muito que já foi explorado.
      PubDate: 2017-11-25
      DOI: 10.22168/2237-6321.7.7.2.%p
      Issue No: Vol. 7, No. 2 (2017)
       
  • Gêneros textuais e ensino: uma análise do livro didático de língua
           portuguesa do ensino secundário da 12ª classe de Angola

    • Authors: Léia Cruz de Menezes, Jeremias Abel Graciano Boio
      Abstract: Na perspectiva de uma educação linguística capaz de tornar as pessoas mais críticas, participativas e atuantes socialmente, entende-se a necessidade de um trabalho didático-pedagógico com uma língua-em-função, o que só é possível se tomarmos como objeto os gêneros textuais. A partir dessa premissa, este artigo objetiva analisar como o livro didático adotado na 12ª classe em Angola aborda os gêneros textuais. Como aporte teórico, utilizaremos os trabalhos de Antunes (2003), Marcuschi (2010) e Rojo & Barbosa (2015). Constatamos que, embora a obra Língua portuguesa-12ª classe, de Olga Magalhães, Fernanda Costa e Lília Silva, explore vários gêneros textuais, as atividades sugeridas a partir dos gêneros são, não raro, exercícios mecânicos de treinamento escolar da escrita ou da oralidade, pois desvinculados de situações reais de uso.  
      PubDate: 2017-11-25
      DOI: 10.22168/2237-6321.7.7.2.%p
      Issue No: Vol. 7, No. 2 (2017)
       
  • Análise linguística em substituição ao ensino de gramática'
           Incompreensões teórico-metodológicas e possibilidades de articulação
           dos eixos de ensino

    • Authors: Camilla Maria Martins Dutra, Laura Dourado Loula Régis
      Abstract: As incompreensões teórico-metodológicas e as dificuldades de transposição didática da proposta da Análise Linguística, reveladas nas ações de linguagem dos professores de língua portuguesa, justificam a relevância deste trabalho, cujo objetivo reside em empreender uma reflexão mais aprofundada da Análise Linguística, bem como apresentar uma proposta de atividade de leitura e Análise Linguística. Teoricamente fundamentados Geraldi (1984,1997), Franchi (1977), Mendonça (2006), Perfeito (2005), apresentamos uma proposta de atividade de leitura e Análise Linguística, de nossa própria autoria. Os resultados apontam a possibilidade de integrar os eixos uso – leitura – e reflexão – análise linguística –, a partir de exemplares do gênero textual anúncio publicitário e da exploração dos recursos linguísticos, linguístico-discursivos, icônicos, de textualidade e da argumentação, em uma única atividade. Desse modo, acreditamos que este trabalho possa contribuir para uma reflexão sobre os possíveis entraves à operacionalização da prática de análise linguística e, consequentemente, para uma rediscussão da implementação efetiva da proposta em sala de aula. 
      PubDate: 2017-11-25
      DOI: 10.22168/2237-6321.7.7.2.%p
      Issue No: Vol. 7, No. 2 (2017)
       
  • O discurso sobre o feminismo na mídia brasileira nos anos de 1920 e 1940:
           aspectos do “bom feminismo”

    • Authors: Michele Cristina Ramos Gomes, Ana Cláudia Peters Salgado
      Abstract: O objetivo deste trabalho é refletir qualitativamente acerca do discurso sobre o feminismo em um texto da década de 1920 e um da década de 1940 publicados no jornal O Globo. Buscou-se analisar de que modo o jornal posicionava-se acerca do feminismo e de assuntos que envolviam os direitos da mulher naquela época. Assim, pretendeu-se verificar de que modo essa mídia impressa construía/propagava ideologias (THOMPSON, 1995) sobre a realidade social das mulheres. Para a análise dos textos, o trabalho contou com a abordagem teórica da Análise Crítica do Discurso (FAIRCLOUGH, 1995, 2001 [1989], 2003, 2006 [1992]), que considera a língua como prática social. A análise do objeto em estudo apontou uma preocupação do jornal em abordar o feminismo de modo a delimitar as características do que seria o bom e o mau feminismo.
      PubDate: 2017-11-25
      DOI: 10.22168/2237-6321.7.7.2.%p
      Issue No: Vol. 7, No. 2 (2017)
       
  • Orações-quando temporais-condicionais

    • Authors: Cristiany Fernandes da Silva
      Abstract: Este artigo discute a polissemia de quando, isto é, as várias acepções que o termo pode assumir, para além da sua denotação canônica de expressar temporalidade, a saber: causalidade, concessividade, condicionalidade, adversatividade e proporcionalidade. Tratamos, especificamente, das orações-quando temporais-condicionais. A partir do conjunto de propriedades que a literatura elenca para a formação dessas sentenças, concluímos, na análise, que há, na verdade, duas restrições operando: uma de leitura (causa-efeito) e uma aspectual (imperfectivo). Argumentamos, por fim, quanto à existência de um operador genérico, GEN, com escopo sobre a sentença temporal-condicional. Nesse caso, quando funcionaria como um quantificador genérico, ou melhor, um advérbio de quantificação, a semelhança de outras sentenças que expressam genericidade.
      PubDate: 2017-11-25
      DOI: 10.22168/2237-6321.7.7.2.%p
      Issue No: Vol. 7, No. 2 (2017)
       
  • O passado do futuro: uma análise diacrônica do ir + infinitivo
           no Português Europeu

    • Authors: Paulo Ângelo Araújo Adriano
      Abstract: Este trabalho é uma análise diacrônica da expressão do futuro do presente, no português europeu (PE). Especificamente, analisaram-se 3 variantes do futuro, a saber, o (i) ir + infinitivo (vou comer), (ii) haver/ter de + infinitivo (hei de comer), e (iii) futuro simples (comerei, poderei comer). Estudos anteriores sobre o PE (HRICSINA, 2011) atestam um processo cíclico para a evolução do Tempo futuro, cuja expressão com a perífrase ir + infinitivo já estaria presente desde o século XIII (LIMA, 2001). Este estudo tem como objetivo, então, observar o percurso da realização do Tempo futuro no português europeu, nos séculos XVIII – XIX, partindo da hipótese de que, inicialmente, a estrutura ir + infinitivo era usada quando a proposição expressa pelo verbo principal se concretizaria imediatamente após a enunciação e, em seguida, a mesma estrutura passou a denotar futuro, ou seja, um evento posterior em relação ao momento da fala. Para tanto, analisaram-se peças de teatro portuguesas (entremezes) entre 1783-1877, disponíveis no acervo do Laboratório de História do Português (LaborHistórico).
      PubDate: 2017-11-25
      DOI: 10.22168/2237-6321.7.7.2.%p
      Issue No: Vol. 7, No. 2 (2017)
       
  • Tendência de assinatura avaliativa: um estudo de caso exploratório em
           roteiro de audiodescrição de peça de teatro

    • Authors: Pedro Henrique Lima Praxedes Filho, Sâmia Araújo dos Santos, Lindolfo Ramalho Farias Júnior
      Abstract: O estudo ora relatado se insere na área disciplinar da Tradução Audiovisual Acessível quanto à modalidade audiodescrição (AD) para pessoas com deficiência visual. Quanto ao roteiro descritivo de um dado produto (audio)visual, havia a prescrição de que deveria ser neutro. Pesquisa conduzida no Laboratório de Tradução Audiovisual da Universidade Estadual do Ceará comprovou empiricamente que não há neutralidade em roteiros escritos segundo esse parâmetro, o que foi feito via Teoria da Avaliatividade (TA) (MARTIN; WHITE, 2005) no âmbito da Linguística Sistêmico-Funcional. Partindo, agora, do pressuposto de que todos os roteiros de AD são avaliativos, foi nossa intenção dar um passo adiante, estudando estilo interpretativo em AD: a assinatura avaliativa do audiodescritor ou o estilo avaliativo do roteiro. Mais especificamente, o objetivo foi descrever a tendência de assinatura avaliativa do par de audiodescritores da peça teatral infantil ‘A Vaca Lelé’, cujo roteiro de AD foi elaborado em português brasileiro. Metodologicamente, o roteiro foi analisado segundo as categorias da TA tendo em vista encontrarmos padrões de uso avaliativo da língua que pudessem apontar na direção de uma tendência de assinatura avaliativa do par de audiodescritores. Como resultado, encontramos uma tendência de assinatura avaliativa caracterizada por avaliações de ‘atitude’ dos tipos ‘afeto’, ‘julgamento’ e ‘apreciação’ e por avaliações de ‘gradação’ do tipo ‘força’.
      PubDate: 2017-11-24
      DOI: 10.22168/2237-6321.7.7.2.%p
      Issue No: Vol. 7, No. 2 (2017)
       
  • Contemporary conversations on authorship in Applied Linguistics: a
           literature review

    • Authors: Ana Paula Carvalho Schmidt, Desirée MOTTA-ROTH
      Abstract:
      Authors hip attribution has been a concern across disciplines, from Information Science (MIRANDA et al, 2007; VANZ; STUMPF, 2010) to Medicine (GRIEGER, 2005; MONTEIRO, 2004; PETROIANU, 2002). With this in mind, we aim at providing an overview on Conversations (GEE, 1999) about authorship in the field of Applied Linguistics from 2012 to 2015. Drawing on Critical Discourse Analysis (FAIRCLOUGH, 1992, 2003), we review nine articles published in well-known Applied Linguistics journals. The results indicated that there are four different perspectives from which authorship is addressed: dialogicity, responsibility, ideological positioning and intellectual property. Quoting and paraphrasing were the most cited practices in association with the concept of dialogicity as a form of exercising authorship in the academic context.
      PubDate: 2017-11-07
      DOI: 10.22168/2237-6321.7.7.2.%p
      Issue No: Vol. 7, No. 2 (2017)
       
  • O estudo operatório da argumentação

    • Authors: Albano Dalla Pria, Fátima Graziele de Souza
      Abstract: Nosso objetivo, neste trabalho, é reorientar o estudo da argumentação para um ângulo perceptivo que difere do projeto teórico de Ducrot e seguidores. Especificamente, defendemos que a argumentação seja apreendida não como o ato de um sujeito que coloca em funcionamento la langue, mas como uma atividade constitutiva do funcionamento das línguas enquanto sistemas simbólicos de representação da significação construída pelos sujeitos em situação particular de diálogo. Nosso objetivo foi sustentado pela análise operatória de dois marcadores da língua francesa: peu e un peu. O trabalho teórico-metodológico foi fundamentado pela articulação da linguagem com as línguas naturais, conforme Culioli (1990, 1999a, 1999b). Concluímos que a presença do outro visa, do ponto de vista argumentativo, ratificar o ponto de vista do locutor no enunciado, e, do ponto de vista operatório, equilibrar as assimetrias experienciais (pontos de vista) e linguísticas (arranjos léxico-gramaticais) entre sujeitos.
      PubDate: 2017-11-07
      DOI: 10.22168/2237-6321.7.7.2.%p
      Issue No: Vol. 7, No. 2 (2017)
       
  • Entre paráfrase e polissemia: a movência dos sentidos e dos sujeitos em
           “saímos do Facebook”

    • Authors: Rodrigo de Santana Silva, Joelma Aparecida Bressanin, Giseli Veronêz da Silva
      Abstract: Temos como objetivo, neste estudo, compreender os efeitos de sentido produzidos pelo enunciado Saímos do Facebook, exposto em um cartaz nas manifestações de junho de 2013 no Brasil, a partir da sua textualidade, ou seja, estabelecendo uma relação com o mesmo enunciado expresso em um cartaz no manifesto popular ocorrido anteriormente no Oriente Médio em 2010. Desse modo, pretendemos dar visibilidade ao trabalho da memória e da ruptura de sujeitos e de sentidos, isto é, aos movimentos parafrásticos e polissêmicos que se fundam sob essas diferentes conjunturas. Inserimos nosso gesto de interpretação no espaço teórico possibilitado pela Análise de Discurso (AD) de cunho materialista, que tem como representantes Michel Pêcheux, na França, e Eni Orlandi, no Brasil. Dessa forma, como resultados desse trabalho podemos concluir que o enunciado analisado produz um efeito de reinterpretação, uma retomada de outro dizer, que se modifica, faz da memória e do esquecido o novo que é, também, passível de mudanças. 
      PubDate: 2017-11-03
      DOI: 10.22168/2237-6321.7.7.2.%p
      Issue No: Vol. 7, No. 2 (2017)
       
  • A ordem e a função do clítico SE no Português
           Clássico

    • Authors: Eloísa Maiane Barbosa Lopes, Cristiane Namiuti Temponi
      Abstract: O clítico SE se destaca dos demais clíticos por apresentar um comportamento diferente, pois, enquanto os outros clíticos estão associados à função sintática de objeto, o SE se associa às funções de sujeito ou objeto. Baseados em Brito, Duarte e Matos (2003), caracterizamos três tipos de SE associados às funções sujeito e objeto: SE-Passivo, SE-Indeterminado e SE-Reflexivo. Neste artigo, apresentamos uma descrição do uso do clítico SE nas construções finitas em orações principais neutras, com o objetivo de observar a possível existência de uma relação entre a posição e o tipo/função desse clítico em textos de autores portugueses nascidos nos séculos XVI, XVII e XVIII, período que compreende a gramática do Português Clássico, extraídos do Corpus Tycho Brahe. O uso de SE associado à função sujeito, SE-Passivo e SE-Indeterminado, nas orações principais neutras, parece favorecer a colocação enclítica nos contextos de variação, mesmo nos séculos XVI e XVII, em que a frequência de próclise é superior, pois, na distribuição do tipo de SE pela colocação, a frequência de ênclise para esses dois tipos de SE mantém-se bastante elevada nos contextos de variação ênclise/próclise, o oposto acontece com o SE-Reflexivo que mantém elevada frequência de próclise e ênclise marginal.
      PubDate: 2017-11-03
      DOI: 10.22168/2237-6321.7.7.2.%p
      Issue No: Vol. 7, No. 2 (2017)
       
  • Eufemismos e representações identitárias em fronteiras
           migratórias

    • Authors: Flavio Roberto Gomes Benites
      Abstract: A partir de enunciados com termos que remetem à maneira eufemística de dizer, este texto tem por objetivo fazer uma discussão a respeito da construção identitária de migrantes gaúchos e autóctones no Estado de Mato Grosso. Embora tenhamos realizado entrevistas com gaúchos e cuiabanos, neste artigo, atemo-nos a recortes derivados do primeiro grupo, nos quais o entrevistado tece comparações entre o gaúcho dito autêntico e o cuiabano, enfatizando as questões do nascimento, da descendência, enfim, da origem. Para este intento, tomamos como pressuposto teórico a Análise do Discurso de origem francesa e uma problematização sobre a territorialidade a fim de, então, relacionarmos essas vertentes teóricas com as questões identitárias. Nos fragmentos que trazemos à baila, os resultados da análise mostram que, em muitas situações, os migrantes gaúchos, na tentativa de minimizar a representação negativa que têm/fazem do nativo, empregam uma linguagem eufemizada que lhes possibilita (re)velar as (in)certezas sobre o outro.
      PubDate: 2017-11-03
      DOI: 10.22168/2237-6321.7.7.2.%p
      Issue No: Vol. 7, No. 2 (2017)
       
  • (In) tolerância e preconceito linguístico no ciberespaço: Reflexões
           acerca dos comentários de usuários

    • Authors: Valter Pereira Romano, Brenda Chauane Edlene Pereira
      Abstract: O presente artigo visa verificar como a intolerância e o preconceito linguístico se dão nos comentários de usuários do ciberespaço e observar a ocorrência do monitoramento da linguagem neste ambiente de interação social. Para tanto, realizou-se a seleção de três matérias que foram publicadas na Internet: “A língua que a gente fala”; “Caipira conserva formas antigas da Língua Portuguesa” e “Em bronca, Caetano Veloso dá aula sobre como usar a crase e faz sucesso na web”. Dessas três publicações, foram analisados treze comentários com foco para a discussão sobre o preconceito, a intolerância e a tolerância linguística. Como pressupostos teóricos, utilizam-se, primordialmente, os da Sociolinguística. Dentre os resultados observados, pôde-se observar que, apesar de haver um número significativo de pessoas que aceitam de modo positivo as variantes linguísticas, ainda há uma grande parcela dos usuários do ciberespaço que não as aceita como algo natural e legítimo das línguas. Além disso, observou-se que os usuários que produzem comentários preconceituosos e intolerantes também cometem equívocos em suas construções frasais sem se darem conta disso.
      PubDate: 2017-11-03
      DOI: 10.22168/2237-6321.7.7.2.%p
      Issue No: Vol. 7, No. 2 (2017)
       
  • Proformas negativas e interrogativas em Sateré-mawé

    • Authors: Denize de Souza Carneiro, Fernanda Ferreira Spoladore
      Abstract: Este artigo tem como objetivo apresentar a sistematização de uma análise da correlação morfossemântica das proformas interrogativas e negativas da língua Sateré-Mawé, cuja população corresponde a aproximadamente doze mil pessoas. Os sateré-mawé vivem na Terra Indígena Andirá-Marau, situada na divisa do Amazonas com o Pará, e sua língua é classificada como membro único da família Mawé, integrante do tronco linguístico Tupi. A referida análise foi feita com base em um corpus constituído de textos orais e escritos. Os textos orais foram coletados em contextos reais de comunicação; e os escritos, produzidos por professores que atuam nas comunidades da área indígena. A correlação existente entre a interrogação e a negação no sistema linguístico do Sateré-Mawé é bastante interessante, tendo em vista que as proformas negativas são formadas a partir das proformas interrogativas por meio da afixação do morfema ɨt...ʔi, indicador de negação. Notavelmente, as proformas negativas não mantêm apenas as características morfológicas das proformas interrogativas, mas também o valor semântico básico delas, conforme mostraremos neste texto.
      PubDate: 2017-11-03
      DOI: 10.22168/2237-6321.7.7.2.%p
      Issue No: Vol. 7, No. 2 (2017)
       
  • A realização fonética do galego e a do português: um estudo
           comparativo com o latim

    • Authors: Camilla da Silva Mendes, Nathalia Reis de Medeiros, Thiago Soares de Oliveira
      Abstract: Este trabalho é resultado de pesquisa desenvolvida no Núcleo de Estudos Culturais, Estéticos e de Linguagens do Instituto Federal Fluminense, a partir do projeto intitulado "O Português Histórico e sua aplicabilidade na explicação de fenômenos fonéticos da Língua Portuguesa". Considerando que as línguas galega e portuguesa advêm do galego-português, um romance regional que se desenvolveu na parte ocidental da Península Ibérica, e também que ambas são oriundas do latim, este trabalho pretende realizar um estudo fonético-comparativo entre esses três idiomas a fim de demonstrar que, apesar da origem comum, as realizações fonéticas do galego ainda se aproximam da pronúncia reconstituída latina, apontando para uma tradição na realização fonética. Adota-se, para tanto, o método comparativo a ser aplicado por meio da técnica de análise documental das Normas Ortográficas e Morfolóxicas do Idioma Galego, instituídas pela Real Academia Galega e pelo Instituto de Língua Galega com o intuito de unificar a ortografia e a morfologia dessa língua, em gramáticas da língua portuguesa e em compêndios latinos, especialmente no que toca à fonética. Embora existam diversos fonemas dialetais, trata-se aqui apenas dos fonemas recolhidos nas Normas, ressaltando que o galego ainda tem muita semelhança com o português devido à origem comum. Como referencial teórico, utilizam-se pricipalmente Amarante (2015), Monteagudo (2012) e Faria (1958; 1970), além de outros. No mais, justifica-se este artigo em razão da escassez de trabalhos na seara em que se pretende adentrar e da relevância do tratamento comparativo dos aspectos fonéticos de línguas que estão ou estiveram em contato, como é o caso do galego e do português.
      PubDate: 2017-11-03
      DOI: 10.22168/2237-6321.7.7.2.%p
      Issue No: Vol. 7, No. 2 (2017)
       
  • Espírito olímpico em sala de aula: relato de uma experiência de ensino
           de Língua Portuguesa

    • Authors: Marine Laísa Matte, Rosana Beatriz Ernzen
      Abstract: Este relato é fruto de uma prática de ensino de Língua Portuguesa pautada no conceito de pedagogia de projetos. As aulas foram ministradas em uma turma de 8º ano do Ensino Fundamental e tiveram como temática o espírito olímpico presente nas competições OCA (Olimpíada do Colégio de Aplicação da UFRGS) e Rio 2016. A partir da problematização da temática, realizamos tarefas centradas no objeto texto, abordando recursos linguísticos relevantes para a compreensão dos gêneros trabalhados em sala de aula. Como produto final, propomos uma produção escrita que sistematizou as discussões realizadas ao longo dos doze encontros que constituíram nossa prática docente.
      PubDate: 2017-11-03
      DOI: 10.22168/2237-6321.7.7.2.%p
      Issue No: Vol. 7, No. 2 (2017)
       
  • APRESENTAÇÃO AHEAD OF PRINT

    • Authors: Claudete Lima
      PubDate: 2017-10-31
      DOI: 10.22168/2237-6321.7.7.2.%p
      Issue No: Vol. 7, No. 2 (2017)
       
  • Atitude e engajamento em textos argumentativos produzidos no contexto
           escolar: desafios para o professor de leitura e escrita

    • Authors: Francieli Matzenbacher Pinton, Gabriela Pereira Eckert
      Abstract: Este trabalho tem por objetivo analisar de que forma alunos dos anos finais do Ensino Fundamental avaliam temas polêmicos em textos argumentativos, em específico no gênero artigo de opinião. O corpus deste trabalho está constituído de quinze artigos de opinião produzidos por alunos do nono ano de uma escola pública da rede estadual de ensino do Rio Grande do Sul. Os textos foram analisados à luz da Linguística Sistêmico-Funcional (HALLIDAY; MATHIESSEN, 2004) e do Sistema de Avaliatividade (MARTIN; WHITE, 2005). Os procedimentos de análise compreenderam três etapas: identificação dos recursos semântico-discursivos; mapeamento dos recursos recorrentes de acordo com o Subsistema Engajamento; classificação dos recursos de acordo com o modo como o aluno se posiciona frente a temas polêmicos. Os resultados apontam para a predominância de recursos linguísticos da contração dialógica por ratificação o que revela, em certa medida, desconhecimento dos produtores acerca do potencial de significados da língua para defesa de sua tese. Além disso, pode revelar uma fase da escrita de estudantes neste período escolar.
      PubDate: 2017-10-31
      DOI: 10.22168/2237-6321.7.7.2.%p
      Issue No: Vol. 7, No. 2 (2017)
       
  • Variação linguística e diversidade cultural em amostras de livros de
           inglês como língua adicional para adultos

    • Authors: Fernanda Gruendling
      Abstract: Os livros didáticos geralmente apresentam a língua inglesa na variedade entendida como a “padrão”, porém o idioma possui infinitas possibilidades de comunicação, vocabulário e construções que dependem da localização geográfica, grupo social ou cultura local. Além disso, a globalização permite que pessoas do mundo inteiro dividam, de certa forma, a propriedade da língua inglesa, contribuindo com sua parcela de influência cultural e linguística sobre o idioma. O objetivo deste artigo é verificar se há recomendações, notas ou quaisquer informações sobre variação linguística, assim como apresentação de diversidade cultural, em amostras de quatro livros do aluno e respectivos livros do professor disponibilizados na Internet por editoras internacionais. Tal verificação tem como base conceitos apresentados por David Crystal (2003) e William Labov (2008). A observação constata que os materiais apresentam quase nenhuma informação sobre variação linguística e que a demonstração de diversidade cultural através de imagens, textos e assuntos varia de acordo com o material: mais diversidade em amostras de livros de inglês britânico e menos diversidade em amostras de livros de inglês americano.
      PubDate: 2017-10-31
      DOI: 10.22168/2237-6321.7.7.2.%p
      Issue No: Vol. 7, No. 2 (2017)
       
  • A assimetria entre verbos de concordância e verbos simples em
           Língua Brasileira de Sinais

    • Authors: Guilherme Lourenço
      Abstract: O presente trabalho objetiva discutir a assimetria entre verbos simples (que não O presente trabalho objetiva discutir a assimetria entre verbos simples (que não apresentam concordância morfológica) e verbos de concordância em Língua Brasileira de Sinais (Libras). O fato de um verbo apresentar concordância ou não pode possibilitar, ou restringir, diferentes possibilidades de ordenamento dos sinais na sentença. Sentenças com verbos simples apresentam mais restrições no ordenamento de seus constituintes, enquanto verbos com concordância permitem de maneira mais livre ordens como SOV e OSV. Além disso, são identificadas diferenças em construção com topicalização de objeto e também na posição da partícula de negação não na oração. Assim, neste trabalho, apresento e discuto essas assimetrias, fornecendo uma explicação sintática para essas construções, a partir da perspectiva da Gramática Gerativa e partindo da proposta de derivação sintática da concordância em Libras, de Lourenço (2014).
      PubDate: 2017-10-31
      DOI: 10.22168/2237-6321.7.7.2.%p
      Issue No: Vol. 7, No. 2 (2017)
       
  • As noções de intenção e intencionalidade sob a perspectiva da
           Sociolinguística Interacional: reflexões teóricas e análise de duas
           situações de interação

    • Authors: Lucas Martins Gama Khalil
      Abstract: Este artigo objetiva refletir acerca das noções de intenção e intencionalidade, sobretudo a partir dos pressupostos teóricos de John Gumperz, principal representante da Sociolinguística Interacional. Trata-se de um tema bastante complexo, tendo em vista que pode suscitar a ideia de plena consciência do indivíduo, rejeitada por algumas perspectivas teóricas. É necessário destacar que a intencionalidade adquire uma interpretação bastante específica no interior da Sociolinguística Interacional, que a distingue, por exemplo, do termo “intenção”. Além de estabelecer relações entre a teoria principal assumida por este trabalho e algumas outras perspectivas teóricas que contribuem para essa discussão, como a Análise do Discurso e a Linguística Textual, propomos duas breves análises a fim de mobilizar o conceito de intencionalidade a partir de situações concretas de interação. Os casos em análise são dois vídeos disponíveis na Internet. No primeiro, um quadro de um programa televisivo, há uma situação de comunicação face a face em que podemos observar a negociação de uma determinada intencionalidade entre os interlocutores; no segundo, um videoclipe musical, embora não haja um alocutário individual, funcionam determinadas estratégias de cerceamento do sentido em conformidade com uma intencionalidade específica.
      PubDate: 2017-10-31
      DOI: 10.22168/2237-6321.7.7.2.%p
      Issue No: Vol. 7, No. 2 (2017)
       
  • A expressão do aumentativo na fala manauara

    • Authors: Heliene Arantes Carvalho, Silvana Andrade Martins
      Abstract: Este estudo analisa a expressão do aumentativo na fala manauara, no plano do conteúdo explícito e implícito como um recurso semântico-argumentativo que ultrapassa o enunciado. A base teórica se norteia na Sociolinguística Variacionista Laboviana (LABOV, 2008), na Teoria de Avaliatividade (MARTIN; WHITE, 2005) e no Funcionalismo Linguístico (SOUZA, 2012), observando os níveis gramaticais para o tratamento da expressão do grau aumentativo. Verifica-se a frequência de ocorrência e o tipo de uso na expressão do aumentativo, através de variáveis linguísticas e extralinguísticas. O corpus investigado pertence ao banco de dados do FAMAC (Fala Manauara Culta e Coloquial) e constituem-se de 6 registros, distribuídos equitativamente em EF, DID e D2. O critério de seleção dos informantes são os que tenham nascido em Manaus ou residam há mais de 20 anos. A análise dos dados apontou que a maior incidência de gradação do aumentativo ocorreu no tipo de registro DID, com 41% de frequência. 
      PubDate: 2017-10-31
      DOI: 10.22168/2237-6321.7.7.2.%p
      Issue No: Vol. 7, No. 2 (2017)
       
  • Vocalização da lateral /l/: um estudo acerca da sua manifestação nas
           séries iniciais em sujeitos do ensino particular

    • Authors: André Pedro da Silva, Yasmin Maria Macedo Torres Galindo
      Abstract: O presente trabalho preocupar-se-á em explicar e catalogar o fenômeno encontrado na escrita da vocalização da lateral /l/ quando transformada em glide /w/ e expressa ortograficamente como vogal alta u, em posição de coda final e medial. No português do Brasil, esse fenômeno acontece de maneira vasta, principalmente nos primeiros anos de letramento de um indivíduo. Esse processo deve-se tanto aos fatores internos, tais como: contexto fonológico anterior e posição na palavra, quanto por fatores externos, como faixa etária e nível de escolaridade. O presente trabalho se debruçará sobre dados recolhidos na cidade de Jaboatão dos Guararapes-PE (unidade residencial 6, bairro do Ibura), no Colégio e Curso João Paulo I, de ensino particular. Provamos aqui, apoiando-nos no método quantitativo-comparativo, a proposta norteadora de nossa pesquisa: em séries iniciais, os dados de escrita estão mais próximos da fala e na medida em que se dá o letramento, com o aumento da escolarização, tende a se afastar desta (cf. MORAIS, 2003, 2007; MASSINI-CAGLIARI; CAGLIARI, 2008; MARCUSCHI, 2005; FARACO, 2012; ZILLES; FARACO, 2015).
      PubDate: 2017-10-31
      DOI: 10.22168/2237-6321.7.7.2.%p
      Issue No: Vol. 7, No. 2 (2017)
       
  • Gêneros textuais em livros didáticos de história: enfoque na
           diversidade de textos verbais

    • Authors: Ana Gabriela de Souza Seal
      Abstract: Buscamos investigar, no tocante ao ensino de História, quais gêneros textuais foram inseridos em duas coleções de livros didáticos, com o propósito de entendermos quais esferas sociais foram priorizadas. Orientamo-nos pela proposta de agrupamento dos gêneros textuais a partir de cinco ordens: narrar, relatar, descrever ações, expor e argumentar. Percebemos um esforço da coleção em atender ao Programa Nacional do Livro Didático e à Proposta Curricular Nacional, ambas de História, no que concerne à variedade textual e à multimodalidade de gêneros. No entanto, a quantidade dos demais gêneros frente aos textos didáticos, legendas e àqueles referentes às propostas de atividades foram ínfimos. Consideramos indispensável discutir mais profundamente sobre a importância da diversidade textual nos livros de História e sobre os papéis que desempenham para o ensino de capacidades fundamentais à construção dos conhecimentos nessa área do saber.
      PubDate: 2017-10-31
      DOI: 10.22168/2237-6321.7.7.2.%p
      Issue No: Vol. 7, No. 2 (2017)
       
  • Os nomes do Hunsrückisch: aspectos linguísticos e extralinguísticos da
           denominação de línguas de imigração

    • Authors: Jussara Habel
      Abstract: O presente trabalho analisa a autodenominação dada à língua de imigração alemã Hunsrückisch, em português hunsriqueano (ALTENHOFEN, 1996), pelos informantes do Projeto ALMA-Cartografias (Atlas Linguístico-Contatual das Minorias Alemãs na Bacia do Prata: variação e contatos linguísticos do hunsriqueano entre o português e o espanhol, coordenado por C. Altenhofen, UFRGS, & H. Thun, Universidade CAU de Kiel, Alemanha). No banco de dados do Projeto foram registradas as variantes Hunsrick, Hunsrickisch, Hunsbucklisch, Deitsch versus Deutsch, Plattdeitsch ou simplesmente Platt, além de outras formas de cunho depreciativo. Trata-se de um levantamento in vivo de denominações da língua pelos membros de comunidades de falantes de hunsriqueano (OLIVEIRA & ALTENHOFEN, 2011). Além de identificar e cartografar as diferentes variantes para a denominação do Hunsrückisch, o trabalho busca analisar suas implicações para a delimitação do objeto de estudo, a percepção e significação do <nome de sua língua> para os membros da comunidade. Para isso, o presente trabalho segue o método cartográfico da Dialetologia Pluridimensional e Relacional (THUN, 1998). A (re)significação e a função sócio-histórica assumem contornos diversos, conforme mostram os resultados iniciais. 
      PubDate: 2017-10-31
      DOI: 10.22168/2237-6321.7.7.2.%p
      Issue No: Vol. 7, No. 2 (2017)
       
  • Cláusulas com para e sua multifuncionalidade

    • Authors: Rachel de Carvalho Pinto Escobar Silvestre, Violeta Virginia Rodrigues
      Abstract: Pretendemos, neste estudo, descrever o comportamento multifuncional do item para, tradicionalmente classificado como preposição. A tradição gramatical inclui esta preposição dentre os conectores capazes de introduzir orações subordinadas adverbiais finais reduzidas de infinitivo. Mateus et alii (2003) mencionam a possibilidade deste mesmo item funcionar como pronome relativo em determinados contextos, portanto, iniciando uma oração relativa (adjetiva na abordagem tradicional). Menezes (2003), por sua vez, defende a possibilidade de para encabeçar estruturas completivas (substantivas na abordagem tradicional). Os dados analisados foram coletados de roteiros cinematográficos, disponíveis no site www.roteirodecinema.com.br, que se constitui de mais de 380 roteiros de inúmeros filmes nacionais. Seguindo uma orientação funcional-discursiva, objetivamos verificar, por meio da análise dos dados do corpus, se para está funcionando como: i) conjunção integrante em cláusulas completivas; ii) pronome relativo em estruturas relativas e iii) conjunção subordinativa em cláusulas circunstanciais.  O aporte teórico mescla trabalhos de correntes teóricas diversas como os de Kury (1963), Bechara (1982), Thompson (1988), Azeredo (1990), Hopper (1991), Decat (2001, 2011), Poggio (2002), Mateus et alii (2003), Menezes (2003), Cunha & Cintra (2008), Marques (2009) e Rodrigues (2010), só para citar alguns.  Foram analisados 55 longas-metragens e 89 curtas-metragens, dos quais coletamos 3159 dados, contados manualmente. Do total, 1267 dados foram considerados hipotáticos circunstanciais, sendo 11 veiculando conteúdo semântico consecutivo, 6 possibilitando mais de uma leitura e 1250 veiculando conteúdo semântico final. Foram encontradas 1827 cláusulas completivas, 10 cláusulas relativas e 55 desgarradas, veiculando conteúdo semântico final.
      PubDate: 2017-10-31
      DOI: 10.22168/2237-6321.7.7.2.%p
      Issue No: Vol. 7, No. 2 (2017)
       
  • Gramatização do português brasileiro nos séculos XIX e XX e início do
           século XXI

    • Authors: Nahendi Almeida Mota, Ingrid Bomfim Cerqueira, Isabel Cristina Michelan de Azevedo
      Abstract: Este trabalho tem por objetivo traçar um panorama geral no que diz respeito aos estudos sobre a gramatização do Português brasileiro. Partimos do pressuposto de que, ao longo dos séculos, a legitimação do saber gramatical colocou em xeque a unidade linguística, não sendo mais admissível defender a presença de uma única língua em territórios distintos. Para tanto, recorremos aos pressupostos de Orlandi (2002), para tratar do discurso gramatical em sua relação histórica com o sujeito e suas posições; de Auroux (1992), para conceber a gramatização tal como um processo em que gramáticas e dicionários são tecnologias, para só posteriormente colocarmos a ênfase sobre as Gramáticas Brasileiras Contemporâneas do Português. Focalizamos, assim, como corpus de análise, a Nova gramática do português brasileiro, de Castilho (2010), e a Gramática pedagógica do português brasileiro, de Bagno (2012), para verificar, através de suas introduções e de seus sumários, as posturas assumidas pelos linguistas diante do papel exercido pelos manuais em questão na atualidade e de que maneira o discurso gramatical desses manuais projeta os rumos dos posteriores a eles no século XXI. Além disso, interessa-nos medir até que ponto há uma ruptura com a tradição gramatical para que a primeira gramática se declare como “nova”, e a última antecipe em seu título certo compromisso com a prática pedagógica, isto é, com o ensino.
      PubDate: 2017-10-31
      DOI: 10.22168/2237-6321.7.7.2.%p
      Issue No: Vol. 7, No. 2 (2017)
       
  • A referência linguística na atenção conjunta

    • Authors: José Moacir Soares da Costa Filho
      Abstract: O objetivo deste artigo é discutir a relação entre a atenção conjunta e a referência linguística. Para tanto, analisamos qualitativamente dados coletados com vinte crianças de 2 a 5 anos de idade enquanto elas jogavam um aplicativo para tablets. Nossa análise inicialmente tem como suporte teórico as contribuições de Bruner (1975) e Tomasello (2003) acerca da atenção conjunta. Em seguida, trazemos Diessel (2006) e Costa Filho (2011, 2013 e 2016) para discutir a importância da atenção conjunta durante o processo de consolidação da referência linguística para a criança. Após a análise dos dados, encontramos três tipos de atenção conjunta: atual, composicional e virtual, por meio das quais pudemos perceber que a atenção conjunta e o processo de referência linguística são interdependentes, já que é por meio das noções de referência linguística que os sujeitos da interação se engajam nas cenas de atenção conjunta. 
      PubDate: 2017-10-31
      DOI: 10.22168/2237-6321.7.7.2.%p
      Issue No: Vol. 7, No. 2 (2017)
       
  • Atitudes linguísticas em torno da língua de imigração e a sua (não)
           transmissão

    • Authors: Franciele Maria Martiny
      Abstract: Este artigo apresenta reflexões sobre as atitudes linguísticas de falantes bilíngues, de uma cidade localizada no Oeste do Paraná, em dados levantados durante a Tese de Doutoramento (MARTINY, 2015) sobre políticas linguísticas em torno da língua alemã. Na referida pesquisa, de viés qualitativo, constatou-se, por meio de entrevistas, que um dos motivos para a não manutenção da língua de imigração na comunidade está diretamente relacionado ao contato com a língua de prestígio, o português, e o estigma que grupos apresentam com relação à língua minoritária, o alemão, o que culmina na decisão dos pais e avós de não a falarem mais e, ao mesmo tempo, a não transmissão dessa aos filhos. Nesse sentido, a partir do aporte teórico da sociolinguística, verifica-se a complexa relação entre sociedade e língua, refletida nas atitudes dos falantes e na diminuição da interação em alemão na localidade.
      PubDate: 2017-10-31
      DOI: 10.22168/2237-6321.7.7.2.%p
      Issue No: Vol. 7, No. 2 (2017)
       
  • Gestão do multilinguismo no espaço visual público em Foz do Iguaçu: um
           estudo sobre a visibilidade da diversidade linguística

    • Authors: Isis Ribeiro Berger, Laisla Rafaelly Jardim Elsenbach
      Abstract: O presente artigo tem como tema a gestão da diversidade linguística no espaço visual público urbano de Foz do Iguaçu e tem como objetivo analisar e discutir sobre a forma como as diferentes línguas que coexistem no município estão dispostas visualmente na paisagem linguística. A pesquisa foi desenvolvida no ano de 2015, sob a ótica da Paisagem Linguística (Landry; Bouhirs, 1997; GORTER, 2006; SHOHAMY; GORTER, 2009; SPOLSKY, 2009), campo interdisciplinar que possibilita a relação dialógica com saberes de diferentes áreas. Para os fins dessa investigação, foram mobilizados em especial, saberes da Sociolinguística, Política Linguística e Geografia (OLIVEIRA; ALTENHOFEN, 2011; SPOLSKY, 2006; RAFFESTIN, 1993; GOMES, 2013). Norteada por reflexões em torno das condições para a visibilidade das diversas línguas em uso no município, a pesquisa envolveu observação e registros fotográficos para coleta de dados e lançou mão de análise quantitativa e qualitativa para refletir em que medida as diferentes línguas encontram condições para a visibilidade. Os resultados indicam a presença de diferentes línguas na paisagem e apontam para relações assimétricas em relação à disposição visual das línguas, como reflexo das relações de poder entre o inglês, língua hipercentral, e as demais. Para fins de conclusão, argumenta-se que a percepção dessa diversidade depende em grande medida dos sentidos construídos sobre esse multilinguismo, uma vez que há línguas que se encontram em condição de menos visibilidade.
      PubDate: 2017-10-31
      DOI: 10.22168/2237-6321.7.7.2.%p
      Issue No: Vol. 7, No. 2 (2017)
       
  • A polissemia do verbo dar: uma análise funcionalista

    • Authors: Luana Carvalho Coelho, Valéria Viana Sousa
      Abstract: A língua como objeto social é passível a mudanças. Assim, inovações surgem constantemente, e novos conceitos, significados vão se formando. A partir dessa perspectiva, objetivamos com esse estudo refletir sobre a natureza polissêmica do verbo dar no português brasileiro à luz do Funcionalismo norte-americano a fim de investigar as alterações sofridas na forma e na função por esse verbo. As amostras analisadas nesta pesquisa foram extraídas do Corpus do Português Popular de Vitória da Conquista (Corpus PPVC) e do Corpus do Português Culto de Vitória da Conquista (Corpus PCVC), organizados pelo Grupo de Pesquisa em Linguística Histórica e em Sociofuncionalismo. Para análise, descrevemos as extensões de sentido do verbo dar e, por meio dos sentidos encontrados nos corpora,analisamos o nível de transitividade das ocorrências com o verbo dar de acordo com os parâmetros propostos por Hopper e Thompson (1980). Nesse estudo, constatamos que o processo de gramaticalização é o responsável pela capacidade categorial desse verbo. Além disso, verificamos que a potencialidade e produtividade do verbo dar contribuem para o seu comportamento polissêmico.
      PubDate: 2017-10-31
      DOI: 10.22168/2237-6321.7.7.2.%p
      Issue No: Vol. 7, No. 2 (2017)
       
 
 
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